Juros do cartão de crédito encerraram 2015 com o índice de 431,4% ao ano e os do cheque especial, 287% ao ano.

Levando em consideração nosso atual momento econômico é comum que vários fatores oriundos de tal crise comecem a surgir. Um dos principais destaques é, sem sombra de dúvidas, as altas taxas de juros praticadas no Brasil. Dentre tais taxas, podemos destacar os juros do rotativo do cartão de crédito, bem como do cheque especial que encerraram 2015 como as taxas mais altas registradas, segundo o Banco Central através de relatório divulgado em 27 de janeiro de 2016.

Com isso, a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito cresceu nada menos que 16,1% apenas de novembro para dezembro de 2015, chegando assim ao seu patamar de 431,4% ao ano. Se compararmos com a mesma taxa em dezembro de 2014 o aumento é de 99,8%. Dessa forma, trata-se da maior taxa registrada na série histórica do Banco Central. Para aqueles que não sabem, o rotativo é a taxa a ser paga pelo consumidor quando o mesmo não efetua o pagamento integral de sua fatura de cartão de crédito.

Porém, não é apenas o juros do rotativo do cartão de crédito que anda em alta. Como destacado no início desta matéria, a taxa do cheque especial também segue em alta. A taxa chegou a impressionantes 287% ao ano em dezembro de 2015, isso significa um aumento de 2,1% em relação a novembro do mesmo ano. Com isso, temos o maior valor desta taxa desde abril de 1995, na ocasião a taxa alcançou o patamar de 288% ao ano. Quando efetuamos a comparação da taxa do cheque especial com dezembro de 2014 o aumento é de 86%.

Além disso, também podemos destacar a subida de 0,4% na taxa do crédito consignado que passou para 28,8% ao ano de novembro para dezembro de 2015. A taxa do crédito pessoal, por sua vez, registrou queda de 2,8% no mesmo período. A taxa média de juros cobrada das famílias também registrou um recuo no período avaliado: queda de 1,1% passando para 63,7% ao ano.

Por Bruno Henrique

Juros


Em setembro, alta registrada foi de 0,54%, ocasionando o acumulado de 9,49% em 12 meses. Acumulado do ano, de janeiro a setembro, é de 7,64%.

O IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo – apontou um aumento na inflação neste mês de setembro, de 0,54%, atingindo agora 9,49% no período de 12 meses. Os dados foram informados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, confirmando o que o consumidor brasileiro tem vivido no seu dia a dia, pois a cada compra se assusta com o aumento dos preços.

O Governo brasileiro tem como meta o índice de 4,5%, aceitando até 2 pontos percentuais de diferença, para cima ou para baixo. Levando em conta o período de janeiro a setembro deste ano já temos um acumulado de 7,64%, bem acima do acumulado de 2014 que foi de 4,61%, sendo também o maior desde 2003.
A inflação continua subindo, pois em setembro a taxa aumentou mais que o dobro em relação ao mês de agosto que foi ode 0,22% e maior também que o mês de setembro no ano passado que chegou a marcar 0,57%.

Foram pesquisados 9 grupos, dos quais, 4 apresentaram alta e 5 grupos registram queda se comparado com o mês anterior.

No IPCA, o botijão de gás representa 1,07% do índice e foi ele que teve maior influência para esta alta no mês de setembro.

Alta também no setor da habitação que de 0,29% em agosto foi para 1,30% no último mês.

Outros grupos que contribuíram para a alta foram:

– Água e Esgoto: 1,48%;

– Aluguel Residencial: 0,59%;

– Condomínio: 0,45%;

– Energia Elétrica: 0,28%.

Teve 2 grupos que em agosto apresentaram queda e no mês de setembro já voltaram a apresentar alta que foi o da Alimentação e Bebida que de -0,27% em agosto foi para 0,71% em setembro, e o setor do Transporte que de -0,27% em agosto subiu para 0,71% no último mês.

O Vestuário, grupo que também apresentou alta, o destaque é para os calçados que tiveram um aumento de preço em torno de 0,78%.

E os planos de saúde, no grupo Saúde e Cuidados Especiais, apresentaram alta de 1,06% de agosto para setembro.

Em Brasília foi registrada a maior alta, ficando em 1,25%, e Campo Grande registrou o menor índice, de -0,28% onde as contas de energia elétrica tiveram uma queda no preço por causa da redução no PIS/CONFINS.

Por Russel

Inflação


Valor foi o pior resultado no mês de setembro desde o ano de 1995. No ano, a poupança já soma uma perda correspondente a R$ 53,791 bilhões.

No mês de setembro do ano corrente a caderneta de poupança registrou uma saída líquida de R$ 5,293 bilhões. O montante corresponde ao pior resultado no mês de setembro desde o ano de 1995. No ano, a poupança já soma uma perda correspondente a R$ 53,791 bilhões.

No último dia 6 (terça-feira) o Banco Central informou que o SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) teve um prejuízo de R$ 5,377 bilhões no último mês. A poupança rural, ao contrário, obteve saldo positivo de R$ 83,384 milhões.

O desempenho ruim da caderneta de poupança tem múltipla motivação. Uma delas é a persistente alta dos preços, impulsionada pela alta da inflação. Outro fator que contribui é a fraqueza no mercado de trabalho, esses fatores prejudicam o poder de compra do consumidor, que tem como opção a retirada de recursos da caderneta de poupança. A alta da taxa Selic (taxa básica de juros da economia) também pesa contra a poupança, pois faz com que outros investimentos fiquem mais interessantes.

