A queda registrada no 1º semestre deste ano foi de 1,8% no consumo das famílias brasileiras.

O consumo familiar continua caindo frente à crise que continua assolando o País. Os números apontam que para o consumo familiar o semestre foi o pior dos últimos 14 anos.

O fechamento do primeiro semestre de 2015 apontou uma queda de 1,8% no consumo das famílias brasileiras que estão fazendo de tudo para cortar gastos. Desde 2001 que este indicador não tem um resultado tão ruim assim, pois nesta época a queda chegou a 2%.

E são vários os motivos que estão fazendo com que o consumo familiar caia, entre eles os altos juros, a disparada da inflação e o péssimo cenário para o mercado de trabalho que continua demitindo.

As pessoas físicas tiveram um crescimento quanto ao crédito nominal de 4,7% em se tratando de operações de crédito, apontando uma queda e que teve ainda a inflação para fazer com que as famílias passassem a consumir menos.

Com a aceleração contínua da inflação, o IPCA já cresceu 8,5% só no segundo trimestre deste ano, sendo que no segundo trimestre de 2014 o crescimento foi de 6,4%. A Selic também aumentou e o crédito não vem acompanhando o crescimento, em termos reais.

Há alguns anos atrás, o crescimento da economia foi impulsionado pelo consumo das famílias brasileiras, bem diferente do quadro que temos hoje. Em 2010, quando o Brasil se recuperava da crise global, o primeiro semestre teve uma alta acumulada que chegou a 6,6% e o PIB subiu 7,6%.

O futuro a curto e médio prazo não é nada animador, pois para este final de ano a expectativa é que haja uma piora no ritmo de consumo, já que o mercado de trabalho continuará demitido e a inflação segue sem controle por parte do Governo.

Analistas do mercado já chegam a citar mais de 1 milhão de postos de trabalhos formais perdidos e os próximos trimestres trarão dados negativos.

O consumo familiar continuará em queda, porque as famílias brasileiras estão se vendo obrigadas a economizar ao máximo, pois os produtos nas prateleiras estão cada vez mais caros, sem contar as tarifas de luz e água que estão subindo e com isso sobra menos dinheiro para as compras do dia a dia.

Por Russel

Dinheiro


Famílias brasileiras apresentaram recuo de 32,3% na intenção de consumo no mês de agosto. Motivo seria que a renda não é suficiente para comprar tudo o que se precisa.

Comparando-se com agosto do ano passado, a intenção de consumo das famílias brasileiras teve um recuo de 32,3%, atingindo uma mínima história pelo 7º mês. E o motivo para a grande maioria dos entrevistados na pesquisa que apontou este resultado é que a renda não é suficiente para comprar tudo o que se precisa.

Foi a sétima queda consecutiva na intenção de consumo das famílias e nunca se viu uma situação tão preocupante como agora, pois desde 2010 quando o indicador teve início, não se via uma baixa como esta, de acordo com o que foi informado pela CNC – Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

No mês de agosto, o indicador da CNC apontou 81,8 pontos, ficando 5,9% abaixo do que foi registrado em julho e 32,3% abaixo do mês de agosto em 2014. A partir do último mês de maio a intenção de consumo das famílias brasileiras apontou queda e desde então tem se mantido abaixo dos 100 pontos.

Ainda de acordo com a CNC somente os "subíndices" que fazem a medição da atual situação de renda e emprego é que ficaram acima dos 100 pontos, sendo que para 32,1% dos entrevistados, atualmente no Brasil a renda é considerada insatisfatória para que uma família possa comprar ao menos os itens considerados básicos. Este é um percentual recorde desde que o índice foi criado! Para se ter uma ideia, em agosto do ano passado esta taxa era de apenas 15% e em agosto deste ano, a taxa mais que dobrou!

Para os entrevistados, a intenção de compra teve queda maior em relação aos bens duráveis sendo apontados por 49,5% das pessoas que participaram da pesquisa. 69,2% destas pessoas, quase que 7 em cada 10 entrevistados, acreditam que o momento atual não é favorável para o consumo de produtos considerados bens duráveis.

Para a CNC, o motivo principal para uma queda tão acentuada está no fato da atividade econômica estar vivendo uma fase tão ruim e também o fato da inflação ter voltado, o que faz com que as famílias se preocupem mais com os gastos, reduzindo o consumo e a intenção de comprar a médio prazo.

Por Russel

Intenção de consumo


Queda no percentual das famílias com dívidas é a segunda consecutiva de 2015.

