Saiba aqui por quanto tempo é preciso guardar os comprovantes de pagamento.

Se você resolveu fazer aquela faxina e viu que está guardando um monte de comprovantes de pagamentos, mas não sabe bem se pode descartar, pois pode precisar depois, o Senado Federal disponibilizou uma cartilha que pode ajudar sobre isso. Para cada tipo de comprovante existe um prazo de vida útil para sua utillização. Seguem abaixo os comprovantes mais comum e suas datas.

  • Para comprovantes de Imposto de Renda, IPTU, IPVA e demais impostos: A vida útil dos comprovantes é de 5 anos, contando sempre do primeiro dia útil do próximo ano. Comprovantes que são utilizados para deduções do Imposto de Renda também devem ser guardados pelo período citado.
  • Telefone, gás, água e luz: Vida útil de 5 anos.
  • As notas fiscais: Podem ser usadas até o fim da garantia do produtos.
  • Crédito imobiliário: Vida útil até o momento de quitação do imóvel.
  • Aluguel: Vida útil de 3 anos.
  • Condomínio: Vida útil de 5 anos.
  • Cartão de Crédito: Para faturas, a vida útil é de um ano. Para comprovantes de pagamento, a vida útil é de 6 meses para compras à vista e de 5 anos para compras parceladas.
  • Financiamentos, dívidas e contratos: Os comprovantes terão a vida útil até o término do contrato. Para o termo de quitação, o prazo equivale a dois anos.
  • Planos de saúde: Apenas 5 anos, em caso de ser utilizado na declaração de IR.
  • Documentos gerais do veículo e multas: Para o certificado de compra e venda do automóvel a vida útil é da duração da posse do veículo. Para documentos de licenciamento e para pagamento de seguro a vida útil equivale ao prazo de um ano, até serem renovados. Para os comprovantes de multas, a vida útil é de dois anos.
  • Contadores, advogados, dentistas e demais honorários: Vida útil de 5 anos.
  • Seguros: vida útil de um ano após o prazo de vigência.
  • Contracheque: Vida útil de 5 anos.
  • INSS: Por conta da Previdência Social, os contribuintes devem manter o carnê do INSS guardado até o pedido da aposentadoria e do benefício.

Importante: Para a obtenção de quaisquer direitos em cima dos comprovantes, é importante preservar os comprovantes em locais seguros, longe de umidade e calor, para que não se danifique o documento. Alguns locais não aceitam documentos danificados, ainda que no prazo de vigência.

Yamí de Araújo Couto


Agências bancárias reabrirão apenas no na quarta-feira de cinzas, após o meio dia.

Estamos a poucas horas da abertura do Carnaval 2017, apesar de que em muitas cidades brasileiras ele já começou. Porém, o primeiro dia oficial de Carnaval é o sábado, abrindo os festivos para os quatro dias de folia, que se encerram na terça-feira.

Embora muitas pessoas emendem esses dias, fazendo com que o fim de semana se prolongue até a quarta-feira de cinzas, nem todos esses dias são considerados feriados oficias. Mas a verdade é que o brasileiro não se importa muito com isso.

Porém, a grande maioria das pessoas possuem em casa faturas, boletos, contas a pagar em que a data para pagamento pode ser justamente nos dias da folia, como segunda e terça-feira e ninguém gosta de pagar aqueles “jurinhos” por atraso de pagamento.

Nesse sentido, as agência de banco de todo o Brasil já informaram que durante alguns dias do Carnaval não estarão realizando atendimentos, sendo estes dias a Segunda-Feira (dia 27) e a Terça-Feira (dia 28). Além disso, as agências alertam que o atendimento ao público na quarta-feira de cinza, 1º dia do mês de março, terá início somente a partir do meio-dia.

Contudo, a Federação Brasileira de Bancos,a Febraban, comunica que as pessoas podem durante estes dias utilizar as ferramentas eletrônicas como os canais disponíveis pelos bancos, bem como seus correspondentes para assim poderem fazer suas operações.

Uma outra forma de fazer o pagamento é por meio da leitura do código de barras que as faturas, boletos e contas em geral possuem. É só agendar esse pagamento em um dos caixas eletrônicos que as agências possuem, ou por meio da internet banking, também através do sistema de telefonia dos bancos, que estarão funcionando e através de um cadastramento de contas no sistema autorizado de Débito Direto Autorizado.

