Vários fatores corroboram para que a inflação seja estabilizada apenas em 2017.

A perspectiva para a inflação não é das melhores. Espera-se que só haja uma estabilidade maior para a alta dos preços em 2017. A explicação para o pessimismo decorre de múltipla motivação.

Na política monetária há uma expectativa de que a meta de inflação anunciada pelo governo sirva de guia para a sociedade e para a economia, porém não é o que tem acontecido.

Deveria haver uma sincronia entre a previsão e um ajuste dos produtores, economia, etc. A previsão governamental deveria trazer certa estabilidade.

Infelizmente isso não tem acontecido, pois um dos motivos cruciais para a estabilidade é o fato das pessoas acreditarem nas metas do governo, algo que não tem ocorrido. Para que isso seja possível o Banco Central deve se esforçar para que a inflação fique perto da previsão inicial, um pouco acima ou um pouco abaixo, no máximo.

Acontece que atualmente a inflação está longe da meta por motivos simples. Basicamente, a sucessão de erros do passado tem feito com que as previsões para a inflação não sejam levadas a sério.

Podemos citar como exemplos de erros a frouxa política de juros praticada pelo BC, a situação fiscal do governo (que gasta mais do que arrecada), reajuste excessivo de tarifas (luz, água, combustível), etc.

Tudo isso corrobora com a instabilidade da inflação e, consequentemente, com uma perspectiva mais longa para que o cenário se torne mais estável.

Por esses e outros motivos relacionados à crise e à recessão econômica, o BC faz novas previsões: a inflação deverá se estabilizar apenas no ano de 2017. É uma previsão mais realista se comparado com as últimas previsões. É uma dura previsão, mas realista ao menos.

Com isso, o consumidor poderá ao menos realizar um planejamento orçamentário mais adequado diante do novo cenário de perspectiva de estabilidade. Esperamos que as previsões e ações governamentais estejam mais adequadas e alinhadas com a realidade.

Por André César

Inflação


Rombo previsto é de R$ 60 bilhões para 2015, o que representa 1% do PIB do País.

Após quase três meses desde a redução da meta fiscal, o Governo Federal, juntamente com sua equipe econômica, já estuda analisar novamente a antiga promessa de economizar cerca de 0,15% do PIB que serviria para pagar os juros da dívida pública em 2015. Tal possibilidade surgiu logo após a reunião entre Joaquim Levy (ministro da Fazenda), Nelson Barbosa (ministro do Planejamento) e Jaques Wagner (ministro da Casa Civil). Essa é uma consequência direta do rombo avaliado pelo Governo para 2015: R$ 60 bilhões que representam 1% do nosso PIB.

É importante destacar que em julho de 2015 o Governo Federal diminuiu a então meta fiscal de 1,1% para 0,15% do PIB, sendo que 0,1% seria a parte do Governo Federal e 0,05% seriam dos Estados e municípios. Além disso, é importante destacar que o Governo também havia prometido um abatimento de R$ 26,4 bilhões da meta, sendo que tal montante seria resultado da recuperação de débitos de empresas em atraso além da regularização de ativos no exterior.

Segundo o Governo, o atual rombo de R$ 60 bilhões, que é maior que o previsto anteriormente seria um resultado direto da queda na arrecadação e pelo pagamento de dívidas da administração anterior com as “pedaladas fiscais”.

Também é importante destacar que o Governo Federal agora se empenha em priorizar a meta de um superávit em 2016 de 0,7% do PIB brasileiro. Essa é uma consequência direta do atual momento econômico, haja vista ser quase impossível uma recuperação a ponto de atingir um superávit em 2015.

Portanto, para que seja legal a mudança na meta ou até mesmo ampliar o abatimento aqui citados, é preciso que o Governo Federal altere o projeto de lei que foi encaminhado ao Congresso que estabeleceu uma meta fiscal de 0,15% do PIB. É importante destacar que tal medida ainda não foi analisada pelos parlamentares, ou seja, está parada na Comissão Mista de Orçamento.

