Confira aqui algumas dicas e cuidados ao usar o Cartão de Crédito.

Hoje em dia quase todas as pessoas possuem cartões de créditos, seja pela facilidade de uso ou pelas parcelas “milagrosas”, mas em tempos de crise vale a pena ficar ligado para não ser passado para trás. Veja agora 10 dicas valiosíssimas para você usufruir de seu cartão sem surpresas quando chegar à fatura.

1 – Um Cartão de Crédito é Suficiente

Com tantas bandeiras no mercado fica difícil escolher apenas uma, ainda mais com promessas que uma empresa oferece que a outra não possui, por isso, é de extrema importância tomar cuidado com a quantidade de cartões de créditos que você possui. Se você possui apenas um salário, para que vários cartões? Isso apenas lhe renderá mais juros no final do mês atrapalhando sua organização financeira.

2 – Evite Parcelar as suas Compras

Não é surpresa para ninguém que as lojas comem juros e mais juros em cima de compras parceladas, mas por que então não paramos de dividir o valor total da mercadoria? Muito simples, com uma boa estratégia de marketing até o mais sábios dos economistas pode cair na tentação de pagar em 12 vezes. Além de pagar mais caro, com compras parceladas apenas o valor da primeira parcela é descontado no limite atual do cartão, lhe possibilitando fazer mais e mais compras, o que quando a fatura fechar lhe renderá muito mais do que o seu limite.

Uma boa dica é comprar em lojas que ofereçam serviços sem juros, pois dessa forma apenas o valor real do produto irá ser debitado dos créditos do cartão, evitando um amontoado de contas no fim do mês.

3 – Limite do Cartão

Muitas pessoas se iludem em confiar no seu cartão de crédito quando o assunto é limite, tendo em mente de que nunca passarão o limite, como se o cartão “travasse” ao chegar a certo valor, mas infelizmente não funciona assim. As empresas de cartões de crédito, ao criar seu cadastro, lhe empurram limites altos e exorbitantes, que quando não pagos no dia do vencimento da fatura são cobrados juros por cada dia, então ao final de um mês uma fatura que era de R$ 880,05 se torna R$ 1.557,17. Fique atento! Se você tem um salário legal não tenha isso como alicerce para crer que pode ter um limite alto. Procure algum sempre na margem de seu salário ou de quanto está disposto a gastar.

4 – Uma boa Pesquisa

Essa é sempre uma boa aliada, a pesquisa. Economia sempre é vantagem e para se dar bem nesse ponto conte com uma boa pesquisa em diferentes lugares. Não tenha vergonha de comprar em mercados atacadistas, pois os grandes mercados também compram deles. Compare os preços e se divirta com isso. Na situação atual toda economia conta, então vale a pena economizar nas compras comprando em lugares mais baratos.

Na hora de abastecer seu veículo é imprescindível ficar de olho nos preços para não cair no golpe de cartéis, sempre prefira abastecer com dinheiro vivo.

5 – Cartões de Loja

Toda pessoa já foi abordada por lojas varejistas como a Riachuelo, Renner, Ricardo Eletro e diversas outras com ofertas de cartões de crédito. Por mais que os benefícios existam nesse tipo de cartão, como descontos na loja, milhagem e promoções, os juros tendem a ser altíssimos.

Por mais que eles na realidade tenham uma bandeira comum, são propícios a taxas por serviço, o que torna a fatura ainda mais cara no final do mês. Se você já possui um cartão de crédito ou está pensando em criar um, fique longe dos cartões de lojas, pois eles possuem um sistema tentador de crédito rotativo, que implica em utilizar o crédito de um cartão para pagar o outro, entrando assim em uma linha paradoxal sem fim.

6 – Pague a Fatura Total

É de suma importância você em hipótese alguma parcelar sua fatura (sim, é possível parcelar o faturamento de crédito). Se não conseguir pagar tudo, pague o máximo que conseguir, pois se pagar um valor baixo, na próxima fatura você vai se deparar com o montante do mês atual e o que deixou de pagar do mês passado, fora os juros pela dívida. Então procure sempre dar o máximo que conseguir para se ver livre e com o crédito livre no próximo mês.