A queda marca o 9º mês seguido que a poupança registra déficit. O investimento, apesar de ser mais conservador e de pouco risco, torna-se cada vez menos atrativo para os investidores.

O cenário atual da poupança reflete diretamente no financiamento imobiliário, uma vez que pelas regras do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), 65% dos recursos da caderneta devem ser direcionados, obrigatoriamente, para o crédito habitacional.

O aspecto que sofre consequências diretas do mau desempenho da caderneta de poupança é a concessão de empréstimos. Com a escassez de recursos, muitos bancos modificam as regras para realizar empréstimos, mudanças essas que dificultam a concessão do crédito por parte do consumidor.

A reação em cadeia provocada pela recessão da economia prejudica o consumidor em vários aspectos: dificuldades para adquirir imóvel próprio, altas sucessivas na inflação, restrições para concessão de empréstimos, alta taxa de juros, dentre outros. Ficamos na expectativa de uma retomada da economia para o ano de 2016.

Por André César

Poupança


Em agosto, o CDB atingiu o valor de R$ 474,37 bilhões.

Conforme o noticiado nos principais meios de comunicação do país, a poupança teve uma grande retirada no último mês. Isso é reflexo da crise econômica do país, que acabou forçando o brasileiro a usar suas reservas para manter suas contas em dia e honrar seus compromissos, e também culpa do baixo rendimento da caderneta de poupança.

Na contramão dessa tendência de queda de investimentos está o CDB. Ao contrário da poupança, que teve dois meses seguidos de queda, o Certificado de Depósito Bancário teve aumento na sua captação pelo segundo mês consecutivo. Os CDBs são a principal fonte de recursos dos bancos.

No final do mês de agosto, o estoque de fundos do CDB era de R$ 474,37 bilhões, R$ 3 bilhões a mais do que no mês de julho, que também já havia registrado uma alta de quase R$ 7 bilhões em relação ao mês anterior.

O superintendente de produtos da Cetip, Fábio Zenaro, acredita que um dos motivos dessa contramão entre os dois fundos de investimento, seja a migração de clientes da poupança para o CDB, que está rendendo bem mais. A taxa utilizada para os rendimentos do fundo é a DI, que estava em 14,13% ao ano, no final do mês de agosto, enquanto que a rentabilidade da poupança atingia apenas 6% ao ano, mais TR.

Zenaro também acredita que o aumento do CDB seja produto do fluxo dos recursos advindos de Letras de Crédito Agrícola, e Letras de Crédito Imobiliário, que possuem isenção no Imposto de renda. Esses fundos perderam alguns investidores, pois no mês de agosto, o governo mudou as regras para resgate das novas emissões. A partir da data, o prazo mínimo para resgate do investimento passou a ser de 90 dias o que diminuiu o interesse do público, segundo o especialista. Então esse público passou a adotar, como alternativa o CDB, que tem um bom rendimento e possibilita o resgate mais cedo.

Por Patrícia Generoso

CDB


Juros do cartão de crédito e do cheque especial aumentaram no mês de agosto, ficando em 350,79% ao ano e 218,17% ao ano, respectivamente. As Pessoas físicas foram as que mais sentiram a alta, pois o aumento para elas foi de 0,08 ponto percentual.

As coisas não vão bem para o consumidor brasileiro. A média de juros para o cartão de crédito chegou a impressionantes 350,79% ao ano. Os números são de um levantamento feito pela Anefac – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade e foram divulgados à imprensa no dia 14 de setembro. Ao mês, a taxa de juros do cartão foi de 13,37%, o que representa 0,34% em relação ao mês de julho.

O cheque especial também não ficou para trás e a taxa ficou em 218,17% ao ano. Uma taxa de 10,14% ao mês, representando um aumento de 0,04 ponto percentual na comparação com o mês anterior. As pessoas físicas são as que mais sofreram, uma vez que o aumento para elas foi de 0,08 ponto percentual, entre os meses de julho e agosto, representando 128,78% ao ano e 7,14% ao mês.

Os juros para pessoas jurídicas foram menores, sendo que a taxa média de juros subiu 0,03 ponto percentual. Em agosto chegou a 61,77%. A pesquisa leva em consideração os juros do cartão de crédito, o cheque especial, o crédito para automóveis, o financiamento pessoal, entre outros indicativos. No caso do cheque especial a taxa foi de 6,99% ao mês.

A CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – também aumentou para os bancos e estes devem repassar uma parcela para os clientes. A medida que aumenta o tributo para 20% (antes era 15%) começou a valer no começo de setembro. Alguns clientes já sentem as medidas adotadas pelas instituições bancárias.

Segundo a Anefac, o aumento dos juros ocorre, principalmente, pelo cenário econômico de incertezas. A alta do dólar, da inflação, o aumento dos impostos e juros foram determinantes para a diminuição do poder aquisitivo das rendas das famílias. Em nota a associação afirmou que o baixo crescimento econômico pode levar a alta do desemprego. 

Por Ana Rosa Martins Rocha

Juros do cartão de crédito


Para analistas é só questão de tempo para o dólar chegar a R$ 4,50 no Brasil.

