Saiba todas as mudanças nas regras de utilização do cartão de débito e suas facilidades.

O BC (Banco Central) divulgou para todo o Brasil três circulares acerca do assunto nesta segunda-feira, dia 26 de março. E ainda abriu três CPs (consultas públicas) para facilitar o aumento do uso de pagamentos eletrônicos (obviamente incluindo o cartão de débito na lista) no Brasil, dessa forma aumentará a escala e potencializará os custos menores para quem utiliza tais formas de pagamento.

Além disso, o Banco Central deseja ampliar a competitividade entre o setor envolvido no assunto em geral, de forma a aumentar o incentivo de inovações relacionadas aos pagamentos eletrônicos e também garantir o acesso de infraestruturas para os novos integrantes da área.

Sobre as novidades e inovações

Saiba mais sobre as inovações e mudanças propostas pelo BC recorrentes na utilização dos cartões de débito brasileiros.

Tais mudanças foram discutidas desde o final do ano passado (2017), e segundo especialistas do assunto, elas já estavam para sair desde algum tempo atrás. Porém as especulações não sabiam ao certo se o piso sairia para a taxa de desconto (a MDR) ou se sairia para a tarifa de intercâmbio.

Criação de teto para tarifas de intercâmbios

Advinda da circular 3.887, a mudança passa a valer a partir do dia 1º de outubro do ano de 2018. Essa inovação limita a taxa de intercâmbio média de cartões de débitos para 0,50% a partir do valor de transação. A circular também limitou o valor máximo dessa tarifa de intercâmbio para cartões de débito para 0,80%.

Em nota, o Banco Central assegurou que essa regulação da tarifa aplicada aos cartões de débito em momento de intercâmbio é aplicada também em caráter internacional.

Sobre o estímulo diante do uso do cartão de débito

Segundo informações do correspondente do Banco Central, durante os últimos oito anos a taxa de intercâmbio aplicada nos cartões de débito aumentou sua porcentagem de 0,79% para 0,82% da totalidade da transação bancária, enquanto isso, a taxa correspondente ao desconto caiu. A porcentagem correspondente foi de 1,60% da transação bancária para 1,45%.

Para que haja uma garantia de que tenham descontos nos adicionais tarifais, o Banco Central tomou a decisão de limitar as tarifas de intercâmbio.

Segundo o Banco Central brasileiro, de acordo com as expectativas, essa redução das tarifas adicionais no cenário de intercâmbio seja totalmente repassada do credenciador para o comércio respectivo a compra e, a partir daí essa taxa seja passada ao consumidor, por meio da diferenciação de preços e também pela concorrência.

O correspondente do BC afirmou em entrevista que quanto maior for a utilização dos cartões de débito para compras e pagamentos gerais e de cartões de crédito como utilizador de crédito, maior será o potencial de redução dos ditos subsídios cruzados.

Sobre a simplificação

Dentro do conjunto de medidas divulgadas pelo Banco Central está a “simplificação do processo de autorização dos arranjos de pagamento”. Segundo o correspondente oficial do BC, a entrada, que foi prevista para o dia 28 de setembro de 2018, na liquidação centralizada para quem é sub credenciador, passou, diante das mudanças ocorridas, a ser obrigatória apenas para quem possui um giro anual superior a R$ 500 milhões. Esses representantes comerciais são sinônimo de cerca de 90% desse mercado. Os sub credenciadores representam uma espécie de ponte de ligação entre o comerciante (quem vende o produto) e os credenciadores de cartão (empresas que possuem as maquininhas de cartão).

Para que haja o incentivo para a entrada de outros e novos concorrentes, também para que a inovação não pare e também para que o desenvolvimento de novos produtos não cesse, o Banco Central exigirá previamente autorização apenas de quem emite moedas eletrônicas, de quem emite instrumentos de pagamento estilo “pós-pago” ou dos que credenciam e possuem giro anual maior que R$ 500 milhões. Os demais estarão dispensados da necessidade de autorização prévia.

Por Carolina B.

Cartão de débito


O brasileiro anda com bastante crédito na praça. Pelo menos é o que garante uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviço (Abecs). Segundo o levantamento realizado pelo instituto, no ano passado foram realizadas compras no valor de R$ 978,8 bilhões com cartões de crédito e débito.

O número de transações em comparação ao ano anterior também teve aumento. De janeiro a dezembro, foram realizadas 10,3 bilhões de transações em todo o território nacional, uma alta considerável de 11%.

Em comparação nas compras nos cartões de crédito e débito, o de crédito teve a preferência dos consumidores brasileiros. Os gastos nesta modalidade foram responsáveis pelo montante de R$ 625,5 bilhões. O de débito, por sua vez, registrou R$ 353,3 bilhões.  Nestes valores não estão computados os gastos realizados por brasileiros no exterior.

O uso maior do cartão de crédito tem a sua explicação. Por oferecer maior facilidade no parcelamento de compras, muitas vezes sem juros, o cartão de crédito permite que seja utilizado em compras maiores. Além disso, a oferta de crédito no mercado tem crescido e contribuído para esses números.

Outro fator que pode colaborar para essa superioridade do cartão de crédito ante o cartão de débito são os pacotes de benefícios oferecidos pelos de crédito, que dão pontos em programa de fidelidade que podem ser trocados por produtos e serviços, entre eles, passagens áreas.

Para transações no cartão de crédito, o valor médio de compras foi de R$ 86,90. Já o de débito registrou a média de R$ 45,80.  

Com estes números sobre o aumento das transações em cartões de crédito e débito, a Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviço projeta um crescimento de 12% a 14% nas transações para 2015, o que significa que este número pode alcançar o montante de R$ 1,1 trilhão.

Por Julio Abreu

Comprar no cart?o

Foto: Divulgação


Para quem for viajar para o exterior um bom conselho é utilizar dinheiro em espécie. Depois que o governo aumentou a taxa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) dos cartões pré-pagos e de débito, de 0,38% para 6,38%, ficou mais vantajoso usar o dinheiro em vez dos cartões.

Os especialistas recomendam que a pessoa faça uma pesquisa de preços antes de viajar. Sabendo o valor exato que deverá gastar no exterior, a pessoa pode levar o dinheiro necessário e apenas usar o cartão em casos de emergência.

Com a internet é possível pesquisar desde preços de estadia de hotéis até a passagem de metrô.

Apesar de estar livre de altas taxas de impostos, o dinheiro em espécie tem suas desvantagens. Existe o risco de roubo, de perda, além do fato de ser muito perigoso para uma pessoa andar com dinheiro vivo.

O cartão pré-pago, mesmo com a mudança de IOF, pode ser mais atraente para quem busca segurança. Ele permite ao cliente obter conversões de moeda rapidamente, fica livre de flutuações cambiais e pode ser carregado com o tanto certo de dinheiro que se pretende gastar.

Além do dinheiro em espécie, o cartão de crédito também se tornou vantajoso para ser usado no exterior, uma vez ele proporciona a possibilidade de adiar o pagamento dos 6,38% com o valor da compra junto ao prazo de fechamento da fatura.

Fora isso, o cartão de crédito tem vantagens como os benefícios em milhas, que o cliente pode usar em seu favor para trocar por passagens aéreas, reservas em hotéis e até mesmo nas compras em lojas específicas.

Porém, o cartão de crédito requer mais cuidado do cliente para que o “valor limite” não seja extrapolado nas compras, já que os juros são bem altos.

Sendo dinheiro em espécie, cartão pré-pago ou cartão de crédito, agora a pessoa que viajar ao exterior terá que fazer um planejamento muito mais detalhado para não gastar além do necessário.

Por Luciel Ribeiro





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