Saiba como funciona a inflação e quais os seus tipos.

Muito ouvimos falar sobre inflação. A palavra está presente em diversos lugares, como jornais, noticiários, revistas e conversas de pessoas da área econômica ou comercial. O que poucos sabem é o que essa palavra realmente representa em nossas vidas ou qual a influência dela nas nossas rendas.

Ao contrário do que se pensa, entender um processo inflacionário não é nada complicado. Inclusive, é mais simples do que parece. A inflação nada mais é do que um aumento geral nos preços de mercadorias, produtos e serviços.

Quanto maior a inflação, maiores serão os preços. Significa uma espécie de “inchaço” ou sobrecarga. Quando há muito dinheiro circulando, a moeda torna-se menos valiosa, portanto o poder de compra do dinheiro diminui, ou seja: compra-se menos com a mesma quantidade de dinheiro, isso significa, em suma, uma desvalorização da moeda. Esse quadro é um tanto quanto nocivo para economia do país, pois tira da mão dos trabalhadores o poder de compra.

Tipos de inflação:

Existem alguns fatores que podem desencadear um alto índice de inflação. Vamos a eles:

Inflação de demanda: isso acontece quando há o aumento do consumo e a procura por produtos ou serviços não é suprida pela produção do país ou região. Ou seja: há muito dinheiro para consumir uma tal demanda, mas não há demanda suficiente.

Inflação de custos: esse tipo de inflação acontece quando o custo da produção aumenta muito, não sendo compensado pelo preço aferido pela produção. Ou seja: Não há dinheiro suficiente para custear a produção.

Outro fator que pode elevar a inflação é a emissão descontrolada e exagerada de dinheiro. Essa ação está nas mãos do governo.

Existem vários índices que fazem a medição da inflação. No Brasil, um dos principais é o Índice Geral de Preços (IGP), cujo cálculo é de responsabilidade da Fundação Getúlio Vargas, juntamente com o Índice de Preços Ao Consumidor (IFPE), medido pela FIPE e ainda outros índices calculados pelo IBGE.

Segundo o que entende-se diante desses conceitos, quando a inflação chega a 0, acontece uma estabilidade ou equilíbrio nos preços dos produtos e serviços em relação ao poder de compra dos consumidores.

Por Carolina B.

Inflação


PIB do Brasil cai 0,3% no trimestre, segundo IBGE. Especialistas acreditam em recuperação do país.

O PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas as riquezas de um país, apresentou queda de 0,3% no primeiro trimestre de 2016, quando comparado com os três meses anteriores. Os dados foram divulgados na quarta-feira (1º/06) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o orgão, esta é a quinta queda trimestral seguida do PIB do Brasil. Segundos especialistas em economia, isto é reflexo da recessão do país. Porém, economistas acreditam que esta pode ser a chance para o país sair do "fundo do poço", visto que o Brasil poderá agora encontrar as condições iniciais para a recuperação econômica.

A explicação para acreditar em condições melhores para a economia do país, que segue mergulhado em uma crise política e econômica sem precedentes históricos, se deve ao resultado da dinâmica da crise. Ou seja, o país enfrenta um longo período de quedas e, em certo momento, ocorre a estabilidade do ritmo da queda. Para especialistas em economia, o Brasil passa por este momento agora, o que pode ocasionar condições iniciais para uma recuperação. Porém, esse é apenas o começo dessa melhora no quadro desfavorável da economia do país.

Ainda segundo economistas, até mesmo as empresas que contribuíram para a queda do PIB no passado precisam agora realizar investimentos pontuais em suas linhas de produção para a própria sobrevivência no mercado, já que os cortes ou o adiamento de projetos importantes já foram realizados. Isso pode ser comparado com a dinâmica de uma família, que também enfrenta a crise, adiando a aquisição de bens de consumo duráveis, mas em certo momento ocorrerá a necessidade da reposição dessas mercadorias.

Segundo o IBGE, em valores correntes, o PIB do Brasil chegou a R$ 1,47 trilhão no primeiro trimestre de 2016, apresentando uma queda de 5,4% quando comparado com o mesmo período de 2015. Isso tudo reflete no consumo das famílias, que apresentou uma queda de 6,3%, quando comparado com o mesmo período de 2015. Para economistas, isso ocorre devido ao desemprego e a queda da renda das famílias brasileiras. Já o PIB na indústria registrou -1,2%. Agropecuária e setor de serviços também apresentaram quedas. O único que fechou no positivo foi o consumo do governo, com 1,1%.

Porém, o comércio exterior apresentou resultados positivos. Dessa forma, as exportações brasileiras cresceram 6,5% quando comparado com os três últimos meses do ano passado. Se para alguns especialistas, como já citamos, este "fundo do poço" traria uma melhora para o país, outros não pensam da mesma forma e apresentam previsões pessimistas para o país. De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a situação econômica do Brasil vai se deteriorar ainda mais com a contração de 4,3% do PIB brasileiro.

E para você, quais são as dificuldades encontradas no atual quadro de recessão econômica do país? Está otimista ou pessimista com relação ao PIB brasileiro? Deixe seu comentário!

Rodolfo Cruz Merino


Queda do PIB deve-se ao resultado negativo dos investimentos, explica IBGE.

No Brasil a economia teve queda de 3,8% no decorrer de 2015 comparando ao ano anterior, conforme números anunciados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) nesta quinta-feira (3). Ainda de acordo com o instituto, essa é a maior queda sofrida por nossa economia desde 1990, quando despencou 4,35%. Somente no quarto trimestre, comparado ao mesmo período de 2014, é que a retração foi de 5,9% e sobre o ano anterior teve uma baixa de 1,4%.

Alguns setores tiveram um ligeiro crescimento no ano de 2015, como a Agropecuária com 1,8%. Porém, a indústria encolheu 6,2% e os serviços tiveram redução de 1,4%. O PIB do ano anterior totalizou em valores correntes 5,9 trilhões de reais. Já o PIB per capita somatizou 28,87 mil reais, com uma queda de 4,6% se comparado com 2014.

Segundo o IBGE, a queda do PIB foi guiada por resultados negativos de investimentos. Este retrocesso tem justificativa pelo fato da produção interna e importação de bens de capital terem sofrido uma queda, com influência negativa da Construção no decorrer do ano”.

Por outro lado, o consumo das famílias tiveram queda de 4% se comparado a 2014 (quando o crescimento foi de 1,3%). Os gastos de consumo do governo deram uma desacelerada comparado a 2014, tendo uma baixa de 1,2%. Analistas não ficaram surpresos com resultado tão negativo.

“Não se pode dizer que esse desastre não foi anunciado. Muitos indicadores já indicavam que haveria uma retração em 2015, só não se sabia a gravidade”. Diz Luiz Alberto Machado, Conselheiro do Cofen (Conselho Federal de Economia).

“Ainda não dá para festejar a economia do país em 2016, mas destacamos o dólar em alta como um fator que deve motivar a exportação industrial. Porém, é certo que será um ano negativo para o Brasil. Nosso país tem uma líder que não comanda nem a base do seu governo”, critica Luiz Alberto.

O IBGE ainda informa que as exportações de bens e serviços, no setor externo, tiveram ligeiro crescimento de 6,1% enquanto que as importações caíram 14,3%. Já o petróleo, a soja, os produtos siderúrgicos e o minério de ferro foram os que mais cresceram.

Confira abaixo alguns números divulgados pela IBGE:

  • PIB 2015: -3,8%
  • Agropecuária: +1,8%
  • Indústria: – 6,2%
  • Serviços: – 2,7%
  • Investimentos: -14,1%
  • Consumo das Famílias: – 4,%

Por Ruth Galvão


Queda chegou a 6,7% se comparado com o ano passado. Resultado é o pior registrado desde 2011.

Dados divulgados pela Receita Federal apontam que a arrecadação de impostos e contribuições em Janeiro de 2016 apresentou o pior resultado desde 2011, quando relacionados ao mesmo mês. O total arrecadado foi de R$ 129,38 bilhões, os números apresentam queda de 6,71%, incluídas as correções do IPCA, quando comparados ao mesmo período de 2015.

Dentre os principais motivos que justificam a baixa, encontra-se a retração dos indicadores macroeconômicos considerados basilares. Como exemplo, a venda de bens e serviços caiu 10,96%, já a produção industrial  apresentou queda de quase 12%. Outros fatores que incidiram foram o valor em dólar nas importações e a massa salarial nominal.

Houve influência ainda por parte da redução de dois indicativos importantes do setor produtivo:  A CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido ) e o IRPJ  (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica), que recuaram pouco mais de 3%.

Os demonstrativos numéricos são preocupantes, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sofreu queda de 31,43%. Os destaques da baixa ficaram por conta do IPI das Bebidas (-46,40%), IPI dos Automóveis (-12,5%), IPI dos produtos vinculados à importação (-25,15%) e IPI do Fumo, que apresentou o maior saldo negativo (-55,97%).  

No caso do Imposto de Renda de Pessoas Física, o total arrecadado foi de R$ 1,9 bilhão. O valor contou com acréscimo de pouco mais de 40% justificados pelo aumento do lucro do capital na alienação de bens. No caso do IOF, houve acréscimo de 14,59%.

O COFINS também contou com baixa de 3,79%. O PIS/Pasep apresentou recuo de 4,57%. De acordo com a Receita Federal, os números foram influenciados pelo decréscimo no volume de vendas e pelo aumento de alíquotas incidentes sobre a importação, diesel e gasolina.

A Receita Previdenciária contou com queda de 7,13%, a baixa se justifica pela redução de massa salarial e alta das frações das contribuições previdenciárias a respeito da Receita Bruta.

De acordo com o Chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, que atua na Receita Federal, Claudemir Malaquias, toda a retração da economia e a alta no desemprego que tiveram início no cenário de 2015, começaram a refletir diretamente na arrecadação deste ano. Quanto menos salários saldados, menor o indicador da massa salarial, na arrecadação e consumo da Previdência.

Por Beatriz


Medida proposta pelo ministro Nelson Barbosa visa equilibrar as contas neste período de crise.

Visando conter os gastos públicos e minimizar a atual crise econômica, o Governo Federal está cogitando até mesmo o congelamento do Salário Mínimo. Essa é uma das medidas propostas por Nelson Barbosa, ministro da Fazenda, que se encontra na proposta de reforma fiscal que foi divulgada em 19 de fevereiro. Segundo o ministro, a ação seria executada de forma gradual, ou seja, ir tomando algumas medidas como, por exemplo, controle do crescimento nominal das empresas, suspensão de reajustes a salários de servidores, etc. A consequência desses fatos seria no caso de o governo não conseguir manter o teto estipulado em relação às despesas públicas.

É importante destacar que o congelamento do salário mínimo seria apenas uma das muitas ações que o governo terá de cumprir caso o projeto proposto por Nelson Barbosa seja admitido pelo Congresso Nacional. A proposta em si prevê que à medida que o governo perceba que não será possível cumprir o teto estipulado das despesas públicas para o referido ano, o mesmo terá de por em prática algumas medidas de contingenciamento que são separadas em três estágios.

O primeiro estágio é o responsável pela suspensão de aumentos reais das despesas discricionárias e de custeio, realização de concursos, bem como contratações e aumentos reais de salários dos respectivos servidores. O segundo estágio, por sua vez, seria marcado pela suspensão da ampliação de subsídios e altas nominais de despesas e remunerações. O terceiro e último estágio corresponde ao recuo das despesas com funcionários públicos temporários, suspensão de benefícios a servidores e congelamento do aumento real do salário mínimo.

Trata-se de uma manobra bastante delicada e de cunho impopular. É importante destacar que, segundo a lei, a política de valorização do salário mínimo está definida até 2019. A referida lei ainda destaca que o salário mínimo é fixado levando-se em consideração como principal base para cálculo a variação da inflação mais a variação do PIB de dois anos anteriores.

Além disso, o ministro também voltou a falar da reforma da previdência para 2016. Para ele a aprovação de tal reforma trará um resultado positivo de forma imediata, sinalizando maior estabilidade das contas e maior sustentabilidade. Dessa forma, o ministro também considera extremamente importante a aprovação da reforma da previdência.

Por Bruno Henrique


Confira aqui algumas dicas de como economizar na hora de usar o ar condicionado.

Com o valor da conta de luz chegando cada vez mais a níveis estratosféricos e, junto a isso, um calor insuportável que tem acometido principalmente a região sudeste, nordeste e norte do país, os brasileiros têm se visto acossados entre sofrer com as elevadas temperaturas ou pagar mais caro na conta de luz para ter mais de conforto com o uso do ar condicionado.

A questão é que com a velha criatividade nossa de cada dia, transformadas em verdadeiros jogos de cintura, é possível usar o ar condicionado sem que ele pese tanto no orçamento, por meio da conta de luz, que diga-se de passagem, tem sido responsável pela elevação dos índices da inflação nos quatro últimos meses de 2015. Importante para isso é seguir dicas de como usar o ar condicionado de forma econômica e a primeira delas é evitar ao máximo a compra de ar condicionado que não venham com o selo de economia, um tipo de adesivo que dá todas as garantias de que o aparelho não irá sugar muita energia. O Selo Procel é o mais referenciado no mercado nesse sentido, por isso, na compra do seu equipamento faça essa observação.

A segunda dica é não obstruir as laterais e o fundo do ar condicionado, porque isso o forçará a puxar mais energia ainda para que funcione bem, já que suas saídas estão com obstáculos para um funcionamento eficiente.  

A terceira dica é que os filtros do aparelho devem estar sempre higienizados (livres de poeira), o que irá evitar manifestação de doenças alérgicas em quem esteja no ambiente e também poderá oferecer o melhor em potência do ar sem que ele absorva a energia.

Não deixe o ar condicionado ligado sem que ninguém esteja no ambiente. Atitude como essa pode até ser mais cômoda, mas com certeza irá lhe causar um gasto na conta de luz em vão. Melhor mesmo é estar no ambiente para ligá-lo e aguardar que ele, dentro da sua própria potência, torne a temperatura agradável.

Seguindo essas orientações, com certeza você irá se beneficiar do uso do seu aparelho da melhor maneira possível, sendo evitados não apenas sustos na conta de luz, como também as frequentas idas à manutenção.

