Câmara aprovou a MP que autoriza o saque das contas inativas do FGTS.

A Câmara dos Deputados aprovou o teor da medida provisória 763/16, nesta terça-feira, dia 23 de maio de 2017, a qual autoriza o saque do saldo das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço destinado a trabalhadores que pediram demissão até 31 de dezembro de 2015.

A liberação para o saque já ocorre desde o dia 10 de março. Todavia, se a medida provisória não fosse aprovada até o dia 1º de junho, ela perderia a eficácia, o que poderia atrapalhar a continuidade dos saques.

A referida medida dispõe sobre o aumento da remuneração das contas, pois autoriza que 50% do resultado obtido pelo uso dos recursos em financiamento deva ser distribuído aos trabalhadores.

A sessão da Câmara dos Deputados não foi tranquila, e houve muito tumulto, pois a oposição condicionou que as pautas de votação fossem travadas até que o presidente da Câmara dos Deputados deliberasse sobre os nove pedidos de impeachment contra o presidente da República apresentados na Secretaria Geral da Mesa da Câmara dos Deputados.

Agora, só falta a aprovação da medida provisória pelo Senado Federal antes do dia primeiro de junho. Até o momento já foram liberados para saque saldo de trabalhadores nascidos entre os meses de janeiro e agosto. Até a última apuração, divulgado na semana passada, a Caixa Econômica Federal contabilizou o dispêndio de R$ 24,4 bilhões destinados aos beneficiários dos saques. O valor corresponde a 84,3% dos R$ 29 bilhões previstos.

Com a aprovação da medida provisória em comento, os beneficiários nascidos nos meses de setembro, outubro e novembro poderão sacar o saldo a partir do mês de junho, se o Senado Federal manter o posicionamento da Câmara dos Deputados. Quem nasceu em dezembro, terá acesso ao saldo somente no mês de julho.

Conforme a Caixa Econômica Federal divulgou, independente do resultado da votação da medida provisória, os saques devem ser efetuados pelos trabalhadores até o dia 31 de julho de 2017.

No total, 30,2 milhões de trabalhadores serão beneficiados até o último dia de saque permitido, e devem ser levantados cerca de quarenta e três bilhões de reais, conforme estipulação do governo.

Por Anneliese Gobbes Faria

FGTS


Saques da caderneta de poupança registraram R$ 2,453 bilhões a mais que os depósitos no mês de julho de 2015. O acumulado do ano apresenta um saldo negativo de R$ 40,995 bilhões.

Foi realizado um levantamento pelo Banco Central do Brasil (Bacen) e constatado que  os saques da caderneta de poupança foram bem maiores que os depósitos realizados no mês de julho de 2015.

Para ter uma ideia de como esse levantamento é bem preocupante, o Bacen confirmou que os saques foram bem maiores que os depósitos, onde alcançaram um registro de R$ 2,453 bilhões. Essa marca é considerada a pior para o mês de julho desde o ano de 1995 e ainda foi mostrado que o acumulado do ano apresenta um saldo negativo de R$ 40,995 bilhões.

Poderia ser em um ar bem mais elevado, pois o resultado não ficou tão negativado pelo fato de ter ocorrido uma entrada líquida de exatamente R$ 4,359 bilhões no último dia útil do mês, enquanto que até o dia 29 essa marca já registrava a soma de R$ 6,813 bilhões.

Outra marca ainda registrada é o fato de que no mês de julho do ano passado, ainda teve uma captação líquida que alcançou a marca de R$ 4,028 bilhões, enquanto que nesse mesmo ano a poupança captava uma cifra de R$ 24,034 bilhões, um registro bem menor do que o ano de 2011.

Os motivos apresentados para ocorrer o saque da poupança são:

1.       Inflação elevada;

2.       Aumento do desemprego;

3.       Menor crescimento da renda do trabalhador;

4.       Maiores gastos com tarifas;

5.       Maiores gastos com combustíveis;

6.       A Taxa Selic apresentou uma alta de 14,255% ao ano, fazendo com que deixe de ser atrativa a caderneta, fazendo com que a rentabilidade desse lugar a outros investimentos, mesmo levando em consideração a isenção que trata o Imposto de Renda.

Com tudo isso, o Bacen agora está mudando as regras de compulsórios sobre a poupança, visando fazer com esses recursos sejam responsáveis para melhor a maior parte dos investimentos que dizem respeito aos financiamentos imobiliários.

Outros dados ainda apresentados são que:

  • Saque inferior ao rendimento de R$ 4,138 bilhões;
  • Patrimônio total da poupança chegando ao valor de R$ 648,246 bilhões, no lugar dos R$ 646,561 bilhões;
  • Resgate líquido de R$ 2,372 bilhões (SBPE) no crédito imobiliário;
  • Crédito rural com uma saída líquida de R$ 81,336 milhões (SBPR).

A poupança segue a remuneração desde 2013 correspondente ao valor de 0,5% ao mês mais TR, enquanto que se a Selic ficar abaixo de 8,5% ao ano, esse rendimento vai ser de 70% da taxa básica de juros.

Por Fernanda de Godoi

Saque da poupança


De acordo com uma pesquisa realizada pelo BC, os saques realizados em fevereiro de 2012 superaram os depósitos no Brasil, a diferença foi de mais de R$ 400 milhões.

Ao todo os saques somaram R$ 88,228 bilhões, enquanto os depósitos registraram um acumulado de R$ 87,816 bilhões. O valor depositado só apresenta ligeira alta quando são somados os valores referentes aos depósitos de rendimentos, que foi de R$ 2,346 bilhões, mesmo assim continua menor que o valor retirado.

Um dos motivos que levaram a esse desequilíbrio já havia sido abordado por Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. Para ele as contas feitas pelos consumidores em dezembro de 2012 fizeram com que essas pessoas retirassem dinheiro da poupança para liquidar as dívidas. Oliveira já havia alertado sobre essa situação dos primeiros meses do ano de 2012.

O especialista também afirmou que a poupança pode ser uma excelente alternativa na hora de poupar recursos.

Janeiro já havia apresentado números semelhantes, de acordo com a pesquisa do BC. O mês apresentou um valor de R$ 98,268 bilhões em saques contra R$ 98,265 bilhões de depósitos. Vale lembrar que desde maio de 2011 a caderneta de poupança não apresentava esse tipo de perda.

Por Joyce Silva





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