O prazo final para que os trabalhadores façam o saque do abono salarial será esta quinta-feira, dia 30 de junho de 2016.

Nesta última segunda-feira, dia 27 de junho de 2016, o Ministério do Trabalho divulgou uma nota oficial, a fim de alertar os trabalhadores quanto ao prazo para sacar o PIS/Pasep. Segundo as estimativas do órgão, mais de 1,38 milhão de trabalhadores, até a data mencionada acima, ainda não tinham feito o saque do benefício PIS/Pasep. O prazo para que os trabalhadores façam o saque do referido benefício será esta quinta-feira, dia 30 de junho de 2016.

De acordo com a última mensuração do Ministério do Trabalho mais de 22,2 milhões de trabalhadores já sacaram o benefício, sendo que este montante representa um percentual de 94,14% dos trabalhadores que tem direito e que o valor gasto com o pagamento deste benefício está estimado em R$ 18,4 bilhões.

Os trabalhadores que fazem jus ao recebimento do benefício são aqueles que estão devidamente cadastrados no PIS/Pasep há um período mínimo de cinco anos, receberam remuneração mensal média no limite de até dois salários mínimos no ano de 2014, exerceram atividade remunerada pelo período mínimo de 30 dias no ano de 2014. Convém ressaltar que além dessas exigências para fazer jus ao benefício o trabalhador tem que ter os seus dados atualizados pelo empregador por meio da Relação Anual de Informações Sociais.

Para ter acesso ao valor do benefício, os trabalhadores que preenchem os requisitos mencionados acima deverão primeiramente verificar se o valor não foi creditado na sua conta corrente, caso o valor não tenha sido creditado, o trabalhador deverá comparecer ao autoatendimento das agências da Caixa Econômica Federal ou qualquer Casa Lotérica de posse do Cartão Cidadão. Já os trabalhadores que não possuem o Cartão Cidadão, devem comparecer a qualquer agência da Caixa Econômica Federal e apresentar um documento oficial de identificação.

Os trabalhadores que fizerem jus ao recebimento do PASEP irão receber o benefício pelo Banco do Brasil, sendo que primeiramente devem verificar se o valor não foi creditado na conta corrente, caso contrário, deverão comparecer em uma das agências do Banco do Brasil e apresentar um documento oficial de identificação.

Para os trabalhadores que possuem dúvida a respeito do direito ao benefício, tanto a Caixa Econômica, quanto o Banco do Brasil, disponibilizaram dois números telefônicos para obtenção de informações, sendo estes: 0800-7260207 Caixa Econômica Federal e 0800-7290001 Banco do Brasil.

O valor devido aos beneficiários é equivalente a um salário mínimo, ou seja, R$ 880. Os quantitativos que não forem sacados pelos trabalhadores irão retornar para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Por Adriano Oliveira

Abono salarial


Juros do cartão de crédito encerraram 2015 com o índice de 431,4% ao ano e os do cheque especial, 287% ao ano.

Levando em consideração nosso atual momento econômico é comum que vários fatores oriundos de tal crise comecem a surgir. Um dos principais destaques é, sem sombra de dúvidas, as altas taxas de juros praticadas no Brasil. Dentre tais taxas, podemos destacar os juros do rotativo do cartão de crédito, bem como do cheque especial que encerraram 2015 como as taxas mais altas registradas, segundo o Banco Central através de relatório divulgado em 27 de janeiro de 2016.

Com isso, a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito cresceu nada menos que 16,1% apenas de novembro para dezembro de 2015, chegando assim ao seu patamar de 431,4% ao ano. Se compararmos com a mesma taxa em dezembro de 2014 o aumento é de 99,8%. Dessa forma, trata-se da maior taxa registrada na série histórica do Banco Central. Para aqueles que não sabem, o rotativo é a taxa a ser paga pelo consumidor quando o mesmo não efetua o pagamento integral de sua fatura de cartão de crédito.

Porém, não é apenas o juros do rotativo do cartão de crédito que anda em alta. Como destacado no início desta matéria, a taxa do cheque especial também segue em alta. A taxa chegou a impressionantes 287% ao ano em dezembro de 2015, isso significa um aumento de 2,1% em relação a novembro do mesmo ano. Com isso, temos o maior valor desta taxa desde abril de 1995, na ocasião a taxa alcançou o patamar de 288% ao ano. Quando efetuamos a comparação da taxa do cheque especial com dezembro de 2014 o aumento é de 86%.

Além disso, também podemos destacar a subida de 0,4% na taxa do crédito consignado que passou para 28,8% ao ano de novembro para dezembro de 2015. A taxa do crédito pessoal, por sua vez, registrou queda de 2,8% no mesmo período. A taxa média de juros cobrada das famílias também registrou um recuo no período avaliado: queda de 1,1% passando para 63,7% ao ano.

Por Bruno Henrique

Juros


A opção de quitação ou abatimento do valor do IPVA utilizando a Nota Fiscal Paulista tem prazo de até o dia 31 de outubro.

O Programa Nota Fiscal Paulista tem o apoio e é estimulado pelo Governo do Estado de São Paulo, para que as empresas ou pessoa jurídica emitam nota fiscal eletrônica ou manual. Dessa forma, as empresas têm um incentivo, pois haverá renúncia tributária de até 30% do dinheiro recolhido para fins de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Já a importância da Nota Fiscal Paulista para o consumidor é que é possível a devolução de até 20% desse valor efetivamente recolhido pelo estabelecimento ao cliente ou comprador. Para que isso ocorra, basta que o consumidor exija no ato da compra esse documento fiscal e informe o seu CPF ou, se for o caso, CNPJ para receber os créditos e também participar e concorrer a prêmios em dinheiro.

Esse dinheiro restituído ao consumidor pode ser utilizado de várias formas. No próprio site de consulta ao saldo da Nota Fiscal Paulista www.nfp.fazenda.sp.gov.br a pessoa insere o CPF ou CNPJ e verifica se prefere que o saldo informado seja depositado em sua conta (basta informar os dados corretos) ou então pode também, para quem preferir, ser usado para pagamento do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores). Nesse último caso, é somente escolher a opção de quitação ou abatimento no valor do IPVA e o site irá pedir  o número do Renavam do veículo.

A escolha do consumidor de realizar o pagamento do IPVA 2016 por meio da Nota Fiscal Paulista poderá ser feita até o dia 31 de outubro deste ano. Essa preferência não poderá ser desfeita ainda que o automóvel seja vendido.

Vale destacar que somente será possível utilizar o saldo da Nota Fiscal Paulista vinculado ao CPF do proprietário do automóvel, não existindo outra maneira de ser usado.

Segundo informações anunciadas pela Secretaria da Fazenda do Estado, neste mês de outubro entre os dias 1º e 21 foram contabilizados R$ 16.684.812,50 com finalidade de pagamento do IPVA 2016.

Por Paula Barretto Guerra

NFP


Comércio varejista registrou o pior índice desde 2006, com uma queda de 4,7% na semana que antecedeu o Dia das Crianças.

De acordo com a Serasa Experian (empresa voltada para informações de crédito), o comércio varejista teve o pior índice desde 2006, com uma queda em torno de 4,7% na semana que antecedeu o Dia das Crianças.  

Os demonstrativos na análise de desempenho não foram favoráveis, com queda de 3,3% na semana das crianças em comparação ao ano de 2014.

Fatores que influenciaram na hora das compras e causaram a baixa no comércio e nas vendas foram: o alto índice da inflação e taxa de juros, os preços caros dos produtos, a taxa de desemprego, a falta de expectativa das pessoas com relação aos acontecimentos relacionados à economia, falta de otimismo e confiança no governo. Todos esses fatores pesam no bolso do consumidor que avalia a atual situação do país e prefere não gastar com medo de gerar dívidas e inadimplência.   

O consumidor não sabe o que esperar com relação à economia do país e se vê as voltas com incertezas, reflexo de uma política de má gestão, com os preços em constantes aumentos, ele recua e se previne, pois não sabe o que o aguardar no futuro, assim evita gastos e endividamentos.   

Pesquisas registraram que desde 2006 não havia queda do comércio neste período e lojistas consultaram o banco de dados de informações do serviço da Serasa Experian para obterem mais informações.

Nota-se que o movimento das pessoas para ir às compras está em curva descendente, não há uma expectativa para o consumidor gastar, pois o momento é de crise e de cautela.   

Com o comércio em baixa quem perde é o comerciante que vê os seus lucros em baixa. As vendas fracas fazem o comércio contratar menos e agora, principalmente, para o final de ano, com as vagas temporárias. Muitos estão reduzindo o quadro de funcionários para cortar custos e esses procedimentos acabam gerando uma bola de neve, pois o comércio sobrevive dos consumidores.   