Por Michelle de Oliveira


Fazer algumas adaptações pode garantir um final de ano mais tranquilo em relação às finanças.

As férias de final de ano chegaram, mas muitas pessoas sofrem com a crise econômica do país. Com isso, o dinheiro falta e a dificuldade de ter fundos para as despesas que dezembro e janeiro trazem se mostra um grande problema.

Confira algumas dicas para ter um bom final de ano com pouco dinheiro:

Presentes para o Natal:

Geralmente, as crianças são as mais difíceis para fazer entender que presentes mais simples também são bons. Essa pode ser uma oportunidade para que os pais ensinem aos pequenos, questões envolvidas às finanças.

Uma opção é deixar para fazer as compras de Natal é esperar alguns dias depois das festas. Isso pode favorecer a encontrar preços mais em conta. Dê livros para seus filhos para que já tenham esses hábitos culturais. Em sebos, você encontrará vários livros por preços mais baixos.

Para os presentes aos mais grandinhos, uma sugestão é a troca das coisas tradicionais para bebidas, chocolates e pequenas lembranças como chaveiros. Outra dica é questionar a pessoa sobre algo que seja mais simples, mas que ela possa estar precisando como roupas íntimas e outros acessórios.

Vamos sair para as férias:

Viajar no final de ano é, na maioria das vezes, um ato bem caro. Mas algumas dicas podem fazer com que isso seja menos doloroso para o seu bolso. Uma dica é buscar passagens em horários alternativos. De acordo com o SerasaConsumidor, esse ano pode ter uma falta de demanda e isso pode ocasionar em promoções de última hora das empresas.

Caso o seu destino não seja tão longe e o seu carro tenha um razoável consumo de gasolina, viajar com o automóvel pode ser uma opção viável. No carro você levará cinco pessoas e elas poderão também ajudar com o combustível.

Hospedagem é algo que também exige uma quantia razoável. Casas de amigos e parentes pode ser uma opção para quem tem essa possibilidade. Campings em praias e hostels também podem ser alternativas com um custo menor.

E a ceia de Natal e Ano Novo?

A melhor saída, caso os fundos não sejam os necessários para se comer fora, é comprar os alimentos e você mesmo preparar a ceia com a ajuda da família. Vai ser muito mais barato. Não tenha medo de tirar o peru e colocar um frango no lugar ou uma pescada substituindo o bacalhau. 

Economizar dinheiro


Empresas nacionais driblam a crise e conseguem dobrar o faturamento.

Não precisa ser nenhum especialista na área para saber que a economia brasileira não anda muito bem das pernas. A inflação cresce a cada dia, o desemprego então, nem se fala, e as vendas em diversos setores têm despencado. Para termos uma noção, a ONU apresentou uma projeção onde o Brasil irá ter uma retração de 1,5% em seu Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a economia do país diminuirá nessa proporção.

Embora estejamos vivendo um momento desanimador e diversos pequenos e médios empresários não estejam conseguindo manter seu próprio negócio, além de estarem perdendo dinheiro, na contramão podemos ver algumas empresas nacionais se sobressaindo, crescendo e até mesmo dobrando o seu faturamento neste período.

Entre suas estratégias, estão a renegociação de valores com seus fornecedores, diversificação de produtos e investimento em marketing.

Abaixo segue alguns desses setores resilientes, que ainda resistem a crise:

Educação:

Apesar dos cortes dos programas governamentais na área educacional ter impactado negativamente no setor privado do segmento, o mesmo tem mostrado grande flexibilidade em meio a desaceleração, isso segundo a diretora da consultoria Hays.

Tecnologia:

Segundo o site de empregos Catho, foram anunciadas no último mês uma quantia de 10 mil postos de trabalho na área. Os cargos que dispõem de um maior número de vagas é o de Desenvolvedor, Programador, Técnico de Suporte e Analista.

Segundo o site, o salário médio para Gerente de TI é de mais de R$ 7 mil e em média de R$ 17 mil para o cargo de Diretor de Tecnologia da Informação.

De acordo com especialistas, muitos setores têm investido nessa área e assim aumentando o número de contratações neste segmento.

Saúde:

Atualmente o setor de Saúde representa cerca de 10% do PIB Brasileiro e é muito provável que continue atraindo investimentos, até mesmo de estrangeiros, já que no início do ano a entrada deles foi permitida.

FILIPE RIBEIRO DA SILVA


Vários fatores corroboram para que a inflação seja estabilizada apenas em 2017.

A perspectiva para a inflação não é das melhores. Espera-se que só haja uma estabilidade maior para a alta dos preços em 2017. A explicação para o pessimismo decorre de múltipla motivação.

Na política monetária há uma expectativa de que a meta de inflação anunciada pelo governo sirva de guia para a sociedade e para a economia, porém não é o que tem acontecido.

Deveria haver uma sincronia entre a previsão e um ajuste dos produtores, economia, etc. A previsão governamental deveria trazer certa estabilidade.

Infelizmente isso não tem acontecido, pois um dos motivos cruciais para a estabilidade é o fato das pessoas acreditarem nas metas do governo, algo que não tem ocorrido. Para que isso seja possível o Banco Central deve se esforçar para que a inflação fique perto da previsão inicial, um pouco acima ou um pouco abaixo, no máximo.

Acontece que atualmente a inflação está longe da meta por motivos simples. Basicamente, a sucessão de erros do passado tem feito com que as previsões para a inflação não sejam levadas a sério.

Podemos citar como exemplos de erros a frouxa política de juros praticada pelo BC, a situação fiscal do governo (que gasta mais do que arrecada), reajuste excessivo de tarifas (luz, água, combustível), etc.

Tudo isso corrobora com a instabilidade da inflação e, consequentemente, com uma perspectiva mais longa para que o cenário se torne mais estável.

Por esses e outros motivos relacionados à crise e à recessão econômica, o BC faz novas previsões: a inflação deverá se estabilizar apenas no ano de 2017. É uma previsão mais realista se comparado com as últimas previsões. É uma dura previsão, mas realista ao menos.

Com isso, o consumidor poderá ao menos realizar um planejamento orçamentário mais adequado diante do novo cenário de perspectiva de estabilidade. Esperamos que as previsões e ações governamentais estejam mais adequadas e alinhadas com a realidade.

Por André César

Inflação


Rombo previsto é de R$ 60 bilhões para 2015, o que representa 1% do PIB do País.

Após quase três meses desde a redução da meta fiscal, o Governo Federal, juntamente com sua equipe econômica, já estuda analisar novamente a antiga promessa de economizar cerca de 0,15% do PIB que serviria para pagar os juros da dívida pública em 2015. Tal possibilidade surgiu logo após a reunião entre Joaquim Levy (ministro da Fazenda), Nelson Barbosa (ministro do Planejamento) e Jaques Wagner (ministro da Casa Civil). Essa é uma consequência direta do rombo avaliado pelo Governo para 2015: R$ 60 bilhões que representam 1% do nosso PIB.

É importante destacar que em julho de 2015 o Governo Federal diminuiu a então meta fiscal de 1,1% para 0,15% do PIB, sendo que 0,1% seria a parte do Governo Federal e 0,05% seriam dos Estados e municípios. Além disso, é importante destacar que o Governo também havia prometido um abatimento de R$ 26,4 bilhões da meta, sendo que tal montante seria resultado da recuperação de débitos de empresas em atraso além da regularização de ativos no exterior.

Segundo o Governo, o atual rombo de R$ 60 bilhões, que é maior que o previsto anteriormente seria um resultado direto da queda na arrecadação e pelo pagamento de dívidas da administração anterior com as “pedaladas fiscais”.

Também é importante destacar que o Governo Federal agora se empenha em priorizar a meta de um superávit em 2016 de 0,7% do PIB brasileiro. Essa é uma consequência direta do atual momento econômico, haja vista ser quase impossível uma recuperação a ponto de atingir um superávit em 2015.

Portanto, para que seja legal a mudança na meta ou até mesmo ampliar o abatimento aqui citados, é preciso que o Governo Federal altere o projeto de lei que foi encaminhado ao Congresso que estabeleceu uma meta fiscal de 0,15% do PIB. É importante destacar que tal medida ainda não foi analisada pelos parlamentares, ou seja, está parada na Comissão Mista de Orçamento.

Além disso, saiba que em reunião com alguns parlamentares, Joaquim Levy já avisou ao grupo presente que o Governo Federal irá propor uma alteração à proposta orçamentária de 2015. Tal ação por parte do governo deve ocorrer em breve.

Por Bruno Henrique

Dinheiro


Com a crise econômica afetando todos os setores do País, as pessoas estão evitando gastos desnecessários e economizando com roupas, lazer e alimentação.

O brasileiro em 2015 está enfrentando uma inflação com índices exorbitantes, reflexo do aumento das taxas de juros no país e a má gestão, contribuiu para que se ocorressem os aumentos dos preços, atingindo todos os setores da economia. O salário não acompanha os índices de aumento e as pessoas precisam saber poupar e evitar supérfluos, pois há os constantes aumentos e para driblar a inflação é preciso economizar e cortar custos. 

É preciso reinventar, criar condições para enxugar o orçamento e manter as contas em dia, assim as pessoas acabam comprando menos e poupando mais, para que o dinheiro dure até o fim do mês e consigam sobreviver frente à crise. 

A agência Hello Research pesquisou 2.002 pessoas no Brasil em torno de 70 cidades e verificou que elas estão procurando gastar menos e economizar com roupas, lazer e alimentação. Esse indicador mostra que o povo brasileiro está sentindo no bolso, e fazer economia é a melhor saída, pois o salário continua o mesmo, e as contas precisam fechar. 

A pesquisa fez um levantamento por região no país mostrando os índices de diminuição dos gastos. Regiões como norte-sul, centro-oeste, sudeste, nordeste, tiveram respectivamente o percentual de 91%, 91%, 92%, 82%, e 80%. Em setembro a inflação foi em torno do demonstrativo de 9,5%, levando em conta 12 meses, o que revelou a maior alta dos últimos tempos. 

Esse índice da pesquisa revela a crise que o país atravessa e os reflexos se fazem sentir, e para manter a equação: salário x gastos é preciso muitas vezes se sacrificar e as famílias são as que mais sofrem. Apelar para o bom senso é a melhor saída, e o brasileiro é criativo, inovador e perspicaz, e quando se trata de economizar as saídas sempre aparecem. 

O governo precisa viabilizar melhores fórmulas para engrenar o país, sem sacrificar o bolso do trabalhador. 

Por Marisa Torres

Cortando gastos


Novo registro aponta queda no PIB de 2,55% neste ano.

O mercado financeiro ainda está com poucas esperanças de uma alteração na situação econômica para este final de ano, pois existe uma previsão que ocorra um registro de queda no PIB (Produto Interno Bruto) que sairia de 2,44% chegando a 2,55%.

Como já sabemos o PIB é um registro direto da soma dos serviços que são produzidos direto no país mais todos os bens, e a sua retração ficou em uma margem baixa para o ano de 2016, ou seja, indo de 0,5% até 0,6%.

As instituições financeiras estão cientes dessa situação tanto que não pode ser esquecido que a recessão segue junto com a inflação, agora em um valor acima da meta de 4,5%, no caso superior a cifra de 6,5%.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve um ajuste que foi de 9,29% para 9,28% e para o ano de 2016 é provável que essa inflação fique em 5,64%, sendo que na semana passada já tinha ficado em uma projeção de 5,58% (o sexto aumento seguido). O Banco Central do Brasil (Bacen), por exemplo, já elevou a Selic (taxa básica que envolve juros) em sete seguidas vezes e, com isso, o Copom (Comitê de Política Monetária) a manteve em 14,25% ao ano.

Para 2016 a Selic precisa ficar na marca de 12%, pois o valor de 14,25% deve permanecer até o mês de dezembro de 2015 e se sair fora desse registro teremos sérios problemas para as negociações de grande porte, como aquelas que são ligadas direto na Selic, ou seja, envolvendo os títulos públicos que estão no Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Independente das expectativas do Bacen, dos investidores e também demais profissionais do mercado financeiro é preciso uma atenção redobrada para a Selic, pois ela está ligada com a alteração nos preços direto para o consumidor, pois com esses juros tendo uma alta, o crédito fica encarecido e ao mesmo instante a poupança consegue ter um estímulo.

Por um lado temos juros reduzidos e o Copom realizando transações de crédito com valores menores, mas por outro lado temos uma produção com mais incentivo e também consumo, aliviando o controle direto com a inflação, onde até mesmo o dólar pode ficar na marca de R$ 3,80 em 2016.

Por Fernanda de Godoi

Queda do PIB


Com o rebaixamento da nota do Brasil, o dólar disparou e atingiu o valor de R$ 4,35.

Um acontecimento negativo e que trouxe diversos impactos indesejados para a economia brasileira foi o rebaixamento da nota brasileira pela Standard & Poor’s. dentre as principais consequência tivemos a grande alta do dólar que ultrapassou o patamar de R$ 4,00 ao bater R$ 4,35. Portanto, esse é um impacto forte no câmbio e que acaba prejudicando diversos setores de nossa economia.

Vale ressaltar que as consequências do rebaixamento da nota brasileira, o que acabou retirando o selo de bom pagador do Brasil, foram imediatas. Portanto, o Governo Federal logo foi em busca de alternativas para conter a alta do dólar. Uma das primeiras medidas em repostas a alta da moeda norte-americana foi o leilão de US$ 1,5 bilhão de linhas de crédito por parte do Banco Central.

Apesar da medida destacada acima, os impactos do aumento do dólar não cessaram. Para se ter uma ideia, o dólar que é vendido aos turistas, ou seja, aquele que engloba tanto o valor da taxa de câmbio à vista como as taxas e margem de lucro de corretoras, alcançou alta de 3% em relação ao valor da semanada retrasada.