Com o aumento da taxa de desemprego e a inflação subindo era esperado que o brasileiro ficasse endividado, porém uma a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor mostrou que o percentual de famílias com dívidas caiu para 61,9% este mês. Essa é a segunda queda consecutiva de 2015.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor foi realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. No mês passado, 62% das famílias se encontravam com dívida, em 2014, no mesmo mês, o percentual era de 63%.

De acordo com a Confederação a alta das taxas de juros, a moderação do crescimento do crédito, a alta de inflação e a queda real da remuneração dos trabalhadores provocaram impactos nos índices de inadimplência de forma negativa. A pesquisa mostrou que 77,4% das famílias endividadas estão devendo faturas do cartão de crédito. Financiamento de carro atrasado representa 13,5% das famílias e carnês representam 16,3%.

Brasileiro permanece com dívidas:

Mesmo com a queda no percentual de endividados, o índice dos brasileiros que permanecerão com dívidas subiu para 8,1%, ou seja, são pessoas que sabem que não conseguirão quitar os débitos. Essa é a maior alta desde outubro de 2011, esse percentual em julho de 2014 era de 6,65% enquanto no mês passado era de 7,9%.

A quantidade de famílias que responderam que estão com muitas dívidas também aumentou chegando ao total de 12,9%.

Essa pesquisa também revelou que o tempo médio de atraso no pagamento é de 59,8 dias, enquanto em 2014 o atraso médio era de 61,3 dias. O comprometimento da renda com pagamento de dívidas em atraso é de 7,1 meses para a maioria dos endividados, porém 33,7% deles responderam que vão demorar mais de um ano para conseguir deixar as contas em dia como o desejado.

Para sair das dívidas a melhor opção é aposentar o cartão de crédito e só voltar a gastar depois de já ter quitado as contas que estão em aberto.

Por Jéssica Posenato

Endividamento das famílias

Foto: Divulgação


As famílias brasileiras estão cada vez mais endividadas. Esta afirmação foi concluída após uma pesquisa feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que todos os meses faz uma pesquisa para avaliar o nível de endividamento das famílias brasileiras.

A Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) realizada todos os meses, constatou que, atualmente, 57,8% das famílias brasileiras estão endividadas no mês de fevereiro de 2015, o que representou uma alta em relação à pesquisa feita no mês de janeiro de 2015, na qual demonstrou um índice de 57,5%.

As dívidas mais relatadas pelos participantes da pesquisa, foram dívidas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros, sendo que, por incrível que possa parecer, houve uma diminuição no endividamento das famílias em comparação ao mesmo período do ano passado, que relatou 62,7% em fevereiro de 2014.

Houve uma diminuição no endividamento, porém, o índice ainda é muito alto e demonstra a gravidade da crise econômica que o país vive.

A pesquisa também revelou a situação das famílias com dívidas ou contas em atraso, sendo que esse índice demonstrou que 17,8% das famílias brasileiras estão com contas atrasadas, sendo que também houve uma queda em comparação a fevereiro de 2014, quando o índice alcançou 19,7%.

Agora, o percentual das famílias super endividadas que perderam o poder de pagar suas próprias dívidas, se tornando inadimplentes, aumentou em relação ao ano passado. Este ano, esse percentual está em 6,4%, sendo que ano passado esse índice estava em 5,9%.

Especialistas afirmam que as famílias acabam comprometendo sua renda com gastos extras, que são comuns em todo início de ano, o que explica o aumento do endividamento nesse período.

Outro fator inerente na pesquisa é a diminuição desses índices. A tendência é de queda, ano a ano, pois as famílias brasileiras estão mais cautelosas na hora de adquirir dívidas, não somente pela alta taxa de juros oferecidas, mas também pelo medo do futuro econômico do país.

Por Rodrigo da Silva Monteiro


A Febraban, Federação Brasileira de Bancos, considerou em seu último Informativo Semanal de Economia Bancária, que o crédito rotativo, cheque especial e cartões de crédito, estão pesando expressivamente na economia das famílias brasileiras. Os dados do Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central também confirmam essa informação.

Segundo o relatório do BC o crédito pessoal comprometia, em abril de 2012, 43% da renda da população brasileira. Desse montante, 27% são destinados ao pagamento das linhas de crédito rotativo. Dentre os pagamentos deste a maior parte é destinada aos cartões de crédito que representam 80% do total de dinheiro gasto com pagamento desse tipo de crédito, afirma a Febraban.

Ainda segundo essa entidade, o comprometimento de renda com o pagamento de linhas de crédito no Brasil poderia ser muito menor, caso a maior parte do crédito disponível estivesse concentrada em crédito imobiliário, como nos Estados Unidos. A Febraban afirma que o comprometimento de renda com pagamento de crédito poderia cair no Brasil dos atuais 22,1% para 9,8% se 80% das linhas de crédito brasileiras fossem para gastos imobiliários. Isso ocorreria, pois o crédito imobiliário tem juros menos elevados.

O Relatório do BC aponta, ainda, que os bancos públicos ganharam parcela considerável de mercado de linhas de crédito no último ano. A participação deles passou de 41,8% em julho de 2011 para o patamar 45,1% em julho deste ano.

Os bancos privados tiveram sua parcela reduzida dos anteriores 40,9% para atuais 38% do total do mercado de crédito. Isso ocorreu devido à ofensiva da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, com a redução das taxas de juros em suas linhas de crédito, o que atraiu muitos clientes no período.

Por Matheus Camargo


Famílias comprometem42% da renda com dívidas

Segundo uma pesquisa feita pela Proteste Associação de Consumidores, as dívidas comprometem 42% da renda familiar dos brasileiros.

A análise foi feita com famílias dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, com renda média de R$ 2.401.

Segundo o estudo, as famílias têm pelo menos 3 dívidas ativas. Porém, aproximadamente 23% das famílias têm 5 ou mais dívidas, sendo as maiores relacionadas a cartões de crédito, crediários em lojas, e parcelamento de faturas.

O endividamento é maior entre famílias da classe C, com 46,36% da renda comprometida. As famílias de classe A e B comprometem 35,10% da renda, e, por fim, as famílias de classe D comprometem 26%.

Segundo a pesquisa, o uso do cartão de crédito e o não pagamento integral da fatura são os responsáveis pelo endividamento das famílias da classe C, sendo que o gasto médio é de até R$ 500.

Aproximadamente 30% dos entrevistados afirmaram que não quitaram nenhuma dívida ainda.

De acordo com a Proteste, o “labirinto sem saída” das famílias começa quando é realizado um empréstimo para quitar outro e a dívida acaba não sendo liquidada.


Consumo das famílias cresceu no 1º trimestre de 2012

Segundo um levantamento realizado pela FIA (Fundação Instituto de Administração) para a ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas Distribuidores), que foi divulgado no dia 03 de agosto, o comércio varejista apresentou um bom desempenho no 1º trimestre deste ano, impulsionado pelo consumo das famílias, que aumentou 1% no período analisado em comparação ao 4º trimestre de 2011. Já, em relação ao 1º trimestre do ano passado o consumo das famílias foi melhor ainda, ficando 2,5% maior.

No acumulado semestral (de janeiro a junho), o faturamento do atacado de produtos de higiene pessoal, limpeza e alimentícios também apresentou bons resultados. A alta vista foi de 5,82%, se comparado ao mesmo período de 2011.

De acordo com o ranking da ABAD, em 2011 o setor cresceu 2,2% sobre o ano anterior, alcançando um faturamento de R$ 164,5 bilhões, representando 51,8% da movimentação de um mercado de consumo que registrou uma receita de R$ 317,6 bilhões no ano de 2011.

Mercado de trabalho:

O setor de atacado é responsável pelo emprego de 290,1 mil pessoas, sendo 60,9 mil representantes comerciais/autônomos, 40,5 mil vendedores diretos e uma frota de 32,9 mil veículos para a distribuição dos produtos.


Percentual de famílias endividadas aumentou em julho deste ano

Segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada no dia 25 de julho, o percentual de endividamento das famílias brasileiras registrou alta pelo segundo mês seguido, passando de 57,3% em junho, para 57,6% em julho.

As principais contas em atraso são: cartão de crédito, dívidas de cheque pré-datado, empréstimo pessoal, carnê de loja, prestação de seguros e de carros.

Em relação ao mês de julho do ano passado, este número permanece em um patamar inferior, pois foi observado que 63,5% das famílias estavam endividadas.

Na comparação entre junho e julho, e anual, o percentual recuou, ficando em 21,0% do total em julho deste ano, diante de 23,2% em junho de 2012 e 23,7% em julho de 2011.

Por fim, as famílias que afirmaram não ter condições de pagar suas contas apresentaram uma queda no percentual deste mês, ficando em 7,3% em comparação aos meses de junho de 2012 e julho de 2011, quando os indicadores registraram 7,5% e 8,1%, respectivamente.





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