É preciso que o governo invista em políticas públicas mais eficazes, e que crie melhores expectativas na área econômica, e favoreça a expectativa dos consumidores, para que o mesmo se sinta atraído a comprar. Uma boa opção seria baixar os juros e o parcelamento para que o consumidor tenha condições de arcar com o crediário.                       

Por Marisa Torres

Vendas do Dia das Crianças

Foto: Divulgação


Custo de vida dos idosos ficou acima do IPC-BR, que registrou alta de 1,17% no 3º trimestre.

Foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia, Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) na ultima terça-feira, dia 13, o resultado da pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) que a inflação entre os idosos subiu 1,23% no terceiro trimestre de 2015. De acordo com a FGV, a taxa acumulada entre julho e setembro foi de 1,23%, contra aumento de 2,46% no segundo trimestre deste ano.

Segundo os dados apurados, o custo de vida dos idosos ficou acima do Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a inflação em todas as faixas etárias e que subiu 1,17% no terceiro trimestre do ano. Ao todo, o IPC-BR ficou em 9,65%, enquanto o IPC-3i acumulou 10,21% no mesmo período.

Esse índice de preços ficou acima da inflação oficial, de 9,49%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O índice está bem superior ao teto da meta de inflação do Banco Central, que é de 6,5%.

Apesar da alta, a FGV apurou que na passagem do segundo para o terceiro trimestre de 2015, a taxa do IPC-3i registrou decréscimo de 1,23 ponto percentual, ao passar de 2,46% para 1,23%. Ainda conforme a pesquisa alguns itens contribuíram para a deflação, ou seja, subiram menos na passagem de um trimestre para o outro, os principais foram os alimentos  que saíram de uma alta de 2,34% para 0,54%, sobretudo as hortaliças deram um resultado maior, com deflação de 16,33% no terceiro trimestre depois de aumento de 11,85%. 

Ao todo, foram sete das oito classes de despesa que compõem o índice que registraram variação menor. Dentre elas estão os grupos saúde e cuidados pessoais (3,47% para 1,82%), despesas diversas (9,31% para 0,67%), habitação (2,53% para 1,97%), educação, leitura e recreação (2,73% para 0,94%), vestuário (1,98% para 0,24%) e transportes (0,69% para 0,35%).

Por Lilian de Oliveira

Inflação entre idosos

Foto: Divulgação


Taxa de juros do cheque especial registrada em setembro foi a maior desde setembro de 1995.

A taxa dos juros do cheque especial é de 12,28% neste mês de outubro, de acordo com a pesquisa do Procon de SP, é o maior índice registrado desde setembro de 1995.

As pesquisas foram realizadas com sete instituições financeiras e foi verificado que cinco bancos aumentaram a taxa do cheque especial e o aumento superou o mês de setembro que foi em torno de 11,90%.

A CEF (Caixa Econômica Federal) passou de 10,35% para 11,38% ao mês, o Santander de 4,21% em relação a setembro, o Banco do Brasil, 3,69%, o Itaú 2,58%, o Bradesco 2,4%. O empréstimo pessoal obteve alta de 6,27% am na média bancária. 

O Banco Bradesco apresentou a maior alta de 6,57% para 6,61% e as demais instituições financeiras permaneceram estáveis, sem alterações.

De acordo com os economistas, as altas taxas de juros acabam prejudicando o crédito no Brasil e impedem a retomada do crescimento da economia, reflexo da taxa Selic. Outra taxa que sofreu aumento foi a do cartão de crédito rotativo que atingiu 345,8% ao ano

As altas taxas de juros comprometem o crédito e vários ramos são afetados dentro da economia como, por exemplo: a produção, as vendas, a antecipação de pagamentos das contas, e, com isso, não se gera uma rotatividade no comércio. O consumidor passa a ter receio na hora de adquirir um empréstimo, um financiamento, pois os juros em caso de atrasos aumentarão a conta, e o consumidor fica mais previnido na hora de contratar um serviço financeiro. 

Com a restrição do crédito o consumidor passa a comprar menos, pois os altos juros consomem as finanças, e faz com que haja o aumento da inadimplência e do calote, e esses índices de aumento das instituições bancárias é uma forma de prevenção e precaução a esses fatores. 

O governo, visando arrecadar mais, aumentou as taxas para que arrecadem mais e possam cumprir com os gastos, mas ao mesmo tempo coloca o consumidor em uma situação difícil, pois o mesmo não poderá continuar consumindo muito, e passa a ficar restrito e à mercê das taxas abusivas dos juros. 

Por Marisa Torres

Dinheiro


1.233.245 contribuintes foram selecionados para receberem mais de R$ 1,4 bilhão ao todo em restituição do Imposto de Renda.

Imposto de Renda é a taxa que o trabalhador ou empresa deve ao estado federal, descontado anualmente e a porcentagem do desconto é fixada pelo Governo de cada país onde é aplicado o imposto.

“Os lotes residuais são liberados aos contribuintes que ainda não receberam suas restituições dentro dos prazos normais. Anualmente, todo mês é liberado um lote de restituição, entre junho e dezembro, que se refere ao ano do exercício da entrega da declaração de imposto de renda. Quem não teve o nome incluído em nenhum destes lotes de restituição, terá o nome enviado para uma fila de espera das declarações com erros nas informações prestadas ou até mesmo com suspeitas de fraude: a malha fina”. – Uol Economia.

Nesta quarta-feira (07/10) a consulta ao quinto lote de restituições do Imposto de Renda 2015 foi liberada pela Receita Federal. Incluindo neste, restituições de 2008 a 2014 que tinham ficado na malha fina.

1.233.245 contribuintes foram selecionados para receberem mais de R$ 1,4 bilhão ao todo.

Através do site da Receita zip.net/bsn4Jn (URL encurtada; para acessos móveis) pode-se consultar e ver se a declaração foi liberada, ou ligar para o Receitafone, pelo número 146.

Através do mesmo, há a possibilidade de sabe se existe alguma irregularidade na declaração. Se sim, o contribuinte pode apresentar uma declaração retificadora e corrigir as possíveis irregularidades existentes na Receita.

Será feito o depósito da restituição no dia 15 de outubro. A agência bancária na qual será usada para depósito é a indicada pelo contribuinte no momento da declaração. A correção do valor é feita pela Selic (taxa básica de juros), mas após o depósito, não sofrerá atualização.

Durante um ano, será possível receber a restituição em agências de bancos. Caso o contribuinte não realizar o resgate, deverá requerê-la por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, pelo mesmo link já declarado anteriormente.

Caso o contribuinte constar a falta do crédito, deverá entrar em contato pessoalmente com qualquer agência do Banco do Brasil, ou ligar para a central de atendimento pelo número 4004-0001 (capitais), ou 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (exclusivo para deficientes auditivos).

Por Caio Magalhães

IRPF


Países com o maior potencial para os próximos anos são: China, Índia, Indonésia, Nigéria e Filipinas.

Você saberia dizer quais são os países emergentes e com as classes médias mais promissoras atualmente? Dificilmente saiba, porque isso é feito por meio de pesquisas, levantamentos de dados e estatísticas – e não é um mero fato que se possa classificar como curiosidade e sim, uma informação de grande importância para formuladores de políticas e também para empresas.

Quem fez esse trabalho foi a consultoria Euromonitor, e por meio dele, conseguiu identificar os países com o maior potencial para a próxima década ou mais, tomando como base os domicílios de classe média, seu crescimento e também o aumento de renda.

O Brasil não está na lista, que tem quatro países asiáticos e um africano, países que têm grandes populações e forte potencial de crescimento. O Boston Consulting Group emitiu um relatório recentemente onde consta que a região Ásia-Pacífico (menos o Japão), já ultrapassa a Europa e deve ainda superar a América do Norte, como sendo a região mais rica do mundo – isso em bem pouco tempo: até 2019.

Veja quais são os cinco países emergentes:

China – com o desafio que o país tem em fazer a transição de uma economia de investimento para um que seja focada em consumo e em serviços –  e isso significa o quê? Mais dinheiro no bolso deles, que já são, atualmente, a maior classe média mundial. 

Índia – estima-se que a Índia tenha um crescimento médio de 5% ao ano, o que fará com que, em 2050 ela pule do 10º para o 3º e que garanta um lugar entre as maiores economias mundiais. Indiretamente, quem também ganhará com isso? O Brasil, que exporta alimentos e minério de ferro, pois com todo esse crescimento, a renda aumenta, assim como aumentará a ingestão de calorias (nossos alimentos exportados) e eles precisarão melhorar sua infraestrutura (nosso minério).