Além disso, saiba que em reunião com alguns parlamentares, Joaquim Levy já avisou ao grupo presente que o Governo Federal irá propor uma alteração à proposta orçamentária de 2015. Tal ação por parte do governo deve ocorrer em breve.

Por Bruno Henrique

Dinheiro


Com a crise econômica afetando todos os setores do País, as pessoas estão evitando gastos desnecessários e economizando com roupas, lazer e alimentação.

O brasileiro em 2015 está enfrentando uma inflação com índices exorbitantes, reflexo do aumento das taxas de juros no país e a má gestão, contribuiu para que se ocorressem os aumentos dos preços, atingindo todos os setores da economia. O salário não acompanha os índices de aumento e as pessoas precisam saber poupar e evitar supérfluos, pois há os constantes aumentos e para driblar a inflação é preciso economizar e cortar custos. 

É preciso reinventar, criar condições para enxugar o orçamento e manter as contas em dia, assim as pessoas acabam comprando menos e poupando mais, para que o dinheiro dure até o fim do mês e consigam sobreviver frente à crise. 

A agência Hello Research pesquisou 2.002 pessoas no Brasil em torno de 70 cidades e verificou que elas estão procurando gastar menos e economizar com roupas, lazer e alimentação. Esse indicador mostra que o povo brasileiro está sentindo no bolso, e fazer economia é a melhor saída, pois o salário continua o mesmo, e as contas precisam fechar. 

A pesquisa fez um levantamento por região no país mostrando os índices de diminuição dos gastos. Regiões como norte-sul, centro-oeste, sudeste, nordeste, tiveram respectivamente o percentual de 91%, 91%, 92%, 82%, e 80%. Em setembro a inflação foi em torno do demonstrativo de 9,5%, levando em conta 12 meses, o que revelou a maior alta dos últimos tempos. 

Esse índice da pesquisa revela a crise que o país atravessa e os reflexos se fazem sentir, e para manter a equação: salário x gastos é preciso muitas vezes se sacrificar e as famílias são as que mais sofrem. Apelar para o bom senso é a melhor saída, e o brasileiro é criativo, inovador e perspicaz, e quando se trata de economizar as saídas sempre aparecem. 

O governo precisa viabilizar melhores fórmulas para engrenar o país, sem sacrificar o bolso do trabalhador. 

Por Marisa Torres

Cortando gastos


Novo registro aponta queda no PIB de 2,55% neste ano.

O mercado financeiro ainda está com poucas esperanças de uma alteração na situação econômica para este final de ano, pois existe uma previsão que ocorra um registro de queda no PIB (Produto Interno Bruto) que sairia de 2,44% chegando a 2,55%.

Como já sabemos o PIB é um registro direto da soma dos serviços que são produzidos direto no país mais todos os bens, e a sua retração ficou em uma margem baixa para o ano de 2016, ou seja, indo de 0,5% até 0,6%.

As instituições financeiras estão cientes dessa situação tanto que não pode ser esquecido que a recessão segue junto com a inflação, agora em um valor acima da meta de 4,5%, no caso superior a cifra de 6,5%.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve um ajuste que foi de 9,29% para 9,28% e para o ano de 2016 é provável que essa inflação fique em 5,64%, sendo que na semana passada já tinha ficado em uma projeção de 5,58% (o sexto aumento seguido). O Banco Central do Brasil (Bacen), por exemplo, já elevou a Selic (taxa básica que envolve juros) em sete seguidas vezes e, com isso, o Copom (Comitê de Política Monetária) a manteve em 14,25% ao ano.

Para 2016 a Selic precisa ficar na marca de 12%, pois o valor de 14,25% deve permanecer até o mês de dezembro de 2015 e se sair fora desse registro teremos sérios problemas para as negociações de grande porte, como aquelas que são ligadas direto na Selic, ou seja, envolvendo os títulos públicos que estão no Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Independente das expectativas do Bacen, dos investidores e também demais profissionais do mercado financeiro é preciso uma atenção redobrada para a Selic, pois ela está ligada com a alteração nos preços direto para o consumidor, pois com esses juros tendo uma alta, o crédito fica encarecido e ao mesmo instante a poupança consegue ter um estímulo.