Levando em consideração o valor em espécie, às 11h da quinta-feira, 10 de setembro, o valor do dólar chegou a variar entre R$ 4,05 e R$ 4,10 quando as contas foram feitas com a alíquota de 0,38% do Imposto sobre Operações Financeiras. Porém, o resultado foi ainda maior quando o assunto é o cartão pré-pago, haja vista a tributação de nada menos que 6,38%. Nessa categoria o dólar chegou a variar entre R$ 4,25 e R$ 4,35.

Apesar do grande aumento no valor do dólar, as corretoras também acabaram enfrentando problemas. O grande motivo para isso está relacionado à queda na procura do dólar que soma 30%. Com isso, as corretoras buscam oferecer descontos tanto na cotação, bem como a serviços oferecidos aos clientes.

Por Bruno Henrique

Dólar


Em agosto deste ano o INC registrou 81 pontos, sendo o pior resultado desde 2005. O consumidor brasileiro está perdendo a esperança de que a economia do país possa melhorar a um curto ou médio prazo.

De acordo com a ACSP – Associação Comercial de São Paulo, a confiança do consumidor brasileiro continua baixa e vem batendo recordes negativos. No último mês de agosto o INC – Índice Nacional de Confiança – chegou a registrar apenas 81 pontos, sendo este o pior desempenho desde 2005, ano em que a pesquisa começou a ser realizada e o INC passou a servir de referência.

Só no espaço de 1 ano, o INC teve uma queda de 62 pontos, sendo que quando o Índice está acima de 100 pontos indica que o consumidor está otimista e abaixo de 100 pontos, mostra um consumidor mais pessimista.
Roberto Mateus Ordine, que é presidente da ACSP, explicou que uma das causas desta queda acentuada do índice é justamente o fato do brasileiro se sentir bem mais inseguro atualmente, inclusive aqueles que estão empregados. E outro fator que explica tal queda é que os brasileiros estão perdendo a esperança de que a economia do país possa melhorar a um curto ou médio prazo.

O INC mostra a confiança do consumidor brasileiro e os números baixos é o retrato da desconfiança do cidadão em relação ao atual cenário econômico e de forma especial ao medo de ser demitido. O desemprego continua crescendo, a crise vem forçando as empresas de todos os setores a cortarem gastos e chega uma hora que o corte de gastos em uma empresa chega ao corte de funcionários.

E a tendência é que a confiança do consumidor continue caindo. Para termos uma ideia, em julho o percentual era de 53% e em agosto foi para 57%, mostrando que a desconfiança está se elevando rapidamente. Em agosto do ano passado, este percentual era de apenas 26%.

Outro dado apontado pela pesquisa é que os brasileiros estão cada vez mais pessimistas quando se trata do futuro da economia do país, onde mais de 34% acredita que a situação só tende a piorar e 33% acham que a economia brasileira pode melhorar nos próximos meses. Esta é a primeira vez, desde o início destas pesquisas, que o número de otimistas é menor que os dos pessimistas.

Por Russel

Confiança do consumidor


No 1º semestre deste ano a retirada dos recursos da poupança superou as aplicações em aproximadamente R$ 48,49 bilhões.

A crise econômica tem atingido também a caderneta de poupança. A alta do desemprego, dos tributos, da inflação e o consequente endividamento das famílias, tem feito com que as retiradas da caderneta de poupança aumentem a cada dia.

Somente no primeiro semestre deste ano, a retirada dos recursos da caderneta superou as suas aplicações em aproximadamente R$ 48,49 bilhões, segundo o divulgado pelo Banco Central, no último dia 4.

No mês passado, as retiradas foram R$ 7,5 bilhões mais altas do que os depósitos. O mês foi o oitavo seguido em que se registrou evasão dos recursos da caderneta.

O atraso na antecipação do 13º salário também pode ter sido uma das causas da grande retirada da poupança.

Saldo em recuo:

Com o grande número de retiradas na caderneta de poupança no acumulado do primeiro semestre deste ano, seu saldo sofreu um recuo. No final do ano passado, os recursos totalizavam R$ 622,7 bilhões e no mês de julho caíram para R$ 648 bilhões. No mês de agosto, a queda continuou, e os recursos fecharam o mês em R$ 645 bilhões.

Os motivos:

Dentre os principais motivos que fizeram com que a população retirasse fundos da poupança está a alta de tributos, o que fez com que a renda da população diminuísse. Além disso, limitações em benefícios sociais, como o auxílio-doença, seguro-desemprego, abono salarial e pensão por morte, além da alta no desemprego (8,3%, o maior desde o começo da série histórica, em 2013), fizeram com que o brasileiro tivesse dificuldade em pagar suas contas, recorrendo ao crédito na poupança para tentar honrar seus compromissos.

Baixa rentabilidade:

Para complementar o quadro que favoreceu as retiradas da poupança neste ano, sua rentabilidade não está das melhores. A caderneta tem ficado muito atrás em retorno, frente a outros investimentos, o que incentiva a população a retirar o dinheiro aplicado, em busca de novas alternativas. Dinheiro aplicado na poupança atualmente fica praticamente “parado”, com um rendimento de apenas 6,17% ao ano, mais TR. Bem pouco, se comparado a outros investimentos seguros, como o tesouro direto, cada vez mais popularizado entre os menores investidores.

Os especialistas recomendam que a caderneta pode ser ainda uma boa opção para quem tem pouco dinheiro investido, para quem deseja uma aplicação de curto prazo, ou para quem deseja somente um fundo de reserva econômica para eventuais emergências. Como a poupança não cobra Imposto de Renda, nem tem um tempo mínimo de resgate, ela ainda é muito utilizada pelo seu alto poder de rotatividade.

Nada mais natural do que numa época em que o crédito está cada vez mais difícil, e as reservas econômicas cada dia mais escassas, que o brasileiro abra mão de sua reserva na caderneta, para cumprir com seus compromissos. Resta a esperança de que tempos melhores cheguem e que a poupança volte a ser novamente um “colchão de segurança” para os brasileiros.

Por Patrícia Generoso

Dinheiro da poupança


Taxa de juros atingiu seu maior nível dos últimos 9 anos. Como não houve redução, apenas uma paralisação nas altas, os juros seguem altos, os maiores desde julho de 2006.

Depois de ter 7 altas consecutivas em 2015, o Copom – Comitê de Política Monetária – agora mantém os juros em 14,25% ao ano, o maior nível dos últimos 9 anos!

O Banco Central optou por "frear" as altas em uma reunião que foi realizada na última quarta-feira, dia 2 de setembro. Como não houve redução, apenas uma paralisação nas altas, os juros seguem altos, os maiores desde julho de 2006.

Em setembro de 2014, a taxa básica de juros chegou a 11% ao ano, por isso, nestes últimos meses a taxa Selic teve um avanço de 3,25%. Ao término da reunião do dia 2, o Banco Central informou que, após uma análise do cenário macroeconômico, juntamente com as perspectivas para a inflação no país e até do balanço de riscos, por unanimidade o BC iria optar por manter a taxa Selic neste patamar.

Para o Copom, é importante deixar a taxa em 14,25% ao ano por um período mais prolongado, para conseguir combater a inflação, trazendo-a novamente para o controle do Governo até o final do próximo ano.
De acordo com os dados divulgados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil está atravessando uma "recessão técnica" e, por isso, já se esperava a manutenção dos juros, sem avanço, mas também sem recuo.

No último mês de julho o Banco Central chegou a anunciar a necessidade da manutenção da taxa básica de juros em 14,25% ao ano, por isso os economistas não esperavam um outro resultado para o fim desta reunião.
A intenção do BC é conseguir controlar o crédito e também o consumo, o que possibilitaria o controle da inflação. Só que existem os contras, por exemplo, deixando o crédito mais caro, os juros elevados vão prejudicar a atividade econômica e o país precisa crescer e gerar novos empregos.

O Banco Central já admite que a inflação vai ultrapassar o teto de 6,5%, podendo chegar, de acordo com as mais recentes previsões, a 9% em 2015.

Agora a entidade quer fazer com que o IPCA chegue a 4,5% até o final do ano que vem, sendo que para este ano a previsão é que o IPCA acumule uma alta de 9,56%.

Por Russel

Taxa de juros


A queda registrada no 1º semestre deste ano foi de 1,8% no consumo das famílias brasileiras.

O consumo familiar continua caindo frente à crise que continua assolando o País. Os números apontam que para o consumo familiar o semestre foi o pior dos últimos 14 anos.

O fechamento do primeiro semestre de 2015 apontou uma queda de 1,8% no consumo das famílias brasileiras que estão fazendo de tudo para cortar gastos. Desde 2001 que este indicador não tem um resultado tão ruim assim, pois nesta época a queda chegou a 2%.

E são vários os motivos que estão fazendo com que o consumo familiar caia, entre eles os altos juros, a disparada da inflação e o péssimo cenário para o mercado de trabalho que continua demitindo.

As pessoas físicas tiveram um crescimento quanto ao crédito nominal de 4,7% em se tratando de operações de crédito, apontando uma queda e que teve ainda a inflação para fazer com que as famílias passassem a consumir menos.

Com a aceleração contínua da inflação, o IPCA já cresceu 8,5% só no segundo trimestre deste ano, sendo que no segundo trimestre de 2014 o crescimento foi de 6,4%. A Selic também aumentou e o crédito não vem acompanhando o crescimento, em termos reais.

Há alguns anos atrás, o crescimento da economia foi impulsionado pelo consumo das famílias brasileiras, bem diferente do quadro que temos hoje. Em 2010, quando o Brasil se recuperava da crise global, o primeiro semestre teve uma alta acumulada que chegou a 6,6% e o PIB subiu 7,6%.

O futuro a curto e médio prazo não é nada animador, pois para este final de ano a expectativa é que haja uma piora no ritmo de consumo, já que o mercado de trabalho continuará demitido e a inflação segue sem controle por parte do Governo.

Analistas do mercado já chegam a citar mais de 1 milhão de postos de trabalhos formais perdidos e os próximos trimestres trarão dados negativos.

O consumo familiar continuará em queda, porque as famílias brasileiras estão se vendo obrigadas a economizar ao máximo, pois os produtos nas prateleiras estão cada vez mais caros, sem contar as tarifas de luz e água que estão subindo e com isso sobra menos dinheiro para as compras do dia a dia.

Por Russel

Dinheiro


Segundo a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, o Brasil ainda enfrentará muitas dificuldades em 2016, mas a situação tende a melhorar.

Uma notícia nada animadora para os brasileiros que tinham esperança de que a crise econômica que o País enfrenta iria chegar ao fim nos próximos meses. É que a presidente Dilma anunciou que o Brasil ainda vai enfrentar muitas dificuldades no próximo ano, mas ela está confiante que a situação vai melhorar, porém, vai demorar bem mais do que se esperava.

Na última terça-feira (25), Dilma Rousseff falou por duas vezes sobre a crise econômica no País e acabou fazendo comentários diferentes sobre o mesmo assunto. Primeiro, foi no Palácio do Planalto, durante uma entrevista, quando os jornalistas quiseram saber da presidente se ela já imaginava que o PT estava ligado ao escândalo da Petrobras e ela disse que não imaginava. A presidente ainda comentou que ficou surpresa com os fatos e que lamentava profundamente o ocorrido.

Só que para estes jornalistas, Dilma disse que não tinha noção do tamanho da crise e só depois de sua reeleição é que ela veio a ter total conhecimento do tamanho do problema que tinha pela frente.
Poucas horas depois, em entrevista para duas rádios do interior do estado de São Paulo, Dilma entrou em contradição, ao dizer que o Governo tinha plena consciência da crise e que já estava tomando todas as medidas. Ao final desta entrevista, Dilma se mostrou confiante quanto ao futuro do País, disse que a situação vai melhorar, só que o Brasil ainda enfrentará muitas dificuldades em 2016.

A presidente disse que em 2016, a situação não será boa, mas o país já estará caminhando para sair da crise e então será mais fácil do que está sendo agora.

Aécio Neves, do PSDB-MG, não perdeu tempo em criticar a presidente, acusando-a de mentir durante a campanha presidencial, pois todos já sabiam da crise que estava instalada no País e vários foram os alertas apontando para a situação econômica que estava se complicando cada vez mais. Aécio disse ainda que a Dilma deveria ser humilde o suficiente para pedir desculpas ao povo brasileiro.

Brigas à parte, o brasileiro terá que esperar bem mais do que imaginava, para ver a inflação sob controle, o País gerando novos empregos e a economia dando os seus primeiros sinais de que está finalmente saindo do fundo do poço.

Por Russel

Brasil


Índice teve queda em julho, registrando a marca de 0,62%, mas em relação aos últimos 12 meses a marca ficou em 9,56%.

Uma das notícias que foi divulgada nos últimos dias foi a desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou na marca de 0,62% no mês de julho de 2015.

Ao passo que ocorreu esse tipo de desaceleração temos ainda uma marca de 9,56% acumulada nos últimos 12 meses e no mês de junho esse registro ficou em 8,89%, conforme informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quais foram os motivos desse tipo de aumento?

Um dos pontos levantados é que a tarifa de energia tem uma grande influência, principalmente pelo fato de ter ficado mais cara e ao mesmo tempo também temos a pressão que é voltada para o Banco Central do Brasil (Bacen) para tentar realizar uma mudança nesse tipo de situação. No caso da conta de energia elétrica o aumento foi de 4,17% e as tarifas de água e esgoto ficaram no valor de 2,44%.

O dólar também é outro fator que tem certo peso nos preços, tanto que quando vemos um IPCA registrado em 0,62% é algo preocupante, pois a última alta foi de 0,91% registrada no ano de 2004.

A pesquisa ainda aponta os seguintes dados, onde podemos destacar que:

  • O grupo da Habitação ficou em 1,52% nesse último mês, o qual era acima de 0,86% do mês de junho;
  • O grupo da Alimentação e Bebidas aumentou 0,65%, ou seja, uma variação de caráter positivo em torno de 0,63% com relação ao mês de junho.
  • O IBGE ainda registrou uma alteração no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) que em julho ficou em 0,58%, enquanto que em Junho a marca foi de 0,77%. Para o ano passado essa marca era de 7,42% em 12 meses, no qual já  alcançou a marca de 9,81%.

