Saiba aqui o que é e as principais diferenças entre o Depósito DOC e TED.

Com o avanço da tecnologia nas últimas décadas, algumas tarefas como, por exemplo, transações financeiras, se tornaram cada vez mais comuns e simples. Dessa forma, é bastante comum hoje em dia usuários em todo o mundo optarem pela Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou Documento de Ordem de Crédito (DOC) quando o assunto é transferir dinheiro de sua conta para outra conta que pertence a um banco diferente do seu. Apesar de ser algo presente na vida das pessoas, muita gente ainda não sabe diferenciar exatamente estes dois tipos de operações.

A Transferência Eletrônica Disponível, ou simplesmente TED, permite com que o cliente do banco possa fazer transferências para contas de outros bancos sem nenhum limite de valor pré-estabelecido. Vale destacar que antes de janeiro de 2016, quando entrou em vigor a nova regra, os usuários que optavam pelo TED deveriam fazer transações entre R$ 250,00 e R$ 30.000,00.

Dentre as principais vantagens do TED, não podemos deixar de destacar o fato de o dinheiro ser depositado na conta destinada minutos depois de a operação ser confirmada. Isso ocorrerá desde que a transferência seja realizada antes das 17h00. Caso contrário, o agendamento do TED implicará no depósito do valor na conta apenas no dia seguinte.

O Documento de Ordem de Crédito, ou DOC, é uma transação financeira com limite superior pré-estabelecido: R$ 4.999,99. Assim como o TED, o DOC é destinado aos usuários que desejam depositar ou transferir dinheiro para uma conta pertencente a um banco diferente do seu. Sendo restrito apenas para instituições devidamente autorizadas pelo Banco Central, o DOC é depositado na conta do destinatário no dia útil seguinte a operação, caso a transação em questão tenha sido confirmada até às 21h59. Do contrário, o valor será depositado apenas no segundo dia útil ao da realização da transação.

Diferença entre as duas operações

A grande diferença entre o DOC e o TED é de fato o tempo para que o dinheiro seja depositado na conta desejada. Além disso, como destacados nos parágrafos acima, o valor a ser depositado também diferencia as duas operações: o DOC é restrito a transações de valores até R$ 4.999,99, sendo que o TED, depois de passar por mudanças, não dispõe de valores mínimos ou máximos para que a operação seja efetuada.

Onde as transações via DOC e TED podem ser realizadas?

Outro detalhe bastante interessante quanto a esses dois serviços é que ambos podem ser feitos através de agências presenciais ou virtuais. Dessa forma, o usuário pode efetuar o DOC ou o TED através de sua agência física, utilizando o serviço internet banking, postos eletrônicos de autoatendimento ou por meio do aplicativo de seu banco.

A opção por meio do aplicativo do banco ou através do internet banking vem se tornando bastante popular. Além da praticidade e maior rapidez na conclusão do serviço, as taxas cobradas pelo serviço costumam cair pela metade quando o mesmo é realizado pela internet.

Melhores horários para realizar o TED

Se efetuado num determinado horário, o TED será depositado na conta desejada no mesmo dia da transação, em questão de minutos. Por isso, é importante saber os melhores horários para realizar tal transação. Vale destacar que o horário varia bastante de acordo com o banco do usuário. Confira aqui os principais bancos e seus respectivos horários para o TED seja concluído no mesmo dia:

  • Caixa Econômica Federal: Das 7h00 às 17h00;
  • Banco Santander: Das 8h00 às 17h00;
  • Banco do Brasil: Das 7h30 às 17h00;
  • HSBC: Das 8h00 às 16h30;
  • Banco Itaú: Das 8h00 às 17h00.

Tarifas cobradas pelos principais bancos

Ao realizar uma das operações aqui destacada, o usuário estará sujeito à cobrança de taxas pelo serviço. Tal taxa pode variar de acordo com o seu banco. Confira abaixo os valores praticados atualmente:

  • Banco Itaú: R$ 15,50 (modalidade presencial) ou R$ 8,50 (autoatendimento, internet e meios eletrônicos).
  • Banco Santander: R$ 16,30 (modalidade presencial) ou R$ 8,80 (autoatendimento, internet e meios eletrônicos).
  • Caixa Econômica Federal: R$ 15,50 (modalidade presencial) ou R$ 8,65 (autoatendimento, internet e meios eletrônicos).
  • Banco Bradesco: R$ 16,30 (modalidade presencial) ou R$ 8,80 (autoatendimento, internet e meios eletrônicos).
  • Banco do Brasil do Brasil: R$ 18,70 (modalidade presencial) ou R$ 8,80 (autoatendimento, internet e meio eletrônicos).

Por Bruno Henrique


Saques da caderneta de poupança registraram R$ 2,453 bilhões a mais que os depósitos no mês de julho de 2015. O acumulado do ano apresenta um saldo negativo de R$ 40,995 bilhões.

Foi realizado um levantamento pelo Banco Central do Brasil (Bacen) e constatado que  os saques da caderneta de poupança foram bem maiores que os depósitos realizados no mês de julho de 2015.