Com tanta tecnologia nos dias de hoje, os clientes possuem a facilidade de pagar suas contas sem nem precisar ir a uma agência. Toda a movimentação bancária hoje pode ser acompanhada através de aplicativos no celular.

Além disso, contas relacionadas a consumo como telefone energia e água que possuem vencimento para esses dias 27 e 28 , em que as agências estarão fechadas, podem ser quitadas na quarta-feira de cinzas e sem a cobrança de juros.

Sirlene Montes


Confira as informações principais sobre o saque do FGTS inativo.

No último dia 22, o presidente Michel Temer anunciou que os trabalhadores poderão fazer o saque de todo o saldo das contas do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Os saques podem ser feitos de contas que ficaram inativas até a data do dia 31 de dezembro de 2017.

As chamadas contas inativas do FGTS são criadas a partir do momento em que o trabalhador deixa o emprego. De acordo com a legislação em vigor o trabalhador só poderia sacar esse dinheiro ao se aposentar, no caso de querer comprar a casa própria ou se estiver a três anos desempregado.

O calendário do saque já foi divulgado e leva em consideração da data de nascimento do trabalhador. Para ter acesso ao calendário acesse o site www.dinheironaconta.com/2017/02/16/contas-inativas-fgts-tira-duvidas.

– O que preciso saber?

É necessário saber o número do PIS/Pasep ou ainda do NIT, o Número de Identificação do Trabalhador. O NIT trata-se de um código de identificação que é fornecido pela Previdência no caso da pessoa não possuir a inscrição do PIS ou no Pasep (como, por exemplo, os trabalhadores domésticos).

Esses números podem ser encontrados na carteira de trabalho ou no cartão do PIS/Pasep.

– Onde Pesquisar se tem saldo na conta?

* Agências da Caixa: O trabalhador pode se dirigir pessoalmente a alguma das agências da Caixa, portando os documentos de identificação, carteira de trabalho e n° do NIT, Pis ou Pasep.

* Pela Internet: Quem preferir pode tirar o extrato via internet no site da Caixa. É preciso os números apontados anteriormente. O site da Caixa é www.caixa.gov.br.

Outra opção é fazer a consulta do FGTS por meio do aplicativo para celular que já está disponível para download em dispositivos de qualquer sistema operacional.

– Quem não tem cartão de cidadão deve fazer o que?

No caso da pessoa não ter ou não saber a senha ela pode se cadastrar ou se recadastrar para obter uma nova senha. Isso pode ser feito por meio do telefone 0800-7260-207. O atendimento pode ser concluído em qualquer casa lotérica. As agências também oferecem o serviço.

– Quem perder a data limite dos saques pode sacar depois?

Não. O prazo termina mesmo em 31 de julho. Depois dessa data não há nenhuma maneira para se retirar o dinheiro.

Saiba mais no site www.dinheironaconta.com/2017/02/16/contas-inativas-fgts-tira-duvidas.

Por Denisson Soares

Dinheiro FGTS


Confira dicas de como usar da melhor maneira o dinheiro que irá sacar das contas inativas do FGTS. A cautela é principal delas.

Para quem estava na espera, a partir do dia 10 de março os saques do FGTS de Contas Inativas começam. Diante disso, muita gente ainda não sabe o que fazer com esse dinheiro. Os especialistas em economia recomendam cautela com o uso de FGTS inativo, é preciso analisar seu melhor uso.

Veja algumas dicas de como usar o dinheiro do FGTS de contas inativas:

A recomendação número 1 é de que se você possui dívidas, não adianta sacar o dinheiro e gastá-lo com outras coisas. O ideal é que nestes casos as dívidas acumuladas sejam pagas e assim evitam-se os juros, principalmente as dívidas de cartão que são como “bolas de neve”.

Outra dica é para quem está com o nome negativado devido ao não pagamento de prestações. Neste caso procure seus credores e negocie a dívida e “limpe seu nome”.

Já para aqueles que devem parcelas, por exemplo, de automóvel, mas estão em dia, a dica é para que esse valor seja abatido, o que deve dar um bom desconto nos juros.

Agora, se você como milhões de brasileiros encontra-se desempregado, guarde o dinheiro para gastos como supermercado, farmácia, água e energia.

Se você não se encontra em nenhuma dessas situações e R$ 5 mil, a recomendação é de que faça a aplicação deste dinheiro na poupança, uma forma de guardar sem perder nada com tarifas, impostos e ainda rende.

