Carlos Hamilton de Araújo, diretor de Política Monetária do Banco Central, afirma nesta última quinta-feira, dia 8 de novembro, que o cenário que o BC trabalha é de que haverá o cumprimento da meta fiscal tanto no ano de 2012, como no ano de 2013. Porém no ano 2012, a meta será alcançada com ajuste. Em 2013, afirma a autoridade, a meta de superávit primário que é de 3,1% do Produto Interno Bruto deverá ser alcançada sem nenhum tipo de ajuste.

No âmbito internacional, o BC prevê riscos mais baixos de acontecer graves eventos econômicos, em virtude das políticas financeiras adotadas pelos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa.

Carlos Hamilton afirma também que há previsão de crescimento das operações de crédito no Brasil. Segundo ele, deverá ocorrer um crescimento de 16% no setor. Para ele o crescimento do crédito continua com espaço, mesmo avançado a uma proporção superior do que o Produto Interno Brasileiro. Para Carlos, isso ajuda a manter o crescimento econômico do país.

O diretor do BC ressalta ainda que a inflação deverá convergir para o centro da meta no ano de 2013. Embora essa expectativa não seja mais esperada para 2012, quando ela deve ficar um pouco acima do cento da meta para este ano.

Por Matheus Camargo


O Governo Central, que inclui o Tesouro Nacional o Banco Central e a Previdência Social, anunciaram obter cerca de 1,256 bilhão de reais em superávit primário no mês de setembro.

O Tesouro Nacional, responsável por recolher os impostos pagos ao governo federal, registrou um superávit de 12,518 bilhões de reais. Já o Banco Central apresenta em seu balanço financeiro um déficit de 141,7 bilhões de reais. Isso corresponde um déficit com um volume  59,3 por cento menor do que o apresentado no balanço do mês de agosto. A Previdência Social gastou 11,121 bilhões de reais a mais do que arrecadou no mês de setembro ficando com 1,256 bilhões de reais em déficit no mês.

O resultado acumulado do superávit primário do Governo Central para janeiro a setembro de 2012 é de 54,765 bilhões de reais. Isso é equivalente a 1,68 por cento do Produto Interno Bruto do país. Esse resultado é  27,3 por cento mais baixo do que o superávit do mesmo período do ano de 211. Naquele momento o superávit chegou a 75,291 bilhões de reais, que correspondiam à 2,47% do PIB.

Somente o Tesouro Nacional arrecadou  mais do que gastou entre janeiro a setembro de 2012. O Tesouro conta com a quantia de 94,517 bilhões de reais de superávit acumulado no ano. O Banco Central acumula um gasto maior que seus dividendos em 554,2 milhões de reais, nesse período.

Por Matheus Camargo


De acordo com dados apresentados essa semana pelo Tesouro Nacional, o acumulado de superávit primário nas contas do governo para o ano de 2012, até setembro, está em R$ 56,765 bilhões. A meta do governo para o superávit desse ano era de R$ 96,9 bilhões.

Isso representa que até agora o esforço financeiro do governo conseguiu cumprir apenas 56% da meta do superávit fiscal primário da administração central, que inclui o Banco Central, a Previdência Social e o Tesouro Nacional para o ano de 2012.

Restando apenas três meses para arrecadar 44% da meta de economia fiscal o governo deve tomar medidas para reduzir gastos e ficar mais próximo da meta. Segundo a Agência Estado, o Governo Federal deve formalizar abatimento nas despesas de investimento relacionadas ao PAC para essa finalidade.

As despesas com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) atingiram em 2012, no período de janeiro a setembro, um volume de R$ 24,3 bilhões. Segundo dados do governo, houve uma desaceleração no montante de investimento no programa no mês de setembro, que acumula um crescimento em torno de 30%.

Por Matheus Camargo


Superávit primário atingiu R$ 48 bilhões no 1º semestre

O superávit primário do governo, registrado do primeiro semestre deste ano, foi de R$ 48 bilhões, representando uma queda de 14,1% se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado R$ 55,99 bilhões.

Segundo o Governo Federal, as receitas totais aumentaram 8,7% no 1º semestre, indo para R$ 521,7 bilhões, com crescimento de R$ 41,7 bilhões no período. Já, as despesas totais cresceram 12,5%, indo para R$ 379,5 bilhões, com elevação de R$ 42 bilhões.

Essa fraca arrecadação aconteceu devido aos acontecimentos da crise financeira internacional, que tem reduzido o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no Brasil e em vários outros países. Ou seja, com uma expansão econômica pequena a arrecadação também acaba tendo um aumento menor.

A meta para este ano do superávit primário é de R$ 96,97 bilhões, o que faz o resultado do 1º semestre ser positivo, pois representa um cumprimento de 49,4% do que foi estabelecido.

O Tesouro Nacional ainda lembra que faltam entrar aproximadamente mais R$ 18 bilhões em dividendos neste ano, o que irá facilitar o atingimento da meta anual.





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