7 – Consulte sua Fatura

Hoje em dia pode se checar as faturas de seus cartões e o que foi movimentado com o crédito através da internet, por isso não há mais desculpas para ser pego de surpresa no final do mês. Leia detalhe por detalhe de suas faturas a fim de encontrar alguma cobrança errada ou valor mais alto.

Caso seja leigo nesse assunto, pode usar planilhas baixadas na internet ou até mesmo o próprio Microsoft Excel para controle do seu movimento mensal financeiro.

Cuidado ao sincronizar dados bancários com seu celular, pois você está vulnerável a qualquer momento de ser roubado, por isso desative o preenchimento automático dos seus dados para não ser roubado duas vezes.

8 – Benefícios

Por mais terríveis que os cartões possam parecer, eles lhe oferecem alguns benefícios que valem a penas serem usados.

O famoso sistema de milhagem não é apenas o único aspecto em você pode investir seus benefícios. Atualmente já é possível utilizar os seus pontos para serviços como estacionamento, restaurantes, produtos eletrônicos, ingressos para shows, entre outros. Veja mais AQUI.

Ligue para a bandeira do seu cartão ou consulte no site todos os serviços que você pode usar.

9 – Desconfie

Sempre desconfie de promessas utópicas, lembre-se, nada nessa vida é de graça, por que o cartão seria? Por isso tenha em mente sempre procurar criar seu cartão em grandes bancos ou nas empresas das bandeiras, evite criar em “lojas de esquina” ou em qualquer lugar que lhe ofereçam. Esses cartões podem ser clonados de outras pessoas, podem ter juros sem limites ou até mesmo serem duplicados, onde enquanto você paga a fatura outras pessoas usam. Portanto tome cuidado!

10 – Deixe o Cartão no Descanso

Se a situação realmente ficou difícil e está cortando gastos, considere antes de qualquer coisa dar umas boas “férias” para seu cartão até a situação melhorar. Se cortar o cartão parece muito agressivo e radical, tente deixa-lo realmente em descanso, sem uso até que as coisas melhorem. Até lá, faça de forma “primitiva”, pague à vista, dessa forma juros não existirão e você terá na ponta do lápis exatamente quanto está gastando.

Wendel Dias Quaresma


4 entre 10 brasileiros assumem que não conseguirão pagar suas dívidas e o grande problema está em pagar a fatura do cartão de crédito.

Uma pesquisa feita pela CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – e pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito, confirmou o que muitos já suspeitavam: os brasileiros não estão conseguindo pagar suas dívidas! A pesquisa apontou que, de cada 10 devedores, 4 assumem que não conseguirão pagar suas dívidas que, na maioria das vezes, são dívidas do cartão de crédito.

A pesquisa foi realizada em todas as capitais brasileiras e o resultado foi o mesmo, 4 a cada 10 cidadãos inadimplentes não vão pagar suas dívidas porque não têm condições, ou seja, 45% dos entrevistados.

Outro fato curioso mostrado por esta pesquisa é que a população das classes C, D e E possuem uma perspectiva muito maior de que irão continuar inadimplentes, porque não têm a menor previsão de quando irão quitar seus débitos.

Nas classes C, D e E, 46% assumem que continuarão inadimplentes, enquanto que nas classes A e B este número cai para 32%.

O mais preocupante é que a pesquisa apontou que 44% dos que estão com dívidas assumiram que a situação atual é bem pior do que neste mesmo período em 2014.

Mais da metade dos entrevistados, 52%, informaram que o motivo de não pagarem suas dívidas é que o valor contraído é bem superior à renda mensal, o que torna inviável até mesmo uma negociação amigável com os credores.