Para aqueles que vão sacar mais de R$5 mil, converse com o gerente do banco e encontre algum fundo de investimento que renda e que tenha menos descontos. Pesquise em mais duas agências antes de decidir.

Para quem está desempregado investir esse dinheiro em algum empreendimento também pode ser vantajoso. Faça uma pesquisa de mercado e pense em um negócio próprio embora pequeno, mas que possa gerar alguma renda, como carrinho de cachorro quente, churrasco, equipamentos de cabelereiro, manicure, barbaria, microfranquias, ou até mesmo um bom curso de capacitação profissional.

Observe todas as dicas e veja qual é a sua situação atual. Lembre-se que a liberação do saldo das contas inativas do FGTS é uma medida emergencial criada para auxiliar os brasileiros nesse momento de crise na economia.

Por Sirlene Montes

Dinheiro


Confira aqui algumas dicas de como renegociar a sua dívida e limpar seu nome no comércio.

Contas atrasadas. Quantas pessoas que você conhece dentro da sua família e no seu círculo de amizades que não contam com esse problema? Bom, uma notícia boa é que você tem chance de fazer uma renegociação para que o pagamento seja feito da melhor forma para o seu bolso.

Pesquisa:

O primeiro de tudo é verificar os seus débitos que não estão em dia. Caso necessite de um auxílio, peça a alguém de confiança para ajudar nessa tarefa. Você deverá separar as dívidas que contam com maior valor ou aquelas que apresentam os juros mais elevados.

Depois deste primeiro passo, o indivíduo deverá fazer as contas para observar o quanto de dinheiro dispõe para que pague essas contas que serão renegociadas. Vale ressaltar que você deve considerar as despesas que já são fixas no seu mês.

A proposta:

Quando você vai renegociar uma dívida, a calma é uma das coisas mais importantes. Não se deve aceitar, caso não seja bom para você, a primeira proposta que o seu credor oferece. A pessoa deverá expor qual a condição financeira do momento para que uma solução seja encontrada.  

Se você observar que a conta nova não será possível arcar com o dinheiro que recebe atualmente, não assuma essa renegociação.

O fator primordial depois de uma renegociação é que você cumpra os prazos até o último pagamento desta nova dívida.

O planejamento:

Para que seu nome seja retirado do cadastro de pessoas inadimplentes, a legislação do Brasil dá conta que isso deverá ser feito em até cinco dias úteis depois que o pagamento da dívida aconteceu, ou então, da primeira parcela da sua renegociação.

Seu nome agora pode estar limpo, porém, isso não deve ser tido como um incentivo para que uma nova dívida seja feita, pelo contrário. Faça tudo com muita atenção e evite comprar parcelado.

Feirão Limpa Nome de Novembro:

São mais de 57 milhões de pessoas que contam com dívidas em atraso no Brasil e que poderão renegociar as suas dívidas. O evento do Serasa Consumidor acontecerá em São Paulo de 24 a 28 de novembro e no Rio de Janeiro de 03 a 07 deste mês


Os consumidores devem adotar algumas estratégias para evitar transtornos no pagamento das contas e outros serviços que necessita dos bancos.

Com a greve dos bancários em diversos municípios do Brasil as pessoas precisam dispor de outras estratégias para garantir que as contas sejam pagas em dia.

As multas por atraso continuam sendo aplicadas e é indispensável que os consumidores saibam driblar as barreiras da greve para evitar futuros problemas maiores e dores de cabeça.

Confira algumas dicas essenciais para contornar a situação da greve dos bancários:

Caixas Eletrônicos continuam funcionando – Apesar dos bancários estarem em greve, os caixas eletrônicos das agências bancárias estão ativos. É possível realizar saques e pagar contas através dos códigos de barras das contas. O procedimento é simples e fácil.

Casas Lotéricas – O horário de funcionamento é comercial e é possível pagar contas, realizar saques, consultar saldos, extratos e até mesmo depositar dinheiro. Vale lembrar que as filas de algumas lotéricas são grandes e que muita gente recorre a esse método, portanto vá com uma folga no horário.

Internet Banking – Muita gente ainda é receosa em contar com a internet como grande aliada, mas o constante investimento em segurança e tecnologia por conta das instituições financeiras tornou a possibilidade vantajosa, principalmente em momentos como esse.