Entre tudo isso uma coisa é certa, o governo precisa tomar o mais rápido possível uma decisão para que essa situação não continue ainda repercutindo direto na vida da população brasileira de uma forma negativa e com isso traga grande prejuízo para a vida de todos.

Por Fernanda de Godoi

Inflação


Em julho a inflação caiu para 0,62%, mas no acumulado dos últimos 12 meses registra 9,56%.

O País está passando por uma fase muito complicada com relação a problemas políticos e econômicos, tanto que foi feito um levantamento e constatado que a inflação caiu para 0,62% no mês de julho, mas há um registro de uma acumulação de 9,56% nos últimos 12 meses.

Para entender melhor essa situação, primeiramente precisamos saber que a inflação é medida oficialmente através do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ou seja, trata-se da análise das despesas das famílias que possuem uma renda de até 40 salários mínimos (chegando até a cifra de R$ 31.520, com base no salário mínimo de R$ 788,00 estipulado a partir de 01/01/2015). Depois disso, é divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o valor apresentado excede o valor estipulado pelo Bacen (Banco Centra do Brasil), onde o teto da meta da inflação deveria ficar em 6,5%.

Comparando tudo isso, ainda temos a informação que a última vez que o IPCA registrou um índice desse porte foi no mês de novembro de 2003 no valor de 11,02%, fora que também nesse mesmo ano a inflação ficou em 6,85%.

Agora em 2015 a inflação subiu para 6,83% e não existem boas notícias para o fechamento deste ano, pois com o alto aumento dos preços dos alimentos, é bem provável que o IPCA feche o ano em 9,25%.

Podemos ver a manifestação dessa alta em vários tipos de serviços, como:

  • Energia Elétrica que está 4,17% mais cara e em locais como as cidades de Curitiba e São Paulo teve um aumento de 11%;
  • Água e esgoto com aumento médio de 2,44%;
  • Despesas com habitação indo de 0,86% para 1,52%;
  • Artigos de limpeza com um aumento de 0,65%;
  • Aluguel residencial que teve um aumento na casa de 0,49%;
  • Condomínios que ficaram 0,49% mais caros;
  • Alimentos alcançaram preços no valor de 0,65% mais altos.

A coordenadora de Índices de Preço do IBGE, Eulina Nunes dos Santos vê nessa situação mudanças nos hábitos alimentares da população que estão optando por mais comidas feitas em casa do que ir se alimentar em restaurantes, além de demais serviços.

Por Fernanda de Godoi

Inflação


O principal fator para o grande superávit na balança comercial foi a baixa nas importações no mês de julho.

Em meio ao atual cenário econômico brasileiro a balança comercial favorável tem se tornado uma exceção quando o assunto são resultados positivos. O mês de julho, por exemplo, conseguiu alcançar o patamar de maior superávit para o referido mês em três anos. Com isso, as exportações conseguiram superar em nada menos que US$ 2,37 bilhões as importações. Esse é um dado oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

É importante destacar que a balança comercial favorável vem se recuperando de forma bastante positiva depois de péssimos resultados no início de 2015. A dobradinha de janeiro e fevereiro de 2015, por exemplo, registrou déficits de US$ 3,17 bilhões e US$ 2,84 bilhões, respectivamente.

Um dos principais motivos para o superávit na balança comercial favorável de julho foi a baixa nas importações. Vale destacar que julho de 2015 conseguiu registrar US$ 16,14 bilhões de compras no exterior, ou seja, US$ 702 milhões por dia útil. Esse valor registrou uma queda de 24,8% quando comparado ao mesmo período em 2014.

Além disso, saiba que esses US$ 702 milhões a cada dia útil em julho é algo bastante próximo dos US$ 700 milhões em maio de 2015. É importante destacar que o valor em maio foi o menor para todo e qualquer mês desde o ano de 2010.

Apesar do resultado positivo em julho, o que significou vendas ao exterior no valor de US$ 18,52 bilhões, esse resultado sofreu um recuo de 19,5% em relação a julho de 2014. Os principais índices que refletiram este recuo em relação ao mesmo período em 2014 foram: produtos básicos, manufaturados e semimanufaturados.

O grande resultado é de fato quando comparamos o acumulado de 2015. Os sete primeiros meses de 2015 conseguiram registrar um superávit de US$ 4,56 bilhões na balança comercial favorável. É algo bastante superior ao déficit de US$ 952 milhões no mesmo período em 2014.

Outro destaque bastante interessante é que o superávit acumulado de janeiro a julho de 2015 é nada menos que o maior para este período desde 2012. Na ocasião o superávit foi de US$ 9,92 bilhões.

Por Bruno Henrique

Balança comercial


Com a crise econômica, os consumidores estão mais cautelosos e não estão buscando mais crédito.

Com a crise econômica que assola o Brasil, o consumidor tem se mostrado cada vez menos interessado em adquirir crédito e, enquanto isso, a taxa de famílias brasileiras que se encontram endividadas subiu para 62,4%. Quem não se endividou "ainda", está evitando entrar nesta difícil situação, porque os juros estão cada vez mais altos e a situação econômica do país não tende a melhorar tão cedo.

Em maior, o porcentual de famílias brasileiras que estão endividadas, seja com cartão de crédito, cheque especial ou até mesmo com cheque pré-datado já ultrapassou os 60% e especialistas dizem que este número tende a aumentar neste segundo semestre.

O PEIC – Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, que foi divulgada pela CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, deixou isso claro, que é muito grande o número de famílias endividadas, inclusive com empréstimos pessoais, prestação do carro, carnês de loja, entre outras dívidas e isso está afastando as pessoas de buscarem crédito.

Uma outra pesquisa, esta feita pelo Boa Vista SCPC, apontou que no segundo trimestre deste ano, a busca por crédito caiu 1,2% e em 12 meses a queda chega a 10,2%. É uma queda recorde, desde que o indicador foi criado, há 5 anos atrás.

Em tempos de crises e, principalmente, de incerteza quanto ao futuro econômico do país, o consumidor brasileiro tem se mostrado muito mais cauteloso.

E outro fator que tem contribuído muito para a queda na busca por crédito, é a alta das taxas de juros, um mal considerado necessário pelo Governo.

E tem ainda, um outro fator que faz com que o consumidor pense melhor antes de buscar por crédito, que é a insegurança no mercado de trabalho. O número de trabalhadores demitidos continua aumentando e quem ainda tem o seu emprego sabe que é melhor não fazer novas dívidas agora, pois o melhor a ser feito é aguardar um pouco mais para ver se a situação melhora ou ao menos, dê sinal de que vai melhorar.

E, por fim, números que tornam o cenário ainda mais assustador: o porcentual de famílias brasileiras que estão assumindo não terem condições de pagar suas contas está aumentando e isso, somando aos fatores anteriores, faz com que a busca por crédito caia ainda mais nos próximos meses.

Por Russel

Famílias endividadas


O Governo descartava a projeção de redução de 2% na economia brasileira, contando com a melhora no cenário econômico no 3º trimestre deste ano, porém, a expectativa mais otimista é de que a economia mantenha-se estável até o final de setembro.

O Governo Federal já mudou a sua projeção oficial para a economia deste ano e agora considera a retração de cerca de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Mas em uma previsão mais pessimista a crença é de que o PIB baterá 2% de queda até o final deste ano.

Na última quarta-feira (dia 15) a Receita Federal anunciou que houve uma queda real de 2,87% na arrecadação da união no primeiro semestre de 2015. A queda vem como resultado direto da redução do nível de atividade no país. Alguns assessores da presidência ainda afirmaram que a desaceleração da economia pode piorar ainda mais nos próximos meses, pois a crise anda cada vez pior com as últimas descobertas da CPI que investiga operação lava jato, que agora estão voltadas para o ambiente político.

A equipe responsável pela economia no país teme que aconteça uma paralisação das votações mais importantes no congresso, por conta da CPI da lava jato. Isso teria um forte impacto negativo na economia do país, e retardaria ainda mais a recuperação econômica do país.

Até pouco tempo atrás o governo descartava completamente a projeção de redução de 2% na economia brasileira, contando com a melhora no cenário econômico no terceiro trimestre deste ano, agora a expectativa mais otimista é de que a economia mantenha-se estável até o final de setembro.

Claudenir Malaquias, que trabalha na Receita Federal como chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, afirmou que a realidade é bem pior do que os indicadores do governo apontam, pois há uma junção de vários resultados negativos, que juntos acrescentam força à crise econômica do país.

Além das projeções negativas, a baixa arrecadação durante o ano torna praticamente impossível, sem novas intervenções para geração de receita, a missão do governo de cumprir a meta do superávit primário de 1,1% do PIB, o que equivale em valores reais R$ 66,3 bilhões. Até o mês de maio o governo havia cumprido apenas 12% dessa meta. Agora ou o governo consegue outras formas de gerar renda para cumprir a sua meta para o ano de 2015, ou revê a meta e diminui os valores.

É um cenário de incertezas para todos os brasileiros. A época é de recessão e qualquer medida de defesa é bem-vinda. Investimentos arriscados ou ousados devem ser analisados com cuidado pelo brasileiro para evitar perdas.

Por Patrícia Generoso

Economia


Economia brasileira sofreu retração no 1º trimestre e destaque ficou para os investimentos em produção.

A retração na economia brasileira no primeiro trimestre já foi anunciada e o principal destaque negativo foram os investimentos em produção. Com isso, o segmento em questão registrou nada menos que a sua sétima queda consecutiva. Portanto, os economistas avaliam que o atual cenário econômico de estagnação é resultado direito da queda de investimentos.

Um dos principais motivos para a sétima queda consecutiva nos investimentos são as incertezas da economia brasileira, haja vista o ajuste fiscal, bem como o atual cenário político de conflito entre legislativo e executivo.  Além disso, outro grande destaque contribui para a fragilidade dos investimentos são as investigações do esquema de corrupção na Petrobras, pois com a operação Lava Jato em andamento vários contratos foram paralisados entre a Petrobras e as grande empreiteiras do país.

Vale ressaltar que as denúncias envolvendo a Petrobras estão trazendo mais consequências negativas para a nossa economia que até mesmo o ajuste fiscal promovido por Dilma Rousseff e sua equipe econômica. É importante destacar que os negócios da Petrobras representam nada menos que cerca de 2% do PIB brasileiro. Já os negócios das empreiteiras representam 3%, portanto, os contratos entre ambos cancelados trazem diversas consequências a nossa economia, dentre eles a queda nos investimentos.

Os economistas também destacam que os investimentos são uma das principais bases da economia brasileira. Por isso, essa queda excessiva vem trazendo tantos problemas e representando a estagnação de nossa economia, antes consequência do baixo consumo. Caso não saiba, todo que é investido com objetivo de produzir acaba entrando para a Formação Bruta de Capital Fixo, FBCF.

A taxa de investimentos do Brasil em relação ao PIB começou a ganhar força em 2006, com pico em 2010. Em tal período, os investimentos chegaram a um aumento de 29%. No entanto, o período de euforia logo acabou e os números voltaram a cair. São nada menos que sete trimestres de queda seguidas entre 2013 e 2015.

Por Bruno Henrique

Economia

Foto: Divulgação


Valor da dívida pública chegou a R$ 2,451 trilhões. O aumento está relacionado com a apropriação dos juros, ou seja, os juros agora também fazem parte da dívida, o que faz com que ela seja maior.

A dívida pública, aquela que registra as dívidas interna e externa do governo federal, teve uma grande alta este ano. Em apenas um mês (de março para abril) teve aumento de 0,42%, o valor chegou a R$ 2,451 trilhões, contra os R$ 2,441 trilhões do final do mês anterior. Os dados foram informados pela secretaria do Tesouro Nacional.

Como a dívida pública é dividida em duas áreas é necessário o entendimento do ocorrido nessas áreas: Segundo o governo, o aumento da dívida está relacionado com a apropriação dos juros, ou seja, os juros agora também fazem parte da dívida, o que faz com que a dívida seja maior. Já a dívida externa sofreu uma redução de 5,64%, devido a uma valorização do Real entre as moedas que compõem o estoque da dívida. Ainda segundo o governo, o aumento da dívida só não foi maior por causa dessa pequena valorização do Real.

Ainda de acordo com o Tesouro Nacional, a dívida pode chegar ao máximo de R$ 2,6 trilhões até o final deste ano. R$ 305 bilhões acima do fechamento de 2014. Para amenizar o crescimento da dívida, o governo prevê o uso de R$ 147,1 bilhões dos recursos do orçamento, para pagar os vencimentos deste ano.

Vale lembrar que o orçamento para o ano de 2015 foi votado em março, com quase três meses de atraso e o contingenciamento do orçamento no último dia 21/05, com um corte de quase R$ 70 bilhões, que afetaram os mais diferentes setores da economia. Se o governo deseja utilizar os recursos do orçamento para pagar os vencimentos da dívida pública deste ano e o orçamento está curto, somos levados  aos seguintes questionamentos: as contas dos cofres públicos fecharão no ano de 2015? Qual será o valor realmente abatido dessa dívida até o final do ano? Qual será o futuro da nossa economia?

Por Patrícia Generoso

Dívida pública


Em um mundo cheio de desigualdades, não é novidade que os ricos estão ficando cada vez mais ricos. Este dado foi constatado pela Revista Forbes a qual elege os figurões mais abastados do planeta. Na lista desta conceituada revista, o número de brasileiros com uma fortuna avaliada em pelo menos US$ 1 bilhão diminuiu, isto não acontecia desde o ano 2008.

Antes, figuravam 65 conterrâneos no ranking, atualmente, este número baixou para 54. Esta diferença foi registrada em apenas um ano. 

A "culpa" da escassez de brasileiros ricos na lista da Forbes é também culpa da economia desacelerada e da incerteza quanto ao futuro. Além da desconfiança pairando sobre a situação econômica do país, há ainda a corrupção que tem chamado a atenção à nível mundial e da diminuição dos preços dos commodities no país.

A este mix de elementos soma-se a alta do dólar perante o real. Todos estes fatores influenciaram para que o número de brasileiros no ranking diminuisse.

Algo que é extrinseco a economia, porém, colaborou para que a participação dos empresários do país encolhesse foi a morte de dois bilionários: Moisas Safra e Antônio Ermirio de Moraes.

