Vários fatores corroboram para que a inflação seja estabilizada apenas em 2017.

A perspectiva para a inflação não é das melhores. Espera-se que só haja uma estabilidade maior para a alta dos preços em 2017. A explicação para o pessimismo decorre de múltipla motivação.

Na política monetária há uma expectativa de que a meta de inflação anunciada pelo governo sirva de guia para a sociedade e para a economia, porém não é o que tem acontecido.

Deveria haver uma sincronia entre a previsão e um ajuste dos produtores, economia, etc. A previsão governamental deveria trazer certa estabilidade.

Infelizmente isso não tem acontecido, pois um dos motivos cruciais para a estabilidade é o fato das pessoas acreditarem nas metas do governo, algo que não tem ocorrido. Para que isso seja possível o Banco Central deve se esforçar para que a inflação fique perto da previsão inicial, um pouco acima ou um pouco abaixo, no máximo.

Acontece que atualmente a inflação está longe da meta por motivos simples. Basicamente, a sucessão de erros do passado tem feito com que as previsões para a inflação não sejam levadas a sério.

Podemos citar como exemplos de erros a frouxa política de juros praticada pelo BC, a situação fiscal do governo (que gasta mais do que arrecada), reajuste excessivo de tarifas (luz, água, combustível), etc.

Tudo isso corrobora com a instabilidade da inflação e, consequentemente, com uma perspectiva mais longa para que o cenário se torne mais estável.

Por esses e outros motivos relacionados à crise e à recessão econômica, o BC faz novas previsões: a inflação deverá se estabilizar apenas no ano de 2017. É uma previsão mais realista se comparado com as últimas previsões. É uma dura previsão, mas realista ao menos.

Com isso, o consumidor poderá ao menos realizar um planejamento orçamentário mais adequado diante do novo cenário de perspectiva de estabilidade. Esperamos que as previsões e ações governamentais estejam mais adequadas e alinhadas com a realidade.

Por André César

Inflação


Em setembro, alta registrada foi de 0,54%, ocasionando o acumulado de 9,49% em 12 meses. Acumulado do ano, de janeiro a setembro, é de 7,64%.

O IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo – apontou um aumento na inflação neste mês de setembro, de 0,54%, atingindo agora 9,49% no período de 12 meses. Os dados foram informados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, confirmando o que o consumidor brasileiro tem vivido no seu dia a dia, pois a cada compra se assusta com o aumento dos preços.

O Governo brasileiro tem como meta o índice de 4,5%, aceitando até 2 pontos percentuais de diferença, para cima ou para baixo. Levando em conta o período de janeiro a setembro deste ano já temos um acumulado de 7,64%, bem acima do acumulado de 2014 que foi de 4,61%, sendo também o maior desde 2003.
A inflação continua subindo, pois em setembro a taxa aumentou mais que o dobro em relação ao mês de agosto que foi ode 0,22% e maior também que o mês de setembro no ano passado que chegou a marcar 0,57%.

Foram pesquisados 9 grupos, dos quais, 4 apresentaram alta e 5 grupos registram queda se comparado com o mês anterior.

No IPCA, o botijão de gás representa 1,07% do índice e foi ele que teve maior influência para esta alta no mês de setembro.

Alta também no setor da habitação que de 0,29% em agosto foi para 1,30% no último mês.

Outros grupos que contribuíram para a alta foram:

– Água e Esgoto: 1,48%;

– Aluguel Residencial: 0,59%;

– Condomínio: 0,45%;

– Energia Elétrica: 0,28%.

Teve 2 grupos que em agosto apresentaram queda e no mês de setembro já voltaram a apresentar alta que foi o da Alimentação e Bebida que de -0,27% em agosto foi para 0,71% em setembro, e o setor do Transporte que de -0,27% em agosto subiu para 0,71% no último mês.

O Vestuário, grupo que também apresentou alta, o destaque é para os calçados que tiveram um aumento de preço em torno de 0,78%.

