Fazer algumas adaptações pode garantir um final de ano mais tranquilo em relação às finanças.

As férias de final de ano chegaram, mas muitas pessoas sofrem com a crise econômica do país. Com isso, o dinheiro falta e a dificuldade de ter fundos para as despesas que dezembro e janeiro trazem se mostra um grande problema.

Confira algumas dicas para ter um bom final de ano com pouco dinheiro:

Presentes para o Natal:

Geralmente, as crianças são as mais difíceis para fazer entender que presentes mais simples também são bons. Essa pode ser uma oportunidade para que os pais ensinem aos pequenos, questões envolvidas às finanças.

Uma opção é deixar para fazer as compras de Natal é esperar alguns dias depois das festas. Isso pode favorecer a encontrar preços mais em conta. Dê livros para seus filhos para que já tenham esses hábitos culturais. Em sebos, você encontrará vários livros por preços mais baixos.

Para os presentes aos mais grandinhos, uma sugestão é a troca das coisas tradicionais para bebidas, chocolates e pequenas lembranças como chaveiros. Outra dica é questionar a pessoa sobre algo que seja mais simples, mas que ela possa estar precisando como roupas íntimas e outros acessórios.

Vamos sair para as férias:

Viajar no final de ano é, na maioria das vezes, um ato bem caro. Mas algumas dicas podem fazer com que isso seja menos doloroso para o seu bolso. Uma dica é buscar passagens em horários alternativos. De acordo com o SerasaConsumidor, esse ano pode ter uma falta de demanda e isso pode ocasionar em promoções de última hora das empresas.

Caso o seu destino não seja tão longe e o seu carro tenha um razoável consumo de gasolina, viajar com o automóvel pode ser uma opção viável. No carro você levará cinco pessoas e elas poderão também ajudar com o combustível.

Hospedagem é algo que também exige uma quantia razoável. Casas de amigos e parentes pode ser uma opção para quem tem essa possibilidade. Campings em praias e hostels também podem ser alternativas com um custo menor.

E a ceia de Natal e Ano Novo?

A melhor saída, caso os fundos não sejam os necessários para se comer fora, é comprar os alimentos e você mesmo preparar a ceia com a ajuda da família. Vai ser muito mais barato. Não tenha medo de tirar o peru e colocar um frango no lugar ou uma pescada substituindo o bacalhau. 

Economizar dinheiro


Manter as contas em dia depois de perder o emprego requer disciplina e cuidados. Confira aqui algumas dicas do que fazer nesta situação.

A economia brasileira vive uma fase muito delicada, o desemprego já alcançou sua maior taxa em oito anos e a previsão de inflação para os próximos meses é iminente, então se você já sente os efeitos da atual recessão econômica, leia esta matéria e confira dicas preciosas para manter o seu orçamento em dia, mesmo estando fora do mercado de trabalho.

Faça uma avaliação minuciosa de sua atual situação financeira:

Depois do choque de ficar sem emprego, é necessário reunir a família e fincar os pés no chão. Aceitar a nova realidade e se unir com as pessoas que convivem com você. Faça uma reunião familiar e descreva todas as suas despesas. Estabeleça suas despesas fixas (despesas de sobrevivências como: água, luz, alimentação, etc.) e despesas variáveis (telefone, tv a cabo, combustível, etc.). Calcule os valores e tenha em mente o montante necessário mensal para você sobreviver com sua família.

Defina o novo padrão de vida:

Estabeleça a quantia mensal ideal para você viver mensalmente com sua família. É importante ter em mente a quantia mensal que deverá ser desembolsada para que você mantenha o seu padrão de vida a partir da nova realidade. Você deverá cortar despesas, vai ser um momento difícil, porém, acredite que será temporário e que essas atitudes serão necessárias para a manutenção da saúde financeira da família.

Defina a sua reserva de emergência:

Não é aconselhável utilizar os valores recebidos na quitação para o pagamento de dívidas contraídas quando se estava empregado. O ideal é manter um montante guardado de no mínimo seis meses, que garanta o sustento de sua família durante o período em que estiver sem receber receita de nenhuma fonte.

Não utilize cartão de crédito e nem cheque especial:

Utilizar cheque especial e cartão de crédito são atitudes muito arriscadas em tempos de crise. Praticamente se torna inviável, pois os juros são os maiores do mercado, principalmente o do cheque especial. Prefira pagar tudo no dinheiro vivo e evite contrair dívidas com coisas supérfluas que não agregam valor em sua vida nesse momento tão delicado.

Além das dicas acima, não se desespere, encare a realidade com serenidade e acredite que será passageiro. A união da família nesse momento é muito importante, então economize e busque formas alternativas de contrair novas receitas, faça pesquisa na internet, assista vídeos, se matricule em cursos e converse com pessoas que possam oferecer oportunidades de trabalho.

