Mais da metade dos consumidores brasileiros estão mudando seus hábitos para conseguirem reduzir gastos nesta época de crise econômica.

A crise já fez com que mais da metade dos brasileiros mudassem seus hábitos na hora do consumo e este número tende a aumentar ainda mais neste final de ano. E a principal mudança está justamente na hora da compra, ainda mais quando se trata de produtos mais caros, mas também já se notam mudanças nas compras mais baratas, estas do dia a dia.

Se o brasileiro já era conhecido por pesquisar muito antes de comprar, agora ainda mais, pois o consumidor tem se dado ao trabalho de pesquisar em um número maior de estabelecimentos antes concluir a compra.

E outra mudança importante está na mudança de local das compras, pois aquele antigo costume das pessoas de se habituarem a fazer suas compras em  um mesmo lugar está acabando. O brasileiro está deixando a preguiça de lado e buscando novos fornecedores para conseguir menores preços.

Todos estes dados fazem parte da pesquisa realizada pela CNI – Confederação Nacional da Indústria, que entrevistou 2.002 pessoas de várias partes do Brasil no intuito de saber como a população tem se comportado diante da crise. Pessoas de 141 cidades foram ouvidas no mês de junho e os dados revelam mudanças no perfil do consumidor brasileiro.

A pesquisa mostra atitudes que sempre foram comuns entre os brasileiros só que agora estão sendo adotadas por um número muito maior de pessoas. Os brasileiros estão fazendo de tudo que podem para reduzir custos e não só trocam o local das compras, como estão reduzindo as compras, cortando gastos em casa, compram produtos similares que custam menos, adiaram a compra de algum produto mais caro e até a escola dos filhos está sendo trocada em busca de mais economia.

A pesquisa aponta que as principais economias feitas pelos brasileiros estão ligadas ao lazer,restaurantes e também ao consumo de carne vermelha.

E um fato curioso é que 16% dos entrevistados revelaram que até trocaram de residência para conseguirem reduzir os gastos. Este perfil de consumidor geralmente faz parte do grupo que paga aluguel e quando o contrato vence, ao invés de renová-lo, busca por um imóvel com valor mais baixo, mesmo que seja uma residência mais simples ou em um ponto mais afastado.

A pesquisa ainda deixou claro o medo do brasileiro em relação ao faturo, por isso o consumidor não só vem cortando gastos como também vem adiando compras mais caras, para evitar surpresas desagradáveis nos próximos meses, já que a crise não tem dado sinais de que vai melhorar tão cedo.

Por Russel

Gastar menos


Queda no consumo foi de 4,1% em abril, se comparado ao mês de março. Principal influência foi o baixo desempenho da indústria energética.

O Sistema Interligado Nacional, o SIN, informou que a carga média de energia foi de 63.894 megawatts médio no mês de abril. Tal resultado traz uma queda de 1,3% se levarmos em consideração o mesmo mês no ano passado. Além disso, na comparação direta com o mês de março de 2015 o recuo foi ainda maior: 4,1% no consumo de energia. É importante ressaltar que tais dados foram divulgados pelo Boletim de Carga Mensal na última quarta-feira, 6 de maio.

Além disso, é importante destacar que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que este recuo é um resultado direito do baixo desempenho da indústria em questão. Caso não saiba, o setor vem realizando diversos tipos de ajustes no nível de produção, haja vista o aumento de estoque e a diminuição da demanda interna. Outro grande causador deste recuo é a redução no nível de atividade do setor de comércio e serviços.

Quando o assunto são os resultados por região, o Nordeste é o único subsistema do país que conseguiu registrar crescimento de carga em abril quando comparado ao mesmo período em 2014. Dessa forma, o Nordeste conseguiu registrar ao todo um avanço de 5,5%. Já quando a comparação é feita com março, o aumento da carga média é de apenas 0,4%. Apesar disso, os resultados do Nordeste no acumulado de 12 meses é bastante positivo: alta de 4% até o mês de abril.

Em contrapartida, as demais regiões do país não conseguiram acompanhar o Nordeste e registram recuo no consumo de energia em abril. Dentre as quedas, o mais expressivo é sem sombra de dúvidas o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que por sinal representa 60% do SIN. O recuo neste subsistema foi de 3,1%. Quando a comparação é feita com março de 2015 o recuo neste subsistema é de 4,1%.

O subsistema Sul, que conta com carga média de 10.661 MW em abril, alcançou recuo de 0,9% quando comparado com o mesmo período em 2014. Já em relação à comparação com março de 2015, esse subsistema apresentou um dos maiores recuos: 10,6%. Já a carga acumulada do no subsistema Sul em 2015 é de 3% em 12 meses até o mês de abril.

Apesar de registrar carga média de 5.204 MW em abril, o subsistema Norte contou com recuo de 1,9% se comparado a abril de 2014 e um aumento de 1,3% quando a comparação é feita com março de 2015.

Por Bruno Henrique

Consumo de energia





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