E os planos de saúde, no grupo Saúde e Cuidados Especiais, apresentaram alta de 1,06% de agosto para setembro.

Em Brasília foi registrada a maior alta, ficando em 1,25%, e Campo Grande registrou o menor índice, de -0,28% onde as contas de energia elétrica tiveram uma queda no preço por causa da redução no PIS/CONFINS.

Por Russel

Inflação


Alta registrada foi de 16,9% de janeiro a agosto deste ano.

O cenário econômico adverso que o país está passando nos últimos meses vem desencadeando uma série de consequências à economia. É neste contexto que o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor fez a divulgação dos dados na última segunda-feira, dia 14 de setembro de 2015, referentes à inadimplência dos consumidores brasileiros obtidos nos oito primeiros meses deste ano de 2015, em comparação com os dados obtidos no ano passado foi verificado que a inadimplência teve uma alta de 16,9%.

Quando esta comparação foi feita levando em consideração somente o mês de agosto, do ano atual com o ano passado, constatou-se que também houve um acréscimo de 16,7%. Um dos únicos dados que, apesar de não representar muito para o atual momento, foi satisfatório, foi o relativo à variação mensal, dado este que é obtido por meio da comparação com o mês de julho, neste caso em especifico verificou-se uma queda de 2,8% na inadimplência.

Os principais vilões da inadimplência dos cidadãos brasileiros são as dívidas não bancárias que incluem os seguintes serviços: lojas em geral e serviço de telefonia e fornecimento de energia elétrica, financeiras, cartões de crédito, setor este que impulsionou o valor médio das dívidas com uma elevação de 22,5%, ao subir de R$ 363,17, valor este mensurado no período de janeiro a agosto de 2014, para R$ 445,02 na mensuração feita no mesmo período do ano de 2015.

Com relação aos dados referentes aos valores médios dos cheques sem fundo e da inadimplência com os bancos, no acumulado dos oito primeiros meses do ano de 2015 em comparação com o mesmo período do ano passado, as notícias também não são boas, uma vez que houve (com relação aos cheques sem fundo) um crescimento de 9,7%, valor médio este que subiu de R$ 1.715,50 para R$ 1.882,47. Já com relação a inadimplência com as instituições bancárias o aumento foi de 1,4%, sendo que o valor médio passou de R$ 1.265,15 para R$ 1.282,87. Outro dado teve uma mensuração positiva foi o valor médio dos títulos protestados que teve um decréscimo de 2,9%, tendo em vista que era de R$ 1.428,39 e caiu para R$ 1.387,24.

Por Adriano Oliveira

Inadimplência


Com o rebaixamento da nota do Brasil, o dólar disparou e atingiu o valor de R$ 4,35.

Um acontecimento negativo e que trouxe diversos impactos indesejados para a economia brasileira foi o rebaixamento da nota brasileira pela Standard & Poor’s. dentre as principais consequência tivemos a grande alta do dólar que ultrapassou o patamar de R$ 4,00 ao bater R$ 4,35. Portanto, esse é um impacto forte no câmbio e que acaba prejudicando diversos setores de nossa economia.

Vale ressaltar que as consequências do rebaixamento da nota brasileira, o que acabou retirando o selo de bom pagador do Brasil, foram imediatas. Portanto, o Governo Federal logo foi em busca de alternativas para conter a alta do dólar. Uma das primeiras medidas em repostas a alta da moeda norte-americana foi o leilão de US$ 1,5 bilhão de linhas de crédito por parte do Banco Central.

Apesar da medida destacada acima, os impactos do aumento do dólar não cessaram. Para se ter uma ideia, o dólar que é vendido aos turistas, ou seja, aquele que engloba tanto o valor da taxa de câmbio à vista como as taxas e margem de lucro de corretoras, alcançou alta de 3% em relação ao valor da semanada retrasada.

Levando em consideração o valor em espécie, às 11h da quinta-feira, 10 de setembro, o valor do dólar chegou a variar entre R$ 4,05 e R$ 4,10 quando as contas foram feitas com a alíquota de 0,38% do Imposto sobre Operações Financeiras. Porém, o resultado foi ainda maior quando o assunto é o cartão pré-pago, haja vista a tributação de nada menos que 6,38%. Nessa categoria o dólar chegou a variar entre R$ 4,25 e R$ 4,35.

Apesar do grande aumento no valor do dólar, as corretoras também acabaram enfrentando problemas. O grande motivo para isso está relacionado à queda na procura do dólar que soma 30%. Com isso, as corretoras buscam oferecer descontos tanto na cotação, bem como a serviços oferecidos aos clientes.

Por Bruno Henrique

Dólar


Para analistas é só questão de tempo para o dólar chegar a R$ 4,50 no Brasil.

As redes sociais gostam muito de fazer brincadeiras com a fatídica crise brasileira que assola o Brasil. Uma dessas brincadeiras é que o Brasil quer se tornar tão chique a ponto de colocar o dólar no mesmo patamar do euro. No entanto, com brincadeiras à parte, especialistas afirmam que nunca se chegou tão perto de apenas U$$ 1 chegar a equivaler R$ 4, algo até então nunca visto na economia do Brasil desde que o plano real foi criado, em fevereiro de 1994.  

Quem opina sobre isso são especialistas em economia e mercado financeiro, que vivem nos Estados Unidos, mas sempre estão observando o sobe e desce quando o assunto é comparar o real com o dólar. Por exemplo, na opinião com um leve toque de otimismo do estrategista cambial, Christian Lawrence, o Brasil vai experimentar uma sensível melhora em seu câmbio, mas, tão curta, que logo o dólar será elevado para o custo de R$ 4. A explicação para isso está na iminência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy deixar o cargo. As especulações não param. De acordo com Win Thin, chefe global de estratégia de mercados emergentes, o dólar pode chegar a R$ 4,50. Como pode isso? Você se pergunta. E o especialista responde que bastam as notícias de que a economia brasileira está um trem desgovernado para que isso ocorra.

Quer outra informação assustadora? O dólar a R$ 4,50 pode ser uma questão só de meses para ser uma realidade.  

Ainda tendo de amargar o rebaixamento como um país pouco confiável para se fazer negócios, o Brasil encontra-se na corda bamba entre agradar os investidores estrangeiros – fazendo investimentos de logísticas e estruturais para isso – ou seguir aos trancos e barrancos investindo no social, na saúde e educação, o que tem assimilado tão poucos recursos para tal que justifica a baixa popularidade da presidenta Dilma Rousseff.  

Somente os próximos meses irão apresentar a cotação do dólar. Numa economia mundialmente integrada, onde tudo muda de forma constante, seria precipitado cravar um valor exato sobre a cotação do dólar. O que resta é torcer e esperar para que a moeda recue. Agora, o que o cidadão comum tem a ver com isso? Simplesmente tudo. Afinal, o trigo (matéria-prima do pão de cada dia) é comprado em dólar. Está explicada agora a razão dele está cada vez mais difícil de ser encontrado à mesa? 

Por Michelle de Oliveira

Dólar e Real


Em agosto deste ano o INC registrou 81 pontos, sendo o pior resultado desde 2005. O consumidor brasileiro está perdendo a esperança de que a economia do país possa melhorar a um curto ou médio prazo.

De acordo com a ACSP – Associação Comercial de São Paulo, a confiança do consumidor brasileiro continua baixa e vem batendo recordes negativos. No último mês de agosto o INC – Índice Nacional de Confiança – chegou a registrar apenas 81 pontos, sendo este o pior desempenho desde 2005, ano em que a pesquisa começou a ser realizada e o INC passou a servir de referência.

Só no espaço de 1 ano, o INC teve uma queda de 62 pontos, sendo que quando o Índice está acima de 100 pontos indica que o consumidor está otimista e abaixo de 100 pontos, mostra um consumidor mais pessimista.
Roberto Mateus Ordine, que é presidente da ACSP, explicou que uma das causas desta queda acentuada do índice é justamente o fato do brasileiro se sentir bem mais inseguro atualmente, inclusive aqueles que estão empregados. E outro fator que explica tal queda é que os brasileiros estão perdendo a esperança de que a economia do país possa melhorar a um curto ou médio prazo.

O INC mostra a confiança do consumidor brasileiro e os números baixos é o retrato da desconfiança do cidadão em relação ao atual cenário econômico e de forma especial ao medo de ser demitido. O desemprego continua crescendo, a crise vem forçando as empresas de todos os setores a cortarem gastos e chega uma hora que o corte de gastos em uma empresa chega ao corte de funcionários.

E a tendência é que a confiança do consumidor continue caindo. Para termos uma ideia, em julho o percentual era de 53% e em agosto foi para 57%, mostrando que a desconfiança está se elevando rapidamente. Em agosto do ano passado, este percentual era de apenas 26%.

Outro dado apontado pela pesquisa é que os brasileiros estão cada vez mais pessimistas quando se trata do futuro da economia do país, onde mais de 34% acredita que a situação só tende a piorar e 33% acham que a economia brasileira pode melhorar nos próximos meses. Esta é a primeira vez, desde o início destas pesquisas, que o número de otimistas é menor que os dos pessimistas.

Por Russel

Confiança do consumidor


Taxa de juros atingiu seu maior nível dos últimos 9 anos. Como não houve redução, apenas uma paralisação nas altas, os juros seguem altos, os maiores desde julho de 2006.

Depois de ter 7 altas consecutivas em 2015, o Copom – Comitê de Política Monetária – agora mantém os juros em 14,25% ao ano, o maior nível dos últimos 9 anos!

O Banco Central optou por "frear" as altas em uma reunião que foi realizada na última quarta-feira, dia 2 de setembro. Como não houve redução, apenas uma paralisação nas altas, os juros seguem altos, os maiores desde julho de 2006.

Em setembro de 2014, a taxa básica de juros chegou a 11% ao ano, por isso, nestes últimos meses a taxa Selic teve um avanço de 3,25%. Ao término da reunião do dia 2, o Banco Central informou que, após uma análise do cenário macroeconômico, juntamente com as perspectivas para a inflação no país e até do balanço de riscos, por unanimidade o BC iria optar por manter a taxa Selic neste patamar.

Para o Copom, é importante deixar a taxa em 14,25% ao ano por um período mais prolongado, para conseguir combater a inflação, trazendo-a novamente para o controle do Governo até o final do próximo ano.
De acordo com os dados divulgados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil está atravessando uma "recessão técnica" e, por isso, já se esperava a manutenção dos juros, sem avanço, mas também sem recuo.

No último mês de julho o Banco Central chegou a anunciar a necessidade da manutenção da taxa básica de juros em 14,25% ao ano, por isso os economistas não esperavam um outro resultado para o fim desta reunião.
A intenção do BC é conseguir controlar o crédito e também o consumo, o que possibilitaria o controle da inflação. Só que existem os contras, por exemplo, deixando o crédito mais caro, os juros elevados vão prejudicar a atividade econômica e o país precisa crescer e gerar novos empregos.

O Banco Central já admite que a inflação vai ultrapassar o teto de 6,5%, podendo chegar, de acordo com as mais recentes previsões, a 9% em 2015.

Agora a entidade quer fazer com que o IPCA chegue a 4,5% até o final do ano que vem, sendo que para este ano a previsão é que o IPCA acumule uma alta de 9,56%.

Por Russel

Taxa de juros


Índice teve queda em julho, registrando a marca de 0,62%, mas em relação aos últimos 12 meses a marca ficou em 9,56%.

Uma das notícias que foi divulgada nos últimos dias foi a desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou na marca de 0,62% no mês de julho de 2015.

Ao passo que ocorreu esse tipo de desaceleração temos ainda uma marca de 9,56% acumulada nos últimos 12 meses e no mês de junho esse registro ficou em 8,89%, conforme informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quais foram os motivos desse tipo de aumento?

Um dos pontos levantados é que a tarifa de energia tem uma grande influência, principalmente pelo fato de ter ficado mais cara e ao mesmo tempo também temos a pressão que é voltada para o Banco Central do Brasil (Bacen) para tentar realizar uma mudança nesse tipo de situação. No caso da conta de energia elétrica o aumento foi de 4,17% e as tarifas de água e esgoto ficaram no valor de 2,44%.

O dólar também é outro fator que tem certo peso nos preços, tanto que quando vemos um IPCA registrado em 0,62% é algo preocupante, pois a última alta foi de 0,91% registrada no ano de 2004.

A pesquisa ainda aponta os seguintes dados, onde podemos destacar que:

  • O grupo da Habitação ficou em 1,52% nesse último mês, o qual era acima de 0,86% do mês de junho;
  • O grupo da Alimentação e Bebidas aumentou 0,65%, ou seja, uma variação de caráter positivo em torno de 0,63% com relação ao mês de junho.
  • O IBGE ainda registrou uma alteração no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) que em julho ficou em 0,58%, enquanto que em Junho a marca foi de 0,77%. Para o ano passado essa marca era de 7,42% em 12 meses, no qual já  alcançou a marca de 9,81%.

Entre tudo isso uma coisa é certa, o governo precisa tomar o mais rápido possível uma decisão para que essa situação não continue ainda repercutindo direto na vida da população brasileira de uma forma negativa e com isso traga grande prejuízo para a vida de todos.

Por Fernanda de Godoi

Inflação


Em julho a inflação caiu para 0,62%, mas no acumulado dos últimos 12 meses registra 9,56%.

O País está passando por uma fase muito complicada com relação a problemas políticos e econômicos, tanto que foi feito um levantamento e constatado que a inflação caiu para 0,62% no mês de julho, mas há um registro de uma acumulação de 9,56% nos últimos 12 meses.

Para entender melhor essa situação, primeiramente precisamos saber que a inflação é medida oficialmente através do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ou seja, trata-se da análise das despesas das famílias que possuem uma renda de até 40 salários mínimos (chegando até a cifra de R$ 31.520, com base no salário mínimo de R$ 788,00 estipulado a partir de 01/01/2015). Depois disso, é divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o valor apresentado excede o valor estipulado pelo Bacen (Banco Centra do Brasil), onde o teto da meta da inflação deveria ficar em 6,5%.

Comparando tudo isso, ainda temos a informação que a última vez que o IPCA registrou um índice desse porte foi no mês de novembro de 2003 no valor de 11,02%, fora que também nesse mesmo ano a inflação ficou em 6,85%.

Agora em 2015 a inflação subiu para 6,83% e não existem boas notícias para o fechamento deste ano, pois com o alto aumento dos preços dos alimentos, é bem provável que o IPCA feche o ano em 9,25%.

Podemos ver a manifestação dessa alta em vários tipos de serviços, como:

  • Energia Elétrica que está 4,17% mais cara e em locais como as cidades de Curitiba e São Paulo teve um aumento de 11%;
  • Água e esgoto com aumento médio de 2,44%;
  • Despesas com habitação indo de 0,86% para 1,52%;
  • Artigos de limpeza com um aumento de 0,65%;
  • Aluguel residencial que teve um aumento na casa de 0,49%;
  • Condomínios que ficaram 0,49% mais caros;
  • Alimentos alcançaram preços no valor de 0,65% mais altos.

A coordenadora de Índices de Preço do IBGE, Eulina Nunes dos Santos vê nessa situação mudanças nos hábitos alimentares da população que estão optando por mais comidas feitas em casa do que ir se alimentar em restaurantes, além de demais serviços.

Por Fernanda de Godoi

Inflação


A alta nos preços das faturas da conta de luz está assustando os brasileiros, mas seguindo algumas dicas é possível economizar energia e segurar os altos valores que aparecem na conta de luz.

De janeiro de 2015 até então, os brasileiros têm ouvido, com temor e desapontamento, a expressão “bandeira vermelha” sobre a conta de luz. Essa expressão sempre advém de representantes de órgão do governo federal para anunciar algo que todo cidadão abomina: aumento na conta de luz. Meses se passaram e a verdade é que os reajustes já podem ser sentidos em torno de 30% a 40% ao mês.

A explicação do governo para isso é bem simples – tarifa vermelha é sinal de que está muito cara a produção de energia no país, um cálculo cujo resultado sempre recai no bolso dos usuários de energia.

No entanto, como brasileiro sabe driblar as situações adversas, já estão atrás de boas dicas para não sofrer tanto quando a conta de luz chegar à sua residência. São sugestões simples de serem seguidas e que resultarão em valores menores a serem pagos na conta do final do mês.

A primeira dica, altamente válida, é fazer uma troca na iluminação da casa. Por exemplo, se as luzes de cada ambiente do seu lar forem incandescentes faça uma experiência e troque pelos modelos fluorescentes, os quais não necessitam sugar tanta energia para gerar uma iluminação eficiente.

A segunda dica é lhe aconselhar a parar com a mania de deixar o carregador do celular sempre na tomada, mesmo que não esteja usando. Atitudes como essas são responsáveis pelo aumento no consumo de energia, o que vai refletir no seu bolso. Ponha o carregador do celular na tomada só quando for realmente abastecer a bateria do seu celular, pois aparelhos em modo stand-by tendem a consumir 12% de energia.

A terceira dica é que, por mais que seja funcional, evite colocar a geladeira perto do fogão na arrumação da cozinha. Acredite, o fogão pode influenciar no consumo de energia da geladeira. Ainda se tratando de eletrodomésticos, deixe para lavar roupas e passá-las quando tiver uma boa quantidade acumulada para o serviço, já que máquinas de lavar e ferro são os grandes vilões no aumento do valor nas contas de luz. Com isso, melhor que o uso desses eletrodomésticos seja feito de uma única vez do que aos poucos.

A quarta e última dica além de ser bem prática também será um apoio para a boa higiene de sua casa: mantenha o filtro do seu ar-condicionado sempre limpo (livre de poeira) para evitar que ele seja sobrecarregado na hora do uso. Também mantenha sempre limpo, igualmente, os lustres e abajures da sua casa – principalmente os transparentes – pois assim eles aproveitarão a máxima potência que a lâmpada tem para oferecer sem necessariamente aumentar o consumo de energia.

Seguindo essas instruções, os resultados serão positivos na economia de energia de sua casa, algo que não apenas o país agradece como também o seu bolso. Afinal, nunca foi tão complicado se estar em dia com o pagamento da conta de luz em meio a uma crise econômica que vem assolando o Brasil com suas altas taxas de desemprego e arrocho fiscal.

Por Michelle de Oliveira

Conta de luz


Balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,222 bilhões no 1º semestre de 2015. Somente em junho houve um superávit de US$ 4,527 bilhões.

Em meio ao cenário econômico bastante complicado em 2015, uma notícia bastante agradável surgiu: a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 2,222 bilhões no primeiro semestre de 2015. A balança comercial nada mais é que a diferença entre exportações e importações. Portanto, o resultado apresentado é positivo e indica que o país exportou mais do que importou. Esses são números oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercial Exterior.

Com este resultado, esse passa a ser o melhor resultado para o referido período desde o ano de 2012. Nesta ocasião também havia sido registrado um superávit no primeiro semestre. É importante destacar que um dos protagonistas neste resultado foi o mês de junho. Apenas em junho, a balança conseguiu registrar superávit de US$ 4,527 bilhões. Com este resultado foi possível se recuperar do até então saldo negativo de US$ 2,305 bilhões que vinha sendo acumulado desde maio.

Como já foi destacado acima, o mês de junho foi um dos principais destaques para o saldo positivo no primeiro semestre. As exportações em junho conseguiram somar, ao todo, US$ 16,628 bilhões, enquanto isso as importações conseguiram registrar US$ 15,101 bilhões. Com isso, o resultado apresentando no mês de junho foi o segundo melhor para o mês, perde apenas para junho de 2009 onde foi registrado superávit de US$ 4,603 bilhões.

Um dos principais fatores que influenciaram o bom resultado da balança comercial em junho foram as importações referentes à safra de grãos do país, sendo o principal destaque a soja. Além disso, outro grande destaque foi a exportação no valor de US$ 690 milhões referentes a uma plataforma de petróleo.

Esse resultado trouxe uma melhoria significativa quando o assunto é o acumulado do ano. O grande motivo dessa melhoria está diretamente relacionado com a queda das importações, haja vista as mesmas estarem caindo com maior velocidade que as exportações. O acumulado do ano registra que desde janeiro foram exportados US$ 94,329 bilhões, um recuo de 14,7% se considerarmos a média diária. Seguindo o mesmo ritmo, porém, com intensidade maior, as importações registram um recuo de 18,5%.

Apesar do resultado positivo em junho e uma leve recuperação no acumulado, é importante destacar que todas as categorias de produtos do mercado brasileiro vêm sofrendo quedas durante o ano. Uma das principais quedas quando comprada ao ano de 2014 está nos produtos básicos que já registram recuo de 21,6%.

Por Bruno Henrique

Balança comercial


Economia brasileira sofreu retração no 1º trimestre e destaque ficou para os investimentos em produção.

A retração na economia brasileira no primeiro trimestre já foi anunciada e o principal destaque negativo foram os investimentos em produção. Com isso, o segmento em questão registrou nada menos que a sua sétima queda consecutiva. Portanto, os economistas avaliam que o atual cenário econômico de estagnação é resultado direito da queda de investimentos.

Um dos principais motivos para a sétima queda consecutiva nos investimentos são as incertezas da economia brasileira, haja vista o ajuste fiscal, bem como o atual cenário político de conflito entre legislativo e executivo.  Além disso, outro grande destaque contribui para a fragilidade dos investimentos são as investigações do esquema de corrupção na Petrobras, pois com a operação Lava Jato em andamento vários contratos foram paralisados entre a Petrobras e as grande empreiteiras do país.

Vale ressaltar que as denúncias envolvendo a Petrobras estão trazendo mais consequências negativas para a nossa economia que até mesmo o ajuste fiscal promovido por Dilma Rousseff e sua equipe econômica. É importante destacar que os negócios da Petrobras representam nada menos que cerca de 2% do PIB brasileiro. Já os negócios das empreiteiras representam 3%, portanto, os contratos entre ambos cancelados trazem diversas consequências a nossa economia, dentre eles a queda nos investimentos.

Os economistas também destacam que os investimentos são uma das principais bases da economia brasileira. Por isso, essa queda excessiva vem trazendo tantos problemas e representando a estagnação de nossa economia, antes consequência do baixo consumo. Caso não saiba, todo que é investido com objetivo de produzir acaba entrando para a Formação Bruta de Capital Fixo, FBCF.

A taxa de investimentos do Brasil em relação ao PIB começou a ganhar força em 2006, com pico em 2010. Em tal período, os investimentos chegaram a um aumento de 29%. No entanto, o período de euforia logo acabou e os números voltaram a cair. São nada menos que sete trimestres de queda seguidas entre 2013 e 2015.

Por Bruno Henrique

Economia

Foto: Divulgação





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