Por um lado temos juros reduzidos e o Copom realizando transações de crédito com valores menores, mas por outro lado temos uma produção com mais incentivo e também consumo, aliviando o controle direto com a inflação, onde até mesmo o dólar pode ficar na marca de R$ 3,80 em 2016.

Por Fernanda de Godoi

Queda do PIB


Para analistas é só questão de tempo para o dólar chegar a R$ 4,50 no Brasil.

As redes sociais gostam muito de fazer brincadeiras com a fatídica crise brasileira que assola o Brasil. Uma dessas brincadeiras é que o Brasil quer se tornar tão chique a ponto de colocar o dólar no mesmo patamar do euro. No entanto, com brincadeiras à parte, especialistas afirmam que nunca se chegou tão perto de apenas U$$ 1 chegar a equivaler R$ 4, algo até então nunca visto na economia do Brasil desde que o plano real foi criado, em fevereiro de 1994.  

Quem opina sobre isso são especialistas em economia e mercado financeiro, que vivem nos Estados Unidos, mas sempre estão observando o sobe e desce quando o assunto é comparar o real com o dólar. Por exemplo, na opinião com um leve toque de otimismo do estrategista cambial, Christian Lawrence, o Brasil vai experimentar uma sensível melhora em seu câmbio, mas, tão curta, que logo o dólar será elevado para o custo de R$ 4. A explicação para isso está na iminência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy deixar o cargo. As especulações não param. De acordo com Win Thin, chefe global de estratégia de mercados emergentes, o dólar pode chegar a R$ 4,50. Como pode isso? Você se pergunta. E o especialista responde que bastam as notícias de que a economia brasileira está um trem desgovernado para que isso ocorra.

Quer outra informação assustadora? O dólar a R$ 4,50 pode ser uma questão só de meses para ser uma realidade.  

Ainda tendo de amargar o rebaixamento como um país pouco confiável para se fazer negócios, o Brasil encontra-se na corda bamba entre agradar os investidores estrangeiros – fazendo investimentos de logísticas e estruturais para isso – ou seguir aos trancos e barrancos investindo no social, na saúde e educação, o que tem assimilado tão poucos recursos para tal que justifica a baixa popularidade da presidenta Dilma Rousseff.  

Somente os próximos meses irão apresentar a cotação do dólar. Numa economia mundialmente integrada, onde tudo muda de forma constante, seria precipitado cravar um valor exato sobre a cotação do dólar. O que resta é torcer e esperar para que a moeda recue. Agora, o que o cidadão comum tem a ver com isso? Simplesmente tudo. Afinal, o trigo (matéria-prima do pão de cada dia) é comprado em dólar. Está explicada agora a razão dele está cada vez mais difícil de ser encontrado à mesa? 

Por Michelle de Oliveira

Dólar e Real


Em agosto deste ano o INC registrou 81 pontos, sendo o pior resultado desde 2005. O consumidor brasileiro está perdendo a esperança de que a economia do país possa melhorar a um curto ou médio prazo.

De acordo com a ACSP – Associação Comercial de São Paulo, a confiança do consumidor brasileiro continua baixa e vem batendo recordes negativos. No último mês de agosto o INC – Índice Nacional de Confiança – chegou a registrar apenas 81 pontos, sendo este o pior desempenho desde 2005, ano em que a pesquisa começou a ser realizada e o INC passou a servir de referência.

Só no espaço de 1 ano, o INC teve uma queda de 62 pontos, sendo que quando o Índice está acima de 100 pontos indica que o consumidor está otimista e abaixo de 100 pontos, mostra um consumidor mais pessimista.
Roberto Mateus Ordine, que é presidente da ACSP, explicou que uma das causas desta queda acentuada do índice é justamente o fato do brasileiro se sentir bem mais inseguro atualmente, inclusive aqueles que estão empregados. E outro fator que explica tal queda é que os brasileiros estão perdendo a esperança de que a economia do país possa melhorar a um curto ou médio prazo.

