Tesouro Direto é um ótimo investimento para aqueles que possuem um perfil conservador e não querem aplicar o dinheiro na poupança.

Para quem possui um perfil mais conservador e não arrisca em investimentos mais arriscados como os papéis da Bolsa de Valores, o Tesouro Direto sempre foi um dos investimentos mais visados. O Tesouro Direto é um programa de compra e venda de títulos do Governo Federal. Os títulos públicos são bem mais seguros que a maioria dos outros investimentos e trazem um bom retorno ao investidor. E as notícias são excelentes para quem escolheu esse papel: na última segunda-feira (dia 21), os títulos que são oferecidos pelo Tesouro Direto e que tem vencimento previsto para o ano de 2025 apresentaram uma rentabilidade de 16,08%.

Segundo Daniel Zamboni, assessor de investimentos da BR Investe, é um bom momento para aplicar nesse título. Ele aconselha os investidores a escolherem esse papel para seus investimentos pessoais.

Os títulos do Tesouro Direto são pré-fixados e caso a inflação recue num futuro próximo, o Banco Central deverá optar pela redução das taxas de juros do país e isso irá favorecer quem tiver um maior investimento nesse tipo de papel.

Porém, mesmo que o investimento seja empolgante, o especialista diz que o investidor precisa ter cautela. Como muitas pessoas não conhecem bem a marcação de mercado, vender o título antes que ele vença pode significar um bom ganho ou um prejuízo. Segundo ele, o melhor a se fazer é ir investindo nesses fundos com cuidado, aumentando gradualmente o valor do investimento, de acordo com queda da taxa de juros. Caso haja uma grande queda, quem se garantiu com uma taxa prefixada terá um bom lucro.

Assim como o tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ pode render até 7,7% de forma real. Uma taxa excelente, mas assim como nos prefixados, é preciso estar atento às oscilações do mercado.

E em épocas de crise, o especialista afirma que o Tesouro Direto é a aplicação mais segura do país no momento (e também uma das melhores em rentabilidade). Segundo ele, o Tesouro Nacional é o melhor credor atualmente no país.

Por Patrícia Generoso


Quem tem algum dinheiro guardado na poupança pode investi-lo em outros fundos de investimentos com uma rentabilidade maior. Uma das aplicações que mais tem atraído os brasileiros é o Tesouro Direto. Trata-se dos Títulos Públicos, ativos de renda fixa, ou seja, o rendimento do valor investido é fixo e não variável como a poupança, que muda de acordo com a Taxa Selic. Para não complicar muito, é importante saber que os ativos de renda representam maior segurança e você saberá quanto irá receber no final.

O investidor é quem escolhe como irá investir seu dinheiro, tendo entre as opções mais interessantes as LTN (Letras do Tesouro Nacional), NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – Série F) e NTN – B (Notas do Tesouro Nacional Série B). O ideal é que o investidor saiba que a taxa pré-fixada será maior que a taxa de juros básica da economia. Além disso, essas aplicações permitem ter o rendimento é nominal.

A LTN refere-se um título pré-fixado, ou seja, seu rendimento é definido na hora da compra. A vantagem desse tipo de título é o fluxo de pagamento simples, ou seja, o investidor aplica seu dinheiro e o valor de face (valor investido mais a rentabilidade).

A NTN – F refere-se a um título pré-fixado, e não há atualização no valor nominal. A vantagem é que o investidor pode negociar com ágio ou deságio de acordo com a oferta e a procura. O pagamento pode ser feito a cada seis meses a partir da data de emissão do título. No caso da NTN-F os pagamentos são feitos no primeiro dia de cada semestre.

A NTN-B é semelhante a NTN – F. Trata-se do empréstimo ao governo por meio da compra de títulos. Depois o próprio governo paga, mas com juros e é aí que há o retorno do dinheiro investido. Para saber mais sobre como investir, vá até seu banco e converse com o gerente. 

Por Robson Quirino de Moraes


Como investir no tesouro direto?

O Tesouro Direto vendeu em outubro R$ 251,6 milhões em títulos, valor 14,3% superior ao de setembro de 2012. No mês, 4.135 novos participantes se cadastraram na modalidade de investimento de títulos garantidos pelo governo federal e com custos baixos de operação.

