A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, Anbima, informou que as captações monetárias com papeis de debêntures ficou em R$ 10,9 bilhões em outubro deste ano. Isso fez com que o mês de outubro chegasse perto do recorde de captação de debêntures de R$ 11,5 bilhões, alcançado em setembro de 2012.

Segundo o relatório da Anbima as debêntures emitidas nos meses de setembro e outubro deste ano correspondem por cerca de 32,7% de todas as emitidas no ano de 2012, até agora. As debêntures emitidas em 2012, até outubro, acumulam um valor de R$ 68,7 bilhões.

Em outubro o destaque é a participação na emissão de debêntures via Instrução CVM 400. Elas respondem por cerca de R$ 5,6 bilhões das debêntures emitidas no mês. Elas foram emitidas, em sua maior parte, por empresas dos setores de transporte, com R$ 1,9 bilhão em debêntures, e companhias de energia elétrica, que emitiram cerca de R$ 2,9 bilhões nesses papeis.

Na avaliação da Anbima, o volume das debêntures de esforços restritos em outubro chegou a um patamar de R$ 5,4 bilhões. Esse volume é inferior ao de debêntures nesses esforços em  setembro, que ficou em R$ 11,2 bilhões, representando cerca de 97% do volume emitido no mês.

Por Matheus Camargo

Fonte: Exame


Emissão de debêntures de infraestrutura aumentarão

Segundo Otavio Yazbek, presidente interino da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o programa de logística anunciado ontem, de R$ 133 bilhões, poderá acelerar as emissões de debêntures de infraestrutura, pois os investimentos não podem ser financiados pelos bancos.

O BNDES irá financiar cerca de 80% do valor previsto, e o restante será obtido através de títulos de renda fixa, por exemplo.

De acordo com Yazbek, o Brasil tem uma grande oportunidade de desenvolver o mercado de renda fixa, principalmente o secundário, em meio ao panorama de queda de juros, atraindo os investidores para esse segmento.

O Senado aprovou, na semana passada, uma série de esclarecimentos na Lei 12.431, que oferece a isenção de IR a investidores que aplicam em títulos mobiliários para investimentos em projetos, como de infraestrutura. Esses títulos são as debêntures e CRIs.

Segundo Yazbek, iniciativas como a da Cetip, que lançou uma nova plataforma eletrônica de negociação de ativos, contribuem para uma maior transparência do mercado após a negociação, porém é preciso que isso também aconteça na pré-negociação. Ele também citou que a desindexação do mercado é mais um atrativo para o mercado de renda fixa.


Telefônica Brasil emitirá R$ 2 bilhões em debêntures

Segundo informações divulgadas hoje (24/07), a Telefônica Brasil emitirá R$ 2 bilhões em debêntures, tendo o prazo máximo de 7 anos.

Não foram informadas as condições da operação, nem a remuneração dos títulos. O conselho de administração da companhia informou apenas que “oportunamente” manterá o mercado atualizado em relação aos termos da emissão.

De acordo com informações da consultoria Economática, a Telefônica Brasil tinha, até o final de março, equivalentes de caixa de R$ 3,2 bilhões e uma dívida bruta de R$ 5,93 bilhões. Já, a dívida líquida era de R$ 2,75 bilhões.





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