O INC mostra a confiança do consumidor brasileiro e os números baixos é o retrato da desconfiança do cidadão em relação ao atual cenário econômico e de forma especial ao medo de ser demitido. O desemprego continua crescendo, a crise vem forçando as empresas de todos os setores a cortarem gastos e chega uma hora que o corte de gastos em uma empresa chega ao corte de funcionários.

E a tendência é que a confiança do consumidor continue caindo. Para termos uma ideia, em julho o percentual era de 53% e em agosto foi para 57%, mostrando que a desconfiança está se elevando rapidamente. Em agosto do ano passado, este percentual era de apenas 26%.

Outro dado apontado pela pesquisa é que os brasileiros estão cada vez mais pessimistas quando se trata do futuro da economia do país, onde mais de 34% acredita que a situação só tende a piorar e 33% acham que a economia brasileira pode melhorar nos próximos meses. Esta é a primeira vez, desde o início destas pesquisas, que o número de otimistas é menor que os dos pessimistas.

Por Russel

Confiança do consumidor


Mais da metade dos consumidores brasileiros estão mudando seus hábitos para conseguirem reduzir gastos nesta época de crise econômica.

A crise já fez com que mais da metade dos brasileiros mudassem seus hábitos na hora do consumo e este número tende a aumentar ainda mais neste final de ano. E a principal mudança está justamente na hora da compra, ainda mais quando se trata de produtos mais caros, mas também já se notam mudanças nas compras mais baratas, estas do dia a dia.

Se o brasileiro já era conhecido por pesquisar muito antes de comprar, agora ainda mais, pois o consumidor tem se dado ao trabalho de pesquisar em um número maior de estabelecimentos antes concluir a compra.

E outra mudança importante está na mudança de local das compras, pois aquele antigo costume das pessoas de se habituarem a fazer suas compras em  um mesmo lugar está acabando. O brasileiro está deixando a preguiça de lado e buscando novos fornecedores para conseguir menores preços.

Todos estes dados fazem parte da pesquisa realizada pela CNI – Confederação Nacional da Indústria, que entrevistou 2.002 pessoas de várias partes do Brasil no intuito de saber como a população tem se comportado diante da crise. Pessoas de 141 cidades foram ouvidas no mês de junho e os dados revelam mudanças no perfil do consumidor brasileiro.

A pesquisa mostra atitudes que sempre foram comuns entre os brasileiros só que agora estão sendo adotadas por um número muito maior de pessoas. Os brasileiros estão fazendo de tudo que podem para reduzir custos e não só trocam o local das compras, como estão reduzindo as compras, cortando gastos em casa, compram produtos similares que custam menos, adiaram a compra de algum produto mais caro e até a escola dos filhos está sendo trocada em busca de mais economia.

A pesquisa aponta que as principais economias feitas pelos brasileiros estão ligadas ao lazer,restaurantes e também ao consumo de carne vermelha.

E um fato curioso é que 16% dos entrevistados revelaram que até trocaram de residência para conseguirem reduzir os gastos. Este perfil de consumidor geralmente faz parte do grupo que paga aluguel e quando o contrato vence, ao invés de renová-lo, busca por um imóvel com valor mais baixo, mesmo que seja uma residência mais simples ou em um ponto mais afastado.

A pesquisa ainda deixou claro o medo do brasileiro em relação ao faturo, por isso o consumidor não só vem cortando gastos como também vem adiando compras mais caras, para evitar surpresas desagradáveis nos próximos meses, já que a crise não tem dado sinais de que vai melhorar tão cedo.

Por Russel

Gastar menos


No 1º semestre deste ano a retirada dos recursos da poupança superou as aplicações em aproximadamente R$ 48,49 bilhões.

A crise econômica tem atingido também a caderneta de poupança. A alta do desemprego, dos tributos, da inflação e o consequente endividamento das famílias, tem feito com que as retiradas da caderneta de poupança aumentem a cada dia.

Somente no primeiro semestre deste ano, a retirada dos recursos da caderneta superou as suas aplicações em aproximadamente R$ 48,49 bilhões, segundo o divulgado pelo Banco Central, no último dia 4.

No mês passado, as retiradas foram R$ 7,5 bilhões mais altas do que os depósitos. O mês foi o oitavo seguido em que se registrou evasão dos recursos da caderneta.

O atraso na antecipação do 13º salário também pode ter sido uma das causas da grande retirada da poupança.

Saldo em recuo:

Com o grande número de retiradas na caderneta de poupança no acumulado do primeiro semestre deste ano, seu saldo sofreu um recuo. No final do ano passado, os recursos totalizavam R$ 622,7 bilhões e no mês de julho caíram para R$ 648 bilhões. No mês de agosto, a queda continuou, e os recursos fecharam o mês em R$ 645 bilhões.

Os motivos:

Dentre os principais motivos que fizeram com que a população retirasse fundos da poupança está a alta de tributos, o que fez com que a renda da população diminuísse. Além disso, limitações em benefícios sociais, como o auxílio-doença, seguro-desemprego, abono salarial e pensão por morte, além da alta no desemprego (8,3%, o maior desde o começo da série histórica, em 2013), fizeram com que o brasileiro tivesse dificuldade em pagar suas contas, recorrendo ao crédito na poupança para tentar honrar seus compromissos.

Baixa rentabilidade:

Para complementar o quadro que favoreceu as retiradas da poupança neste ano, sua rentabilidade não está das melhores. A caderneta tem ficado muito atrás em retorno, frente a outros investimentos, o que incentiva a população a retirar o dinheiro aplicado, em busca de novas alternativas. Dinheiro aplicado na poupança atualmente fica praticamente “parado”, com um rendimento de apenas 6,17% ao ano, mais TR. Bem pouco, se comparado a outros investimentos seguros, como o tesouro direto, cada vez mais popularizado entre os menores investidores.

Os especialistas recomendam que a caderneta pode ser ainda uma boa opção para quem tem pouco dinheiro investido, para quem deseja uma aplicação de curto prazo, ou para quem deseja somente um fundo de reserva econômica para eventuais emergências. Como a poupança não cobra Imposto de Renda, nem tem um tempo mínimo de resgate, ela ainda é muito utilizada pelo seu alto poder de rotatividade.

Nada mais natural do que numa época em que o crédito está cada vez mais difícil, e as reservas econômicas cada dia mais escassas, que o brasileiro abra mão de sua reserva na caderneta, para cumprir com seus compromissos. Resta a esperança de que tempos melhores cheguem e que a poupança volte a ser novamente um “colchão de segurança” para os brasileiros.

Por Patrícia Generoso

Dinheiro da poupança


Segundo a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, o Brasil ainda enfrentará muitas dificuldades em 2016, mas a situação tende a melhorar.

Uma notícia nada animadora para os brasileiros que tinham esperança de que a crise econômica que o País enfrenta iria chegar ao fim nos próximos meses. É que a presidente Dilma anunciou que o Brasil ainda vai enfrentar muitas dificuldades no próximo ano, mas ela está confiante que a situação vai melhorar, porém, vai demorar bem mais do que se esperava.

Na última terça-feira (25), Dilma Rousseff falou por duas vezes sobre a crise econômica no País e acabou fazendo comentários diferentes sobre o mesmo assunto. Primeiro, foi no Palácio do Planalto, durante uma entrevista, quando os jornalistas quiseram saber da presidente se ela já imaginava que o PT estava ligado ao escândalo da Petrobras e ela disse que não imaginava. A presidente ainda comentou que ficou surpresa com os fatos e que lamentava profundamente o ocorrido.

