Marca própria é a fabricação de itens de consumo para um terceiro, que irá comercializá-los com seu próprio logo, o que permitirá divulgar a marca de maneira bastante eficaz.. Nesse sentido, esse conceito interliga-se à ideia de fidelização do cliente, criando uma relação, muitas vezes duradoura com ele. Além disso, é uma boa maneira de se aumentar a movimentação de um comércio, oferecendo produtos com linhas exclusivas e potencializando o aumento do lucro. A Marca Própria possui diversas fases no Brasil, como pode ser notado a seguir:

1) Primeira Geração (1970):  A Primeira Geração nasceu em formato de produtos genéricos. Isso significa que eles não possuíam marca, sendo comercializados e identificados apenas pela sua designação. Assim, não era possível que o consumidor criasse certa relação com o produto, soubesse sua procedência e tivesse acesso a outras informações a seu respeito. Nesse sentido, os itens vendidos eram de qualidade inferior e tinham preço baixo.

2) Segunda Geração (1980):  Nesse período, os comerciantes passaram a utilizar marcas para identificar os produtos vendidos, desenvolvendo linhas próprias. Tal estratégia, além de ser o ponto inicial para criação da identidade dessas mercadorias, abriu portas para maior competitividade com marcas mais tradicionais. Nesse cenário, porém, a qualidade ficava em segundo plano, e a marca ainda não era algo efetivamente construído.

3) Terceira Geração (1990):  Também conhecida como Geração "Me Too", teve várias mudanças, como a estabilidade econômica do país, importação de produtos de Marca Própria com padrões diferenciados, além do Código de Defesa do Consumidor. Isso ampliou a concorrência com mercadorias internacionais e fez com que houvesse um novo posicionamento do comércio brasileiro em relação à embalagem, qualidade, preço e valor de um produto.

4) Quarta Geração (a partir de 2004):  Na também nomeada como Geração Valor, houve a perda do protagonismo do preço, dando lugar a conceitos ligados à ideia de sustentabilidade, bem-estar, inovação, etc. No entanto, vale apontar que esta geração não ultrapassou a anterior, de forma que ambas possuem características evidentes expostas ao consumidor.

As Marcas Próprias, hoje, permanecem em constante crescimento, buscando meios de comunicação e apresentação de seus atributos aos consumidores finais. Diante disso, atualmente, há maior consciência do posicionamento no ponto de venda, noções de formas para obter maiores lucros e da importância do verdadeiro valor que uma marca confere a um negócio. Para o cliente, é uma ponte para ter acesso a produtos de qualidade com preços acessíveis. Segundo pesquisa realizada pela Nielsen, as Marcas Próprias movimentaram em agosto de 2015 mais de R$3,6 bilhões. Isso corresponde a um aumento de 6,1 % em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, as classes A/B seriam as que mais consomem esse tipo de produto, por possuírem maior poder de compra. Por essa razão, este seria o momento ideal para varejistas reforçarem nos pontos de vendas e diversos meios de comunicação a qualidade e vantagens desses itens. A pesquisa aponta, ainda, que os supermercados lideram como segmento de maior venda e retorno de compra de Marcas Próprias.

No Brasil, um bom exemplo de empresa que trabalha com private label (terceirização de Marcas Próprias) é a Barion, a qual atua na fabricação de chocolates, desde 1971. No seu catálogo, também estão inclusos wafers e biscoitos. Para saber mais sobre seus produtos, acesse: http://www.saborbarion.com.br/

 

 

 

 

 


Mesmo com crise e escândalos, muitas marcas sobrevivem bem e até prosperam em um ambiente turbulento. Entre altos e baixos no ano de 2015, as mais poderosas e valiosas marcas do Brasil não estão apenas em pleno processo de expansão nacional, mas também em expansão internacional.

Confira neste artigo as 20 maiores marcas brasileiras que estão cativando seus clientes e consumidores. Elas, em tempos de crise ou não, procuram estratégias para aumentar a sua quota de mercado. Os dados são do relatório "2015 Top 50 Latin American Brands" da Millward Brown.

1. Skol

A cerveja mais popular do Brasil faz o topo da lista. Durante a crise, a marca viu um crescimento exponencial de seu valor de mercado, ultrapassando vários rivais consolidados e se tornando a marca mais valiosa do Brasil em 2015.

2. Bradesco

O Bradesco cresceu no Brasil por conta de fusões e aquisições. Hoje é a segunda maior e mais valiosa empresa do país. O segundo maior banco privado do Brasil foi fundado em 1943 e se destaca pela criação de associações com outras marcas brasileiras, como C & A, Casas Bahia e Odontoprev. Sua mais recente aquisição, o banco HSBC, certamente vai ajudar a fortalecer sua posição.

3. Itaú

Após a fusão com o Unibanco, o Itaú tornou-se o maior banco do Brasil. Com sede na cidade de São Paulo, o banco é também o maior banco da América Latina. Foi fundada em 1945 e atualmente opera em 27 países ao redor do mundo. É assim que o banco Itaú rivaliza com seu maior competidor, o Bradesco.

Veja quais são as outras:

4. Brahma

Mais uma marca de cerveja do Grupo Ambev nos top 4, dominados por bancos e cervejarias. E há outras três marcas de cerveja entre as 20 maiores, perfazendo 25% do total.

5. Sadia

6. Antarctica

7. Natura

8. Bohemia

9. BTG Pactual

10. Ipiranga

11. Cielo

12. Lojas Americanas

13. Petrobras

No meio de escândalos de corrupção, a Petrobras foi uma das que mais perdeu valor de mercado. A gigante de energia, atualmente, está presente em 28 países e parece ter se abalado com os graves episódios que está ocorrendo em 2015. A marca, contudo, continua a gozar de boa reputação internacional e ainda consegue se manter entre as 20 maiores.

É interessante notar que é a marca de empresa estatal mais valiosa do país, algo que revela como a crise mudou o ranking nos últimos anos. Em 2012, a Petrobras era a primeira do ranking e o Banco do Brasil o quinto.

14. Porto Seguro

15. Banco do Brasil

16. Schin

17. Casas Bahia

18. Pão de Açucar

19. Vivo

20. Perdigão





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