O brasiliero mais rico, segundo a Forbes, é Jorge Paulo Lemann. Ele possui US$ 25 bilhões e está ocupando a 25º posição na lista. No topo da lista, mais uma vez, está Bill Gates, possuindo US$ 79,2 bilhões. A fortuna do dono da Microsoft cresceu em US$ 3,2 bilhões em um ano.

Mesmo com a desvalorização do Euro e com a crise do petrôleo, o ranking aumentou em 290 novos ricos (destes, 71 são chineses), passando para 1.826 bilhonários no total. Saíram dela 138 pessoas entre 2014 e 2015.

Nesta lista, destacou-se Mark Zuckerberg, ele alcançou o 16° posto, ficando no grupo dos 20 mais ricos do mundo, liderando o time dos jovens bilionários e servindo de inspiração para muitas pessoas ao redor do planeta. Outro jovem que aparece na lista é o cofundador do App Snapchat, Evan Spiegel, de apenas 24 anos.

Por Melina Menezes


Início de ano é sempre difícil, pois além das contas que chegam nesta época, como o IPVA, IPTU, material escolar, tem ainda os gastos do final de ano que ficam quase sempre para serem pagos neste período.

O brasileiro até já se acostumou a todo início de ano, ficar um pouco mais “apertado” financeiramente, pois sabe que os gastos são muitos. O que ninguém esperava é que 2015 fosse um ano tão difícil, economicamente falando.

Se até o final de 2014 a única preocupação maior dos brasileiros era com a crise hídrica, foi só o novo ano começar para as pessoas verem que teriam muito mais que se preocupar. O aumento no preço dos alimentos, combustível, roupas, móveis, imóveis, medicamentos, mão de obra, serviços em geral, aliado ao crescente desemprego e à falta de perspectiva para novas contrações, seja nas indústrias, comércio ou prestação de serviço, fez com que muitos brasileiros se desesperassem e imediatamente, tiveram que conter o consumo.

E as histórias são as mais diversas: pais que mudaram os filhos para escolas mais baratas, uso do transporte público para ir trabalhar deixando o carro na garagem, cancelamento de viagem para o exterior e até viagens para dentro do Brasil, além de compras de eletrodomésticos e eletrônicos que iam ser feitas, mas que foram canceladas, pelo menos temporariamente, até que a situação econômica do país se estabilize.

A previsão não é das melhores para 2015. O dólar foi às alturas e a tendência é de que continue subindo.
As tarifas de água e luz tiveram aumentos e terão novos ainda este ano. Os combustíveis também saltaram de preço e espera-se novo aumento no decorrer dos próximos meses.

Já não basta poupar água e luz, o brasileiro está contendo o consumo de um modo geral. O comércio teve queda nas vendas assim como o setor de prestação de serviços. O desaquecimento na economia, a alta na inflação e o temor de novas surpresas desagradáveis está fazendo com que os brasileiros contenham o consumo ao máximo, para que consigam atravessar o ano sem fazer novas dívidas, pois o futuro nunca foi tão incerto e a situação econômica é bastante obscura.

O melhor agora é consumir o mínimo, economizar ao máximo e estar preparado para novas notícias, sejam elas boas ou não.

Por Russel

Conten??o de consumo


É cada vez maior o número de brasileiros que não conseguem manter suas contas em dia, e o atual momento econômico do país tem contribuído bastante para este fato.

De acordo com informações do Banco Central (BC), hoje no Brasil 45,88% da renda anual das famílias está comprometida para a quitação de suas dívidas. Deste percentual, 11% da população possui débitos em atrasados com o cheque especial e cerca de 39% dos consumidores têm dívidas com o crédito rotativo do cartão de crédito.

Estas dívidas em atraso, tanto com o cheque especial quanto no cartão de crédito, acabam se tornando verdadeiras bolas de neve, pois os juros praticados pelos bancos e administradoras de cartões de crédito são extremamente elevados e os consumidores não conseguem se livrar destes débitos facilmente.

No mês de novembro 2014, o Serviço de Proteção ao Crédito – SPC registrou uma elevação nos índices de inadimplência entre os consumidores. Esta alta representa um percentual 3,37% maior que em novembro de 2013.

Atualmente, são 55 milhões de consumidores brasileiros que estão com contas em atraso, segundo fontes do SPC Brasil.

Para a economista chefe da entidade, as causas que mais contribuem para o avanço da inadimplência no Brasil estão ligadas à alta na taxa de juros, a alta da inflação, o fraco desempenho econômico que assola o país e a falta de confiança da população na economia.

E um dos fatores que podem contribuir para a diminuição das taxas de inadimplência em médio prazo é, exatamente, a falta de confiança que os consumidores estão sentindo em relação à economia hoje, pois, desta forma, a população está reduzindo seus gastos e têm optado por não fazerem parcelamentos de longo prazo, devido a este cenário de insegurança gerado pela economia.

Em uma pesquisa realizada com 2 mil pessoas pelo Boston Consulting Group – BCG, que foi baseada em dados do último Censo realizado pelo IBGE, percebe-se que, além da desconfiança com a economia, os consumidores estão mais dispostos a quitarem suas dívidas e que pretendem diminuir suas despesas em 2015, pois, mesmo com o aumento salarial que acontecerá a partir de janeiro desse ano, estes entrevistados creem que o valor dos seus salários não terá a mesma capacidade de aquisição de antes.

A pesquisa do BCG mostrou também que os entrevistados estão com uma consciência maior sobre a importância de se economizar neste momento, tanto para se prevenirem contra crises econômicas ainda maiores que as enfrentadas atualmente, quanto para fugirem das altas taxas de juros dos financiamentos e dos crediários.

Esta mudança na conduta dos consumidores já foi sentida no comércio neste final de ano com relação às compras de natal, onde o nível das vendas foi o menor registrado dos últimos 11 anos.

Por André F.C.

Foto: divulgação


Em meio a grande incerteza que será o ano de 2015, haja vista o sobe e desce dos candidatos à Presidência da República, o mercado financeiro brasileiro tem passado por muitas mudanças e dúvidas. Por isso, é muito importante se manter atento na hora de aplicar o seu dinheiro. A Bolsa de Valores de São Paulo, BM&FBovespa, teve um grande destaque em 27 de agosto, pois a mesma chegou aos 61 mil pontos, algo inédito desde janeiro de 2013. Em contrapartida o dólar caiu 0,82% passando para R$ 2,24.

Apesar da grande disparada da Bolsa de Valores de São Paulo os analistas financeiros acreditam que este é um momento de reflexão e muita calma quanto aos investimentos. A grande preocupação é justamente quanto à incerteza do cenário econômico brasileiro nos próximos meses e no próximo ano. O consultor da Corretora DX Investimentos, Ivens Filhos, explicou que essa onda de otimismo pode acabar rápido ou durar muito e essa incógnita é a grande barreira. Vale ressaltar que nos últimos meses a bolsa vem reagindo de forma positiva quando a candidata do PT a reeleição, Dilma Rousseff, tem resultados negativos.

O consultor ainda fez o seguinte comentário: “Esse não é um bom cenário para investir, principalmente para quem não tem experiência. As ações da Petrobras, por exemplo, chegaram a oscilar 7% de um dia para outro”. O principal objetivo do comentário é alertar justamente aqueles que não têm experiência no mercado financeiro e se encontram afobados com esse grande otimismo após a Bolsa de Valores de São Paulo chegar a 61 mil pontos. Ele ainda completou: “Começar a operar na Bolsa em momento de alta não é aconselhável. Pelo contrário, é hora de retirar o dinheiro”.

Apesar das várias incertezas no cenário econômico brasileiro parece que apostar nos papéis de renda fixa é uma opção muito boa. Isso é resultado da taxa básica de juros (Selic) de 11% ao ano nesta área de investimentos. Além disso, outra vantagem muito interessante é que neste tipo de negócio o investidor poderá saber de forma antecipada quanto irá receber. “Até outubro, a volatilidade será muito alta no mercado. Por isso, operações conservadoras são mais aconselháveis, principalmente se há pouco dinheiro envolvido. O ideal é aplicar em títulos de alguma forma atrelados à Selic, mesmo que a tendência da taxa de juros seja de queda (já que a inflação tem cedido)”, explicou René Garcia, que é ex-diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Por Bruno Henrique

Investimentos

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Nesta última quarta-feira, o Banco Central anunciou o aumento da taxa básica de juros, a Taxa Selic, que passa de 10% para 10,50%. Embora sendo considerada uma das maiores taxas de juros no mundo, é possível ganhar dinheiro com este cenário. O aumento na taxa de juros permite que investimentos em fundos fixos e  DI se tornem vantajosos para aqueles que querem ganhar dinheiro com o movimento dos mercados e suas aplicações.

Os mais rentáveis em longo prazo seria a compra de Títulos do Tesouro Nacional, cuja compra se caracteriza como sendo um empréstimo ao governo, com as taxas definidas e valores fixos proporcionarão a garantia de lucro ao final do período. Segundo os analistas financeiros o mais viável é dissolver seus investimentos em várias modalidades, tais como: fundos fixos, DI, Títulos do Tesouro, Poupança e Ouro.

De acordo com os especialistas em Economia, para aqueles que desejam investir seu dinheiro, há duas modalidades que são: os títulos pré-fixos e os pós-fixos. Nos títulos pré-fixos o lucro é calculado referente ao valor da taxa básica de juros no momento da compra, mas é um investimento que corre o risco de ganhar menos, porém, gera menos incerteza devido ao seu valor já estar estabelecido pela taxa de juros no momento do investimento, ou seja, no momento da aplicação você já sabe o seu rendimento. Em relação aos títulos pós-fixos é um investimento mais interessante e de maior risco, devido ao mesmo acompanhar os movimentos do mercado e das variações da taxa básica de juros, corre-se o risco de ganhar mais ou perder investimentos em momentos de queda de juros.

De acordo com as projeções econômicas, as taxas de juros tendem a subir, pois a Taxa Selic também é utilizada para conter as altas de preços e serviços no mercado, garantindo assim um controle maior da inflação.

 Por Claudemir Pereira

Ganhar dinheiro

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Como investir no tesouro direto?

O Tesouro Direto vendeu em outubro R$ 251,6 milhões em títulos, valor 14,3% superior ao de setembro de 2012. No mês, 4.135 novos participantes se cadastraram na modalidade de investimento de títulos garantidos pelo governo federal e com custos baixos de operação.

O número total de investidores cadastrados ao fim do mês de outubro atingiu 321.667, o que representa incremento de 20,2% nos últimos doze meses. Destaca-se a participação de pequenos investidores. As vendas de título até R$ 5 mil representaram 63,3% do volume aplicado em outubro. O valor médio por operação no mês foi de R$ 13.264.

Os títulos públicos são emitidos pelo governo federal com o objetivo de arrecadar recursos e, em troca, o investidor recebe sua aplicação com adicional, que varia de acordo com taxas de juros, índices de inflação, câmbio ou uma taxa fixa, definida na hora da compra.

Como investir no Tesouro Direto

A compra e venda de títulos públicos pode ser feita pelo próprio investidor ou por um agente autorizado, banco ou corretora. As operações podem ser feitas pela internet, no site do Tesouro ou no site de instituição financeira que tenha seu site integrado ao site do programa.

Em 2012, o Tesouro Direto anunciou medidas para atrair mais investidores. O valor mínimo por aplicação em compras agendadas, que antes era de R$ 100, baixou para R$ 30. Já para as compras não agendadas, o valor mínimo para compra caiu de 20% para 10% do valor total do título. Além disso, o teto mensal de compras por pessoa física subiu de R$ 400 mil para R$ 1 milhão.

Outro incentivo é a redução da taxa de negociação da BMamp;FBovespa. A partir da terceira compra realizada pelo agendamento prévio, a porcentagem cai de 0,10% para 0,05%, e caso o cliente opte pelo reinvestimento de seus rendimentos, será isentado desta taxa de negociação.

Quem não quiser se preocupar em gerenciar as operações poderá autorizar bancos e corretoras a efetuar compras e vendas dos títulos públicos. O site do Tesouro disponibiliza informações sobre esses agentes.

O retorno do investimento dependerá do tipo de título escolhido. Existem títulos prefixados, nos quais o investidor sabe exatamente quanto vai receber na data de vencimento do título já no momento da compra. Esse tipo é adequado para investimentos de médio prazo.

Há também títulos pós-fixados, com a rentabilidade vinculada a um indexador. Essa indexação pode ser à taxa básica de juros, a Selic, ecomendada para investimento de curto e médio prazo. Já os títulos indexados ao IPCA, inflação oficial, são recomendados para investimento de médio longo prazo, como aposentadoria, compra da casa própria ou educação dos filhos.

Confira aqui o quanto cada título rende.

Uma vez comprados, o investidor pode aguardar o vencimento do papel (data predeterminada para resgate do título), quando os recursos são depositados em conta. Os títulos podem ser resgatados sempre que necessário, antes do vencimento, pelo seu valor de mercado, uma vez que o Tesouro Nacional garante a recompra de seu título todas as quartas-feiras.

As taxas de administração e de custódia são baixas mínimo de 0,3% ao ano sobre o valor do título e o Imposto de Renda só é cobrado no momento da venda ou vencimento do título, para títulos pós-fixados.

Conheça os títulos

Entre os títulos prefixados estão as Letras do Tesouro Nacional (LTN), cujo rendimento é recebido no vencimento; e as Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), com rendimento recebido ao longo do investimento, por meio de cupons semestrais de juros, e na data de vencimento, o que possibilita aumento de liquidez e oportunidade de reinvestimento.

Entre os pós-fixados, estão as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), cuja rentabilidade está atrelada à taxa Selic; as Notas do Tesouro Nacional série B Principal (NTN-B – Principal), atreladas ao IPCA; e as NTN-B, também indexadas ao IPCA, mas com pagamentos de juros semestrais ao investidor.

Balanço

Em outubro, destacou-se a demanda por títulos indexados ao IPCA, cuja participação nas vendas atingiu 77,3%, maior valor desde o início da série. Os títulos prefixados ficaram em segundo lugar entre os mais vendidos, com participação de 17,5% do total das vendas. Os títulos indexados à taxa Selic apresentaram participação de 5,2% nas vendas no mês.

As vendas de títulos com prazo entre 1 e 5 anos representaram 29,4% do total, e os títulos com prazo acima de 5 anos corresponderam a 70,6% do total, maior valor desde o início da série, reafirmando o papel do Tesouro Direto como opção de poupança de médio e longo prazo.

O estoque total do Tesouro Direto, que representa os títulos públicos em poder dos investidores, é de R$ 9,2 bilhões (incremento de 2,7% sobre o mês anterior e de 32,8% sobre outubro de 2011). Para consultar o Balanço do Tesouro Direto em sua versão completa acesse aqui.


Salário Mínimo é muito baixo para os brasileiros.

O valor do salário mínimo brasileiro mal dá para o trabalhador se manter e sustentar a sua família e, para comprovar isso, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sociorconômicos (Dieese) fez uma pesquisa que constatou que o valor do salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 2.617,33, ou seja, 4,21 vezes maior do que o valor do salário mínimo atual, que é de R$ 622,00.

Este valor foi estimado baseando-se na constituição brasileira, no preceito de que o salário mínimo deva ser suficeinte para suprir os gastos do trabalhador e de sua família com alimentaçção, moradia, educação, saúde, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência social.

No ano passado o valor estimado para o salário mínimo era de R$2.329,94, ou seja, 4,28 vezes maior do que o piso vigente na época, que era de R$545.

De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o trabalhador precisatrabalhar, em média, 95 horas e um minuto para conseguir comprar produtos alimentícios essenciais presentes na cesta básica. No ano passado esta jornada era de 94 horas e quatro minutos.

O Dieese apontou ainda que o trabalhador brasileiro comprometeu, no mês de outubro deste ano, 46,95% do seu salário com a compra de produtos da cesta básica. No ano passado este percentual foi de 46,48%, para a compra dos mesmos produtos.


Depois de cinco meses seguidos de crescimento, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) registrou queda de 0,52%, em setembro, na comparação com agosto. Essa foi a maior retração registrada pelo índice desde outubro de 2011 (queda de 0,58%).

Em relação a setembro de 2011, houve crescimento de 0,44%, de acordo com o índice sem ajustes para o período, considerado o mais adequado para esse tipo de comparação. No ano, o IBC-Br cresceu 1,2% e em 12 meses, 1,14% (sem ajustes).

No terceiro trimestre, comparado ao segundo, houve crescimento de 1,15%, de acordo com o índice dessazonalizado. Já na comparação, sem ajustes, do terceiro trimestre deste ano ante igual período de 2011, a expansão chegou a 1,84%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar e antecipar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível da atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.

O acompanhamento do indicador é considerado importante pelo Banco Central para que haja maior compreensão da atividade econômica. Esse acompanhamento também contribui para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa básica de juros, a Selic. O Copom iniciou em agosto do ano passado processo de redução da Selic, como forma de estimular a economia que enfrenta efeitos da crise econômica internacional. Atualmente, a Selic está em 7,25% ao ano. A expectativa do mercado financeiro é que não haja mais cortes na taxa neste ano e em 2013.

O governo também tem adotado outras medidas de estímulo, como a redução do custo da energia, concessões de rodovias e ferrovias, aumento no limite de contratação de operação de crédito para estados, entre outras.

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia este ano é 1,54%. Em setembro, o BC revisou a projeção de expansão da economia em 2012 de 2,5% para 1,6%.


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) afirmou que as previsões para o clima em 2013 favorecem uma boa safra para o próximo ano. Segundo Silvio Porto, diretor da Conab, há indicação de chuvas dentro do normal para os meses vindouros, o que garantiria uma boa produtividade de grãos no Brasil. A estimativa da entidade é de que no ano que vem o país bata um novo recorde de produção com uma colheita de 181,55 milhões de toneladas.

De acordo com as previsões climáticas da Conab, a região Nordeste pode enfrentar novamente irregularidade de chuvas. Isso se daria pela influência climática do fenômeno La Niña. Isso deve dificultar que se recupere as perdas deste ano, provocadas pela prolongada estiagem. A perspectiva da Conab é de que haja um aumento de no máximo 19,8% na produção de grãos dessa região, mesmo com o clima dificultando o crescimento das plantações. Isso colocaria a região com uma produção de 14,8 milhões de toneladas, com um aumento de produtividade de cerca de 17%.

Na região Sul, também afetada pela estiagem, deve haver um aumento de 20,6% na safra. A produção estimada é de 69,7 milhões de toneladas de grãos. O Estado do Rio Grande do Sul deverá ter o crescimento mais expressivo de produção, com 34,1% de aumento. O que deve recuperar a quebra na safra passada, que foi de 27,5%.

O Centro-Oeste deve ter um aumento de 2% na safra, alcançando uma produção total de 72,5 milhões de toneladas, isso mantém a região na liderança da produção de grãos no Brasil.

Fonte: Hoje em Dia

Por Matheus Camargo


De acordo com os dado apresentados pelo Boletim Regional Econômico do Banco Central, BC, a região Sudeste teve um crescimento de 2,3% entre junho e agosto deste ano. Com esse patamar de crescimento a região foi a que obteve o melhor resultado no período.

No trimestre anterior, a região Sudeste teve um crescimento de cerca de 1,8%. De acordo com os dados do relatório do BC seguiu-se no ranking de crescimento do Produto Interno Bruto por região atrás do Sudeste, o Norte com 1,8 por cento. Depois vem as regiões Centro-Oeste, com 1,7 por cento e a região Nordeste com 1,6 por cento. O Sul foi o que menos cresceu com uma taxa de 1,5 por cento no período.

O boletim foi apresentado durante o primeiro Encontro Pernambucano de Economia, ocorrido nesta quita-feira, dia 8 de novembro na cidade de Recife, capital do estado. Um dos destaques do documento é para a região Nordeste que teve um bom crescimento puxado pelos estados de Pernambuco, Ceará e Bahia.

A região teve a economia aquecida , segundo o BC, em virtude de um aumento da massa salarial com os programas de redistribuição de renda do Governo Federal.

Por Matheus Camargo


Entre junho e agosto de 2012 a economia do Nordeste apresentou um crescimento de 1,6%. ,

O Produto Interno Bruto, PIB, do Ceará, Pernambuco e Bahia lideraram o crescimento. A expansão do mercado interno tem impulsionado o movimento, como no resto do país.

 As informações são do Banco Central em seu Boletim Regional Econômico, divulgado nesta quinta-feira, dia 8 de novembro.

O documento afirma que essa trajetória é ratificada pela evolução dos recentes de indicadores das atividades varejista e industrial. Isso tem favorecido maior dinamismo dos mercados de trabalho. O documento salienta também que houve impacto positivo dos programas de transferência de renda do governo federal, como por exemplo, o Bolsa Família.

O Boletim do Índice de Atividade Econômica Regional da Região Nordeste aponta um crescimento no segundo trimestre também. Dessa forma, a região conseguiu um bom resultado ficando à frente do Sul do país, que observou um crescimento de 1,2 por cento neste mesmo período.

A maior taxa de crescimento regional informada pelo relatório do Banco Central está com a região Sudeste que obteve um crescimento superior a dois por cento no período.

Por Matheus Camargo


Guido Mantega, ministro da Fazenda, disse nessa terça-feira, dia 6 de novembro, que as contas do Governo farão parcialmente a dedução dos investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para se aproximar da meta de superávit fiscal de 2012. A ideia seria deduzir parcialmente os gastos com o PAC para fazer as contas do Governo atingirem a meta de superávit de 2012, que é de R$ 139,8 bilhões.

Segundo ele, o Ministério da Fazenda tem autorização da Presidência da República para deduzir até R$ 45 bilhões em investimento para cumprir a meta do superávit. A situação das contas do Governo para cumprir a meta de economizar cerca de 3,1% do PIB em 2012 ficou prejudicada pela redução de receita com impostos esse ano. Os principais motivos para a redução de receitas desse ano são o fraco desempenho da economia (que deve crescer por volta de 1,5%) e o grande montante de desonerações fiscais anunciadas pelo Governo no início do ano como medida para enfrentar a crise econômica mundial.

Mantega disse ainda que não pretendia utilizar todo o dinheiro autorizado para fazer a dedução com investimentos, porém, a situação de arrecadação do Governo deve obrigar a realizar essa medida. Mantega lembrou ainda que o Governo Federal perdeu em arrecadação esse ano o valor de R$ 45 bilhões.

Fonte: O Estado de São Paulo

Por Matheus Camargo


De acordo com uma pesquisa de mercado realizada pela consultoria Rizzo Franchise, o setor de saúde e beleza foi o que teve mais franquias abertas no ano de 2012.

O ramo de atividades e produtos de saúde e beleza correspondeu por cerca de 14,3% de todas as novas franquias abertas no ano de 2012. Segundo a consultoria, o resultado positivo do aumento de franquias na área tem haver com o aumento do crédito no Brasil e também com a melhoria da média de renda dos brasileiros.

Ainda segundo a pesquisa da consultoria, até agosto de 2012 foram abertas cerca de 1.724 unidades de lojas de saúde e beleza.

A Rizzo afirma ainda que as franquias brasileiras devem gerar cerca de 110 mil novas vagas de empregos na época do Natal.

De acordo com o ranking feito pela consultoria, as franquias de saúde, beleza e alimentação ficaram em primeiro lugar no número de novas franquias abertas, representando um total de 14,3%. Estes setores são seguidos de perto pelas franquias de alimentação especializada, com um total de 13,5%. Já as franquias do setor de Vestuário possuem apenas 11,1% de participação.

Por Matheus Camargo


A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico,  OCDE, publicou pesquisa nesta última terça feira, 30 de outubro, onde mostra que a inflação do ano de 2012 apresentou uma aceleração em 34 países.

No mês de setembro, de acordo com a pesquisa,  a inflação ficou em 2,2% mais alta em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com o mês de agosto o índice subiu cerca de 0,4%. Segundo a organização a aceleração no índice de inflação foi puxado pela alta dos preços de energia elétrica que tiveram um aumento anual até setembro de 2012 de 5,1 %.

Ainda de acordo com a pesquisa, os preços dos alimentos apresentaram uma desaceleração ficando 2,1% mais caros em setembro. No Brasil os índices inflacionários não têm seguido essa tendência. O setor de alimentos vem puxando de maneira constante nos últimos meses o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) medido pelo IBGE.

Excluindo o grupo de produtos que mais subiram o núcleo da inflação medida pela OCDE a taxa desacelerou em 6% no mês de setembro em relação a agosto. A inflação é medida em 34 países que fazem parte do bloco econômico.

Por Matheus Camargo


Economista avalia que o mercado brasileiro tem carência de pesquisas para saber se há a formação de uma bolha imobiliária. A avaliação é de Eduardo Zylberstajn, economista da Fipezap, que pesquisa preço dos imóveis nos principais centros do Brasil. De acordo com ele, os estudos de bolha imobiliária exigem dados de longo tempo e projeções futuros para grandes prazos. Para ele, o Brasil possuiu uma carência desse tipo de estatísticas.

Zylberstajn fez as declarações no dia 29 de outubro, segunda-feira, durante o congresso da Cityscape Latin America. Ele afirma ainda que não há razões para crer que no longo prazo os preços dos imóveis continuem constantemente a subir.

Segundo o economista, a capacidade de pagamento de modelos para as famílias esta seguindo um patamar estável durante os seis últimos anos. Ainda segundo o economista, apesar da forte alta de preços do mercado e imobiliário brasileiro, nos últimos anos isso ocorreu como contrapartida do expressivo aumento do crédito imobiliário no país com os programas do Governo Federal para habitação popular como o “Minha Casa, Minha Vida”.  Dessa forma, se espera que o mercado e imobiliário alcance um patamar de preços sustentável no Brasil.

Por Matheus Camargo


O Banco Central do Brasil sinalizou na quinta-feira, dia 18 de outubro, que o ciclo de redução da taxa de juros Selic, referência para os juros cobrados no mercado interno, teria chegado ao fim.

Na última reunião do Copom, Conselho de Política Monetária do BC, decidiu-se com divergência pela redução da taxa Selic pela décima vez seguida, o que fez que ela atingisse um mínimo histórico de 7,25%. A decisão deixou o comitê dividido em 3 contra e 5 a favor de reduzir as taxas em 25 pontos.

Menores taxas de juros têm sido uma das principais prioridades da presidente Dilma Rousseff. Ela tem insistido em trazer de volta as taxas de crescimento expressivo para o Brasil e considera o barateamento dos juros no país uma questão chave para fazer isso.

Os mais recentes dados econômicos mostram que a enxurrada de medidas de estímulo do Governo Federal tem tido um efeito limitado no crescimento do PIB entre janeiro e setembro desse ano. As medidas de incentivos fiscais no montante de bilhões de reais em empréstimos mais baratos oferecidos pelos bancos públicos, não surtiram o feito esperado e o PIB de 2012 deve ficar abaixo das previsões iniciais do governo.

Fonte: Reuters

Por Matheus Camargo


O Banco Central emitiu hoje, dia 19 de outubro, uma publicação em que decreta intervenção no Banco BVA S.A. Segundo o BC, o BVA descumpriu as normas brasileiras para as atividades bancárias e financeiras, além de apresentar um grave quadro de sua situação econômica. Na decisão, informa-se que os bens dos controladores e proprietários do BVA estão, a partir de agora, bloqueados.

O Banco BVA S.A. é uma agência financeira que se especializou no fornecimento de linhas de crédito para empresas de pequeno e médio porte. Sua sede fica localizada na cidade do Rio de Janeiro. Sendo uma instituição pequena conta com aproximadamente 2.000 correntistas entre pessoas físicas e jurídicas. O banco representa cerca de 0,17% dos ativos do sistema financeiro brasileiro e possui uma participação de 0,24% dos valores em depósitos bancários no país.