Cartão Bloqueado – O que fazer? Os clientes que receberam cartões em suas residências em plena greve dos bancários precisam desbloqueá-los para que possam utilizar o benefício. É necessário saber que a greve não afeta esses serviços, pois eles podem ser realizados pelo telefone, internet ou nos próprios caixas eletrônicos ou correspondentes bancários como supermercados e casas lotéricas.

Vale lembrar que o inverso é o mesmo, para bloquear cartões, independente do motivo, é possível utilizar esses mesmos canais.

Transferências – Os consumidores podem realizá-la através do internet banking ou ainda por meio dos terminais de autoatendimento. Quando a transferência tratar de valores mais altos será preciso realizar um cadastro do destinatário, isso varia entre os bancos, alguns exigem a realização na agência, outros, porém, permitem cadastramento via internet ou telefone.  

Por Beatriz 

Pagar contasna greve dos bancos

Foto: Divulgação


Alta registrada foi de 16,9% de janeiro a agosto deste ano.

O cenário econômico adverso que o país está passando nos últimos meses vem desencadeando uma série de consequências à economia. É neste contexto que o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor fez a divulgação dos dados na última segunda-feira, dia 14 de setembro de 2015, referentes à inadimplência dos consumidores brasileiros obtidos nos oito primeiros meses deste ano de 2015, em comparação com os dados obtidos no ano passado foi verificado que a inadimplência teve uma alta de 16,9%.

Quando esta comparação foi feita levando em consideração somente o mês de agosto, do ano atual com o ano passado, constatou-se que também houve um acréscimo de 16,7%. Um dos únicos dados que, apesar de não representar muito para o atual momento, foi satisfatório, foi o relativo à variação mensal, dado este que é obtido por meio da comparação com o mês de julho, neste caso em especifico verificou-se uma queda de 2,8% na inadimplência.

Os principais vilões da inadimplência dos cidadãos brasileiros são as dívidas não bancárias que incluem os seguintes serviços: lojas em geral e serviço de telefonia e fornecimento de energia elétrica, financeiras, cartões de crédito, setor este que impulsionou o valor médio das dívidas com uma elevação de 22,5%, ao subir de R$ 363,17, valor este mensurado no período de janeiro a agosto de 2014, para R$ 445,02 na mensuração feita no mesmo período do ano de 2015.

Com relação aos dados referentes aos valores médios dos cheques sem fundo e da inadimplência com os bancos, no acumulado dos oito primeiros meses do ano de 2015 em comparação com o mesmo período do ano passado, as notícias também não são boas, uma vez que houve (com relação aos cheques sem fundo) um crescimento de 9,7%, valor médio este que subiu de R$ 1.715,50 para R$ 1.882,47. Já com relação a inadimplência com as instituições bancárias o aumento foi de 1,4%, sendo que o valor médio passou de R$ 1.265,15 para R$ 1.282,87. Outro dado teve uma mensuração positiva foi o valor médio dos títulos protestados que teve um decréscimo de 2,9%, tendo em vista que era de R$ 1.428,39 e caiu para R$ 1.387,24.

Por Adriano Oliveira

Inadimplência


4 entre 10 brasileiros assumem que não conseguirão pagar suas dívidas e o grande problema está em pagar a fatura do cartão de crédito.

Uma pesquisa feita pela CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – e pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito, confirmou o que muitos já suspeitavam: os brasileiros não estão conseguindo pagar suas dívidas! A pesquisa apontou que, de cada 10 devedores, 4 assumem que não conseguirão pagar suas dívidas que, na maioria das vezes, são dívidas do cartão de crédito.

A pesquisa foi realizada em todas as capitais brasileiras e o resultado foi o mesmo, 4 a cada 10 cidadãos inadimplentes não vão pagar suas dívidas porque não têm condições, ou seja, 45% dos entrevistados.

Outro fato curioso mostrado por esta pesquisa é que a população das classes C, D e E possuem uma perspectiva muito maior de que irão continuar inadimplentes, porque não têm a menor previsão de quando irão quitar seus débitos.

Nas classes C, D e E, 46% assumem que continuarão inadimplentes, enquanto que nas classes A e B este número cai para 32%.

O mais preocupante é que a pesquisa apontou que 44% dos que estão com dívidas assumiram que a situação atual é bem pior do que neste mesmo período em 2014.

