Governo pretende aumentar a tributação nos smartphones e nas bebidas. Isso seria uma das soluções encontradas para tentar frear a crise que o País está atravessando.

O Governo está prevendo alta nos impostos para dois setores que certamente não agradarão muito o brasileiro: o projeto do Governo é aumentar a tributação nos Smartphones e nas Bebidas, duas das grandes paixões do brasileiro.

Ao perceber essa tendência de consumo do brasileiro, o Governo percebeu que pode ser uma boa fonte de arrecadação para o ano de 2016, e que ajudaria a frear a crise econômica que estamos vivendo.

A notícia foi divulgada na última segunda-feira (dia 31), onde foi apresentado o projeto do orçamento federal para o próximo ano. Além de rever a política de benefício fiscal do programa de inclusão digital, que reduzia as alíquotas de PIS/Cofins sobre a venda de computadores e notebooks (e outros eletrônicos), o Governo também pretende aumentar os impostos sobre as bebidas quentes, como destilados e vinhos.

No caso da tributação sobre os aparelhos eletrônicos, o ministro disse que uma Medida Provisória será enviada ao congresso, a fim de que seja revista a política de redução de impostos que vigora atualmente. Porém, o ministro não deixou claro se o benefício acabaria ou se seria apenas reduzido.

O corte de despesas e o arrocho parecem estar só começando. O Governo já prevê que mesmo com todas as medidas previstas para tentar reequilibrar a economia, o próximo ano começará com um déficit de R$ 30,5 bilhões no orçamento. O índice é inédito, e vem assustando os brasileiros, que pouco a pouco vem perdendo a confiança no governo.

Mas, segundo o ministro da fazenda, Joaquim Levi, todas as medidas e sacrifícios são bem pensados e necessários para que o país saia do cenário pessimista e volte a crescer. Segundo ele, o orçamento apresentado pode ser considerado transparente, e provoca reflexão em todos os brasileiros, em um momento em que o país enfrenta mudanças significativas de seu ambiente econômico.

Por Patrícia Generoso

Impostos sobre smartphones e bebidas

Foto: Divulgação


De acordo com a última previsão oficial do Governo Federal, a arrecadação de impostos e tributos da União deve ficar estável no ano de 2012, repetindo  um valor próximo do arrecadado no ano de 2011.

Segundo as informações dos economistas do governo federal, a arrecadação total de receita de Estados, Municípios e Administração Federal deve ter, no melhor cenário, um crescimento de 0,5 por cento esse ano.

As previsões no começo do ano eram de que em 2012 a receita fosse ter um crescimento em torno de 5 por cento. Com o congelamento do volume de receitas, há rumores de que o Governo Federal vá cortar gastos, em especial, nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento – 2.

O Fisco irá anunciar na semana que vem, o resultado da arrecadação total entres os meses de janeiro a setembro. Segundo informações dos meios de notícias, ele deve anunciar uma arrecadação de 748 bilhões de reais para o período o que equivale a um aumento real de 1 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

As expectativas é que esse resultado não melhorará no último trimestre. O desempenho fraco do PIB nos três primeiros semestre e uma tendência de desaceleração da economia, que faz o governo atualizar para baixo a meta de crescimento para esse ano, são as razões dessa expectativa.

Por Matheus Camargo
 





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