Foi aprovado o reajuste médio de 16,78% na tarifa da conta de luz no estado do Rio de Janeiro.

Está previsto mais um aumento na conta de luz, dessa vez o estado afetado será o Rio de Janeiro.

Conforme a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), foi aprovado no dia 4 de novembro um reajuste médio 16,78% na tarifa.

Essa aprovação influencia nas tarifas da distribuidora de energia elétrica Light, com atuação no estado do Rio de Janeiro. A mesma empresa já teve sua tarifa reajustada no mês de março deste ano.

A partir de sábado, dia 7 de novembro, já entra em vigor a alta de 17,2% para tarifas para clientes residenciais e de 15,9% para as tarifas de clientes industriais.

Serão afetados 31 municípios em todo o estado do Rio de Janeiro, compreendendo 3 milhões e 700 mil clientes residenciais e industriais.

Como justificativa, a Aneel alega aumento no custo da compra e no transporte da energia em virtude da baixa do nível dos reservatórios das principais hidrelétricas do Brasil, incluindo o pagamento de encargos setoriais.

O valor pago pela Light pelo megawatt-hora subir de 123 reais para 147 reais, gerando uma alta de 19,5%. O aumento do custo médio fica compatível com o aumento repassado ao consumidor final.

A Agência Nacional de Energia Elétrica define o percentual como um teto a ser aplicado pelas distribuidoras, mas cada distribuidora tem autonomia para definir o percentual a ser aplicado, podendo ser um percentual inferior ao indicado pela Aneel.

É comum todo ano as tarifas sofrerem um reajuste, dependendo do índice que for indicado pela Aneel. Desde 2014, as tarifas de energia elétrica estão sendo encarecidas devido ao baixo nível de água dos reservatórios.

O objetivo das distribuidoras não é o lucro com a revenda da energia comprada das usinas, mas lucrar com o transporte e distribuição aos seus clientes. Então já era esperado que todo aumento no custo da energia seja repassado ao cliente final.

Por Jean Fretta Pereira

Conta de luz


Redução tarifária da bandeira vermelha será entre 15% e 20% e entrará em vigor a partir de setembro, mas o consumidor deverá notar a queda de apenas 1,6% na sua conta de luz.

A tarifação por bandeiras foi uma solução encontrada pelo Governo para frear o aumento do consumo de energia elétrica, em épocas onde a geração de energia seja mais cara, onde fontes alternativas e mais caras, como termelétricas são ativadas.

O problema é que desde que as bandeiras tarifárias foram implantadas, não houve variação, e a bandeira vermelha continua valendo desde então, mesmo com as medidas de economia e da leve cheia dos reservatórios. Finalmente a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira (11/08), que a bandeira tarifária vermelha sofrerá redução entre 15% a 20% de seus custos a partir do mês de setembro.

Porém, com as grandes altas que a energia já sofreu este ano (alta de 47,95% segundo o IBGE), a redução da tarifa seria equivalente a somente 1,6%. No Rio de Janeiro, por exemplo, o consumidor paga uma tarifa de R$ 5,50 por cada 100Kw consumidos. Com a redução, em um cenário otimista, esse valor passaria para R$ 4,40.

A redução na cobrança é devido a uma melhora dos níveis dos reservatórios, graças a um bom período de chuvas. E também a uma conscientização do consumidor, que vem economizando mais, por conta da retração econômica. Finalmente o esforço do consumidor vai ser recompensado, mesmo que um pouco.

A medida de redução da tarifa foi anunciada junto com um Programa de Investimentos em Energia Elétrica, com previsão para os anos de 2015 a 2018 e que pretende contratar um investimento de R$ 186 bilhões para a geração e transmissão de energia durante esses anos.

A presidente Dilma reforçou durante a entrevista que entre faltar energia e pagar um pouco mais, o consumidor deve ficar com a segunda opção e culpou mais uma vez as chuvas pela escassez de água dos reservatórios que abastecem as geradoras de energia elétrica e diz que ao invés de implantar o racionamento no país (medida adotada pelo rival político FHC anos atrás), optou pela alta dos preços para cobrir a geração extra de energia que as hidrelétricas não supriram.

Por Patrícia Generoso

Bandeira vermelha da energia elétrica





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