As redes sociais gostam muito de fazer brincadeiras com a fatídica crise brasileira que assola o Brasil. Uma dessas brincadeiras é que o Brasil quer se tornar tão chique a ponto de colocar o dólar no mesmo patamar do euro. No entanto, com brincadeiras à parte, especialistas afirmam que nunca se chegou tão perto de apenas U$$ 1 chegar a equivaler R$ 4, algo até então nunca visto na economia do Brasil desde que o plano real foi criado, em fevereiro de 1994.  

Quem opina sobre isso são especialistas em economia e mercado financeiro, que vivem nos Estados Unidos, mas sempre estão observando o sobe e desce quando o assunto é comparar o real com o dólar. Por exemplo, na opinião com um leve toque de otimismo do estrategista cambial, Christian Lawrence, o Brasil vai experimentar uma sensível melhora em seu câmbio, mas, tão curta, que logo o dólar será elevado para o custo de R$ 4. A explicação para isso está na iminência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy deixar o cargo. As especulações não param. De acordo com Win Thin, chefe global de estratégia de mercados emergentes, o dólar pode chegar a R$ 4,50. Como pode isso? Você se pergunta. E o especialista responde que bastam as notícias de que a economia brasileira está um trem desgovernado para que isso ocorra.

Quer outra informação assustadora? O dólar a R$ 4,50 pode ser uma questão só de meses para ser uma realidade.  

Ainda tendo de amargar o rebaixamento como um país pouco confiável para se fazer negócios, o Brasil encontra-se na corda bamba entre agradar os investidores estrangeiros – fazendo investimentos de logísticas e estruturais para isso – ou seguir aos trancos e barrancos investindo no social, na saúde e educação, o que tem assimilado tão poucos recursos para tal que justifica a baixa popularidade da presidenta Dilma Rousseff.  

Somente os próximos meses irão apresentar a cotação do dólar. Numa economia mundialmente integrada, onde tudo muda de forma constante, seria precipitado cravar um valor exato sobre a cotação do dólar. O que resta é torcer e esperar para que a moeda recue. Agora, o que o cidadão comum tem a ver com isso? Simplesmente tudo. Afinal, o trigo (matéria-prima do pão de cada dia) é comprado em dólar. Está explicada agora a razão dele está cada vez mais difícil de ser encontrado à mesa? 

Por Michelle de Oliveira

Dólar e Real


Regiões metropolitanas de Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS) registraram índices de inflação de 10,88% e 10,54%, respectivamente, no acumulado dos últimos 12 meses.

Em uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foram investigados os índices de inflação de diversas regiões do País. Três das regiões apresentaram resultado acima de 10% para a inflação acumulada nos 12 meses até o mês de agosto deste ano.

As regiões metropolitanas de Porto Alegre e Curitiba tiveram índices de dois dígitos para o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao consumidor). Dentre as duas regiões, o resultado mais alto foi registrado em Curitiba, que possui inflação acumulada de 10,88% em 12 meses. Porto Alegre vem logo atrás com índice de 10,54% e Goiânia ocupa a terceira colocação com 10,38% de inflação acumulada.

O IBGE também apurou que outras cinco regiões do país, embora estejam abaixo da casa dos dois dígitos, também tiveram aumentos significativos de inflação. Todas ficaram acima dos 9%: Rio de Janeiro, com 9,92%, São Paulo que registrou 9,73%, Salvador com índice de 9,09%, Recife com 9,07% e Fortaleza registrando também 9,07% de índice inflacionário em 12 meses.

Abaixo da casa dos 9% estão Belém, com 8,76%, Belo Horizonte com 8,25% e Brasília, registrando 8,04%.

O IPCA-15 é calculado semelhantemente ao IPCA, com a diferença somente do período de coleta, que é entre o 16º do mês anterior e 15º do atual mês. Os dados do IPCA-15 são coletados de estabelecimentos comerciais, de prestação de serviços, domicílios (para averiguar o preço de aluguéis e condomínios) e concessionárias de serviços públicos. O índice engloba famílias com rendimento mensal de até 40 salários mínimos e as regiões metropolitanas pesquisadas são as de Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Recife, Salvador, Belém, Goiânia e Distrito Federal. Onze no total.

A média geral para o IPCA-15 em 12 meses está com acumulação de 9,57%, o maior resultado já registrado pelo IBGE desde dezembro do ano de 2003. Naquele ano, o índice chegou a 9,86%.

O resultado apurado pelo IBGE mostra que a crise vem atingindo de forma diferente as diversas regiões do País, mas, no geral, a média é pessimista: um índice de aumento de preços de 9,57% é considerado alto. Basta aos consumidores brasileiros aguardarem ansiosamente o pacote econômico do Governo Dilma, que visa à redução do aumento da inflação e a retomada do controle econômico do País.

Por Patrícia Generoso

Inflação


Dívidas dos brasileiros se deram em transações efetuadas a cartões de crédito, lojas em geral, financeiras, prestadoras de serviços, entre outras.

Com toda a crise que o Brasil está passando a Serasa Experian divulgou esta semana que a inadimplência do consumidor subiu no começo do 2º semestre.

Para ter uma ideia de como isso é preocupante essa pesquisa acabou revelando que no mês de julho essa marca ficou em 0,6% e se compararmos com relação ao mês de julho do ano passado temos o valor de 19,4%, sem esquecer que o acumulado dos 7 primeiros meses de 2015 comparados com o mesmo período no ano passado chegou em 16,8% e, com isso, temos um povo que a cada dia não consegue sair tão cedo do “vermelho”.