Só que para estes jornalistas, Dilma disse que não tinha noção do tamanho da crise e só depois de sua reeleição é que ela veio a ter total conhecimento do tamanho do problema que tinha pela frente.
Poucas horas depois, em entrevista para duas rádios do interior do estado de São Paulo, Dilma entrou em contradição, ao dizer que o Governo tinha plena consciência da crise e que já estava tomando todas as medidas. Ao final desta entrevista, Dilma se mostrou confiante quanto ao futuro do País, disse que a situação vai melhorar, só que o Brasil ainda enfrentará muitas dificuldades em 2016.

A presidente disse que em 2016, a situação não será boa, mas o país já estará caminhando para sair da crise e então será mais fácil do que está sendo agora.

Aécio Neves, do PSDB-MG, não perdeu tempo em criticar a presidente, acusando-a de mentir durante a campanha presidencial, pois todos já sabiam da crise que estava instalada no País e vários foram os alertas apontando para a situação econômica que estava se complicando cada vez mais. Aécio disse ainda que a Dilma deveria ser humilde o suficiente para pedir desculpas ao povo brasileiro.

Brigas à parte, o brasileiro terá que esperar bem mais do que imaginava, para ver a inflação sob controle, o País gerando novos empregos e a economia dando os seus primeiros sinais de que está finalmente saindo do fundo do poço.

Por Russel

Brasil


Alta registrada foi de 8,5% comparado ao mês de junho de 2015.

Mesmo com as incertezas e fraquezas econômicas, que influenciam a confiança dos brasileiros na economia, a procura por crédito cresceu no último mês de julho, segundo uma pesquisa realizada pelo Serasa e publicada na última terça-feira (dia 11). A alta registrada foi de 8,5% se comparado com o mês anterior e de 7% quando comparado ao mesmo período no ano de 2014. No percentual acumulado do ano, a procura por crédito registrou alta de 5,1% se comparado ao primeiro semestre do ano de 2014.

Segundo a pesquisa, a demanda teria crescido em todas as faixas salariais, com destaque para a faixa mais baixa: quem recebe entre R$ 500 e R$ 1.000 teve uma alta de 9% da demanda por crédito. E os que ganham entre R$ 5.000 e 10.000 a procura por crédito teve alta de 7,5%.

Todas as regiões também registraram alta segundo o informado pela pesquisa: o maior índice foi o registrado no Centro-Oeste, com 9,4% de alta do crédito, seguido de perto pelo Sul do país, com índice de 9%, em seguida vem o Nordeste, com 8,3% de aumento, Sudeste também com 8,3% e o Norte, que registrou o menor aumento: 8%.

A entidade, no entanto, acredita que a alta pode ter sido influenciada pela quantidade a mais de dias úteis no mês de julho, que além de possuir 31 dias, não tem nenhum feriado (são 23 dias em julho, contra 21 em julho). Se o ajuste dos dias úteis for feito, os números serão mais pessimistas: uma queda de 0,9% na passagem de junho para julho deste ano, o que reflete com mais realidade o cenário econômico do país.

A entidade acredita que a comparação entre os meses acaba sendo irreal, pelo aumento da quantidade de dias úteis, da mesma forma que a Copa do Mundo do Brasil, encerrada no dia 13 de julho de 2014, também mudou o cenário e enfraqueceu a comparação real dos meses e das relações anuais de crédito.

Por Patrícia Generoso

Busca por crédito

Foto: Divulgação


Índice teve queda em julho, registrando a marca de 0,62%, mas em relação aos últimos 12 meses a marca ficou em 9,56%.

Uma das notícias que foi divulgada nos últimos dias foi a desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou na marca de 0,62% no mês de julho de 2015.

Ao passo que ocorreu esse tipo de desaceleração temos ainda uma marca de 9,56% acumulada nos últimos 12 meses e no mês de junho esse registro ficou em 8,89%, conforme informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quais foram os motivos desse tipo de aumento?