Segundo declarou o BC, o BVA não irá passar pelo Regime de Administração Especial Temporária, quando o Banco Central administra as operações de uma instituição financeira durante a intervenção com a manutenção de suas atividades aos clientes. A intervenção no BVA será para apurar a situação da instituição, que está com suas atividades paralisadas. Após a intervenção, pode-se seguir a decretação de sua liquidação e falência ou o retorno as atividades normais da instituição.

Fonte: O Estado de São Paulo

Por Matheus Camargo


De acordo com a ata da última reunião do Copom, publicada no dia 17 de outubro, o Banco Central prevê que o governo não conseguirá cumprir a meta de arrecadação fiscal no ano de 2012. Segundo o documento, o BC já absorveu os custos do não cumprimento do que é chamado de “meta cheia” da arrecadação.

Segundo a ata do Copom, o cumprimento da meta fiscal e a realização do superávit primário das contas do governo são importantes para a contenção da inflação no país. A razão seria que os gastos públicos exercem pressão sobre o mercado interno, o que acarretaria uma subida dos preços. Com isso, o BC se antecipa ao Governo Federal em seu anúncio oficial da equipe de economia.

Dessa foram, o BC deixou o governo sem margem para escolher o melhor momento para afirmar publicamente a necessidade de ajuste para o cumprimento da meta de superávit das contas públicas.

Os principais fatores que exerceram pressão para o não cumprimento da meta de superávit fiscal sem ajustes foram o aumento das desonerações fiscais realizadas pelo Governo Federal (com o objetivo de impulsionar a economia brasileira no meio da tormenta da crise financeira mundial) e a queda na arrecadação desse ano (propiciada pelo fraco desempenho do PIB até o terceiro trimestre de 2012).

Fonte: O Estado de São Paulo

Por Matheus Camargo


Pequim anunciou ontem à noite, dia 17 de outubro, que o crescimento do Produto Interno Bruto chinês caiu para 7,4% no acumulado de 2012. A queda do crescimento chinês é um resultado positivo, pois afastam as expectativas do mercado de que a manutenção da alta taxa de crescimento do país pudesse ser insustentável.

Segundo Wen Jiabao, primeiro ministro do país, o crescimento chinês deve ficar dentro do previsto para 2012, com uma taxa de 7,5%. Isso é um bom resultado após quase uma década de crescimento em taxas superiores a 10% ao ano. O vigoroso crescimento do país fez com que a China se tornasse a maior economia do mundo e com expectativas de se tornar a primeira economia superando os Estados Unidos daqui uma ou duas décadas.

As bolsas de valores orientais refletiram o resultado positivo do cumprimento da meta de crescimento da China e mantiveram uma média de alta de 0,7%, puxadas pelas ações das empresas de energia elétrica e construção civil.

Analistas afirmam que o cumprimento da meta de crescimento da China é muito positivo. Isso revela que o país consegue fazer frente a maré da crise econômica internacional, com uma taxa estável sem oscilações imprevistas.

Por Matheus Camargo


A Refinaria de Petróleo de Manguinhos, a única não controlada pela Petrobras no país, pediu para que a Bolsa de Valores de São Paulo interrompesse as negociações de suas ações nessa segunda-feira. O motivo, segundo a empresa, é que o governo do Rio de Janeiro anunciou que irá entregar com ação para pedir a expropriação das terras da refinaria para a construção de um programa habitacional público.

O motivo da interrupção do comércio de ações da empresa foi justificado por ela para obter informações mais detalhadas sobre o plano do governo carioca. A refinaria de Manguinho foi responsável pelo processamento de 3,5 milhões de barris de petróleo no último ano. Segundo os dados de produção da empresa.

As operações de Manguinho, no entanto, vêm sofrendo com a política de preço de combustíveis levada pela Petrobras. Isso se deve ao fato de que a Petrobras vende os combustíveis no mercado interno a um preço inferior ao do mercado internacional.

Como a Refinaria de Manguinhos não possui ativos de produção de petróleo, ela é obrigada a pagar os preços internacionais do produto e não consegue fazer-se competitiva frente à Petrobras.

O governo do Rio disse que a expropriação do terreno da empresa deve custar 170 milhões de reais e outros 200 milhões devem ser gastos para a limpeza de matéria tóxica no local.

Por Matheus Camargo


Decisões do BCE decepcionaram investidores

A tão esperada reunião do Banco Central Europeu ocorreu hoje (02/08), mas não trouxe muitas mudanças como era esperado pelos investidores e outros mercados.

A principal taxa de juros foi mantida em 0,75%, sendo necessário aguardar para ser feita uma avaliação se a economia e a inflação da zona do euro desaceleram ainda mais, antes de ser decidido um novo corte nos custos de empréstimo.

A inflação ficou estável, permanecendo em 2,4% em julho.

O BCE também manteve a taxa de juros sobre depósitos em 0%, para continuar encorajando os bancos a emprestar de um dia para o outro a outros bancos, sendo que eles recebem uma taxa mais alta, em torno de 0,1%.

A taxa de empréstimos também permaneceu em 1,50%.

Depois das decisões anunciadas, o euro subiu contra o dólar para 1,2285 dólar comparado a 1,2264 dólar de antes, já as ações europeias reduziram os ganhos.


Fed não oferecerá novos estímulos na economia

Controlando a expectativa de todos, o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) informou nesta quarta-feira (1º/08) que não oferecerá novos estímulos monetários na economia. A recuperação está sendo lenta até o momento, mas a decisão foi de deixar a taxa de juros inalterada, ou seja, entre zero e 0,25%.

Com isso, o objetivo é de sustentar a recuperação econômica dos Estados Unidos e manter a inflação controlada. O Fed deverá manter os juros baixos até meados de 2014.

A autoridade monetária afirmou, ainda, que irá acompanhar a evolução da economia de perto, oferecendo acomodação adicional caso seja necessário, visando promover uma forte recuperação econômica e uma melhora das condições do mercado de trabalho, em relação à estabilidade de preços.

Segundo membros do Fed, a taxa de desemprego (que está em 8,2%) diminuirá lentamente, e os problemas nos mercados financeiros globais ainda representam riscos para as perspectivas econômicas.


Queda da confiança dos empresários na economia do Brasil

A confiança dos empresários brasileiros na economia do país apresentou queda neste mês de julho. É o que revelou o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) divulgado nesta quarta-feira (18/07) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

O Icei registrou queda de 2,8 pontos comparado a junho, ficando em 53,3 pontos neste mês. O Icei varia de 0 a 100 pontos e os valores obtidos acima de 50 indicam confiança.

Os empresários dos setores de material plástico, madeira, borracha, máquinas e equipamentos e veículos automotores foram os que registraram o menor índice de confiança. Já, os maiores índices foram verificados nas indústrias de construção (55,2 pontos) e extrativa (57,1 pontos).

A expectativa dos empresários para os próximos 6 meses também registrou queda na comparação entre junho e julho deste ano. No mês passado o índice registrou 60,6 pontos, e neste mês, 58.

A expectativa para a economia também caiu, ficando em 53,2 pontos em julho, com queda de  2,8 pontos.

O Icei foi analisado entre os dias 2 e 13 deste mês, contando com 2.383 empresas analisadas.


Os gastos com acampamentos de carnaval devem movimentar cerca de R$ 500 milhões neste ano de 2012. O motivo desse valor é a alta procura por esse tipo de atividade entre jovens e adolescentes. Segundo dados fornecidos pelo portal CREIO, cerca de 1/3 dos jovens religiosos irão aproveitar a semana de folia para participar de acampamentos da igreja.

Esse valor calculado pelo CREIO é referente não só aos gastos diretos como os indiretos (como o aluguel de sítios, ônibus, além da contratação de serviços temporários).

A previsão de especialistas no assunto é que cerca de 5 milhões de pessoas aproveitem o período para confraternizarem com outras congregações.

Assim como outras datas grandiosas no país, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o carnaval também é considerado como um dos períodos mais favoráveis para a geração de empregos, negócios e renda.

De acordo com dados divulgados pela Sedeis (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro), espera-se que esse ano o carnaval movimente mais de US$ 628 milhões somente no estado do Rio de Janeiro.

Vale lembrar que os retiros não entram na contagem do governo, o que faz com que esse valor seja ainda maior.

Por Joyce Silva


A consultoria Frost & Sullivan divulgou um estudo que apontou um crescimento no mercado de Tecnologia da Informação no Brasil. Segundo os dados da consultoria, esse setor movimentou mais de US$ 11 bilhões no ano passado, isso representou um aumento anual de 11,5%, o país já representa 50% de todo o mercado de TI da América Latina.

A previsão é que em 2012 o faturamento dessas empresas ultrapasse os US$ 12,9 bilhões, o que representaria um crescimento de mais de 9%.

Uma das explicações da empresa para essa crescente participação do Brasil no mercado de TI é a preocupação cada vez maior de empresas com a segurança de seus sistemas, não é à toa que as instituições que oferecem serviços financeiros representam mais de 20% do total da receita vinda desse setor, em segundo lugar aparecem empresas de Ti & Telecom, acompanhadas por empresas de Manufatura e Indústria.

A importância do setor na economia brasileira ficou evidente com a participação maciça de empresas em um dos eventos mais conhecidos do setor no país, a Ciab Febraban, que já está com os stands praticamente esgotados. Em sua 22ª edição, estão previstos que o número de participantes de 2012 supere o registrado no ano passado.

Por Joyce Silva


Já nesse primeiro mês de 2012 a pesquisa realizada mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) chamada de Índice de Confiança do Consumidor mostrou que os brasileiros estão 3% menos confiantes na economia brasileira se comparado a dezembro do ano passado.

Em dezembro de 2011 o índice era de 119,6 pontos e agora caiu para 116 pontos.

A pesquisa mostra que o poder de compra dos brasileiros diminuiu nesse mês de janeiro, apenas 15,9% dos entrevistados afirmaram que pretendem comprar algum bem durável nos próximos seis meses, enquanto que em dezembro cerca de 19,5% pretendiam.

De acordo com a pesquisa da FGV, a quantidade de consumidores que avaliam a economia como boa caiu de 27,1% para 24,4%, o aumento foi daqueles que responderam que a economia está ruim, de 17% em dezembro para 18,4% nesse mês.

A queda da confiança se deu pela redução dos subíndices da Situação Atual (que teve um decréscimo de 2,3%) e das Expectativas (que caíram 3,4%). Tais resultados provam que os brasileiros não estão contentes com o aumento do custo de vida e que pretendem comprar menos coisas do que no ano passado.

Fonte: Fundação Getulio Vargas

Por Jéssica Posenato


Segundo dados divulgados pelo Sebrae, as micro e pequenas empresas de São Paulo devem fechar o ano de 2011 com um aumento de faturamento real da ordem de 3,5% em relação ao ano passado.

Se comparado com o mesmo período do ano anterior, o desempenho foi relativamente baixo. Estes índices já indicam algumas desacelerações que a economia nacional pode registrar em 2012. Já é previsto que os empresários, como um todo, terão uma redução nas vendas e no faturamento de suas empresas.

Para não ser pego de surpresa, o empresário deve estar preparado para momentos de baixas vendas, o que requer uma revisão no planejamento para manter a saúde financeira da empresa.

Luis Lobrigatti, consultor do Sebrae-SP, indica que um ótimo passo é começar o ano sem dívidas, evitando assim comprometer o caixa da empresa.

Outra dica dada por Lobrigatti é que os empresários procurem analisar se é possível reduzir custos. Um bom cálculo é reservar 80% do lucro da empresa para o pagamento de dívidas e poupar o restante para futuros investimentos ou situações de emergências.

Por último, o consultor orienta os empresários a estarem sempre bem informados e atualizados. Para isso, a realização de cursos para atualização profissional e para melhorar a gestão do seu negócio é essencial.

Por Natali Alencar


A atenção do consumidor deve ser redobrada no atual momento, pois com o início da desaceleração econômica os preços de muitos produtos passaram a sofrer variação, mesmo que ínfimas e oscilantes. Dados expressos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) assinalam que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) variou para 0,83% em 15 de abril, 0,06% inferior ao índice constatado no último levantamento.

De acordo com a FGV, somente o grupo Alimentação pressionou o IPC-S para baixo ao passar de 1,50% para 1,10%. Dos 21 componentes analisados, 13 registraram baixas em suas taxas, ficando a hortaliças e legumes o mais severo arrefecimento, de 8,86% para 5,53%. O índice das frutas, logo em seguida, decresceu de 0,56% positivo para 1,02% negativo, enquanto em pescados frescos a variação deixou 4,49% para abraçar 4,77%.

O único grupo a manter o mesmo índice do levantamento anterior para o mais recente foi Habitação, com taxa de 0,35%.

Os demais grupos, por outro lado, registraram acelerações em suas taxas de variação. O destaque ficou por conta de Transportes, que subiu de 1,49% para 1,71%. Em Despesas Diversas o índice cresceu de 0,16% para 0,34%, enquanto Educação, Leitura & Recreação delineou progresso de 0,34% para 0,48%. Saúde e Cuidados Pessoais, com avanço de 0,73% para 0,81%, e Vestuário, de 1,03% para 1,08%, completam a lista.

Por Luiz Felipe T. Erdei


Um ditado deve ser salientado sempre que possível por economistas: “Há males que vêm para o bem”. Entre 2008 e 2009, o Brasil e o mundo sofreram com a crise financeira mundial, a mesma que aumentou os índices de desemprego em muitos países e que estancou algumas nações em patamares negativos de desenvolvimento.

Sempre que o colapso desse biênio for citado, invariavelmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe econômica serão citados. O governo fez o possível para conter os principais efeitos da crise com várias medidas estimulantes, entre elas isenções de impostos. Obviamente, não houve somente acertos, mas isso é outra história.

Boas constatações foram possíveis nos últimos meses. As classes sociais menos favorecidas financeiramente puxaram o Brasil a um patamar de crescimento de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O maior poder de renda, a ampla inserção no mercado de trabalho e a confiança são pontos que merecem destaque.

De acordo com o levantamento ‘Mudanças no Mercado Brasileiro 2011’ desenvolvido pela Nielson, o aumento do consumo do país em 2010 adveio em maior gênero e grau das classes C2, D e E. Acompanha esse progresso por elas o interesse por novos serviços e produtos de custos mais elevados.

