Decreto autoriza menor aumento do Salário Mínimo desde a introdução do Plano Real.

Foi assinado nesta última sexta–feira, dia 29 de dezembro, pelo presidente Michel Temer, um decreto que reajusta o salário mínimo brasileiro, que passa para o valor de R$ 954 para o ano de 2018. Desse modo, quem recebia o valor de R$937, passará a receber a partir de janeiro de 2018 R$ 17 a mais.

Uma vez assinado o decreto, o documento que determina o valor do reajuste foi oficialmente publicado no Diário Oficial da União, passando a ter validade em todo o país a partir do dia 1º de janeiro. De acordo com um levantamento realizado pelo governo, em um período de 24 anos esse é o menor reajuste de salário que os brasileiros já receberam.

Aliás, esse valor também foi menor do que o próprio governo esperava. Já que durante os últimos meses várias estimativas surgiram inclusive uma em que o valor do mínimo seria de R$979, que acabou sendo diminuído para R$969 e parecia estar definido em R$965. Contudo, de acordo com os cálculos realizados pelo governo, esse aumento era inviável, uma vez que geraria muitos gastos para o governo, que desde o ano de 2016 tem enfrentado uma forte crise econômica, que vem de certa forma atingindo o país todo.

A assessoria de imprensa do governo informou que para cada um real que seja aumentado no salário mínimo os gastos anuais somam-se em mais de R$ 301,6 milhões, pois o número de brasileiros que recebem o salário mínimo, o que inclui pensionistas do INSS e aposentados, passa de 45 de milhões.

E diante de um quadro de crise o governo busca por uma economia no ano de 2018 de até R$ 3,3 bilhões, buscando ainda outras formas de diminuir seus gastos e manter certa estabilidade econômica.

Como o salário mínimo teve um reajuste de 1,81%, outros valores também foram reajustados, como o valor diário que foi para R$ 31,80 e o valor da hora que passa a ser de R$ 4,34.

Embora muitos valores tenham sido considerados para o salário mínimo de 2018, este valor é determinado baseado em um cálculo já utilizado há muito anos. Dessa forma, na hora de considerar o valor que será reajustado o mínimo, utiliza-se para o cálculo o valor do INPC, que é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que é a inflação referente ao ano anterior e que sempre é calculado pelo IBGE e também o valor do PIB, que é o Produto Interno Bruto dos dois últimos anos.

O resultado do PIB do ano de 2016 foi muito baixo, em decorrência da crise econômica do país e por isso não pode ser utilizado no cálculo. Sendo considerado para calcular o mínimo de 2018 apenas o valor do INPC.

Assim, até o mês de novembro deste ano o valor do INPC foi de 1,81%, mesmo percentual utilizado para o reajuste do mínimo de 2018.

O Dieese, que é o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do governo, afirma que esse reajuste está abaixo da variação do INPC de 2017, fato que não ocorria desde o ano de 2003. Mas o governo não teve outra opção a não ser esta, mas o ponto positivo nisso é de que o INPC apontou que a inflação durante o ano de 2017 esteve controlada, o que foi muito bom para os brasileiros que tiveram que enfrentar outros problemas como a falta de emprego. Se a inflação durante o ano for menor, principalmente no setor alimentício, o salário mínimo recebe um reajuste também menor.

Contudo, o resultado verdadeiro do INPC só será conhecido mesmo no mês de janeiro, de modo que esses 1,81% é apenas uma estimativa do governo, considerando os resultados até o mês de novembro.

Enfim, o salário mínimo brasileiro a partir do dia 1º de janeiro será no valor de R$954.

Sirlene Montes


Presidente Michel Temer assina decreto que aumenta salário mínimo para R$ 937 em 2017.

Está confirmado, o valor do salário mínimo deve subir para R$ 937. O decreto que determina o aumento foi assinado na última quinta-feira, dia 29 de dezembro, pelo Presidente da República Michel Temer.

Com o aumento de 6,5% o salário mínimo brasileiro, que atualmente possui o valor de R$ 880, passa para R$ 937,00 a partir de janeiro de 2017.

O "Diário Oficial da União" deve publicar o novo salário na sexta-feira, dia 30 de dezembro.

O valor estipulado tem o aumento de 57 reais, se configurando em R$ 8,80 a menos que o que havia sido anunciado no mês de agosto pelo próprio governo federal.

O cálculo do reajuste do salário mínimo é feito a partir da soma da variação do INPC, que é Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do ano antecedente com o resultado do PIB, que é o Produto Interno Bruto de dois anos antecedentes.

Diante disso, com o recuou de 3,8% do PIB no ano de 2015, que é o valor utilizado no cálculo, o salário de 2017 leva em consideração o valor da inflação de 2016. O que ocorre na verdade é que o aumento de 2017 não cobre realmente a inflação, apenas se atualiza em relação a ela.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo site G1, até o momento 16 estados brasileiros irão manter o salário proposto pela União, para o ano de 2017. São eles os estados de Alagoas, Acre, Amapá, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Rondônia, Sergipe, Roraima e Tocantins.

Embora o aumento não seja tão relevante, o Dieese, que é o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos, deixa claro dados de que desde o ano de 1998 os reajustes do salário mínimo, autorizados pelo governo, garantiram aumento real no salário do brasileiros.

Somente uma vez, mais precisamente no ano de 1997, que a correção do salário mínimo ficou numa posição abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, ficando 0,98% mais baixo.

Em contrapartida, de acordo com os dados fornecidos pelo Dieese, nos últimos anos o salário mínimo brasileiro teve um aumento equivalente a 77,18%, numa crescente que foi de R$ 200,00 até R$ 880,00.

Sirlene Montes


O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo, cada vez mais exigências caem sobre os candidatos, e os salários ditam as regras das qualificações. Não esta fácil se manter bem nessa competição. Porém, mesmo que você esteja bem no mercado de trabalho sabe se está sendo bem remunerado? Já parou para pensar se sua função, suas responsabilidades estão de acordo com os salários praticados n mercado?

Desde 2013, a comunidade online Love Mondays, reúne experiências de pessoas anônimas, com relatos tantos de funcionários sobre seus empregadores e vice-versa. Aproveitando dessa estratégia começaram a traçar um perfil  sobre salários em cada categoria e em cada empresa. A co-fundadora e presidente da Love Mondays, Luciana Caletti, contou que a ideia é visualizar os salários em empresas específicas. Ela afirma que as pesquisas apontam os salários médios praticados de cargos com nível superior de escolaridade.  

No Brasil, a ferramenta avalia de forma anônima tudo que os funcionários de determinadas empresas pensam a respeito de seus salários e benefícios, prós e contras de cada contratante, e também o seu nível de satisfação como, por exemplo, oportunidades de trabalho, ambiente de trabalho, planos de carreira, qualidade de vida, benefícios, etc.

Para tais conclusões foram analisadas mais de 1.500 opiniões. Entre as empresas com maior número de avaliações o destaque fica com a IBM, a Accenture e a Riachuelo. De acordo com Luciana a ideia é tornar a Love Mondays uma fonte de informação para profissionais que estão querendo mudar o rumo de suas carreiras.

Os dados podem ser conferidos por todos, para isso basta fornecer os seus próprios dados, para alimentar o sistema com outras instituições e outros dados. Mas não se preocupem, as informações são fornecidas por todos sem necessidade de identificação.

Assim, o objetivo que é garantir a confiança e sigilo de dados, e ainda assim possam ser monitorados pela empresa, e seu conteúdo possa ser divulgado respeitando o perfil de cada tipo de profissional.

Por Vivian Schetini


O Banco Central do Brasil divulgou uma pesquisa que aponta qual a forma mais comum em relação como os brasileiros recebem seus salários. Segundo  o levantamento a quantidade de profissionais que recebem seus pagamentos em dinheiro chegou a cair, mas ainda continua a ser a forma mais comum de pagamento

No ano de 2010 quem recebia seus salários em dinheiro era uma fatia de 55% dos brasileiros. Em 2013, quem recebe em espécie são 51%. A pesquisa feita pelo BC entrevistou mais de mil pessoas em todas as capitais do país e também no Distrito Federal.

Indo um pouco mais a fundo a pesquisa mostra também que dentre os que recebem seus pagamentos por meio do depósito em conta, 29% optam por sacar nos caixas eletrônicos. Já para guardar o dinheiro os brasileiros ainda continuam com a carteira: em 2010 era 61% e em 2013, 57%.

Outra informação interessante é a quantidade de dinheiro que o brasileiro, em seu dia a dia, costuma carregar no bolso. A pesquisa mostra que, em média R$ 54,65. Quase metade das pessoas entrevistadas afirmou que carrega diariamente entre R$ 50 e R$ 100.

Em relação às notas que não se encontram em tão bom estado também houve uma redução entre aqueles que as usam normalmente. Para quem recebe uma nota nessa situação, dentre os entrevistados, 35% disseram que pedem a substituição da mesma para quem a está repassando, 6% optam por trocá-las no banco e 3% as depositam em uma instituição financeira.

Como podemos perceber a pesquisa foi bem mais abrangente do que a forma como o brasileiro costuma receber seu salário.

Outra informação interessante levantada pelo BC é que no momento de realizar um pagamento as notas que mais fazem falta para a população são as de R$ 2, R$ 5 e R$ 10. Já quem recebe moedas costuma colocá-las em circulação. A pesquisa mostrou de que cada 10 recebidas cerca de 6 serão usadas no dia a dia.

Por Denisson Soares





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