Em setembro, a taxa de juros dos empréstimos bateu recorde dos últimos 6 anos.

A taxa de juros em empréstimos bateu recorde no mês de setembro de 2015. Desde junho de 2009 a elevação dos índices não alcançava esses patamares.

A taxa média acumulada no ano chegou a 131,1%, com alta de 1,26% se comparado ao mês de agosto do mesmo ano, conforme a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade).

O empréstimo para financiamento de automóveis foi o índice que apontou maior correção com 2,7% de aumento no mês.

O juro do cartão de crédito chegou a 13,59%, com alta de 1,65% se comparado a agosto de 2015. O acumulado de 361,40% ao ano faz do juro do cartão de crédito o maior desde março de 1996.

Foi constatada elevação nas taxas nas seguintes modalidades de crédito para pessoa física: juros do comércio em geral (crediário), cartão de crédito rotativo, empréstimo pessoal de bancos, cheque especial, empréstimo pessoal de financeiras e CDC bancos para financiamentos de veículos.

Alguns bancos já tinham anunciado a elevação da taxa de juros do cheque especial. O consumidor deve estar em alerta com as facilidades promovidas na aquisição de crédito pelas instituições financeiras. Inclusive o Procon pede que retardem certas compras que dependam dessa situação para quando a conjuntura econômica estiver mais favorável, pois a situação deve continuar mais delicada por algum tempo.

Para pessoa jurídica houve aumento nas linhas de conta garantida, capital de giro e desconto de duplicatas.  A linha de conta garantida apresentou o maior aumento desde outubro de 1999.

Segundo a Anefac, em virtude do atual cenário econômico o risco de inadimplência se torna maior, acarretando na permanência dos altos índices das taxas de juros para os próximos meses. A turbulência econômica e também política, a alta carga tributária e a queda da nota de crédito do país, ajudam a manter os índices altos.

Por Jean Fretta Pereira

Empréstimo


Taxa de juros atingiu seu maior nível dos últimos 9 anos. Como não houve redução, apenas uma paralisação nas altas, os juros seguem altos, os maiores desde julho de 2006.

Depois de ter 7 altas consecutivas em 2015, o Copom – Comitê de Política Monetária – agora mantém os juros em 14,25% ao ano, o maior nível dos últimos 9 anos!

O Banco Central optou por "frear" as altas em uma reunião que foi realizada na última quarta-feira, dia 2 de setembro. Como não houve redução, apenas uma paralisação nas altas, os juros seguem altos, os maiores desde julho de 2006.

Em setembro de 2014, a taxa básica de juros chegou a 11% ao ano, por isso, nestes últimos meses a taxa Selic teve um avanço de 3,25%. Ao término da reunião do dia 2, o Banco Central informou que, após uma análise do cenário macroeconômico, juntamente com as perspectivas para a inflação no país e até do balanço de riscos, por unanimidade o BC iria optar por manter a taxa Selic neste patamar.

Para o Copom, é importante deixar a taxa em 14,25% ao ano por um período mais prolongado, para conseguir combater a inflação, trazendo-a novamente para o controle do Governo até o final do próximo ano.
De acordo com os dados divulgados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil está atravessando uma "recessão técnica" e, por isso, já se esperava a manutenção dos juros, sem avanço, mas também sem recuo.

No último mês de julho o Banco Central chegou a anunciar a necessidade da manutenção da taxa básica de juros em 14,25% ao ano, por isso os economistas não esperavam um outro resultado para o fim desta reunião.
A intenção do BC é conseguir controlar o crédito e também o consumo, o que possibilitaria o controle da inflação. Só que existem os contras, por exemplo, deixando o crédito mais caro, os juros elevados vão prejudicar a atividade econômica e o país precisa crescer e gerar novos empregos.

O Banco Central já admite que a inflação vai ultrapassar o teto de 6,5%, podendo chegar, de acordo com as mais recentes previsões, a 9% em 2015.

Agora a entidade quer fazer com que o IPCA chegue a 4,5% até o final do ano que vem, sendo que para este ano a previsão é que o IPCA acumule uma alta de 9,56%.

Por Russel

Taxa de juros





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