Em 2014 o valor médio das dívidas em atraso era de R$ 4 mil e este ano foi para R$ 5,4 mil, um aumento real de 23%. Na média, os inadimplentes estão devendo duas vezes e meia mais do que ganham, ou seja, uma família com renda entre R$ 789,00 e R$ 1.576,00 – que equivale entre 1 a 2 salários mínimos – estaria com uma dívida equivalente a R$ 4,4 mil.

E o cartão de crédito, mais uma vez, é o grande vilão da história, pois 42% dos entrevistados apontaram que a fatura do cartão de crédito é a sua principal dívida, enquanto outros 41% indicaram que é nos cartões das lojas que estão suas maiores dívidas.

Por Russel

Pagar dívidas


Com a constante alta dos juros, os brasileiros tendem a utilizar o cheque especial ou o cartão de crédito, e isso faz com que o risco de ficarem endividados aumente.

Com a taxa Selic chegando novamente a níveis exorbitantes, a ideia de utilizar opções como o cheque especial ou o crédito rotativo do cartão de crédito é uma péssima opção para o consumidor. O Copom elevou a taxa de juros em 0,5% ao mês, podendo chegar a 13,75% ao ano, o que fez com que os juros médios cheguem ao patamar de 11,49% ao mês somente durante o mês de julho. Isso quer dizer que quem pegou R$ 100 no cheque especial no começo do mês, parará R$ 111,49 ao virar do mês.

É importante a conscientização do consumidor quanto aos riscos do ciclo do endividamento durante épocas de alta nos juros. Geralmente a dívida tende a crescer cada dia mais, como uma “bola de neve”, o que compromete não só a vida econômica, mas também setores, como a vida familiar, profissional e até mesmo a área da saúde.

O consumidor brasileiro tem a cultura do consumismo, onde armadilhas financeiras, como o crédito do cheque especial ou do cartão de crédito, são usadas indiscriminadamente, fazendo com que as dívidas cresçam em uma proporção assustadora. Funciona mais ou menos assim: se falta dinheiro para pagar uma conta, o consumidor utiliza o cartão de crédito ou o cheque especial, como uma forma de “complementar a renda”. Só que no próximo mês, o dinheiro gasto para o pagamento das dívidas do mês anterior fará falta para os compromissos do mês vigente, fazendo com que outras linhas de crédito sejam acionadas, o que gera um ciclo vicioso sem fim. Quando se dá conta, o consumidor está sem saída para quitar suas dívidas.

Para evitar o ciclo do endividamento é necessária uma série de medidas, como fazer um levantamento de todas as dívidas, dando prioridade as que têm juros maiores e, portanto, crescem com mais rapidez, aliado ao pagamento das contas, o consumidor deve fazer uma reeducação financeira, cortando gastos desnecessários e aprendendo a viver com o que tem.

Para quem deseja sair do ciclo do endividamento, ou mesmo não entrar neste, algumas financeiras oferecem cursos de educação financeira. Uma das iniciativas mais famosas são os cursos oferecidos gratuitamente pela BM&FBovespa, na modalidade presencial e a distância. Investir seu tempo em um desses cursos pode ser o diferencial para uma vida financeira mais saudável.

Por Patrícia Generoso

Dívidas


Limite foi ampliado para 35% da renda do trabalhador, porém, esses 5% a mais de crédito somente pode ser utilizado para quitar dívidas do cartão de crédito.

O crédito consignado, que vem sendo cada vez mais utilizado, é aquele que mensalmente é descontado da folha de pagamento do trabalhador, teve o seu limite de crédito ampliado, através de medida provisória, subindo de 30% para 35% da renda do trabalhador que precisa do empréstimo. A medida provisória foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, dia 13.

Porém, de acordo com o texto que já está valendo desde sua publicação, estes 5% a mais só pode ser utilizado se for para quitar as despesas no cartão de crédito, assim o trabalhador brasileiro passa a contar com um empréstimo exclusivo para as dívidas do cartão de crédito, porém com taxas de juros mais baixas.

Todo trabalhador continua tendo direito aos 30% de crédito consignado mais 5% para uso na quitação das dívidas referentes ao seu cartão de crédito.

Dilma Rousseff vetou no mês de maio um aumento no crédito consignado que iria dos 30% para 40% da renda dos trabalhadores brasileiros. Dilma se justificou afirmando que ainda não há uma proteção para o trabalhador que precisa de empréstimos, o que iria comprometer a renda de muitas famílias.

De acordo com pesquisa realizada pelo Banco Central, hoje no Brasil, quase metade das famílias estão com a renda comprometida com dívidas. Em abril chegou a 46,3% o endividamento das famílias, sendo este o maior percentual desde 2005.

Os especialistas criticam duramente o aumento do limite de crédito, uma vez que isso gera a uma ilusão de que a pessoa terá mais dinheiro, quando na verdade, ela apenas estará trocando uma dívida com juros mais altos por outra com juros mais baixos, mas que será paga de todo jeito, porque todos os meses terá aquele valor da parcela para pagar a dívida, descontada de seu salário.

Ainda de acordo com a medida provisória nº 681, o servidor poderá efetuar o empréstimo em favor de terceiros, o que pode ser um risco ainda maior, já que assumirá a dúvida caso a outra pessoa não honre com seus compromissos.

Por Russel

Dinheiro


Em abril, os juros do cartão de crédito atingiram 12,14%, levando à média de 300% ao ano. Principais fatores para esta alta são a elevação da Selic, o aumento nos índices de inflação e a falta de perspectiva para que a inflação recue.

Desde 1999, conforme informa a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o cartão de crédito nunca foi tão pior negócio para se investir quando o assunto é economia. A entidade afirma que após levantamento de dados feitos com pesquisas apuradas, os juros do cartão de crédito estão em 300%, referente a abril de 2015.

Para se traduzir melhor em números essa verdadeira “bomba” que leva ao endividamento, os juros do cartão que antes estavam em 12,02% no mês de março, perfazendo o total de 290,43% ao ano, agora em abril foi conduzido à elevação de juros de 12,14%, chegando até aos caminhos que levaram à média de 300% ao ano.

Para quem gosta de fazer suas compras em cartão de crédito – seja de alto valor até a compra daquele cafezinho – desde que pagando a fatura rigorosamente em dia, não haverá prejuízos, pois pode ser essa compra considerada como o mesmo se paga em dinheiro, ou, em cash (expressão muito usada para citar dinheiro vivo ou dinheiro na hora).

No entanto, se a pessoa faz parte de um grupo que compra desregradamente; não tem hábito de fazer planilha com os gastos do mês e por isso se vê na situação de não ter condições de pagar a fatura do cartão, no dia do seu vencimento, pode esperar porque vai entrar no que já foi citado acima nesse artigo: no pior negócio econômico de sua vida.

A culpa dessa alta de juros em 300% ao ano não é exclusivamente do consumidor, que não consegue honrar o pagamento das suas dívidas no cartão. Conforme a Anefac, embora eles estejam sim entre as razões dos bancos elevarem as taxas a níveis tão estratosféricos, outros fatores como a elevação da taxa básica de juros (Selic), aumento nos índices de inflação e falta de perspectiva para que essa inflação recue, também têm colaborado para que a taxa de juros do cartão de crédito chegasse ao alarmante.

Com essas informações, cabe aos consumidores decidirem se devem ou não comprar no cartão de crédito, algo que é mais aconselhável como citam os economistas da Anefac, quando o consumidor tem um salário fixo por mês e ainda tem controle dos seus gastos. Do contrário, ainda segue como uma boa opção se fazer compras à vista – o que irá livrar de juros tão altos e ainda, quem sabe, pode render um bom desconto que geralmente é oferecido para quem faz compras à vista.

Por Michelle de Oliveira

Cartão de crédito

Foto: Divulgação





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