O número total de investidores cadastrados ao fim do mês de outubro atingiu 321.667, o que representa incremento de 20,2% nos últimos doze meses. Destaca-se a participação de pequenos investidores. As vendas de título até R$ 5 mil representaram 63,3% do volume aplicado em outubro. O valor médio por operação no mês foi de R$ 13.264.

Os títulos públicos são emitidos pelo governo federal com o objetivo de arrecadar recursos e, em troca, o investidor recebe sua aplicação com adicional, que varia de acordo com taxas de juros, índices de inflação, câmbio ou uma taxa fixa, definida na hora da compra.

Como investir no Tesouro Direto

A compra e venda de títulos públicos pode ser feita pelo próprio investidor ou por um agente autorizado, banco ou corretora. As operações podem ser feitas pela internet, no site do Tesouro ou no site de instituição financeira que tenha seu site integrado ao site do programa.

Em 2012, o Tesouro Direto anunciou medidas para atrair mais investidores. O valor mínimo por aplicação em compras agendadas, que antes era de R$ 100, baixou para R$ 30. Já para as compras não agendadas, o valor mínimo para compra caiu de 20% para 10% do valor total do título. Além disso, o teto mensal de compras por pessoa física subiu de R$ 400 mil para R$ 1 milhão.

Outro incentivo é a redução da taxa de negociação da BMamp;FBovespa. A partir da terceira compra realizada pelo agendamento prévio, a porcentagem cai de 0,10% para 0,05%, e caso o cliente opte pelo reinvestimento de seus rendimentos, será isentado desta taxa de negociação.

Quem não quiser se preocupar em gerenciar as operações poderá autorizar bancos e corretoras a efetuar compras e vendas dos títulos públicos. O site do Tesouro disponibiliza informações sobre esses agentes.

O retorno do investimento dependerá do tipo de título escolhido. Existem títulos prefixados, nos quais o investidor sabe exatamente quanto vai receber na data de vencimento do título já no momento da compra. Esse tipo é adequado para investimentos de médio prazo.

Há também títulos pós-fixados, com a rentabilidade vinculada a um indexador. Essa indexação pode ser à taxa básica de juros, a Selic, ecomendada para investimento de curto e médio prazo. Já os títulos indexados ao IPCA, inflação oficial, são recomendados para investimento de médio longo prazo, como aposentadoria, compra da casa própria ou educação dos filhos.

Confira aqui o quanto cada título rende.

Uma vez comprados, o investidor pode aguardar o vencimento do papel (data predeterminada para resgate do título), quando os recursos são depositados em conta. Os títulos podem ser resgatados sempre que necessário, antes do vencimento, pelo seu valor de mercado, uma vez que o Tesouro Nacional garante a recompra de seu título todas as quartas-feiras.

As taxas de administração e de custódia são baixas mínimo de 0,3% ao ano sobre o valor do título e o Imposto de Renda só é cobrado no momento da venda ou vencimento do título, para títulos pós-fixados.

Conheça os títulos

Entre os títulos prefixados estão as Letras do Tesouro Nacional (LTN), cujo rendimento é recebido no vencimento; e as Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), com rendimento recebido ao longo do investimento, por meio de cupons semestrais de juros, e na data de vencimento, o que possibilita aumento de liquidez e oportunidade de reinvestimento.

Entre os pós-fixados, estão as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), cuja rentabilidade está atrelada à taxa Selic; as Notas do Tesouro Nacional série B Principal (NTN-B – Principal), atreladas ao IPCA; e as NTN-B, também indexadas ao IPCA, mas com pagamentos de juros semestrais ao investidor.

Balanço

Em outubro, destacou-se a demanda por títulos indexados ao IPCA, cuja participação nas vendas atingiu 77,3%, maior valor desde o início da série. Os títulos prefixados ficaram em segundo lugar entre os mais vendidos, com participação de 17,5% do total das vendas. Os títulos indexados à taxa Selic apresentaram participação de 5,2% nas vendas no mês.

As vendas de títulos com prazo entre 1 e 5 anos representaram 29,4% do total, e os títulos com prazo acima de 5 anos corresponderam a 70,6% do total, maior valor desde o início da série, reafirmando o papel do Tesouro Direto como opção de poupança de médio e longo prazo.

O estoque total do Tesouro Direto, que representa os títulos públicos em poder dos investidores, é de R$ 9,2 bilhões (incremento de 2,7% sobre o mês anterior e de 32,8% sobre outubro de 2011). Para consultar o Balanço do Tesouro Direto em sua versão completa acesse aqui.





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