Para ter uma ideia de como esse levantamento é bem preocupante, o Bacen confirmou que os saques foram bem maiores que os depósitos, onde alcançaram um registro de R$ 2,453 bilhões. Essa marca é considerada a pior para o mês de julho desde o ano de 1995 e ainda foi mostrado que o acumulado do ano apresenta um saldo negativo de R$ 40,995 bilhões.

Poderia ser em um ar bem mais elevado, pois o resultado não ficou tão negativado pelo fato de ter ocorrido uma entrada líquida de exatamente R$ 4,359 bilhões no último dia útil do mês, enquanto que até o dia 29 essa marca já registrava a soma de R$ 6,813 bilhões.

Outra marca ainda registrada é o fato de que no mês de julho do ano passado, ainda teve uma captação líquida que alcançou a marca de R$ 4,028 bilhões, enquanto que nesse mesmo ano a poupança captava uma cifra de R$ 24,034 bilhões, um registro bem menor do que o ano de 2011.

Os motivos apresentados para ocorrer o saque da poupança são:

1.       Inflação elevada;

2.       Aumento do desemprego;

3.       Menor crescimento da renda do trabalhador;

4.       Maiores gastos com tarifas;

5.       Maiores gastos com combustíveis;

6.       A Taxa Selic apresentou uma alta de 14,255% ao ano, fazendo com que deixe de ser atrativa a caderneta, fazendo com que a rentabilidade desse lugar a outros investimentos, mesmo levando em consideração a isenção que trata o Imposto de Renda.

Com tudo isso, o Bacen agora está mudando as regras de compulsórios sobre a poupança, visando fazer com esses recursos sejam responsáveis para melhor a maior parte dos investimentos que dizem respeito aos financiamentos imobiliários.

Outros dados ainda apresentados são que:

  • Saque inferior ao rendimento de R$ 4,138 bilhões;
  • Patrimônio total da poupança chegando ao valor de R$ 648,246 bilhões, no lugar dos R$ 646,561 bilhões;
  • Resgate líquido de R$ 2,372 bilhões (SBPE) no crédito imobiliário;
  • Crédito rural com uma saída líquida de R$ 81,336 milhões (SBPR).

A poupança segue a remuneração desde 2013 correspondente ao valor de 0,5% ao mês mais TR, enquanto que se a Selic ficar abaixo de 8,5% ao ano, esse rendimento vai ser de 70% da taxa básica de juros.

Por Fernanda de Godoi

Saque da poupança


De acordo com dados do Banco Central o número de depósitos na poupança atingiu o valor de R$ 98,940 bilhões em março desse ano. Já as retiradas foram de R$ 96,395 bilhões.

Esses valores representaram uma captação de R$ 2,544 bilhões, sendo o melhor resultado para o período desde o ano de 1995.  Esse resultado contribuiu para compensar os números negativos de janeiro e fevereiro, que foram de R$ 2,838 milhões e R$ 412,520 milhões, respectivamente.

A captação líquida, de acordo com o BC, foi de R$ 2,129 bilhões. Entre os dias úteis do mês de março, 13 deles apresentaram saldos negativos, porém no último dia foi registrada uma entrada incomum de depósitos maiores que os saques. 

A soma dos rendimentos e da captação líquida atingiu o valor de R$ 2,119 bilhões, isso fez com que o estoque da poupança fosse para R$ 428,997 bilhões. Desse valor total, 78,75% são do SBPE – Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, sendo que a maior parte foi usada para financiamento habitacional, e 21,24% são referentes à poupança rural. Sendo que R$ 2,441 milhões são vinculados em contas mais antigas que estão sendo eliminadas com o tempo. 

Por Joyce Silva


De acordo com uma pesquisa realizada pelo BC, os saques realizados em fevereiro de 2012 superaram os depósitos no Brasil, a diferença foi de mais de R$ 400 milhões.

Ao todo os saques somaram R$ 88,228 bilhões, enquanto os depósitos registraram um acumulado de R$ 87,816 bilhões. O valor depositado só apresenta ligeira alta quando são somados os valores referentes aos depósitos de rendimentos, que foi de R$ 2,346 bilhões, mesmo assim continua menor que o valor retirado.

Um dos motivos que levaram a esse desequilíbrio já havia sido abordado por Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. Para ele as contas feitas pelos consumidores em dezembro de 2012 fizeram com que essas pessoas retirassem dinheiro da poupança para liquidar as dívidas. Oliveira já havia alertado sobre essa situação dos primeiros meses do ano de 2012.

O especialista também afirmou que a poupança pode ser uma excelente alternativa na hora de poupar recursos.

Janeiro já havia apresentado números semelhantes, de acordo com a pesquisa do BC. O mês apresentou um valor de R$ 98,268 bilhões em saques contra R$ 98,265 bilhões de depósitos. Vale lembrar que desde maio de 2011 a caderneta de poupança não apresentava esse tipo de perda.

Por Joyce Silva





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