Regiões metropolitanas de Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS) registraram índices de inflação de 10,88% e 10,54%, respectivamente, no acumulado dos últimos 12 meses.

Em uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foram investigados os índices de inflação de diversas regiões do País. Três das regiões apresentaram resultado acima de 10% para a inflação acumulada nos 12 meses até o mês de agosto deste ano.

As regiões metropolitanas de Porto Alegre e Curitiba tiveram índices de dois dígitos para o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao consumidor). Dentre as duas regiões, o resultado mais alto foi registrado em Curitiba, que possui inflação acumulada de 10,88% em 12 meses. Porto Alegre vem logo atrás com índice de 10,54% e Goiânia ocupa a terceira colocação com 10,38% de inflação acumulada.

O IBGE também apurou que outras cinco regiões do país, embora estejam abaixo da casa dos dois dígitos, também tiveram aumentos significativos de inflação. Todas ficaram acima dos 9%: Rio de Janeiro, com 9,92%, São Paulo que registrou 9,73%, Salvador com índice de 9,09%, Recife com 9,07% e Fortaleza registrando também 9,07% de índice inflacionário em 12 meses.

Abaixo da casa dos 9% estão Belém, com 8,76%, Belo Horizonte com 8,25% e Brasília, registrando 8,04%.

O IPCA-15 é calculado semelhantemente ao IPCA, com a diferença somente do período de coleta, que é entre o 16º do mês anterior e 15º do atual mês. Os dados do IPCA-15 são coletados de estabelecimentos comerciais, de prestação de serviços, domicílios (para averiguar o preço de aluguéis e condomínios) e concessionárias de serviços públicos. O índice engloba famílias com rendimento mensal de até 40 salários mínimos e as regiões metropolitanas pesquisadas são as de Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Recife, Salvador, Belém, Goiânia e Distrito Federal. Onze no total.

A média geral para o IPCA-15 em 12 meses está com acumulação de 9,57%, o maior resultado já registrado pelo IBGE desde dezembro do ano de 2003. Naquele ano, o índice chegou a 9,86%.

O resultado apurado pelo IBGE mostra que a crise vem atingindo de forma diferente as diversas regiões do País, mas, no geral, a média é pessimista: um índice de aumento de preços de 9,57% é considerado alto. Basta aos consumidores brasileiros aguardarem ansiosamente o pacote econômico do Governo Dilma, que visa à redução do aumento da inflação e a retomada do controle econômico do País.

Por Patrícia Generoso

Inflação


O Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul, deverá decidir até semana que vem como será o projeto da Odebrecht em construir uma rodovia entre Porto Alegre e Sapiranga, na região metropolitana da capital gaucha.

A rodovia estadual do RS-010 esta prevista para se construída no modelo de PPP, parceira público-privada. Caso isso ocorra será a primeira PPP no estado. O projeto original da obra foi feito pela Odebrecht a pedido da então governadora do estado, Yeda Crusius (PSDB). Desde então o negócio esta parado.

Na última terça-feira, 23 de outubro, secretarias do governo de Tarso Genro reelaboraram a proposta com modificações apresentadas pela Associação de Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre. O secretário de Planejamento, João Motta, informou que o custo original da obra estava em 1,5 bilhão de reais, incluindo as desapropriações necessárias para fazer a rodovia.

De acordo com Motta, Tarso Genro deve decidir entre pedir detalhamento técnico no novo projeto ou aprová-lo como está. Segundo o secretário, ha certos problemas no projeto original como os cálculos dos custos com desapropriações que teriam sido insuficientes e com a não precisão da realização de um aterro na região dos banhados do Rio dos Sinos, por onde a rodovia deve passar.

A ERS-010 estava prevista para ter 99 quilômetros e será uma via alternativa à BR-116 e à BR-488, em construção.

Por Matheus Camargo





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