A Nielsen assoalha que a base da pirâmide social transita mais vezes em pontos de venda, tanto que representa 65% de todo o incremento do consumo no ano passado. A tendência é que, aos poucos, as classes D e E participem ainda mais dessa alta, possivelmente até 2012.

Uma das medidas do novo governo deve ser incentivar o consumo consciente, e não brecá-lo totalmente. Basta crer que a confiança dos consumidores possa manter o Brasil num patamar de elevado crescimento, algo que beneficia a atual e as futuras gerações.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Associação Paulista de Supermercados


O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) enunciado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou variação de 0,82% em 15 de fevereiro, ante índice de 1,16% calculado no último levantamento. A entidade assinala que das sete classes de despesas sondadas, cinco contraíram baixa em suas taxas.

O grupo Alimentação, que no transcorrer de 2010 chegou a altas espantosas, foi o grande destaque no atual levantamento ao decrescer de 1,15% para 0,55%. Nesta categoria, o índice de hortaliças e legumes caiu de 11,22% para 8,39%, assim como frutas, de 0,17% para -1,59%, e carnes bovinas, de -1,85% para -2,70%.

Acompanhando a Alimentação, o grupo Educação, Leitura & Recreação registrou baixa de 2,92% para 1,95%, seguido, portanto, pela categoria Transportes, que arrefeceu para 2,21%, contra 2,80% de antes.

Vestuário e Saúde & Cuidados Pessoais registraram abrandamento respectivo de -0,06% para -0,47 e de 0,39% para 0,32%. Diferentemente desses, os grupos Habitação e Despesas Diversas sentiram alta nos índices de variação. O primeiro passou de 0,39% para 0,46% e o segundo, de 1,41% para 1,48%.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: FGV


O Banco Central (BC) divulgou dados referentes ao Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que mostram crescimento de 7,81% da atividade econômica do país no ano passado

No fim de 2010, as informações do BC assinalam que a atividade econômica permaneceu praticamente estável. Em dezembro, o banco ressalta que o IBC-Br saltou 0,07% sobre novembro, para 140,6 pontos. Em outubro, a pontuação foi de 140,05.

Na comparação de dezembro do ano passado sobre o período igual de 2009, o IBC-Br apresentou avanço de 4,07%. A Agência Brasil assinala que o índice em questão é uma das ferramentas de exame sobre o progresso da atividade econômica, bem como um dos elementos utilizados pelo banco para a definição da Selic, a taxa básica de juros da economia.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Agência Brasil


Dados expressos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) assinalam variação de 1,03% do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) em fevereiro, 0,54 ponto percentual acima do índice de 0,49% registrado no mês passado.

A FGV aponta alta de 1,16% na variação do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) no mês, contra 0,35% de janeiro. Os dados referentes a Bens Finais avançaram de -0,35% no mês passado para -0,19% de agora. Os produtos in natura, segundo a fundação, apresentaram ascensão de -3,65% para 0,29%.

A taxa referente ao grupo Bens Intermediários variou para 0,87% em fevereiro, ante índice de 0,62% de janeiro. Neste caso, quatro dos cinco subgrupos examinados contabilizaram incremento em seus percentuais, com destaque para materiais e componentes à manufatura, uma vez que o índice deste pulou de 0,75% para 0,94%. A FGV assoalha que Matérias-Primas Brutas registraram expansão de 3,10% no período atual, 2,27% acima do índice abalizado em janeiro (0,83%).

O Índice de Preços ao Consumidor variou 0,92% em fevereiro, ante 0,90% do mês passado. Das sete classes de despesas calculadas, cinco representaram alta no mês, com ênfase liderada pelo grupo Transportes, o qual concretizou salto de 1,07% para 2,45%.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: FGV


Uma das satisfações da grande maioria dos brasileiros é percorrer corredores de supermercados em busca de alimentos, bebidas, apetrechos para festas, promoções nos setores de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, além de informática, entre outros. Ir para o lar com o carro lotado é o grande sonho, mas nem todos assim podem.

Com a ascensão da classe média, a mesma que já adquire bens duráveis e serviços antes não visitados, deixou para trás os produtos mais básicos, corriqueiros, para apostar em mercadorias incrementadas. O número de empregos criados e o acesso ao crédito durante 2010 são algumas das justificativas para essa disposição.

O aumento das carnes brecou consideravelmente a intenção de consumo do item, obrigando os consumidores a recorrerem a frangos. Em meio a esse cenário, as vendas reais do segmento supermercadista avançaram 4,2% em 2010 sobre 2009. Apenas no mês de dezembro, a alta no confronto anual abraçou índice de 3,16%.

Segundo Sussumu Honda, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), apesar dos números positivos o crescimento ficou abaixo das perspectivas. A elevação dos preços, principalmente das commodities, exerceu influência sobre os dados. Além dessa constatação, o brasileiro comprometeu sua renda por causa da ampla oferta de crédito no mercado.

O Índice de Vendas da Abras abarcou, em dezembro do ano passado, expansão de 34,71% em comparação ao mês imediatamente anterior e 9,25% no confronto com o mesmo período de 2009. No acumulado de 2010 outra alta, de 9,46%.

Apesar de emitir bons sinais para 2011, Sussumu prevê que o aumento do preço das commodities no contexto global e a oferta de crédito devem influenciar os próximos resultados, mesmo com a renda e aumento dos postos de trabalho em evidência.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Abras


Dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicaram que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou variação de 0,63% no segundo decêndio de janeiro (dos dias 11 a 20), contra 0,75% do resultado registrado no mesmo período de dezembro.

O Índice de Preços ao Produto Amplo (IPA) variou 0,60% no segundo período de dez dias deste mês. No mesmo intervalo de dezembro, por outro lado, o índice contabilizado chegou a 0,77%.

De acordo com a instituição, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ilustrou aceleração de 0,81% no segundo decêndio de dezembro para 0,85% no mesmo período de janeiro. Das sete séries verificadas, quatro contraíram avanços em seus custos, com ênfase ao grupo Educação, Leitura & Recreação, de 0,36% para 1,54%, assim como Transportes, para 1,24%, contra 0,51% de antes.

Somam-se a esses dois grupos as acelerações constatadas em Despesas Diversas, de 0,33% para 0,72%, e Saúde & Cuidados Pessoais, de 0,49% para 0,51%. Por outro lado, Alimentação, Habitação e Vestuário desaceleraram para 1,33%, 0,23% e 0,59%, respectivamente.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), a FGV constatou percentual de 0,33% entre os dias 11 e 20 de janeiro, contra 0,51% do segundo decêndio de dezembro. Materiais, Equipamentos & Serviços e Mão de Obra cresceram para 0,34% e 0,94%, respectivamente, contra índices anteriores de 0,11% e 0,43%, também respectivamente.

Por Luiz Felipe T. Erdei


O início do ano costuma deixar a maioria dos brasileiros com o orçamento apertado. Além dos gastos típicos de final de ano com presentes, produtos para a ceia de natal e viagens, coincide com o período de matrículas, compra de material escolar e pagamento de impostos como o IPVA e IPTU, deixando o contribuinte em uma situação financeira delicada.

Por isso, é recomendado um planejamento financeiro durante todo o ano para que se tenha uma reserva neste período de gastos extras.

A realização de um orçamento financeiro pode fazer a diferença. Especialistas recomendam a anotação diária de todos os gastos realizados, assim se tem um melhor controle de todas as despesas, havendo a possibilidade de se verificar o que pode ser economizado.

Economizando um pouco na conta de luz e telefone, evitar compras a prazo e tentar poupar 10% de seu salário também ajudará a ter uma boa reserva financeira no final do ano.

Por Selma Isis

Fonte: Cleston Alexandre dos Santos, coordenador do curso de contabilidade do Grupo Educacional Uninter


Começo de ano é sempre uma correria para os pais em busca de encontrar melhores opções e preços de materiais escolares para seus filhos. Algumas dicas podem ajudar neste processo. Muitas vezes o reaproveitamento de materiais do ano passado, como dicionários, gramáticas, lápis e borrachas que estiverem em boas condições, é uma alternativa.

Também deixar para comprar o material quando estiver iniciando a aulas é uma boa opção, já que os preços podem estar mais em conta. Há também feiras que oferecem trocas de livros antigos ou a preços baixos. Pesquisar na internet antes de sair às compras, também pode ser mais prático. Até mesmo elas podem ser feitas online, se os preços estiverem mais baixos, e você poderá economizar com o deslocamento, estacionamento, etc.

Ir às compras sozinho e pesquisar lojas com descontos também pode ser um alívio para o bolso.

Por Monique Mota


O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acelerou no mês de novembro e chegou a registrar 0,83% de alta. Em outubro, o índice só chegou a 0,75%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o maior índice registrado desde abril de 2005, onde a alta foi de 0,87%.

Em comparação com o mês de novembro do ano passado, onde a inflação registrou alta de 0,41%, o IPCA acumulou alta de 5,63%. Isso significa que o índice ficou acima do centro da meta (4,5%) no período de um ano. Desde janeiro desse ano, a inflação somou 5,25%.

Fonte: Folha de S. Paulo

Por Luana Costa


O Brasil tem procurado aumentar sua lista de atividades mundo afora, principalmente no que se refere a atuação de empresas nacionais. Outra situação passível de análise é a probabilidade de aumento do desempenho do segmento aéreo com o mesmo setor situado na União Europeia, e vice-versa.

As intenções bilaterais não cessam. Pelo menos é o que Lee Myung-bak, presidente da Coreia do Sul, pediu a Luiz Inácio Lula da Silva, líder brasileiro. Sua intenção é estabelecer robustecimento nas relações entre as duas partes no intuito de estimular as atividades da economia.

Segundo Myung-bak em reportagem veiculada pelo portal de notícias G1, a nação brasileira é a maior parceira comercial da nação sul-coreana entre os países situados no continente sul-americano. Nos dias atuais, siderúrgicas e montadoras de veículos automotores provenientes da Coreia desenvolvem projetos de ampla escala.

Por Luiz Felipe T. Erdei


Dados mensurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contabilizaram queda de 0,2% na produção da indústria em todo o país entre agosto e setembro deste ano, já com ajuste sazonal. Nove dos 14 locais estudados escrituraram arrefecimento, com destaque para o Rio Grande do Sul (-2,3%) devido à interrupção de atividades na produção de álcool e refino de petróleo.

No confronto de setembro deste ano em relação ao mês igual de 2009, porém, a atividade na indústria cresceu 6,3% em 12 das 14 áreas consultadas. O único local com índice negativo foi a Bahia, pois segundo o portal de Economia Terra houve baque na produção dos segmentos de veículos automotores e de papel e celulose.

Um pouco mais além dos meses imediatamente anteriores, informações descritas pelo IBGE revelaram expansão em todas as áreas entre julho e setembro ante período análogo do ano passado. Na passagem entre abril e junho para os três meses seguintes os 14 locais representaram diminuição no ritmo de desenvolvimento.

Por Luiz Felipe T. Erdei


Levantamento expresso pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relacionou alta de 0,51% em outubro no custo do metro quadrado da construção civil do país. No mês passado o valor abrangeu R$ 757,86, saltando, deste modo, para R$ 761,74 no relatório atual.

Do novo valor acima relacionado R$ 331,53 referem-se a custos com mão-de-obra e R$ 430,21 atinentes a materiais. De acordo com o IBGE, o Índice Nacional de Construção Civil (INCC) acelerou o avanço em 0,16% entre setembro e outubro.

Matéria do portal de Economia Terra aponta que os materiais de construção sofreram alta de 0,50% em outubro sobre setembro, ao mesmo tempo em que a mão de obra progrediu 0,53% na mesma base de comparação. Respectivamente, esses elementos acumulam expansão no ano (até o mês passado) de 4,26% e 9,16%.

Por Luiz Felipe T. Erdei


Para adquirir bens duráveis e não-duráveis os consumidores brasileiros fazem uso de vários mecanismos de cunho financeiro, tais como dinheiro vivo, cartões de crédito e débito e cheques. Uma ponderação recente e relevante parece dar novo ânimo aos brasileiros, que se aproveitaram e ainda aproveitam do momento econômico favorável e vivido pelo Brasil.

Levantamento divulgado nesta semana pela Serasa Experian indicou queda de 1,74% em julho no número de cheques devolvidos por toda a nação. Artigo veiculado pelo portal Terra assinala ser esse o menor percentual diagnosticado desde o sétimo mês de 2004, situação na qual o índice permeou a casa de 1,56%.

A entidade contabilizou, ainda, arrefecimento de 9,8% no número de cheques compensados no acumulado deste ano em comparação ao período semelhante de 2009. Economistas da Serasa atribuem o tombo à preferência do brasileiro por dívidas de longo prazo ante os pré-datados, justamente pelo fato de ser possível a negociação de prestações futuras.

As próximas e proeminentes datas comemorativas, Dia das Crianças e Natal, poderão surtir impacto negativo nesse andar da carruagem, pois em situações anteriores, inclusive em 2009, o consumidor se mostrou propenso a buscar outras maneiras de parcelar suas compras.

Por Luiz Felipe T. Erdei


As obras inoculadas dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ampliação nas vendas de residências a partir do “Minha Casa, Minha Vida” e a exoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a alguns setores suplantaram expectativas diversas, tanto que a comercialização interna de materiais de construção cresceu 9,43% em julho ante período igual do ano passado.

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), de acordo com a agência de notícias Reuters, relacionou, também, que as vendas acumuladas entre janeiro de 2010 até o mês passado atingiram ascensão de 18,1% em comparação ao mesmo intervalo de 2009. A entidade revelou, consequentemente, que a comercialização de materiais dito básicos sobrepujaram os de acabamento.

Um fator relevante não somente aqueles que dependem da vendas de materiais de construção, mas outros diretamente ligados à confecção de cada um dos itens, foi o aumento de empregos formais em 11,7% no mês de junho. A Abramat estima que esses dados refletem o novo crescimento consecutivo observado na indústria de materiais. Melvyn Fox, presidente da entidade, assegura que o segmento já superou os efeitos da crise financeira econômica mundial.

Por Luiz Felipe T. Erdei





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