Indonésia – o país, que pelas previsões também será uma das maiores economias mundiais até 2050, ocupará a 4ª posição, atualmente está na 16ª e já tem a 4ª maior classe média mundial, logo atrás dos Estados Unidos, Índia e China.

Nigéria – o país já tem a maior população, a maior economia e o maior mercado de consumo do mundo. O seu crescimento se dará principalmente no aumento de gastos na área de comunicação e isso virá como reflexo do cenário otimista de telecom no país.

Filipinas – o país entra na lista pela sua enorme população, crescimento econômico estável e porque tem uma das melhores distribuições de renda mundial. Estima-se que a renda mediana cresça 70% entre 2015 e 2030, o que a faz pular para o quinto lugar na lista de países emergentes com as classes médias mais promissoras.

Por Elia Macedo

Países emergentes


Novo registro aponta queda no PIB de 2,55% neste ano.

O mercado financeiro ainda está com poucas esperanças de uma alteração na situação econômica para este final de ano, pois existe uma previsão que ocorra um registro de queda no PIB (Produto Interno Bruto) que sairia de 2,44% chegando a 2,55%.

Como já sabemos o PIB é um registro direto da soma dos serviços que são produzidos direto no país mais todos os bens, e a sua retração ficou em uma margem baixa para o ano de 2016, ou seja, indo de 0,5% até 0,6%.

As instituições financeiras estão cientes dessa situação tanto que não pode ser esquecido que a recessão segue junto com a inflação, agora em um valor acima da meta de 4,5%, no caso superior a cifra de 6,5%.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve um ajuste que foi de 9,29% para 9,28% e para o ano de 2016 é provável que essa inflação fique em 5,64%, sendo que na semana passada já tinha ficado em uma projeção de 5,58% (o sexto aumento seguido). O Banco Central do Brasil (Bacen), por exemplo, já elevou a Selic (taxa básica que envolve juros) em sete seguidas vezes e, com isso, o Copom (Comitê de Política Monetária) a manteve em 14,25% ao ano.

Para 2016 a Selic precisa ficar na marca de 12%, pois o valor de 14,25% deve permanecer até o mês de dezembro de 2015 e se sair fora desse registro teremos sérios problemas para as negociações de grande porte, como aquelas que são ligadas direto na Selic, ou seja, envolvendo os títulos públicos que estão no Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Independente das expectativas do Bacen, dos investidores e também demais profissionais do mercado financeiro é preciso uma atenção redobrada para a Selic, pois ela está ligada com a alteração nos preços direto para o consumidor, pois com esses juros tendo uma alta, o crédito fica encarecido e ao mesmo instante a poupança consegue ter um estímulo.

Por um lado temos juros reduzidos e o Copom realizando transações de crédito com valores menores, mas por outro lado temos uma produção com mais incentivo e também consumo, aliviando o controle direto com a inflação, onde até mesmo o dólar pode ficar na marca de R$ 3,80 em 2016.

Por Fernanda de Godoi

Queda do PIB


Governo Federal pretende trazer de volta a CPMF e para isso terá que cortar gastos para que o Congresso Nacional e o Senado aprovem tal medida.

O Brasil é uma democracia presidencialista. No caso do Brasil, a eleita pelas eleições passadas foi a candidata petista, Dilma Rousseff. Contudo, não é por ela ser presidente que decide, como uma soberana, a criação de novos impostos para os brasileiros pagarem. Claro que o objetivo dessa criação de novos impostos é muito clara: aumentar ainda mais a arrecadação com a intenção de cobrir possíveis rombos nas contas públicas e seguir com capital financeiro para “tocar” projetos como o Minha Casa, Minha Vida; Mais Médicos, Ciências sem Fronteiras, dentre outros.  

A questão é que para esse projeto dos impostos passar com aprovação pelo Congresso Nacional e Senado, Rousseff e sua equipe de ministros, terão de mostrar, na prática, que estão fazendo cortes em gastos públicos; eliminado tudo que for supérfluo e demonstrando grandes esforços para manter as contas públicas equilibradas.  

A ideia foi considerada pertinente pelo Planalto, que logo anunciou cortes com serviços terceirizados e que evitará, ao máximo, custos com viagens e diárias em hotéis de alto padrão, além de outros “enxugamentos”.   Todo esse esforço é só para o legislativo aprovar a volta do imposto CPMF, que é a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, que visa capitalizar o país para evitar danos econômicos maiores quando há um frenético “sobe e desce” na Bolsa de Valores.   

Como o Brasil perdeu o selo de “bom pagador”, dado pela instituição Standard & Poor’s, nunca foi tão urgente a necessidade de que a arrecadação desse imposto chegue, o quanto antes, aos cofres da União.

A proposta de trazer esse imposto de volta é também chamado pelo circuito do poder, em Brasília, como pedalada fiscal, porém, a realidade é que os brasileiros estão “torcendo o nariz” com essa possibilidade de mais um imposto fazer parte do cotidiano deles. Chegou então o momento do “faça a sua parte, que faremos a nossa”. Caso as contas do executivo recebam freios, tudo indica que o Congresso Nacional e o Senado irão sim aprovar o ICMS. A consequência disso é aumentar a arrecadação, porém, trazendo logo atrás o aumento de preços sobre produtos e serviços que cada cidadão tem de arcar com os custos.  

Por Michelle de Oliveira

CPMF


Os alimentos tiveram queda nas vendas e redução nos preços, e isso poderá aliviar a inflação do mês de agosto.

Com a redução nas compras dos brasileiros quando estes vão ao supermercado, os alimentos apresentaram uma queda nas vendas e, consequentemente, tiveram uma redução nos preços e é esta redução que deverá aliviar a inflação do mês de agosto.

Já próximo do dia de divulgação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, as informações obtidas através de duas pesquisas mostram que a inflação poderá ter uma queda no mês de agosto.

Os itens que são considerados como "essenciais" tiveram uma redução no preço em quase todas as 18 capitais onde o Dieese realiza a "Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos".

E o IGP-DI – Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna, também desacelerou neste mesmo período. O cálculo é feito pela FGV – Fundação Getúlio Vargas e a redução foi de 0,58% para 0,40%, sendo mais uma vez uma queda que foi puxada pelo "grupo de alimentação".

Mas os analistas já avaliaram estes resultados e alertam que esta é uma queda pontual, não sendo suficiente para compensar a alta que vem sendo registrada nestes últimos meses.

Os dados obtidos pelo Dieese apontaram que esta queda teria sido graças aos produtos 'in natura' e a cidade de Fortaleza foi a que registrou uma queda maior, com uma redução média em torno de 4,6%, sendo que o tomate se destacou pela queda no preço de 23,53%. Já no Rio de Janeiro, a queda foi menor, ficando em 2,77% e o preço do tomate caiu 23,88%.

A Fundação Getúlio Vargas, através de suas pesquisas, obteve resultado bastante semelhante, pois os alimentos que em julho tiveram uma alta no preço de 0,79% em agosto tiveram uma deflação de 0,11%. Pelos dados da FGV, o tomate teve uma queda de 17,06% no preço e a batata uma deflação de 20,28%.

Mas o motivo desta queda não é apenas pelo fato dos consumidores estarem comprando menos, tem ainda outros fatores ajudando, como a redução dos preços agrícolas e a boa safra registrada.

O único problema é que esta queda não é uma tendência, é só um movimento rápido, ou seja, não tem como afirmar que a inflação já está controlada, pois espera-se alta para os últimos meses de 2015 e também no início de 2016.

Por Russel

Preço dos alimentos

Foto: Divulgação


Alta registrada foi de 0,22%, tendo destaques os grupos de Alimentação, com queda de 0,11%, e o de Habitação, com avanço de 0,36%.

Nesta terça-feira (1º), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou dados do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) para o mês de agosto. De acordo com a instituição, houve uma alta de 0,22% para o mês. Tal resultado demonstra uma pequena desaceleração em relação ao que havia sido registrado na terceira quadrissemana de agosto, quando a alta foi de 0,27%.

O grupo de Alimentação foi o destaque, obtendo uma queda de 0,11%. Já no setor de Habitação houve um avanço de 0,36%, de acordo com números da FGV. Nestes grupos é importante ressaltar o comportamento de alguns itens, como hortaliças e legumes que passaram de -7,29% para -10,28%. A tarifa de energia elétrica também é destaque de 0,61% para -0,59%.

Duas das oito classes que compõem o índice registraram taxas inferiores, destacando o grupo de Alimentação, de julho para agosto. Em contrapartida, o setor de Transportes (de 0,13% para 0,18%), Educação (0,45% para 0,48%), Vestuário (-0,3% para -0,1%), Comunicação (0,21% para 0,36%) e Despesas Diversas (0,09% para 0,12%) mostraram acréscimo.

