A cultura política favorece a formação de capital social, que amplia a ação coletiva, ou seja, uma sociedade com valores de associativismo e confiança teria maiores chances de desenvolver uma governança democrática, o que teria resultados melhores para a própria atividade econômica.

O neoinstitucionalismo defende que as instituições, vistas como as “regras do jogo”, são necessárias com o intuito de limitar aas decisões individuais que poderia levar à contrafinalidade, ou seja, a uma situação que é ruim para todos. Portanto, temos dois fatores importantes para a ação coletiva: a cultura política e as instituições. E são esses mesmos fatores que são apontados como preponderantes para o nível de corrupção de uma determinada sociedade.

A incidência de corrupção varia enormemente entre as sociedades, de rara até sistemática, com alguns países em desenvolvimento tendo menos incidentes com corrupção do que algumas nações desenvolvidas. Por outro lado, a pesquisa comparada sugere que as práticas corruptas são geralmente mais difundidas e mais sistematicamente enraizadas em várias partes do mundo em desenvolvimento do que no Ocidente industrializado. Essa generalização sugere que a corrupção pode ser mais endêmica nos países pobres, não democráticos ou politicamente pequenos, questiona se os atributos culturais podem de fato explicar ao menos parte da variação no nível de corrupção entre e dentro das regiões do mundo, especula se a corrupção pode ser atribuída a fatores sociais, econômicos e políticos identificáveis, que podem ou não ser independentes da cultura, ou se a cultura interage com essas variáveis estruturais de uma maneira previsível.

A corrupção parece ter aumentado em alguns países apesar de transições em direção ao liberalismo econômico e político. Encontram-se evidências que sugerem que a corrupção parece estar crescendo nos países ex-comunistas depois da instalação de regimes democráticos e de economias de mercado. Desse modo, ainda que alguns pesquisadores tenham permitido que “seus” países ou regiões são casos excepcionais, a corrupção dificilmente é um problema exclusivo dos países em desenvolvimento ou das economias em transição. Na verdade, nenhum país no mundo foi poupado de seus efeitos nefastos.

Por Paulo Victor Bragança


É comum as pessoas debaterem política somente em época de eleições, como agora nessas eleições presidenciais de 2014, mas é histórico que o comportamento das pessoas pode ser analisado em termos racionais ou sociológicos.

As pessoas seriam motivadas pela satisfação do interesse, sendo “puxadas” pela perspectiva de um benefício; ou seriam “empurradas” por forças inerciais. A análise da cultura política se insere nesse grupo, enquanto a ação coletiva também.

É antiga a identificação de uma relação entre os sistemas políticos e os atributos culturais de determinada sociedade. Montesquieu relacionou os princípios constitucionais de uma nação aos seus “costumes e moral”. Os valores, sentimentos, crenças e conhecimentos são relevantes para explicar os padrões de comportamentos políticos adotados pelos indivíduos. Com um estudo comparativo que envolveu cinco países, eles tentaram estabelecer o quanto essas variáveis culturais e subjetivas influenciariam o sistema político. Assim, o comportamento dos indivíduos não seria motivado pela racionalidade, mas por valores. Almond definiu cultura política como um padrão particular de orientações para a ação política, um conjunto designificado e propósitos dentro do qual cada sistema político está embutido.

As análises que se utilizam da cultura política mais comuns são aquelas que tentam explicar a estabilidade de determinada democracia pelo tipo de cultura política presente na sociedade. Assim, nos países desenvolvidos, haveria democracias mais estáveis porque eles teriam valores de participação da sociedade mais fortes. Já em países como da América Latina, como no Brasil, a democracia seria mais instável porque os valores não são de participação e respeito ao próximo, mas sim de busca dos próprios interesses.

A cultura política de uma determinada sociedade ou nação representa um vasto e complexo campo para a pesquisa social. Vasto porque lida com uma multiplicidade de fatores que integram a cultura política propriamente, entre elas o comportamento de apatia (alienação) dos cidadãos, os graus de confiança e de tolerância, as configurações das forças políticas atuantes.

É preciso que a sociedade possa acordar, e realmente lutar pelos seus interesses através da política. 

Por Paulo Victor Bragança


Os indicadores de políticas públicas são basicamente instrumentos que permitem identificar e medir aspectos relacionados a um determinado conceito, fenômeno, problema ou resultado de uma intervenção na realidade. São medidas, ou seja, uma atribuição de números a objetos, acontecimentos e situações de acordo com certas regras.

Os indicadores são usados para avaliar a magnitude de uma situação como, por exemplo, a incidência de uma doença ou o custo de um programa de governo.

O indicador é uma medida, de ordem quantitativa ou qualitativa, designificado particular e utilizada para organizar e captar as informações relevantes dos elementos que compõem o objeto da observação. É um recurso de método que informa sobre a evolução do aspecto observado. É um elemento capaz de medir a evolução do problema. Deve ser coerente com o objetivo do programa de governo, ser sensível à contribuição das principais ações e apurável em tempo oportuno. Permite, portanto, a mensuração dos resultados alcançados com a execução do programa. É geralmente apresentado como uma relação ou taxa entre variáveis relevantes.

Existem tipos variados de indicadores, como os indicadores estratégicos que informam o “quanto” a organização se encontra na direção da consecução de sua Visão. Refletem o desempenho em relação aos Objetivos Estratégicos da Organização. São formulados segundo as dimensões e critérios estabelecidos no Planejamento Estratégico das organizações. Já os indicadores de processo têm como objetivo a representação objetiva de características do processo que devem ser acompanhadas ao longo do tempo para avaliar e melhorar o seu desempenho. Medem a eficiência e a eficácia dos processos.

Os indicadores podem nos revelar a eficácia das políticas públicas, e podem definir inclusive a permanecia delas ou não. Os indicadores têm a facilidade de serem compreendidos e aplicados tanto pelos executores quanto pelos que receberão seus resultados.

Os nomes e expressões devem ser conhecidos e entendidos por todos os envolvidos de forma homogênea, garantindo ampla validade por toda a organização.

Por Paulo Victor Bragança





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