Em qual área essa inadimplência é mais acentuada?

Por incrível que pareça a maior marca vem de serviços que não são diretos da área bancária, onde podemos destacar transações efetuadas a cartões de crédito, lojas em geral, financeiras, prestadoras de serviços (onde temos aqueles que oferecem serviços de telefonia, fornecimento de água, energia elétrica etc.) e outras, onde tivemos um aumento considerável de 3,5% e isso não aumentou mais por causa das dívidas dos bancos.

A dívida dos bancos teve uma queda de 2,2% e com isso deixou o avanço do índice mensal estagnado, mas ao mesmo tempo continua a causar preocupação aos especialistas, pois mesmo com tudo isso o valor médio das dívidas que não são de ordem bancárias cresceu em torno de 10,0% dos meses de janeiro a julho de 2015, se levarmos em consideração os mesmos meses, mas durante o ano de 2014.

Outros dados revelados na pesquisa foram que:

  • A inadimplência direta com relação aos bancos teve um valor médio, um crescimento, e ficou em 0,9%;
  • O Cheque sem Fundos também teve um valor médio que alcançou um aumento e chegou ao registro de 10,4%;
  • Os Títulos Protestados conseguiram um valor médio que obteve uma queda, chegando a 1,9%;
  • E o desemprego constantemente aumentando junto com os juros que a cada dia ficam bem mais altos e além da inflação exorbitante faz com que a vida financeira do consumidor fique muito prejudicada e, com isso, a população acaba tendo problemas para conseguir colocar todas as contas em dia.

Por Fernanda de Godoi

Inadimplência


Alta registrada foi de 8,5% comparado ao mês de junho de 2015.

Mesmo com as incertezas e fraquezas econômicas, que influenciam a confiança dos brasileiros na economia, a procura por crédito cresceu no último mês de julho, segundo uma pesquisa realizada pelo Serasa e publicada na última terça-feira (dia 11). A alta registrada foi de 8,5% se comparado com o mês anterior e de 7% quando comparado ao mesmo período no ano de 2014. No percentual acumulado do ano, a procura por crédito registrou alta de 5,1% se comparado ao primeiro semestre do ano de 2014.

Segundo a pesquisa, a demanda teria crescido em todas as faixas salariais, com destaque para a faixa mais baixa: quem recebe entre R$ 500 e R$ 1.000 teve uma alta de 9% da demanda por crédito. E os que ganham entre R$ 5.000 e 10.000 a procura por crédito teve alta de 7,5%.

Todas as regiões também registraram alta segundo o informado pela pesquisa: o maior índice foi o registrado no Centro-Oeste, com 9,4% de alta do crédito, seguido de perto pelo Sul do país, com índice de 9%, em seguida vem o Nordeste, com 8,3% de aumento, Sudeste também com 8,3% e o Norte, que registrou o menor aumento: 8%.

A entidade, no entanto, acredita que a alta pode ter sido influenciada pela quantidade a mais de dias úteis no mês de julho, que além de possuir 31 dias, não tem nenhum feriado (são 23 dias em julho, contra 21 em julho). Se o ajuste dos dias úteis for feito, os números serão mais pessimistas: uma queda de 0,9% na passagem de junho para julho deste ano, o que reflete com mais realidade o cenário econômico do país.

A entidade acredita que a comparação entre os meses acaba sendo irreal, pelo aumento da quantidade de dias úteis, da mesma forma que a Copa do Mundo do Brasil, encerrada no dia 13 de julho de 2014, também mudou o cenário e enfraqueceu a comparação real dos meses e das relações anuais de crédito.

Por Patrícia Generoso

Busca por crédito

Foto: Divulgação


Saques da caderneta de poupança registraram R$ 2,453 bilhões a mais que os depósitos no mês de julho de 2015. O acumulado do ano apresenta um saldo negativo de R$ 40,995 bilhões.

Foi realizado um levantamento pelo Banco Central do Brasil (Bacen) e constatado que  os saques da caderneta de poupança foram bem maiores que os depósitos realizados no mês de julho de 2015.

Para ter uma ideia de como esse levantamento é bem preocupante, o Bacen confirmou que os saques foram bem maiores que os depósitos, onde alcançaram um registro de R$ 2,453 bilhões. Essa marca é considerada a pior para o mês de julho desde o ano de 1995 e ainda foi mostrado que o acumulado do ano apresenta um saldo negativo de R$ 40,995 bilhões.

Poderia ser em um ar bem mais elevado, pois o resultado não ficou tão negativado pelo fato de ter ocorrido uma entrada líquida de exatamente R$ 4,359 bilhões no último dia útil do mês, enquanto que até o dia 29 essa marca já registrava a soma de R$ 6,813 bilhões.

Outra marca ainda registrada é o fato de que no mês de julho do ano passado, ainda teve uma captação líquida que alcançou a marca de R$ 4,028 bilhões, enquanto que nesse mesmo ano a poupança captava uma cifra de R$ 24,034 bilhões, um registro bem menor do que o ano de 2011.

Os motivos apresentados para ocorrer o saque da poupança são:

1.       Inflação elevada;

2.       Aumento do desemprego;

3.       Menor crescimento da renda do trabalhador;

4.       Maiores gastos com tarifas;

5.       Maiores gastos com combustíveis;

6.       A Taxa Selic apresentou uma alta de 14,255% ao ano, fazendo com que deixe de ser atrativa a caderneta, fazendo com que a rentabilidade desse lugar a outros investimentos, mesmo levando em consideração a isenção que trata o Imposto de Renda.