Por Rodrigo da Silva Monteiro


Novo reajuste pode chegar a 9% aos consumidores residenciais, caso uma decisão judicial tenha de ser cumprida a favor de algumas indústrias de grande porte.

Os brasileiros já podem separar uma fatia maior do seu salário para o pagamento da sua conta de energia elétrica, pois um novo aumento já está bem próximo de ser anunciado.

Este novo reajuste que pode chegar a 9% vai pesar mais ainda na já tão cara conta de luz dos consumidores residenciais, caso uma decisão judicial tenha de ser cumprida. Esta decisão beneficia algumas indústrias de grande porte do País em relação a um encargo que saíra das suas contas de luz e que será pago mais uma vez pela população em geral.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) está realizando uma audiência pública para debater como será cumprida esta liminar judicial conseguida pela ABRACE, uma associação que representa grandes indústrias como a Ambev, Alcoa, Dow e Albras, que utilizam uma grande quantidade de energia elétrica.

De acordo com André Pepitone, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica, já foram realizados alguns estudos que indicam que o cumprimento desta decisão judicial obtida pela ABRACE – Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres irá gerar um prejuízo de até 4% ou cerca de R$ 1,1 bilhão entre as distribuidoras de energia, que num primeiro momento ficariam com este encargo oriundo da liminar e num segundo momento, este prejuízo seria repassado aos consumidores residenciais nos próximos aumentos de tarifas.

O diretor geral da Aneel, Romeu Rufino lamentou esta decisão durante uma reunião da Aneel e disse que esta desoneração obtida pela ABRACE para as grandes indústrias causará um enorme impacto entre as distribuidoras de energia e se for repassado em caráter extraordinário para os consumidores causará um impacto muito grande para quem já anda com dificuldades em pagar suas contas de energia elétrica.

Segundo Aline Bagesteiro, coordenadora jurídica da ABRACE, o CDE – Conta de Desenvolvimento Energético, tornou-se um encargo insuportável para a grande indústria e esta liminar obtida nesta segunda-feira (24) teria de ser cumprida em até 72 horas.

André Pepitone lembrou que ainda resta R$ 1,8 bilhão referentes ao período de desoneração de impostos que ainda precisam ser distribuídos nas contas de energia dos consumidores residenciais até o final deste ano e que este rateio terá proporções diferentes de acordo com cada região do País, dependendo de onde se encontre os associados da ABRACE. Os consumidores que mais serão afetados serão aqueles que vivem em áreas de baixa tensão, onde o aumento pode ser superior a R$ 50 por megawatt-hora para cada consumidor.

Por André F.C.

Conta de luz


Dívidas dos brasileiros se deram em transações efetuadas a cartões de crédito, lojas em geral, financeiras, prestadoras de serviços, entre outras.

Com toda a crise que o Brasil está passando a Serasa Experian divulgou esta semana que a inadimplência do consumidor subiu no começo do 2º semestre.

Para ter uma ideia de como isso é preocupante essa pesquisa acabou revelando que no mês de julho essa marca ficou em 0,6% e se compararmos com relação ao mês de julho do ano passado temos o valor de 19,4%, sem esquecer que o acumulado dos 7 primeiros meses de 2015 comparados com o mesmo período no ano passado chegou em 16,8% e, com isso, temos um povo que a cada dia não consegue sair tão cedo do “vermelho”.

Em qual área essa inadimplência é mais acentuada?

Por incrível que pareça a maior marca vem de serviços que não são diretos da área bancária, onde podemos destacar transações efetuadas a cartões de crédito, lojas em geral, financeiras, prestadoras de serviços (onde temos aqueles que oferecem serviços de telefonia, fornecimento de água, energia elétrica etc.) e outras, onde tivemos um aumento considerável de 3,5% e isso não aumentou mais por causa das dívidas dos bancos.

A dívida dos bancos teve uma queda de 2,2% e com isso deixou o avanço do índice mensal estagnado, mas ao mesmo tempo continua a causar preocupação aos especialistas, pois mesmo com tudo isso o valor médio das dívidas que não são de ordem bancárias cresceu em torno de 10,0% dos meses de janeiro a julho de 2015, se levarmos em consideração os mesmos meses, mas durante o ano de 2014.

Outros dados revelados na pesquisa foram que:

  • A inadimplência direta com relação aos bancos teve um valor médio, um crescimento, e ficou em 0,9%;
  • O Cheque sem Fundos também teve um valor médio que alcançou um aumento e chegou ao registro de 10,4%;
  • Os Títulos Protestados conseguiram um valor médio que obteve uma queda, chegando a 1,9%;
  • E o desemprego constantemente aumentando junto com os juros que a cada dia ficam bem mais altos e além da inflação exorbitante faz com que a vida financeira do consumidor fique muito prejudicada e, com isso, a população acaba tendo problemas para conseguir colocar todas as contas em dia.

Por Fernanda de Godoi

Inadimplência


Em julho, o número de dívidas regularizadas diminuiu em 8,34%.

O número de brasileiros endividados cresceu nos últimos tempos. Só em julho, o percentual de dívidas regularizadas diminuiu em 8,34%, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Os dados são do indicador de recuperação de crédito do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) juntamente com a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.

Trata-se da sexta queda seguida e a segunda queda mais intensa desde o início de 2013. Se comparado ao mês de junho, a diminuição de 0,40% do número de brasileiros inadimplentes que pagavam as dívidas em atraso e tiveram os CPFs retirados dos órgãos de proteção ao crédito. No acumulado de janeiro até julho, o percentual de consumidores que negociaram as dívidas também foi negativo, de -5,39%.

A economista chefe do SPC, Marcela Kawauti, informou em nota, que a diminuição do indicador está intrinsecamente relacionada ao cenário da economia. Segundo ela, os brasileiros têm sentido os efeitos da crise, que acarretou em um menor crescimento da renda. Além disso, o desemprego cresceu, fazendo com que os consumidores priorizassem determinadas contas, contribuindo para a piora na recuperação do crédito.

Segundo o SPC, o brasileiro inadimplente deve, em média, sete vezes mais do que ganha e isso acaba comprometendo a diminuição do endividamento. O agravamento recorrente dos indicadores de quitação de dívidas, diminuição das vendas a prazo e inadimplência mostra que o ano é de cautela. O consumidor deve se resguardar em 2015 e se precaver. O ideal é fazer uma reserva financeira para lidar com as adversidades e optar sempre pelo pagamento à vista.

O brasileiro está mais precavido quanto às compras a prazo. Segundo dados do CNDL e do SPC, a diminuição de compras a prazo foi de 3,26% em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado. Também é a sexta queda seguida, computada desde janeiro de 2014 e o indicador revelou que há queda em 12 dos últimos 19 meses. 

Por Ana Rosa Martins Rocha

Endividados


34% dos consumidores estão com a renda comprometida com dívidas, e a expectativa para os próximos 12 meses não é nada animadora.

Se antes era baixo o otimismo quanto à economia para o resto do ano, agora a falta de otimismo é para os próximos 12 meses e com o aumento da inadimplência a situação se agrava ainda mais, tanto para quem deve quanto para quem fica sem receber.

Atualmente no Brasil, cerca de 34% dos consumidores estão com sua renda comprometida com as dívidas e um dos principais motivos é o desemprego que continua crescendo e deixando famílias inteiras em situação difícil.

A pesquisa "Perfil do Consumidor Inadimplente", foi realizado no segundo trimestre deste ano e mais de mil consumidores participaram, sendo todos eles inadimplentes. Estes consumidores foram à unidade de atendimento Boa Vista SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito – e deram detalhes de suas dívidas e a situação financeira que viviam.

O resultado, quando comparado com o primeiro trimestre deste ano, aponta que de um trimestre para o outro, o número de consumidores que passaram a ter sua renda comprometida com as dívidas subiu 12%, o que é muito preocupante, pois as previsões para este segundo semestre não são nada animadoras, já que estão sendo programados aumentos para a conta de luz e também para a gasolina e isso eleva os preços de um modo geral na economia brasileira.

E a pesquisa ainda apontou que para 31% destes consumidores, o desemprego é a causa da inadimplência. A segunda causa da inadimplência, atingindo 28% dos entrevistados, é o descontrole financeiro e para 13% o motivo apontado é o empréstimo feito para amigos e parentes.

Uma curiosidade apontada por esta pesquisa é que para 22% dos entrevistados, a compra de móveis e eletroeletrônicos foi que levou à inadimplência e quando questionados o que pretendem comprar quando quitarem suas dúvidas, somente uma minoria disse que voltarão a comprar móveis e eletroeletrônicos. A grande maioria disse que tem intenção de comprar um veículo, ficando em 40% dos entrevistados. 16% disseram que pretendem comprar um imóvel. E somente 9% têm intenção de voltar a comprar móveis e eletroeletrônicos.

Especialistas apontam a falta de um planejamento financeiro como um agravante para a situação neste segundo semestre, pois se o consumidor se endividou para pagar móveis e eletroeletrônicos, o que dizer então quando este mesmo consumidor assumir dívidas ainda maiores como de automóveis e até de imóveis!

Mesmo estando empregado, se não houver controle financeiro, a inadimplência tende a ser alta, por isso, gerar empregos ajuda, mas não resolve o problema da inadimplência no país. É preciso criar uma cultura entre o consumidor brasileiro de evitar gastos desnecessários e ter um controle maior dos gastos realmente necessários.

Por Russel

Dívida

Foto: Divulgação





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