A inflação é um fator de grande importância para a economia do País. Pela segunda semana, de acordo com o boletim Focus, os analistas diminuíram a previsão. A expectativa é que o índice da inflação fique em torno de 9,28%, antes 9,29%. Mesmo com uma leve queda, a previsão está muito além do teto que foi fixado pelo Governo. A meta inicial era que a inflação ficasse em 4,5% ao ano, com variação de até dois pontos percentuais.

Confira a variação de preços de alguns dos itens averiguados pelo IPC:

  • Roupas (-0,50% para -0,32%);
  • Medicamentos em geral (0,34% para 0,08%);
  • Artigos de higiene e cuidado pessoal (1,11% para 1,19%);
  • Tarifa de eletricidade residencial (0,61% para -0,59%);
  • Mensalidade para TV por assinatura (1,53% para 2,08%);
  • Aluguel residencial (0,45% para 0,42%);
  • Plano e seguro de saúde (0,98% para 0,99%);
  • Refeições em bares e restaurantes (0,69% para 0,77%);
  • Taxa de água e esgoto residencial (1,25% para 1,76%);
  • Condomínio residencial (0,95% para 0,71%);
  • Alimentos para animais domésticos (-0,50% para -0,14%);
  • Salas de espetáculo (0,32% para 1,28%);
  • Batata-inglesa (-17,67% para -20,28%);
  • Serviço de reparo em automóvel (0,19% para 0,58%);
  • Tomate (-14,19% para -17,06%);
  • Banana-prata (-6,33% para -7,29%);
  • Cebola (-5,05% para -9,70%).

Por William Nascimento

IPC-S grupo Alimentação


A queda registrada no 1º semestre deste ano foi de 1,8% no consumo das famílias brasileiras.

O consumo familiar continua caindo frente à crise que continua assolando o País. Os números apontam que para o consumo familiar o semestre foi o pior dos últimos 14 anos.

O fechamento do primeiro semestre de 2015 apontou uma queda de 1,8% no consumo das famílias brasileiras que estão fazendo de tudo para cortar gastos. Desde 2001 que este indicador não tem um resultado tão ruim assim, pois nesta época a queda chegou a 2%.

E são vários os motivos que estão fazendo com que o consumo familiar caia, entre eles os altos juros, a disparada da inflação e o péssimo cenário para o mercado de trabalho que continua demitindo.

As pessoas físicas tiveram um crescimento quanto ao crédito nominal de 4,7% em se tratando de operações de crédito, apontando uma queda e que teve ainda a inflação para fazer com que as famílias passassem a consumir menos.

Com a aceleração contínua da inflação, o IPCA já cresceu 8,5% só no segundo trimestre deste ano, sendo que no segundo trimestre de 2014 o crescimento foi de 6,4%. A Selic também aumentou e o crédito não vem acompanhando o crescimento, em termos reais.

Há alguns anos atrás, o crescimento da economia foi impulsionado pelo consumo das famílias brasileiras, bem diferente do quadro que temos hoje. Em 2010, quando o Brasil se recuperava da crise global, o primeiro semestre teve uma alta acumulada que chegou a 6,6% e o PIB subiu 7,6%.

O futuro a curto e médio prazo não é nada animador, pois para este final de ano a expectativa é que haja uma piora no ritmo de consumo, já que o mercado de trabalho continuará demitido e a inflação segue sem controle por parte do Governo.

Analistas do mercado já chegam a citar mais de 1 milhão de postos de trabalhos formais perdidos e os próximos trimestres trarão dados negativos.

O consumo familiar continuará em queda, porque as famílias brasileiras estão se vendo obrigadas a economizar ao máximo, pois os produtos nas prateleiras estão cada vez mais caros, sem contar as tarifas de luz e água que estão subindo e com isso sobra menos dinheiro para as compras do dia a dia.

Por Russel

Dinheiro


Foi iniciado o pagamento do abono salarial para os nascidos no mês de agosto. Este é o 2 lote do benefício liberado. O pagamento a todos os que têm direito será feito até março de 2016

A agenda de pagamentos do abono salarial deste ano sofreu um atraso, consequência da crise econômica que o Brasil vem enfrentando. O abono é um benefício de um salário mínimo, pago a todos os trabalhadores que receberam até dois salários mínimos no ano passado e trabalharam pelo menos 30 dias ininterruptos durante o ano. Agora, os nascidos no mês de agosto já podem retirar o seu benefício. Este é o segundo lote de benefícios liberado. O Governo começou a pagar os lotes no mês passado.

Desde quinta-feira (dia 20), os trabalhadores nascidos em agosto e que não são correntistas da Caixa, podem se dirigir a uma agência do banco para sacar o seu benefício. É preciso levar um documento com foto. Ainda é possível sacar o abono em um dos caixas eletrônicos ou lotéricas, utilizando o seu cartão cidadão. Os correntistas da Caixa já tiveram seus benefícios liberados desde a última terça-feira (dia 18), o crédito de seus abonos é depositado diretamente na sua conta corrente. Os servidores públicos também recebem o abono diretamente em suas contas, se tiverem conta corrente no Banco do Brasil. Quem não tiver conta no BB pode sacar o benefício em uma de suas agências. O calendário é o mesmo para os não correntistas da Caixa.

O valor do benefício é equivalente a um salário mínimo, atualmente fixado no valor de R$ 788. É importante que os trabalhadores nascidos no segundo semestre do ano estejam atentos à liberação dos lotes. Segue a agenda dos próximos lotes:

– Nascidos em julho:

Não correntistas da Caixa/BB: Já liberado – a partir do dia 22/07/2015.

Correntistas da Caixa: Já liberado – a partir do dia 14/07/2015.

– Nascidos em agosto:

Não correntistas da Caixa/BB: Já liberado – a partir do dia 20/08/2015.

Correntistas da Caixa: Já liberado – a partir do dia 18/08/2015.

– Nascidos em setembro:

Não correntistas da Caixa/BB: A partir de 17/09/2015.

Correntistas da Caixa: A partir de 15/09/2015.

– Nascidos em outubro:

Não correntistas da Caixa/BB: A partir de 15/10/2015.

Correntistas da Caixa: A partir de 14/10/2015.

– Nascidos em novembro:

Não correntistas da Caixa/BB: A partir de 19/11/2015.

Correntistas da Caixa: A partir de 17/11/2015.

– Nascidos em dezembro:

Não correntistas da Caixa/BB: A partir de 17/12/2015.

Correntistas da Caixa: A partir de 15/12/2015.

– Nascidos em janeiro e fevereiro:

Não correntistas da Caixa/BB: A partir de 14/01/2016.

Correntistas da Caixa: A partir de 12/01/2016.

– Nascidos em março e abril:

Não correntistas da Caixa/BB: A partir de 16/02/2016.

Correntistas da Caixa: A partir de 11/02/2016.

– Nascidos em maio e junho:

Não correntistas da Caixa/BB: A partir de 17/03/2016.

Correntistas da Caixa: A partir de 15/03/2016.

Uma das críticas ao calendário deste ano é que boa parte dos trabalhadores só irá receber o benefício no próximo ano, o que pode prejudicar alguns trabalhadores, que poderiam já estar contando com o crédito. No ano passado o benefício foi pago em quatro datas entre os meses de julho e outubro. Este ano o abono será pago em mais parcelas, são nove ao total.

Por Patrícia Generoso

Abono salarial


4 entre 10 brasileiros assumem que não conseguirão pagar suas dívidas e o grande problema está em pagar a fatura do cartão de crédito.

Uma pesquisa feita pela CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – e pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito, confirmou o que muitos já suspeitavam: os brasileiros não estão conseguindo pagar suas dívidas! A pesquisa apontou que, de cada 10 devedores, 4 assumem que não conseguirão pagar suas dívidas que, na maioria das vezes, são dívidas do cartão de crédito.

A pesquisa foi realizada em todas as capitais brasileiras e o resultado foi o mesmo, 4 a cada 10 cidadãos inadimplentes não vão pagar suas dívidas porque não têm condições, ou seja, 45% dos entrevistados.

Outro fato curioso mostrado por esta pesquisa é que a população das classes C, D e E possuem uma perspectiva muito maior de que irão continuar inadimplentes, porque não têm a menor previsão de quando irão quitar seus débitos.

Nas classes C, D e E, 46% assumem que continuarão inadimplentes, enquanto que nas classes A e B este número cai para 32%.

O mais preocupante é que a pesquisa apontou que 44% dos que estão com dívidas assumiram que a situação atual é bem pior do que neste mesmo período em 2014.

Mais da metade dos entrevistados, 52%, informaram que o motivo de não pagarem suas dívidas é que o valor contraído é bem superior à renda mensal, o que torna inviável até mesmo uma negociação amigável com os credores.

Em 2014 o valor médio das dívidas em atraso era de R$ 4 mil e este ano foi para R$ 5,4 mil, um aumento real de 23%. Na média, os inadimplentes estão devendo duas vezes e meia mais do que ganham, ou seja, uma família com renda entre R$ 789,00 e R$ 1.576,00 – que equivale entre 1 a 2 salários mínimos – estaria com uma dívida equivalente a R$ 4,4 mil.

E o cartão de crédito, mais uma vez, é o grande vilão da história, pois 42% dos entrevistados apontaram que a fatura do cartão de crédito é a sua principal dívida, enquanto outros 41% indicaram que é nos cartões das lojas que estão suas maiores dívidas.

Por Russel

Pagar dívidas


Famílias brasileiras apresentaram recuo de 32,3% na intenção de consumo no mês de agosto. Motivo seria que a renda não é suficiente para comprar tudo o que se precisa.

Comparando-se com agosto do ano passado, a intenção de consumo das famílias brasileiras teve um recuo de 32,3%, atingindo uma mínima história pelo 7º mês. E o motivo para a grande maioria dos entrevistados na pesquisa que apontou este resultado é que a renda não é suficiente para comprar tudo o que se precisa.

Foi a sétima queda consecutiva na intenção de consumo das famílias e nunca se viu uma situação tão preocupante como agora, pois desde 2010 quando o indicador teve início, não se via uma baixa como esta, de acordo com o que foi informado pela CNC – Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

No mês de agosto, o indicador da CNC apontou 81,8 pontos, ficando 5,9% abaixo do que foi registrado em julho e 32,3% abaixo do mês de agosto em 2014. A partir do último mês de maio a intenção de consumo das famílias brasileiras apontou queda e desde então tem se mantido abaixo dos 100 pontos.

Ainda de acordo com a CNC somente os "subíndices" que fazem a medição da atual situação de renda e emprego é que ficaram acima dos 100 pontos, sendo que para 32,1% dos entrevistados, atualmente no Brasil a renda é considerada insatisfatória para que uma família possa comprar ao menos os itens considerados básicos. Este é um percentual recorde desde que o índice foi criado! Para se ter uma ideia, em agosto do ano passado esta taxa era de apenas 15% e em agosto deste ano, a taxa mais que dobrou!

Para os entrevistados, a intenção de compra teve queda maior em relação aos bens duráveis sendo apontados por 49,5% das pessoas que participaram da pesquisa. 69,2% destas pessoas, quase que 7 em cada 10 entrevistados, acreditam que o momento atual não é favorável para o consumo de produtos considerados bens duráveis.

Para a CNC, o motivo principal para uma queda tão acentuada está no fato da atividade econômica estar vivendo uma fase tão ruim e também o fato da inflação ter voltado, o que faz com que as famílias se preocupem mais com os gastos, reduzindo o consumo e a intenção de comprar a médio prazo.

Por Russel

Intenção de consumo


Correção do FGTS foi equiparada ao rendimento da poupança.

Nesta última terça-feira (18), a Câmara dos Deputados, realizou uma votação simbólica onde foi aprovado um projeto de lei que regulariza o aumento para a correção do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – que agora é equiparado ao rendimento da poupança.

Esta proposta estava entre os itens da "pauta bomba" que tanto vem sendo criticado pelo Planalto e um dos motivos é que estes projetos têm um impacto muito grande nos cofres públicos e o Governo está com muitas dívidas, arrecadando menos e não acha certo que estes projetos sejam aprovados no meio de uma crise.

O rendimento do FGTS hoje, é de 3% acrescido da TR – Taxa Referencial, que tem ficado em 0%. Agora, com a aprovação deste novo projeto, a remuneração do FGTS vai aumentar de forma gradual até alcançar a marca de 6% e isso fará com que o dinheiro do trabalhar tenha um rendimento maior.

Nos 12 primeiros meses, a correção do FGTS será de 4% acrescido da TR. No segundo ano, o rendimento do fundo, será de 4,75% mais a TR. Já no terceiro ano, o rendimento passa para 5,5% mais a TR e já no quarto ano, o rendimento do FGTS passa a contar com as mesmas regras válidas para a poupança.

Esta nova taxa para o FGTS ainda precisa ser aprovada pelo Senado e se for aprovada, passa a valer para os depósitos que forem realizados a partir do próximo ano.

Antes deste novo projeto ser aprovado, várias propostas de mudanças foram apresentadas, mas acabaram sendo excluídas. Uma questão mencionava que toda operação que estivesse relacionada a empréstimo do BNDES deveria ser impedida, mas acabou sendo rejeitada.

Para o Executivo, esta proposta não deve ser aprovada pelo Senado, pois compromete vários programas habitacionais que hoje são bancados pelo FGTS, entre eles o "Minha Casa, Minha Vida".

O Governo poderá vetar partes do projeto, pois tem uma proposta diferente para o projeto, onde o escalonamento seria realizado em 8 anos e não apenas em 4, pois assim conseguiria minimizar o impacto das correções do FGTS.

Por Russel

FGTS


Desde quando foi lançada, a moeda desvalorizou bastante. Na época, o poder de compra de uma nota de R$ 100 era de apenas R$ 19,90.

Já é de conhecimento de todo brasileiro, que o Real não anda muito bem das pernas. Desde que foi lançado em1994, a moeda já se desvalorizou bastante. Na época, um real valia exatamente um dólar e a nova moeda era motivo de orgulho para os brasileiros. Coisa que já não acontece atualmente.

Com a crescente desvalorização da moeda (402,4% de inflação acumulada desde 1994), uma nota de cem reais atualmente tem o mesmo poder de compra do valor de R$ 19,90 na época de seu lançamento, uma queda de 80,1% de seu poder de compra. Em resumo, o valor total do real foi reduzido em 1/5 nos últimos 21 anos.

Mas nem tudo são derrotas no plano real. De acordo com alguns matemáticos, a moeda ainda tem poder de compra, mesmo com essa alta desvalorização. Segundo eles, o Plano Real tem feito muito bem seu papel de controlar a hiperinflação. Para comprovar suas afirmações, eles citam a inflação acumulada somente no primeiro trimestre do ano de 1990, onde os índices foram maiores do que o registrado durante todo o Plano Real, algo em torno de 437,02% em apenas três meses!

Isso quer dizer que na época, uma nota que tivesse o valor de R$ 100, apenas um ano depois já estaria valendo somente R$ 1,44, perdendo 98,6% de seu valor total (talvez isso explique as constantes trocas de moeda nessa época). Enquanto isso, em 21 anos de sua existência, o Real ainda preserva valor de compra.

Protegendo-se contra a inflação:

Quem deseja rentabilizar seu dinheiro em época de desvalorização da moeda e de inflação em alta, deve escolher papéis que aproveitem essa alta dos juros, como títulos públicos como Tesouro IPCA+, que acompanha a inflação vigente, mais 1%. A poupança definitivamente não é um bom negócio, já que com baixos rendimentos seu dinheiro acabará perdendo o valor de compra.

Segundo os especialistas, um pouco de inflação é saudável para a economia e é um cenário bem melhor do que a deflação (queda geral de preços).

Por Patrícia Generoso

Real


A Nota Paraná é bastante interessante aos consumidores que poderão receber até 30% do ICMS. O retorno poderá ser recebido por meio de um depósito na conta corrente ou poupança, compra de créditos para celular pré-pago ou usado como desconto no IPVA.

No dia 3 de agosto de 2015, uma segunda-feira, o Governo do Paraná anunciou a Nota Paraná, programa que visa combater a sonegação fiscal no referido estado. O programa é bastante interessante, pois os consumidores devidamente cadastrados poderão receber nada menos que até 30% do Imposto de Contribuição sobre Mercadorias e Serviços, o ICMS, desde que a transação tenha sido feita em um estabelecimento comercial paranaense.

Muitos ainda possuem dúvida quanto ao programa, bem como seus benefícios. Uma das principais dúvidas é quanto ao retorno do imposto. Saiba que o valor embutido que deve ser retornado será feito através de um depósito na conta corrente ou poupança do contribuinte devidamente cadastrado no programa. Além disso, o valor também pode ser usado com a finalidade de compra de créditos para celular pré-pago. O valor em si também pode ser usado para desconto no IPVA.

Um dos diferenciais desse programa é que caso o consumidor deseje, o valor recolhido e que deveria ser devolvido ao mesmo pode ser repassado para entidades sociais e filantrópicas. Para isso, basta que o consumidor não informe o seu CPF no momento da compra e destine o valor à instituição que desejar.

Outro benefício bastante interessante serão os sorteios mensais no valor de R$ 250.000. A participação nos sorteios se dará da seguinte forma: não importando o valor, será disponibilizado um bilhete eletrônico na primeira nota fiscal emitida de cada mês. Após isso, a cada R$ 50,00 registrados através da Nota Paraná o consumidor terá direito a mais um bilhete eletrônico. A base dos sorteios serão os números da Loteria Federal. O mesmo irá ocorrer sempre no último dia útil de cada mês. O valor do prêmio será creditado no extrato da Nota Paraná do ganhador.

O cadastro será realizado de uma forma simples e rápida e se dará através da internet. Dessa forma, o consumidor deve acessar o site oficial da Nota Paraná (www.notaparana.pr.gov.br) e clicar na opção “cadastre-se”. Após isso, basta informar os dados pessoais e efetuar o cadastro. Com isso, a cada compra realizada basta o consumidor exigir a sua nota fiscal e informar o seu CPF para creditar os valores. Todos os detalhes estarão sempre disponíveis em seu cadastro no portal da Nota Paraná.

Por Bruno Henrique

Nota Paraná

Foto: Divulgação


Em julho a inflação caiu para 0,62%, mas no acumulado dos últimos 12 meses registra 9,56%.

O País está passando por uma fase muito complicada com relação a problemas políticos e econômicos, tanto que foi feito um levantamento e constatado que a inflação caiu para 0,62% no mês de julho, mas há um registro de uma acumulação de 9,56% nos últimos 12 meses.

Para entender melhor essa situação, primeiramente precisamos saber que a inflação é medida oficialmente através do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ou seja, trata-se da análise das despesas das famílias que possuem uma renda de até 40 salários mínimos (chegando até a cifra de R$ 31.520, com base no salário mínimo de R$ 788,00 estipulado a partir de 01/01/2015). Depois disso, é divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o valor apresentado excede o valor estipulado pelo Bacen (Banco Centra do Brasil), onde o teto da meta da inflação deveria ficar em 6,5%.

Comparando tudo isso, ainda temos a informação que a última vez que o IPCA registrou um índice desse porte foi no mês de novembro de 2003 no valor de 11,02%, fora que também nesse mesmo ano a inflação ficou em 6,85%.

Agora em 2015 a inflação subiu para 6,83% e não existem boas notícias para o fechamento deste ano, pois com o alto aumento dos preços dos alimentos, é bem provável que o IPCA feche o ano em 9,25%.

Podemos ver a manifestação dessa alta em vários tipos de serviços, como:

  • Energia Elétrica que está 4,17% mais cara e em locais como as cidades de Curitiba e São Paulo teve um aumento de 11%;
  • Água e esgoto com aumento médio de 2,44%;
  • Despesas com habitação indo de 0,86% para 1,52%;
  • Artigos de limpeza com um aumento de 0,65%;
  • Aluguel residencial que teve um aumento na casa de 0,49%;
  • Condomínios que ficaram 0,49% mais caros;
  • Alimentos alcançaram preços no valor de 0,65% mais altos.

A coordenadora de Índices de Preço do IBGE, Eulina Nunes dos Santos vê nessa situação mudanças nos hábitos alimentares da população que estão optando por mais comidas feitas em casa do que ir se alimentar em restaurantes, além de demais serviços.

Por Fernanda de Godoi

Inflação


Com a constante alta dos juros, os brasileiros tendem a utilizar o cheque especial ou o cartão de crédito, e isso faz com que o risco de ficarem endividados aumente.

Com a taxa Selic chegando novamente a níveis exorbitantes, a ideia de utilizar opções como o cheque especial ou o crédito rotativo do cartão de crédito é uma péssima opção para o consumidor. O Copom elevou a taxa de juros em 0,5% ao mês, podendo chegar a 13,75% ao ano, o que fez com que os juros médios cheguem ao patamar de 11,49% ao mês somente durante o mês de julho. Isso quer dizer que quem pegou R$ 100 no cheque especial no começo do mês, parará R$ 111,49 ao virar do mês.

É importante a conscientização do consumidor quanto aos riscos do ciclo do endividamento durante épocas de alta nos juros. Geralmente a dívida tende a crescer cada dia mais, como uma “bola de neve”, o que compromete não só a vida econômica, mas também setores, como a vida familiar, profissional e até mesmo a área da saúde.

O consumidor brasileiro tem a cultura do consumismo, onde armadilhas financeiras, como o crédito do cheque especial ou do cartão de crédito, são usadas indiscriminadamente, fazendo com que as dívidas cresçam em uma proporção assustadora. Funciona mais ou menos assim: se falta dinheiro para pagar uma conta, o consumidor utiliza o cartão de crédito ou o cheque especial, como uma forma de “complementar a renda”. Só que no próximo mês, o dinheiro gasto para o pagamento das dívidas do mês anterior fará falta para os compromissos do mês vigente, fazendo com que outras linhas de crédito sejam acionadas, o que gera um ciclo vicioso sem fim. Quando se dá conta, o consumidor está sem saída para quitar suas dívidas.

Para evitar o ciclo do endividamento é necessária uma série de medidas, como fazer um levantamento de todas as dívidas, dando prioridade as que têm juros maiores e, portanto, crescem com mais rapidez, aliado ao pagamento das contas, o consumidor deve fazer uma reeducação financeira, cortando gastos desnecessários e aprendendo a viver com o que tem.

Para quem deseja sair do ciclo do endividamento, ou mesmo não entrar neste, algumas financeiras oferecem cursos de educação financeira. Uma das iniciativas mais famosas são os cursos oferecidos gratuitamente pela BM&FBovespa, na modalidade presencial e a distância. Investir seu tempo em um desses cursos pode ser o diferencial para uma vida financeira mais saudável.

Por Patrícia Generoso

Dívidas


Nesta semana foi anunciada a venda do HSBC para o banco brasileiro Bradesco. Com isso, várias dúvidas surgiram em relação ao que irá acontecer com os clientes do HSBC. Pois bem, em um primeiro momento as mudanças serão mínimas.

Assim que o Bradesco anunciou a aquisição da unidade financeira do HSBC, os clientes deste último banco ficaram preocupados, principalmente, aqueles que possuem algum investimento ou empréstimo realizado junto ao banco, afinal, como ficará a situação deles agora que passam automaticamente a serem clientes do Bradesco?

Muitas são as dúvidas sobre o que vai ocorrer com os clientes do HSBC, mas em um primeiro momento, estas mudanças serão mínimas, quase que imperceptíveis para os clientes, pois a integração entre o Bradesco e o HSBC só vai de fato acontecer, quando houver a aprovação dos órgãos reguladores brasileiros. Até lá, os clientes do HSBC não deverão perceber nenhuma mudança significativa.

Quando os órgãos aprovarem a integração do HSBC com o Bradesco, nenhuma mudança poderá ocorrer para os clientes do HSBC em relação aos serviços que já vinham sendo oferecidos ou os custos que estes tinham em relação ao banco e se alguma mudança neste sentido acontecer, os clientes poderão procurar o PROCON para reclamarem seus direitos.

E é importante ressaltar que o próprio Bradesco se comprometeu a oferecer aos clientes do HSBC os mesmos produtos e serviços que eles já estavam acostumados a terem à disposição.

O Bradesco também se comprometeu em relação às facilidades que são oferecidas pelo HSBC no exterior, já que o Bradesco conta com uma rede de parcerias em diversos países.

E para quem é cliente do Bradesco, este banco ainda está estudando se vai oferecer aos seus antigos clientes os serviços e os produtos que eram oferecidos pelo HSBC, mas isso ainda vai demorar um pouco, pois o Bradesco vai analisar cada um dos serviços e produtos para ver o que é ou não interessante para disponibilizar.

Outro fato que poderá acontecer é que as agências do HSBC que se encontrem próximas às agências do Bradesco sejam fechadas. Quando o Itaú se uniu ao Unibanco, a grande maioria das agências do Unibanco foram mantidas, já que as agências do Itaú não estavam preparadas para receber os novos clientes.

No caso do Bradesco/HSBC ainda é muito cedo para dizer o que será feito, mas o certo é que, todo cliente que se sentir prejudicado, deverá procurar imediatamente o Procon.

Por Russel

Clientes do HSBC

Foto: Divulgação


O principal fator para o grande superávit na balança comercial foi a baixa nas importações no mês de julho.

Em meio ao atual cenário econômico brasileiro a balança comercial favorável tem se tornado uma exceção quando o assunto são resultados positivos. O mês de julho, por exemplo, conseguiu alcançar o patamar de maior superávit para o referido mês em três anos. Com isso, as exportações conseguiram superar em nada menos que US$ 2,37 bilhões as importações. Esse é um dado oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

É importante destacar que a balança comercial favorável vem se recuperando de forma bastante positiva depois de péssimos resultados no início de 2015. A dobradinha de janeiro e fevereiro de 2015, por exemplo, registrou déficits de US$ 3,17 bilhões e US$ 2,84 bilhões, respectivamente.

Um dos principais motivos para o superávit na balança comercial favorável de julho foi a baixa nas importações. Vale destacar que julho de 2015 conseguiu registrar US$ 16,14 bilhões de compras no exterior, ou seja, US$ 702 milhões por dia útil. Esse valor registrou uma queda de 24,8% quando comparado ao mesmo período em 2014.

Além disso, saiba que esses US$ 702 milhões a cada dia útil em julho é algo bastante próximo dos US$ 700 milhões em maio de 2015. É importante destacar que o valor em maio foi o menor para todo e qualquer mês desde o ano de 2010.

Apesar do resultado positivo em julho, o que significou vendas ao exterior no valor de US$ 18,52 bilhões, esse resultado sofreu um recuo de 19,5% em relação a julho de 2014. Os principais índices que refletiram este recuo em relação ao mesmo período em 2014 foram: produtos básicos, manufaturados e semimanufaturados.

O grande resultado é de fato quando comparamos o acumulado de 2015. Os sete primeiros meses de 2015 conseguiram registrar um superávit de US$ 4,56 bilhões na balança comercial favorável. É algo bastante superior ao déficit de US$ 952 milhões no mesmo período em 2014.

Outro destaque bastante interessante é que o superávit acumulado de janeiro a julho de 2015 é nada menos que o maior para este período desde 2012. Na ocasião o superávit foi de US$ 9,92 bilhões.

Por Bruno Henrique

Balança comercial


Governo liberou instituições financeiras a concederem crédito consignado para refinanciamento de dívidas de cartão de crédito.

As dívidas dos brasileiros podem estar com os seus dias contados. É o que diz a mídia recentemente, sobre o Governo ter liberado instituições financeiras a concederem crédito consignado para refinanciamento de dívidas de cartão de crédito.

A medida foi sancionada por nada mais nada menos que a presidenta Dilma Rousseff, que assinou um decreto que passou a valer a partir do mês de julho.

Apesar do crédito ser consignado, ou seja, descontado no holerite do trabalhador – o que facilita para muitos – as taxas de juros poderão vir absurdamente altas, pois se trata de um empréstimo. Alguns críticos temem o aumento da dívida ao invés de saná-la, pois muitas pessoas não têm educação financeira para lidar com um recurso a mais para pagar, aumentando ainda mais as despesas pessoais do trabalhador.

Outro fator preocupante desse recurso além da taxa alta, é a qualidade dos empréstimos da maioria dos bancos brasileiros, pois dependerá muito da proporção do valor inteiro recorrido pelo trabalhador. Esse decreto permite que as instituições de crédito liberem empréstimos de até 35% do valor total do salário do trabalhador.

Mesmo o empréstimo consignado sendo de pouco risco, é preciso ter muita cautela na hora de escolher uma instituição financeira para recorrer ao recurso. Só para ilustrar como exemplo, nos EUA, os bancos cobram apenas 15% ao ano de juros de cartões de crédito, enquanto no Brasil, os consumidores pagam cerca de 85% dos cartões de crédito e 27% de juros só de empréstimos consignados. Nos EUA o porcentual maior de crédito são as hipotecas, que equivalem cerca de 70% da economia americana, enquanto aqui no Brasil esse valor cai para 32%.

Vale lembrar que esse recurso pretende beneficiar primordialmente pessoas físicas, e com dívidas acumuladas de cartão de crédito.

Por Daniela Almeida da Silva

Empréstimo consignado


Balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,222 bilhões no 1º semestre de 2015. Somente em junho houve um superávit de US$ 4,527 bilhões.

Em meio ao cenário econômico bastante complicado em 2015, uma notícia bastante agradável surgiu: a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 2,222 bilhões no primeiro semestre de 2015. A balança comercial nada mais é que a diferença entre exportações e importações. Portanto, o resultado apresentado é positivo e indica que o país exportou mais do que importou. Esses são números oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercial Exterior.

Com este resultado, esse passa a ser o melhor resultado para o referido período desde o ano de 2012. Nesta ocasião também havia sido registrado um superávit no primeiro semestre. É importante destacar que um dos protagonistas neste resultado foi o mês de junho. Apenas em junho, a balança conseguiu registrar superávit de US$ 4,527 bilhões. Com este resultado foi possível se recuperar do até então saldo negativo de US$ 2,305 bilhões que vinha sendo acumulado desde maio.

Como já foi destacado acima, o mês de junho foi um dos principais destaques para o saldo positivo no primeiro semestre. As exportações em junho conseguiram somar, ao todo, US$ 16,628 bilhões, enquanto isso as importações conseguiram registrar US$ 15,101 bilhões. Com isso, o resultado apresentando no mês de junho foi o segundo melhor para o mês, perde apenas para junho de 2009 onde foi registrado superávit de US$ 4,603 bilhões.

Um dos principais fatores que influenciaram o bom resultado da balança comercial em junho foram as importações referentes à safra de grãos do país, sendo o principal destaque a soja. Além disso, outro grande destaque foi a exportação no valor de US$ 690 milhões referentes a uma plataforma de petróleo.

Esse resultado trouxe uma melhoria significativa quando o assunto é o acumulado do ano. O grande motivo dessa melhoria está diretamente relacionado com a queda das importações, haja vista as mesmas estarem caindo com maior velocidade que as exportações. O acumulado do ano registra que desde janeiro foram exportados US$ 94,329 bilhões, um recuo de 14,7% se considerarmos a média diária. Seguindo o mesmo ritmo, porém, com intensidade maior, as importações registram um recuo de 18,5%.

Apesar do resultado positivo em junho e uma leve recuperação no acumulado, é importante destacar que todas as categorias de produtos do mercado brasileiro vêm sofrendo quedas durante o ano. Uma das principais quedas quando comprada ao ano de 2014 está nos produtos básicos que já registram recuo de 21,6%.

Por Bruno Henrique

Balança comercial


CMN alterou a margem de tolerância para a meta da inflação. A meta é baseada pelo IPCA, que está em 4,5% ao ano em 2017, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O CMN – Conselho Monetário Nacional – alterou a margem de tolerância para a meta da inflação, diante do cenário econômico. A meta que é baseada na inflação medida pelo IPCA, está em 4,5% ao ano ainda para 2017, porém, a margem de tolerância agora está fixada em 1,5 ponto percentual tanto para mais como também para menos, sendo que antes a margem de tolerância era de 2 pontos.

A mudança não afetou a meta da inflação que desde 2005 segue no patamar de 4,5%, porém, alterou a taxa de tolerância sendo que em 2005 era de 2,5%, em 2006 passou para 2% e agora caiu para 1,5%.

O fato da tolerância ter sido reduzida pode fazer com que o Banco Central não tenha outra saída que não seja apertar mais ainda a política monetária nacional, apesar do Selic já ter sido elevado de 2,75% para 13,75%. Tem ainda o fato de que a inflação este ano no Brasil deverá ficar na média dos 9% e para conseguir reduzir este número nos próximos anos seria preciso um imenso esforço agora.

Mas é interessante observarmos que a meta de inflação não sofreu nenhuma alteração, apenas a margem de tolerância, porém, já é o suficiente para forçar agora um esforço maior para começar o combate à inflação.

Especialistas já estão indicando para o IPCA em 4,5% já em 2017 o que não exigiria medidas drásticas agora.
O que a decisão faz realmente é dar maior credibilidade ao Governo, mostrando que ele está empenhado ao combate à inflação, mas a atual política monetária não deverá sofrer nenhuma modificação.

O Banco Central não perdeu a oportunidade de mostrar-se compromissado em conseguir levar o IPCA aos 4,5% até o final de 2016 e para isso garantiu que contará com determinação e bastante perseverança.
Os analistas são favoráveis ao fato do Governo querer reduzir a meta da inflação para 2017 no intuito de que o país consiga recuperar sua credibilidade, mostrando atuante diante da crise e com poderes para reduzir a inflação, deixando claro que o Governo não perdeu o controle da situação, muito pelo contrário.

Porém, o efeito colateral para este remédio seria a alta elevação dos juros. O segundo mandato de Dilma Rousseff vem enfrentando duras críticas e sérios problemas, por isso o Governo tem pressa de deixar claro para o mercado que o Brasil está sabendo lidar como seus problemas internos e ter a inflação novamente sob controle é questão de tempo, mais precisamente, 2 anos, no máximo.

Por Russel

Inflação


Economia brasileira sofreu retração no 1º trimestre e destaque ficou para os investimentos em produção.

A retração na economia brasileira no primeiro trimestre já foi anunciada e o principal destaque negativo foram os investimentos em produção. Com isso, o segmento em questão registrou nada menos que a sua sétima queda consecutiva. Portanto, os economistas avaliam que o atual cenário econômico de estagnação é resultado direito da queda de investimentos.

Um dos principais motivos para a sétima queda consecutiva nos investimentos são as incertezas da economia brasileira, haja vista o ajuste fiscal, bem como o atual cenário político de conflito entre legislativo e executivo.  Além disso, outro grande destaque contribui para a fragilidade dos investimentos são as investigações do esquema de corrupção na Petrobras, pois com a operação Lava Jato em andamento vários contratos foram paralisados entre a Petrobras e as grande empreiteiras do país.

Vale ressaltar que as denúncias envolvendo a Petrobras estão trazendo mais consequências negativas para a nossa economia que até mesmo o ajuste fiscal promovido por Dilma Rousseff e sua equipe econômica. É importante destacar que os negócios da Petrobras representam nada menos que cerca de 2% do PIB brasileiro. Já os negócios das empreiteiras representam 3%, portanto, os contratos entre ambos cancelados trazem diversas consequências a nossa economia, dentre eles a queda nos investimentos.

Os economistas também destacam que os investimentos são uma das principais bases da economia brasileira. Por isso, essa queda excessiva vem trazendo tantos problemas e representando a estagnação de nossa economia, antes consequência do baixo consumo. Caso não saiba, todo que é investido com objetivo de produzir acaba entrando para a Formação Bruta de Capital Fixo, FBCF.

A taxa de investimentos do Brasil em relação ao PIB começou a ganhar força em 2006, com pico em 2010. Em tal período, os investimentos chegaram a um aumento de 29%. No entanto, o período de euforia logo acabou e os números voltaram a cair. São nada menos que sete trimestres de queda seguidas entre 2013 e 2015.

Por Bruno Henrique

Economia

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Valor da dívida pública chegou a R$ 2,451 trilhões. O aumento está relacionado com a apropriação dos juros, ou seja, os juros agora também fazem parte da dívida, o que faz com que ela seja maior.

A dívida pública, aquela que registra as dívidas interna e externa do governo federal, teve uma grande alta este ano. Em apenas um mês (de março para abril) teve aumento de 0,42%, o valor chegou a R$ 2,451 trilhões, contra os R$ 2,441 trilhões do final do mês anterior. Os dados foram informados pela secretaria do Tesouro Nacional.

Como a dívida pública é dividida em duas áreas é necessário o entendimento do ocorrido nessas áreas: Segundo o governo, o aumento da dívida está relacionado com a apropriação dos juros, ou seja, os juros agora também fazem parte da dívida, o que faz com que a dívida seja maior. Já a dívida externa sofreu uma redução de 5,64%, devido a uma valorização do Real entre as moedas que compõem o estoque da dívida. Ainda segundo o governo, o aumento da dívida só não foi maior por causa dessa pequena valorização do Real.

Ainda de acordo com o Tesouro Nacional, a dívida pode chegar ao máximo de R$ 2,6 trilhões até o final deste ano. R$ 305 bilhões acima do fechamento de 2014. Para amenizar o crescimento da dívida, o governo prevê o uso de R$ 147,1 bilhões dos recursos do orçamento, para pagar os vencimentos deste ano.

Vale lembrar que o orçamento para o ano de 2015 foi votado em março, com quase três meses de atraso e o contingenciamento do orçamento no último dia 21/05, com um corte de quase R$ 70 bilhões, que afetaram os mais diferentes setores da economia. Se o governo deseja utilizar os recursos do orçamento para pagar os vencimentos da dívida pública deste ano e o orçamento está curto, somos levados  aos seguintes questionamentos: as contas dos cofres públicos fecharão no ano de 2015? Qual será o valor realmente abatido dessa dívida até o final do ano? Qual será o futuro da nossa economia?

Por Patrícia Generoso

Dívida pública


Devolução de cheques por insuficiência de fundos recuou 0,06% na comparação entre abril e março de 2015, mas, mesmo assim, foi o maior percentual registrado desde 2006.

Os efeitos da crise econômica estão cada  vez mais visíveis na  vida do  brasileiro, quase que  podemos dizer que é  algo que tem  se deitado e levantado conosco todos os dias.

Desemprego em alta, juros elevados e inflação fazem com que a inadimplência  chame a  atenção  nesses  primeiros cinco meses do ano de  2015.

Tudo isso é reflexo de uma economia seriamente abalada sem qualquer perspectiva de melhora.

De  acordo com SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), a proporção de  cheques devolvidos pela segunda  vez por insuficiência de saldo teve um recuo em abril chegando a 2,21%, onde em março alcançou 2,27%.

Mesmo com esse  recuo de 0,06% no mês passado comparado com março, esse é o maior percentual registrado desde  2006, onde foi de  2,35%.

No ano passado no mesmo período a  taxa estava na marca de 2,07%, segundo dados revelados pela Boa Vista que administra o SCPC.

O percentual de  cheques  devolvidos na  comparação entre março e  abril de  2015 recuou para 10,4%, logo os  cheques  movimentados registraram uma queda de  cerca de 7,8%.

De  acordo com Boa Vista SCPC,  se  olharmos o acúmulo  de  2015, isso falando de  janeiro até  abril, poderemos  ver que  os cheques devolvidos  recuaram cerca de  6,5%, enquanto os cheques movimentados  diminuíram cerca de 10,9%.

O comparativo de cheques devolvidos de pessoas  físicas  e de pessoas  jurídicas, a  devolução foi menos para a pessoa  física  chegando a 8,8% e cerca de  0,7% inferior para pessoa  jurídica.

Os economistas  creditam essa elevada  devolução de cheques tanto de pessoas  físicas como de pessoas jurídicas  ao desemprego e a inflação elevada, pois isso tem afetado a capacidade de pagamentos dos  consumidores  fazendo assim com que eles tornem-se inadimplentes.

A tendência é que o aumento da inadimplência possa aumentar ainda mais, tanto para a pessoa física como a jurídica nesse período tão nebuloso que estamos passando  financeiramente, sem qualquer previsão de  melhora para o  futuro.

Por André Escobar

Cheques devolvidos

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Banco do Brasil e Santander registraram as maiores altas em nos juros para o cheque especial em maio. No empréstimo pessoal as maiores alta foram na Caixa, no Banco do Brasil e no Itaú.

Mais uma vez os brasileiros são surpreendidos com a  alta dos  juros nas  instituições  financeiras, onde tem atingido o empréstimo pessoal e o cheque especial elevando significativamente as taxas de juros.

Está cada vez mais claro que os  dias vindouros estão cada vez mais nebulosos, onde ficaremos presos a  juros elevados sem ao menos termos uma expectativa de melhora da nossa economia.

E a tendência é que  essa situação se arraste assim por todo o ano de 2015, com a alta das taxas de  juros mês a mês.

De acordo com o PROCON-SP, que realizou uma pesquisa  no último dia  5,  em sete bancos onde a  taxa de  juros para  empréstimo pessoal e  do cheque especial tiveram altas significativas.

No empréstimo pessoal a taxa pesquisada subiu de 6,02% ao mês para 6,10% no período, já a taxa do cheque especial, que estava com 10,9% em abril, teve um aumento para 11% no mês de maio.

Das sete instituições financeiras onde foi realizada a pesquisa somente duas elevaram as  taxas no cheque especial no mês de maio. O Banco do Brasil, que tinha a taxa em 9,86%, passou para 10,34% no mesmo período. E o Banco Santander, que elevou a  sua  taxa, que era de 13,49%, em 0,25 pontos percentuais, para algo em torno de 13,74% ao mês.

Os demais bancos como o Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Safra, mantiveram as  suas  taxas sem qualquer alteração.

Já no empréstimo pessoal, onde a procura tem sido maior, tivemos o aumento registrado em  três bancos, sendo que a  maior  taxa  ficou  registrada em um banco público.

A Caixa Econômica Federal registrou um aumento de 0,36 pontos percentuais no período de abril e maio, onde passou de 4,04% e alcançou  a marca de  4,4% ao mês.

Os outros  dois  bancos que  tiveram  suas  taxam  aumentadas  foram o Banco do Brasil, com um aumento de  5,15% para 5,25% ao mês, seguido do  Banco Itaú, que passou de 6,22% para 6,26% ao mês, os  outros quatro bancos mantiveram suas  taxas  sem alteração.

Por André Escobar

Juros





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