Um dos pontos levantados é que a tarifa de energia tem uma grande influência, principalmente pelo fato de ter ficado mais cara e ao mesmo tempo também temos a pressão que é voltada para o Banco Central do Brasil (Bacen) para tentar realizar uma mudança nesse tipo de situação. No caso da conta de energia elétrica o aumento foi de 4,17% e as tarifas de água e esgoto ficaram no valor de 2,44%.

O dólar também é outro fator que tem certo peso nos preços, tanto que quando vemos um IPCA registrado em 0,62% é algo preocupante, pois a última alta foi de 0,91% registrada no ano de 2004.

A pesquisa ainda aponta os seguintes dados, onde podemos destacar que:

  • O grupo da Habitação ficou em 1,52% nesse último mês, o qual era acima de 0,86% do mês de junho;
  • O grupo da Alimentação e Bebidas aumentou 0,65%, ou seja, uma variação de caráter positivo em torno de 0,63% com relação ao mês de junho.
  • O IBGE ainda registrou uma alteração no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) que em julho ficou em 0,58%, enquanto que em Junho a marca foi de 0,77%. Para o ano passado essa marca era de 7,42% em 12 meses, no qual já  alcançou a marca de 9,81%.

Entre tudo isso uma coisa é certa, o governo precisa tomar o mais rápido possível uma decisão para que essa situação não continue ainda repercutindo direto na vida da população brasileira de uma forma negativa e com isso traga grande prejuízo para a vida de todos.

Por Fernanda de Godoi

Inflação


Em julho a inflação caiu para 0,62%, mas no acumulado dos últimos 12 meses registra 9,56%.

O País está passando por uma fase muito complicada com relação a problemas políticos e econômicos, tanto que foi feito um levantamento e constatado que a inflação caiu para 0,62% no mês de julho, mas há um registro de uma acumulação de 9,56% nos últimos 12 meses.

Para entender melhor essa situação, primeiramente precisamos saber que a inflação é medida oficialmente através do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ou seja, trata-se da análise das despesas das famílias que possuem uma renda de até 40 salários mínimos (chegando até a cifra de R$ 31.520, com base no salário mínimo de R$ 788,00 estipulado a partir de 01/01/2015). Depois disso, é divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o valor apresentado excede o valor estipulado pelo Bacen (Banco Centra do Brasil), onde o teto da meta da inflação deveria ficar em 6,5%.

Comparando tudo isso, ainda temos a informação que a última vez que o IPCA registrou um índice desse porte foi no mês de novembro de 2003 no valor de 11,02%, fora que também nesse mesmo ano a inflação ficou em 6,85%.

Agora em 2015 a inflação subiu para 6,83% e não existem boas notícias para o fechamento deste ano, pois com o alto aumento dos preços dos alimentos, é bem provável que o IPCA feche o ano em 9,25%.

Podemos ver a manifestação dessa alta em vários tipos de serviços, como:

  • Energia Elétrica que está 4,17% mais cara e em locais como as cidades de Curitiba e São Paulo teve um aumento de 11%;
  • Água e esgoto com aumento médio de 2,44%;
  • Despesas com habitação indo de 0,86% para 1,52%;
  • Artigos de limpeza com um aumento de 0,65%;
  • Aluguel residencial que teve um aumento na casa de 0,49%;
  • Condomínios que ficaram 0,49% mais caros;
  • Alimentos alcançaram preços no valor de 0,65% mais altos.

A coordenadora de Índices de Preço do IBGE, Eulina Nunes dos Santos vê nessa situação mudanças nos hábitos alimentares da população que estão optando por mais comidas feitas em casa do que ir se alimentar em restaurantes, além de demais serviços.

Por Fernanda de Godoi

Inflação


O Governo descartava a projeção de redução de 2% na economia brasileira, contando com a melhora no cenário econômico no 3º trimestre deste ano, porém, a expectativa mais otimista é de que a economia mantenha-se estável até o final de setembro.

O Governo Federal já mudou a sua projeção oficial para a economia deste ano e agora considera a retração de cerca de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Mas em uma previsão mais pessimista a crença é de que o PIB baterá 2% de queda até o final deste ano.