Com tudo isso, o Bacen agora está mudando as regras de compulsórios sobre a poupança, visando fazer com esses recursos sejam responsáveis para melhor a maior parte dos investimentos que dizem respeito aos financiamentos imobiliários.

Outros dados ainda apresentados são que:

  • Saque inferior ao rendimento de R$ 4,138 bilhões;
  • Patrimônio total da poupança chegando ao valor de R$ 648,246 bilhões, no lugar dos R$ 646,561 bilhões;
  • Resgate líquido de R$ 2,372 bilhões (SBPE) no crédito imobiliário;
  • Crédito rural com uma saída líquida de R$ 81,336 milhões (SBPR).

A poupança segue a remuneração desde 2013 correspondente ao valor de 0,5% ao mês mais TR, enquanto que se a Selic ficar abaixo de 8,5% ao ano, esse rendimento vai ser de 70% da taxa básica de juros.

Por Fernanda de Godoi

Saque da poupança


Nesta semana foi anunciada a venda do HSBC para o banco brasileiro Bradesco. Com isso, várias dúvidas surgiram em relação ao que irá acontecer com os clientes do HSBC. Pois bem, em um primeiro momento as mudanças serão mínimas.

Assim que o Bradesco anunciou a aquisição da unidade financeira do HSBC, os clientes deste último banco ficaram preocupados, principalmente, aqueles que possuem algum investimento ou empréstimo realizado junto ao banco, afinal, como ficará a situação deles agora que passam automaticamente a serem clientes do Bradesco?

Muitas são as dúvidas sobre o que vai ocorrer com os clientes do HSBC, mas em um primeiro momento, estas mudanças serão mínimas, quase que imperceptíveis para os clientes, pois a integração entre o Bradesco e o HSBC só vai de fato acontecer, quando houver a aprovação dos órgãos reguladores brasileiros. Até lá, os clientes do HSBC não deverão perceber nenhuma mudança significativa.

Quando os órgãos aprovarem a integração do HSBC com o Bradesco, nenhuma mudança poderá ocorrer para os clientes do HSBC em relação aos serviços que já vinham sendo oferecidos ou os custos que estes tinham em relação ao banco e se alguma mudança neste sentido acontecer, os clientes poderão procurar o PROCON para reclamarem seus direitos.

E é importante ressaltar que o próprio Bradesco se comprometeu a oferecer aos clientes do HSBC os mesmos produtos e serviços que eles já estavam acostumados a terem à disposição.

O Bradesco também se comprometeu em relação às facilidades que são oferecidas pelo HSBC no exterior, já que o Bradesco conta com uma rede de parcerias em diversos países.

E para quem é cliente do Bradesco, este banco ainda está estudando se vai oferecer aos seus antigos clientes os serviços e os produtos que eram oferecidos pelo HSBC, mas isso ainda vai demorar um pouco, pois o Bradesco vai analisar cada um dos serviços e produtos para ver o que é ou não interessante para disponibilizar.

Outro fato que poderá acontecer é que as agências do HSBC que se encontrem próximas às agências do Bradesco sejam fechadas. Quando o Itaú se uniu ao Unibanco, a grande maioria das agências do Unibanco foram mantidas, já que as agências do Itaú não estavam preparadas para receber os novos clientes.

No caso do Bradesco/HSBC ainda é muito cedo para dizer o que será feito, mas o certo é que, todo cliente que se sentir prejudicado, deverá procurar imediatamente o Procon.

Por Russel

Clientes do HSBC

Foto: Divulgação


É preciso muita determinação e organização para conseguir se livrar das dívidas neste momento de crise econômica.

Com a atual crise, tem muito brasileiro endividado e que não está conseguindo se livrar de vez das dívidas adquiridas. Se você se encaixa neste perfil, saiba que é possível eliminar as dívidas, porém, você terá que ser determinado e muito organizado.

Não adianta ler as dicas, achar interessante, mas não colocá-las em prática, isso não vai ajudar em nada. Então vamos ver o que você precisa começar a fazer agora para se livrar das suas dívidas.

O primeiro passo é saber exatamente quanto você deve, para quem você deve, quando a dívida deverá ser paga e de quanto é o juro cobrado. O endividado que faz este controle já está com meio caminho andado para se ver livre das dívidas, porque é muito importante que você tenha este controle, pois só com ele você conseguirá se livrar das dívidas.

Feito isso, é hora de organizar o orçamento, porque você só vai se livrar de suas dívidas depois que pagá-las e quanto mais rápido fizer isso, melhor.

Tendo a relação de tudo que deve, você vai procurar negociar juros menores, prazos maiores se for preciso, mas não adianta a pessoa ficar do lado de lá querendo te ajudar, se do lado de cá você não está cortando gastos para sobrar dinheiro para você pagar as dívidas.

Então é hora de termos um outro controle, onde você irá anotar o seu rendimento mensal e todos os seus gastos, porque a primeira coisa a ser feita, é fazer com que você gaste menos do que ganha, pois esta é a primeira forma de conseguir com que sobre dinheiro para ir quitando as dívidas. O segundo passo é verificar em seu orçamento, quais os gastos podem ser eliminados de vez e quais os que podem ao menos ser reduzidos.

Isto não significa que você terá que deixar que sair com os amigos, deixar de ir ao cinema ou se divertir, mas até quitar as dívidas, sacrifícios serão necessários, então veja o que você poderá fazer para reduzir os gastos e anote tudo!

Não deixe de anotar, porque você vai ter que se cobrar no final de cada semana, analisando a semana que passou e vendo se você conseguiu atingir todas as metas. E sabendo quanto está economizando a cada semana, poderá calcular o tempo que vai demorar para pagar as dívidas.

Como foi dito no início, você terá que ser determinado e muito organizado, mas no final verá que valeu a pena todo o sacrifício, ao se ver livre de todas as dívidas.

Por Russel

Quitar as dívidas


Alguns tipos de empréstimos contam com juros mais baixos e facilitam a condição de pagamento dos clientes.

Quem está com o orçamento mais baixo, por vezes tem que optar pela opção de empréstimos, para suprir alguma emergência financeira que surja. Só que os juros de algumas opções de empréstimos podem ser tão altos que o valor pago ao final, em alguns casos, pode ser maior que o dobro do valor contratado inicialmente, trazendo assim prejuízo ao consumidor. Para ficar atento às taxas de juros e não cair em uma furada, confira abaixo algumas opções de empréstimos que oferecem juros mais baixos:

1-      Crédito consignado:

Se você é aposentado, recebe por cartão eletrônico ou é servidor público, pode optar por essa linha de crédito que dentre as outras é a que oferece a menor taxa de juros. Isso acontece porque as parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento do devedor, evitando assim inadimplência. Como os funcionários públicos e aposentados possuem salário fixo, os empréstimos são seguros para os bancos, que não precisam cobrar juros por possíveis faltas de pagamento.

2-      Refinanciamento de imóvel:

O cliente oferece seu imóvel como garantia da dívida, e o banco tem a certeza de que tem uma forma de compensar a dívida, caso o cliente não pague as parcelas que deve. Em alguns casos, os juros do refinanciamento podem ser menores que a do crédito consignado, estando na faixa entre 19,56% e 26,82% ao ano, sem contar os outros custos da operação, que podem encarecer o contrato.

O cliente tem que ficar atento, já que o risco de perder o imóvel existe e é grande. Caso as parcelas não sejam pagas, corre-se o risco de ter o imóvel tomado pelo banco.

3-      Antecipação da Restituição do Imposto de Renda:

Como também é um fundo que o banco sabe que o cliente terá no futuro os juros costumam cobrir somente as tarifas da transação bancária. As taxas ficam por volta de 1,93% ao mês o que equivale a 25,87% ao final do ano.

A única desvantagem é que se houver algum problema com a sua declaração e seu nome cair na malha fina, o seu valor de restituição pode ser menor ou mesmo não ser devolvido e o banco continuará cobrando a sua dívida, mesmo que você não receba a restituição. Por isso todo o cuidado é necessário para que seu nome não caia na malha fina.

4-      Antecipação do 13º:

Assim como a antecipação do Imposto de renda, a antecipação do 13º salário oferece menor risco aos bancos e, portanto, menor juros para o consumidor. Os riscos são a de o empregador não depositar o benefício, o que pode deixar o trabalhador sem saldo para quitar sua dívida.

Além disso, antecipar o seu 13º salário é uma medida que deve ser tomada só em casos extremos já que no final do ano costuma-se gastar muito mais do que em outras épocas do ano, e caso  o13º já tenha sido usado, o trabalhador  corre o risco de adquirir mais dívidas para cobrir sua dívida.

5-      Crédito oferecido por sites:

Como não são aliados a uma instituição bancária, nem a uma loja física, alguns custos com manutenção de agências não existem, o que faz com que os juros sejam reduzidos. A concessão de empréstimos ,no entanto, é um pouco mais rigorosa, gerando um processo de muita burocracia, que pode aborrecer alguns clientes. O processo de análise é necessário para garantir a confiabilidade dos clientes. Como o ambiente é virtual, desconfie de sites pouco conhecidos e que ofereçam grandes vantagens logo a princípio.

Mesmo com essas opções, os especialistas aconselham a só pegar empréstimos em último caso, em casos extremos ou de emergência, para não comprometer o orçamento familiar.

Por Patrícia Generoso

Empréstimo


Queda no percentual das famílias com dívidas é a segunda consecutiva de 2015.

Com o aumento da taxa de desemprego e a inflação subindo era esperado que o brasileiro ficasse endividado, porém uma a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor mostrou que o percentual de famílias com dívidas caiu para 61,9% este mês. Essa é a segunda queda consecutiva de 2015.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor foi realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. No mês passado, 62% das famílias se encontravam com dívida, em 2014, no mesmo mês, o percentual era de 63%.

De acordo com a Confederação a alta das taxas de juros, a moderação do crescimento do crédito, a alta de inflação e a queda real da remuneração dos trabalhadores provocaram impactos nos índices de inadimplência de forma negativa. A pesquisa mostrou que 77,4% das famílias endividadas estão devendo faturas do cartão de crédito. Financiamento de carro atrasado representa 13,5% das famílias e carnês representam 16,3%.

Brasileiro permanece com dívidas:

Mesmo com a queda no percentual de endividados, o índice dos brasileiros que permanecerão com dívidas subiu para 8,1%, ou seja, são pessoas que sabem que não conseguirão quitar os débitos. Essa é a maior alta desde outubro de 2011, esse percentual em julho de 2014 era de 6,65% enquanto no mês passado era de 7,9%.

A quantidade de famílias que responderam que estão com muitas dívidas também aumentou chegando ao total de 12,9%.

Essa pesquisa também revelou que o tempo médio de atraso no pagamento é de 59,8 dias, enquanto em 2014 o atraso médio era de 61,3 dias. O comprometimento da renda com pagamento de dívidas em atraso é de 7,1 meses para a maioria dos endividados, porém 33,7% deles responderam que vão demorar mais de um ano para conseguir deixar as contas em dia como o desejado.

Para sair das dívidas a melhor opção é aposentar o cartão de crédito e só voltar a gastar depois de já ter quitado as contas que estão em aberto.

Por Jéssica Posenato

Endividamento das famílias

Foto: Divulgação


Alta registrada foi de 2,46%. Itens como cebola, tomate e carne foram os que mais apresentaram alta em seus preços.

A Abras – Associação Brasileira de Supermercados – informou que o preço dos itens que compõem a cesta básica nos supermercados por todo o Brasil teve um aumento em maio de 2,46%.

O estudo realizado pela Abras se baseia em uma cesta básica composta por 35 produtos que são amplamente consumidos pelos brasileiros. A pesquisa foi realizada pela GFK e a Abras fez a análise dos resultados obtidos.

Em abril deste ano o preço da cesta básica composta pelos produtos indicados pela Abras, era de R$ 396,44. Esta mesma cesta básica, em maio, já custava R$ 406,20, o que gerou um aumento de 2,46%. Se for compararmos o valor da cesta básica de abril deste ano com o mês de maio do ano passado, o aumento obtido é de 7,48%.

Ainda, levando em consideração os 35 produtos da cesta básica montada pela Abras, os itens que mais tiveram aumento no preço foram:

– Cebola – aumento de 39,33%;

– Tomate – aumento de 14,73%;

– Carne – aumento de 10,23%.

Alguns itens chegaram a apresentar queda no preço, são eles:

– Farinha de mandioca – queda no preço de 11,37%;

– Ovo – queda no preço de 4,58%;

– Margarina – queda no preço de 1,88%.

Outra avaliação realizada, agora pelo Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – também apontou aumento no preço da cesta básica.

A pesquisa realizada pelo Dieese apontou aumento na cesta básica em 12 capitais brasileiras, sendo que o maior deles foi em Florianópolis, chegando a 4,44%. Já a cidade de Goiânia teve uma variação negativa, ficando em -3,23%.

Além de Florianópolis, outras capitais que apresentaram aumento na cesta básica, foram:

– Fortaleza: 3,64%;

– João Pessoa: 3,02%;

– Recife: 2,88%;

– Natal: 2,53%;

– Porto Alegre: 2,46%;

– Manaus: 1,94%;

– Belém: 1,31%;

– Belo Horizonte: 0,34%;

– São Paulo: 0,18%.

Além de Goiânia, Manaus também apresentou deflação no preço da cesta, sendo que nesta pesquisa do Dieese a cesta foi composta por 13 itens.

São Paulo não teve o maior aumento na cesta básica, mas em compensação é a cidade com a cesta básica mais cara do país. Em São Paulo, a cesta básica do Dieese, formada por 13 produtos, chegou a R$ 273,48 no mês de junho, com uma alta de 0,18% em relação a maio. No período de 12 meses, a alta chega a 9,80%.

Por Russel

Cesta básica


CMN alterou a margem de tolerância para a meta da inflação. A meta é baseada pelo IPCA, que está em 4,5% ao ano em 2017, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O CMN – Conselho Monetário Nacional – alterou a margem de tolerância para a meta da inflação, diante do cenário econômico. A meta que é baseada na inflação medida pelo IPCA, está em 4,5% ao ano ainda para 2017, porém, a margem de tolerância agora está fixada em 1,5 ponto percentual tanto para mais como também para menos, sendo que antes a margem de tolerância era de 2 pontos.

A mudança não afetou a meta da inflação que desde 2005 segue no patamar de 4,5%, porém, alterou a taxa de tolerância sendo que em 2005 era de 2,5%, em 2006 passou para 2% e agora caiu para 1,5%.

O fato da tolerância ter sido reduzida pode fazer com que o Banco Central não tenha outra saída que não seja apertar mais ainda a política monetária nacional, apesar do Selic já ter sido elevado de 2,75% para 13,75%. Tem ainda o fato de que a inflação este ano no Brasil deverá ficar na média dos 9% e para conseguir reduzir este número nos próximos anos seria preciso um imenso esforço agora.

Mas é interessante observarmos que a meta de inflação não sofreu nenhuma alteração, apenas a margem de tolerância, porém, já é o suficiente para forçar agora um esforço maior para começar o combate à inflação.

Especialistas já estão indicando para o IPCA em 4,5% já em 2017 o que não exigiria medidas drásticas agora.
O que a decisão faz realmente é dar maior credibilidade ao Governo, mostrando que ele está empenhado ao combate à inflação, mas a atual política monetária não deverá sofrer nenhuma modificação.