Mais da metade dos entrevistados, 52%, informaram que o motivo de não pagarem suas dívidas é que o valor contraído é bem superior à renda mensal, o que torna inviável até mesmo uma negociação amigável com os credores.

Em 2014 o valor médio das dívidas em atraso era de R$ 4 mil e este ano foi para R$ 5,4 mil, um aumento real de 23%. Na média, os inadimplentes estão devendo duas vezes e meia mais do que ganham, ou seja, uma família com renda entre R$ 789,00 e R$ 1.576,00 – que equivale entre 1 a 2 salários mínimos – estaria com uma dívida equivalente a R$ 4,4 mil.

E o cartão de crédito, mais uma vez, é o grande vilão da história, pois 42% dos entrevistados apontaram que a fatura do cartão de crédito é a sua principal dívida, enquanto outros 41% indicaram que é nos cartões das lojas que estão suas maiores dívidas.

Por Russel

Pagar dívidas


Quem já recebeu a sua conta de luz neste ano já deve ter percebido o relativo aumento que a mesma teve. Apesar da grande maioria dos clientes das concessionárias de energia elétrica acreditar que o único problema é falta de chuvas há outros fatores por trás desse aumento.

Um dos principais motivos para o aumento que conforme  a região foi muito grande, é o rombo que existe atualmente no setor elétrico. O governo por sua vez se viu na difícil situação de encontrar uma solução para um buraco financeiro estimado em cerca de R$ 3 bilhões. A principal delas é a inclusão de um aumento nas tarifas pagas pelo consumidor.

Entretanto, a coisa não é somente isso e nem fica só aí.

Para quem se lembra lá em 2013 a conta foi até “boazinha” para o bolso dos consumidores. Coisa que não durou muito. Porém desde o ano passado ela começou a subir e vai continuar em 2015. A expectativa de alguns especialistas no setor é de que o aumento possa atingir 40%.

Vejamos alguns dos principais aspectos que contribuíram e contribuem para o aumento na conta de luz:

– Barateamento da conta:

Em 2013 o governo aprovou uma lei para baixar ou ainda acabar com alguns encargos. Isso contribuiu para a baixa nas contas. Entretanto, os planos econômicos e os consumidores também se viram na situação complicada de algo que não deu certo. De fato é um evento da natureza e não se pode controlar, mas a falta de chuva fez com que o plano de reduzir os valores nas contas de luz fosse “por água abaixo”.

Como resultado da falta de água a solução das distribuidoras para ajudar as hidrelétricas foi usar as usinas térmicas que, por sinal, produzem energia mais cara.

– Reajustes:

O reajuste em si é previsto para acontecer apenas uma vez a cada ano. Cada uma das 63 companhias distribuidoras no país tem sua data de reajuste já definida em contrato.

– Bandeiras Tarifárias:

O termo “bandeiras tarifárias” tem sido muito comentado nos últimos tempos. Esse esquema começou a vigorar no primeiro dia do mês de janeiro deste ano. Resumidamente o que o sistema faz é repassar ao consumidor parte dos gastos das distribuidoras – gastos extras – devido ao aumento do custo da energia elétrica.

É de se perguntar por que esse gasto extra existe. É exatamente por aquilo que apontamos pouco antes: as distribuídas se veem obrigadas a comprar energia de termelétricas para suprir a falta das usinas hidrelétricas.

Além dos pontos abordados ainda existem alguns outros. De qualquer forma o consumidor deve se preparar todo mês para aumentos na sua conta e torcer para que as chuvas caiam conforme o necessário. Até lá, resta apenas a alternativa de economizar tanto a água quanto a energia.

Por Denisson Soares

Conta de luz


O cenário atual não irá favorecer a indústria brasileira em 2015, sobretudo na questão energética. A conta de energia pode ficar em média, no mínimo, 43,6% mais cara, além da revisão tarifária e o reajuste de tarifas. A projeção é da Firjan – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, que ainda revelou que desde 2013 até o fim de 2015 a eletricidade vai subir quase 100%. O que pode elevar ainda mais o custo de diversos produtos que chegam até as casas dos brasileiros.

As perspectivas da entidade levam em consideração o fim dos subsídios na tarifa de energia, além das bandeiras tarifárias e o pagamento de empréstimos para melhorar a situação das distribuidoras de energia.

"A gente está sendo conservador nesses 43,6 por cento", afirmou Cristiano Prado, o assessor de Planejamento e Desenvolvimento Econômico da Firjan, no Fórum de Comercialização de Energia Outlook 2015. Cristiano revelou que o aumento adicional para a indústria irá variar entre 15% e 20% este ano, considerando os reajustes e a revisão tarifária.

Segundo Prado em 2016 se o cenário melhorar haverá um pequeno aumento. O assessor acredita que em 2015 as bandeiras tarifárias dificilmente sairão do vermelho. Dessa forma o preço da energia gerada será o mais caro possível.

"O que acontece é que a indústria está ficando desesperada com essa situação. Está vendo o preço de seu principal insumo numa trajetória crescente, não consegue enxergar uma mudança de curva, de quando é que a gente vai voltar a ver energia que seja competitiva pelo menos num valor próximo ao que a gente encontra internacionalmente", completou Prado.

Levando em consideração que o aumento é repassado para o consumidor, teremos alta nos preços de diversos produtos manufaturados. A crise energética se mostra implacável em todos os segmentos, entretanto o consumidor final, no caso, o brasileiro, será o mais prejudicado, tendo em vista que já irá pagar mais pela energia e pelos produtos que precisam dela para serem fabricados. 

Por Ana Rosa Martins Rocha

Energia el?trica


Não apenas a conta de luz teve alteração nos valores. As tarifas de água também constam na lista dos serviços que sofrerão aumento, e isso ocorre não apenas para diminuir o consumo, assim como acontece em São Paulo.

Conforme informações do Banco Central prevê-se um aumento de 27,6% na conta de energia em 2015. Com o aumento desta conta, as empresas de saneamento sofrem também grande impacto nas suas operações. Até o ano passado, os fornecedores de água absorviam essa diferença de custos, porém, agora começará a pesar também no bolso dos consumidores.

Em Campinas (SP), os consumidores já sentirão em fevereiro aumento na conta de água em 11,98%, em 2014 já havia ocorrido aumento de 6,63%. No Distrito Federal a diferença é ainda maior, ocorrerá reajuste de 16,20% no mês de março, em 2014 o aumento foi de 7,39%.

Há cidades em que os fornecedores de água ainda estão avaliando o impacto do gasto com energia, como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Após a avaliação será divulgado o aumento nas tarifas ao consumidor. Lembrando que em novembro de 2014, a Sabesp reajustou a conta de água em 6,49%, aumento que não levou em consideração o aumento no custo com energia. Em Belo Horizonte, os impactos na conta de água deverão ser sentidos a partir do mês de maio. Em Pernambuco o reajuste passa vigorar em 17 de fevereiro, inicialmente o impacto seria de 6,5%, porém, devido ao aumento da luz considerado desproporcional, a Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe) está reavaliando valores.

Gastos dos fornecedores de água:

Os gastos com energia figuram na 2ª colocação de maiores despesas das empresas de saneamento, ficando atrás apenas dos gastos com folha de pagamento. Cerca de 20% dos recursos das empresas são utilizados para quitar a conta de luz. Os vencimentos dos colaboradores ficam em 40%. 

Por Rafaela Fusieger

?gua


Conta de luz poderá ser reduzida em até 10%

Foi anunciado pelo Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, no dia 26 de julho, que o governo irá enviar, em até 30 dias, uma medida provisória que visa cortar todos os encargos do setor elétrico e prorrogar as concessões na área.

Segundo ele, a Aneel está avaliando o impacto que essa redução terá na conta de energia dos consumidores e da indústria. O governo prevê uma queda de aproximadamente 10% na conta de luz.

Para Lobão, a produção de energia elétrica é barata no Brasil, mas vai encarecendo até chegar ao consumidor final, e o governo está tentando retirar estes entraves do setor.

Os cortes ocorrerão na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), e na Reserva Global de Reversão (RGR), além de modificações no Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica). Porém, o Programa Luz para Todos não irá sofrer nenhuma alteração.

O anúncio das novas medidas será feito por Dilma Rousseff, provavelmente no dia 7 de agosto, no Palácio do Planalto. A reunião será feita com empresários brasileiros para debater sobre assuntos relacionados a investimentos no Brasil, e sobre a renovação de concessões nas áreas de energia, ferrovias, portos, rodovias e aeroportos.





CONTINUE NAVEGANDO: