Sergio Odilon dos Anjos, do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do Banco Central, diz que sistema financeiro nacional necessita de reformas. Segundo Anjos, isso poderia aumentar a capacidade de liquidez das instituições. Ainda de acordo com o funcionário do BC, as instituições financeiras do país apresentam bons resultados em testes de estresse, mantendo sua solvência financeira.

De acordo com dados analisados do BC ,não preocupa a subida do crédito no país. A dívida bruta do país está em 98% do PIB, o que é considerado um “patamar confortável”, segundo Anjos. A dívida da zona do euro alcança 161% do PIB da região.

A reforma do sistema financeiro viria a garantir a liquidez das instituições no país. E seria parte de um esforça para evitar que “uma instituição financeira quebre", afirma o chefe do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do BC.

Alguns analistas recentemente expressavam sua preocupação com a expansão das carteiras de crédito no Brasil. Inclusive o FMI, em seu relatório sobre a estabilidade financeira global de setembro, alertava que a expansão de crédito no Brasil poderia vir a se tornar um epicentro de uma crise econômica no país.

Por Matheus Camargo


No último dia 2 de outubro o Banco Central divulgou seu Relatório de Estabilidade Financeira que abarca as analises da instituição sobre o desempenho do sistema financeiro brasileiro no período compreendido por janeiro a junho de 2012. O Relatório é lançado duas vezes por ano e avalia a saúde do sistema financeiro brasileiro e os possíveis riscos que ele pode estar sujeito.

Segundo o BC o sistema bancário brasileiro apresenta solidez considerável diante dos marcos regulatórios atuais. Nos diversos panoramas analisados, mesmo em uma situação de extrema queda do ritmo de crescimento econômico brasileiro, eles continuariam com um patamar considerável de capital regular em caixa.

A principal fonte de riscos para a economia brasileira, aponta o relatório, vêm do exterior. A instabilidade crescente da zona do Euro pode refletir negativamente na situação do mercado financeiro brasileiro. Nessa análise o BC confirma o exposto já no relatório de Estabilidade Financeira Global do FMI de outubro, onde o Brasil é listado entre as economias emergentes mais suscetíveis de sofrer com a crise européia.

O BC constatou também um decréscimo no ritmo de crescimento da carteira de crédito nacional, o que acompanha a tendência observada desde o começo de 2011. Essa tendência não é má, pois indica que a expansão do crédito esta sendo reduzida e possa chegar a um patamar aceitável no próximo período.

A expansão exagerada do crédito brasileiro também é apontada como um fator de risco pelo relatório do FMI. Ainda mais diante do nível de inadimplência que manteve sua elevação do primeiro semestre de 2012, como demonstra os dados do relatório do BC.

Por Matheus Camargo

 





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