O Banco Central não perdeu a oportunidade de mostrar-se compromissado em conseguir levar o IPCA aos 4,5% até o final de 2016 e para isso garantiu que contará com determinação e bastante perseverança.
Os analistas são favoráveis ao fato do Governo querer reduzir a meta da inflação para 2017 no intuito de que o país consiga recuperar sua credibilidade, mostrando atuante diante da crise e com poderes para reduzir a inflação, deixando claro que o Governo não perdeu o controle da situação, muito pelo contrário.

Porém, o efeito colateral para este remédio seria a alta elevação dos juros. O segundo mandato de Dilma Rousseff vem enfrentando duras críticas e sérios problemas, por isso o Governo tem pressa de deixar claro para o mercado que o Brasil está sabendo lidar como seus problemas internos e ter a inflação novamente sob controle é questão de tempo, mais precisamente, 2 anos, no máximo.

Por Russel

Inflação


Em abril, os juros do cartão de crédito atingiram 12,14%, levando à média de 300% ao ano. Principais fatores para esta alta são a elevação da Selic, o aumento nos índices de inflação e a falta de perspectiva para que a inflação recue.

Desde 1999, conforme informa a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o cartão de crédito nunca foi tão pior negócio para se investir quando o assunto é economia. A entidade afirma que após levantamento de dados feitos com pesquisas apuradas, os juros do cartão de crédito estão em 300%, referente a abril de 2015.

Para se traduzir melhor em números essa verdadeira “bomba” que leva ao endividamento, os juros do cartão que antes estavam em 12,02% no mês de março, perfazendo o total de 290,43% ao ano, agora em abril foi conduzido à elevação de juros de 12,14%, chegando até aos caminhos que levaram à média de 300% ao ano.

Para quem gosta de fazer suas compras em cartão de crédito – seja de alto valor até a compra daquele cafezinho – desde que pagando a fatura rigorosamente em dia, não haverá prejuízos, pois pode ser essa compra considerada como o mesmo se paga em dinheiro, ou, em cash (expressão muito usada para citar dinheiro vivo ou dinheiro na hora).

No entanto, se a pessoa faz parte de um grupo que compra desregradamente; não tem hábito de fazer planilha com os gastos do mês e por isso se vê na situação de não ter condições de pagar a fatura do cartão, no dia do seu vencimento, pode esperar porque vai entrar no que já foi citado acima nesse artigo: no pior negócio econômico de sua vida.

A culpa dessa alta de juros em 300% ao ano não é exclusivamente do consumidor, que não consegue honrar o pagamento das suas dívidas no cartão. Conforme a Anefac, embora eles estejam sim entre as razões dos bancos elevarem as taxas a níveis tão estratosféricos, outros fatores como a elevação da taxa básica de juros (Selic), aumento nos índices de inflação e falta de perspectiva para que essa inflação recue, também têm colaborado para que a taxa de juros do cartão de crédito chegasse ao alarmante.

Com essas informações, cabe aos consumidores decidirem se devem ou não comprar no cartão de crédito, algo que é mais aconselhável como citam os economistas da Anefac, quando o consumidor tem um salário fixo por mês e ainda tem controle dos seus gastos. Do contrário, ainda segue como uma boa opção se fazer compras à vista – o que irá livrar de juros tão altos e ainda, quem sabe, pode render um bom desconto que geralmente é oferecido para quem faz compras à vista.

Por Michelle de Oliveira

Cartão de crédito

Foto: Divulgação


Segundo economistas, os juros continuarão altos até que a economia consiga controlar a inflação em 4,5%, fato que não deve ocorrer antes de 2017.

O ex-diretor do BC (Banco Central), Paulo Vieira da Cunha, disse em entrevista para a Bloomberg Brief Latin America na data de 29 de abril do ano corrente, que os juros devem manter taxas altas até que a economia consiga trazer a inflação para a casa de 4,5%.

Segundo o economista os juros devem ser mantidos com taxas altas até a inflação atingir o índice informado. Vieira da Cunha afirma ainda que não acredita que essa taxa de inflação possa ser alcançada antes de 2017.

A inflação anual tem superado a meta do Brasil, de 2,5% para 6,5%. Um aumento considerável que tem pesado no bolso do brasileiro, que tem feito muitas contas para que o orçamento mensal consiga suprir com todos os gastos básicos. O aumento dos preços tem atingidos diversas áreas, inclusive o setor alimentício. Neste mês, só o tomate aumentou até 60% em algumas regiões do país por causa da estiagem.

A economia tem feito algumas manobras para controlar a inflação. Na última semana o BC aumentou pela quinta vez seguida a Selic, que passou de 12,75% para 13,25%. Esse índice não era atingido desde o ano de 2009. Com o aumento as taxas de juros tendem a aumentar, assim como a valorização da moeda norte-americana (dólar).

Joaquim Levy, ministro da Fazenda, comprometeu-se publicamente a trazer a inflação para a marca de 4,5% até o fim de 2016. Em contrapartida, analistas afirmam que a economia passará por uma retração que não era vista desde 1990.

Vieira da Cunha espera que a recessão entre em curso mais acentuado no terceiro ou no quarto trimestre. Segundo o economista apesar da pressão que deve sofrer o BC para realizar corte de juros, não seria uma estratégia, pois a inflação ainda não estaria ancorada.

A expectativa do brasileiro é que a economia se estabilize o mais rápido possível, mas a tendência é que isso só ocorra em médio ou longo prazo. Enquanto isso as contas de ajuste de orçamento continuam.

Por André César

Juros

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