PIB do Brasil cai 0,3% no trimestre, segundo IBGE. Especialistas acreditam em recuperação do país.

O PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas as riquezas de um país, apresentou queda de 0,3% no primeiro trimestre de 2016, quando comparado com os três meses anteriores. Os dados foram divulgados na quarta-feira (1º/06) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o orgão, esta é a quinta queda trimestral seguida do PIB do Brasil. Segundos especialistas em economia, isto é reflexo da recessão do país. Porém, economistas acreditam que esta pode ser a chance para o país sair do "fundo do poço", visto que o Brasil poderá agora encontrar as condições iniciais para a recuperação econômica.

A explicação para acreditar em condições melhores para a economia do país, que segue mergulhado em uma crise política e econômica sem precedentes históricos, se deve ao resultado da dinâmica da crise. Ou seja, o país enfrenta um longo período de quedas e, em certo momento, ocorre a estabilidade do ritmo da queda. Para especialistas em economia, o Brasil passa por este momento agora, o que pode ocasionar condições iniciais para uma recuperação. Porém, esse é apenas o começo dessa melhora no quadro desfavorável da economia do país.

Ainda segundo economistas, até mesmo as empresas que contribuíram para a queda do PIB no passado precisam agora realizar investimentos pontuais em suas linhas de produção para a própria sobrevivência no mercado, já que os cortes ou o adiamento de projetos importantes já foram realizados. Isso pode ser comparado com a dinâmica de uma família, que também enfrenta a crise, adiando a aquisição de bens de consumo duráveis, mas em certo momento ocorrerá a necessidade da reposição dessas mercadorias.

Segundo o IBGE, em valores correntes, o PIB do Brasil chegou a R$ 1,47 trilhão no primeiro trimestre de 2016, apresentando uma queda de 5,4% quando comparado com o mesmo período de 2015. Isso tudo reflete no consumo das famílias, que apresentou uma queda de 6,3%, quando comparado com o mesmo período de 2015. Para economistas, isso ocorre devido ao desemprego e a queda da renda das famílias brasileiras. Já o PIB na indústria registrou -1,2%. Agropecuária e setor de serviços também apresentaram quedas. O único que fechou no positivo foi o consumo do governo, com 1,1%.

Porém, o comércio exterior apresentou resultados positivos. Dessa forma, as exportações brasileiras cresceram 6,5% quando comparado com os três últimos meses do ano passado. Se para alguns especialistas, como já citamos, este "fundo do poço" traria uma melhora para o país, outros não pensam da mesma forma e apresentam previsões pessimistas para o país. De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a situação econômica do Brasil vai se deteriorar ainda mais com a contração de 4,3% do PIB brasileiro.

E para você, quais são as dificuldades encontradas no atual quadro de recessão econômica do país? Está otimista ou pessimista com relação ao PIB brasileiro? Deixe seu comentário!

Rodolfo Cruz Merino


Queda do PIB deve-se ao resultado negativo dos investimentos, explica IBGE.

No Brasil a economia teve queda de 3,8% no decorrer de 2015 comparando ao ano anterior, conforme números anunciados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) nesta quinta-feira (3). Ainda de acordo com o instituto, essa é a maior queda sofrida por nossa economia desde 1990, quando despencou 4,35%. Somente no quarto trimestre, comparado ao mesmo período de 2014, é que a retração foi de 5,9% e sobre o ano anterior teve uma baixa de 1,4%.

Alguns setores tiveram um ligeiro crescimento no ano de 2015, como a Agropecuária com 1,8%. Porém, a indústria encolheu 6,2% e os serviços tiveram redução de 1,4%. O PIB do ano anterior totalizou em valores correntes 5,9 trilhões de reais. Já o PIB per capita somatizou 28,87 mil reais, com uma queda de 4,6% se comparado com 2014.

Segundo o IBGE, a queda do PIB foi guiada por resultados negativos de investimentos. Este retrocesso tem justificativa pelo fato da produção interna e importação de bens de capital terem sofrido uma queda, com influência negativa da Construção no decorrer do ano”.

Por outro lado, o consumo das famílias tiveram queda de 4% se comparado a 2014 (quando o crescimento foi de 1,3%). Os gastos de consumo do governo deram uma desacelerada comparado a 2014, tendo uma baixa de 1,2%. Analistas não ficaram surpresos com resultado tão negativo.

“Não se pode dizer que esse desastre não foi anunciado. Muitos indicadores já indicavam que haveria uma retração em 2015, só não se sabia a gravidade”. Diz Luiz Alberto Machado, Conselheiro do Cofen (Conselho Federal de Economia).

“Ainda não dá para festejar a economia do país em 2016, mas destacamos o dólar em alta como um fator que deve motivar a exportação industrial. Porém, é certo que será um ano negativo para o Brasil. Nosso país tem uma líder que não comanda nem a base do seu governo”, critica Luiz Alberto.

O IBGE ainda informa que as exportações de bens e serviços, no setor externo, tiveram ligeiro crescimento de 6,1% enquanto que as importações caíram 14,3%. Já o petróleo, a soja, os produtos siderúrgicos e o minério de ferro foram os que mais cresceram.

Confira abaixo alguns números divulgados pela IBGE:

  • PIB 2015: -3,8%
  • Agropecuária: +1,8%
  • Indústria: – 6,2%
  • Serviços: – 2,7%
  • Investimentos: -14,1%
  • Consumo das Famílias: – 4,%

Por Ruth Galvão





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