Na última quarta-feira (dia 15) a Receita Federal anunciou que houve uma queda real de 2,87% na arrecadação da união no primeiro semestre de 2015. A queda vem como resultado direto da redução do nível de atividade no país. Alguns assessores da presidência ainda afirmaram que a desaceleração da economia pode piorar ainda mais nos próximos meses, pois a crise anda cada vez pior com as últimas descobertas da CPI que investiga operação lava jato, que agora estão voltadas para o ambiente político.

A equipe responsável pela economia no país teme que aconteça uma paralisação das votações mais importantes no congresso, por conta da CPI da lava jato. Isso teria um forte impacto negativo na economia do país, e retardaria ainda mais a recuperação econômica do país.

Até pouco tempo atrás o governo descartava completamente a projeção de redução de 2% na economia brasileira, contando com a melhora no cenário econômico no terceiro trimestre deste ano, agora a expectativa mais otimista é de que a economia mantenha-se estável até o final de setembro.

Claudenir Malaquias, que trabalha na Receita Federal como chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, afirmou que a realidade é bem pior do que os indicadores do governo apontam, pois há uma junção de vários resultados negativos, que juntos acrescentam força à crise econômica do país.

Além das projeções negativas, a baixa arrecadação durante o ano torna praticamente impossível, sem novas intervenções para geração de receita, a missão do governo de cumprir a meta do superávit primário de 1,1% do PIB, o que equivale em valores reais R$ 66,3 bilhões. Até o mês de maio o governo havia cumprido apenas 12% dessa meta. Agora ou o governo consegue outras formas de gerar renda para cumprir a sua meta para o ano de 2015, ou revê a meta e diminui os valores.

É um cenário de incertezas para todos os brasileiros. A época é de recessão e qualquer medida de defesa é bem-vinda. Investimentos arriscados ou ousados devem ser analisados com cuidado pelo brasileiro para evitar perdas.

Por Patrícia Generoso

Economia


Em junho de 2015, o total de retiradas da poupança foi de R$ 6,26 bilhões, o pior resultado obtido nos últimos 20 anos.

Durante o mês de junho a caderneta de poupança registrou uma das maiores saídas de recursos para esse mês, desde que os valores começaram a ser registrados, no ano de 1995. O Banco Central divulgou os dados na última segunda-feira (dia 6).  O total da saída foi de R$ 6,26 bilhões. O pior resultado havia sido registrado no ano de 1999 quando as saídas registradas foram de R$ 1,4 bilhão. No mês de maio desse mesmo ano, as saídas foram ainda piores, com valores de R$ 11,438 bilhões.

Os números para o primeiro semestre também foram os mais altos desde o começo da série histórica do BC. As retiradas realizadas tiveram seu valor líquido de R$ 38,451 bilhões. Com essa alta retirada no mês de junho, o saldo total da poupança dos brasileiros fechou em R$ 645,56 bi o primeiro semestre do ano. O valor é o menor desde setembro do último ano, quando os saldos das poupanças alcançavam R$ 643,4 bilhões.

A grande saída da poupança, considerada um dos fundos de investimentos mais populares entre os brasileiros é facilmente explicada pela alta dos juros e da inflação, pelo endividamento das famílias e também pela perda da rentabilidade da poupança se comparada a outros investimentos acessíveis.

Embora a poupança esteja menos atrativa pelo menor rendimento, os especialistas afirmam que ela ainda é uma boa opção de investimento em alguns casos. Pequenos poupadores, pessoas que querem um investimento a curto prazo, ou mesmo as que querem apenas um fundo de reserva para emergência. A poupança também pode ser atrativa para quem deseja se livrar dos impostos, pois mesmo os fundos mais simples, como o tesouro direto, por exemplo, possuem cobrança de Imposto de Renda. Em alguns investimentos o valor cobrado pelo IR é menor de acordo com o tempo de investimento. O que não acontece com a poupança, já que esta não cobra impostos. 

Por Patrícia Generoso

Dinheiro





CONTINUE NAVEGANDO: