A refinaria de Manguinhos voltou a se pronunciar sobre as acusações de adulteração em seus produtos. A declaração foi feita em meio ao maremoto causado pelo anúncio de Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, que disse que o Estado iria desapropriar o terreno da refinaria. O motivo da desapropriação seria para cobrar o pagamento de impostos por parte da empresa.

A refinaria de Manguinhos afirmou que suas instalações são vistoriadas periodicamente pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), órgão fiscalizador competente. Nessas vistorias os fiscais da ANP não teriam encontrado problemas, afirma a empresa em nota.

A refinaria de petróleo esclarece ainda que segue rigorosamente os padrões de qualidade estabelecidos pela ANP e que tem uma política de combate à fraude de seus produtos.

As acusações de que a refinaria de Manguinhos teria adulterado seus produtos juntam-se ao mau momento da empresa com o decreto do governo do Rio pela expropriação de seu terreno. Para evitar uma violenta baixa no seu valor de mercado, a refinaria solicitou a Bovespa na segunda passada, dia 15 de outubro, que as negociações de suas ações fossem interrompidas. Os investidores reclamaram da atitude da empresa, que entrou com liminar na justiça para manter o congelamento das negociações de seus papeis.

Fonte: EcoFinanças

Por Matheus Camargo


A ANP (Agência Nacional do Petróleo) afirmou nessa última terça-feira, 23 de outubro, que irá acompanhar a desapropriação da refinaria de Manguinhos pelo governo do Rio de Janeiro. Na semana passada Sergio Cabral, governador do Rio, anunciou a medida em discurso em comunidade próxima à refinaria.

Hoje, no dia 24 de outubro, ocorrerá uma reunião entre a diretoria da ANP para debater o caso. Alla Kardec, um dos diretores da APG afirmou que já receberam o decreto de Sergio Cabral que institui a desapropriação. Kardec afirma que o decreto "certamente" estará na pauta da reunião da ANP.

Além dos problemas com o pagamento de imposto por parte da refinaria de Manguinhos ao governo do Rio de Janeiro, motivo da desapropriação, o governador do Rio afirma que o combustível vendido pela refinaria é de baixa qualidade. Recentemente, denúncias de adulteração de combustíveis vinham sendo feitas contra Manguinhos. Fato que a empresa negou em nota.

Já a ANP, de acordo com Kardek, tem feito fiscalizações periódicas nos produtos vendidos pela refinaria. Segundo ele, teriam sido 49 fiscalizações nos últimos 22 meses. Com uma média de fiscalizações superior a duas por mês, enfatizou.

Por Matheus Camargo





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