Linha de Crédito visa incentivar o empreendedorismo e ampliar as rendas das famílias.

O Governo Federal deve lançar em setembro uma linha de crédito especial para os beneficiários do programa social Bolsa Família. A linha visa incentivar as atividades produtivas formais, com a finalidade de reaquecer o mercado interno, ampliar a rendas das famílias e incentivar o empreendedorismo.

A ideia do serviço é estimular o mercado formal. Assim, a iniciativa servirá para fornecer crédito à atividade produtiva e propiciar a compra de materiais de trabalho, prestação de serviços e outras atividades que gerem uma renda formal. Quem receber o crédito não perderá o benefício do Bolsa Família. A medida tem como uma das principais intenções incentivar a entrada dos beneficiários do programa social no mercado formal. Muitas dessas pessoas têm medo de entrar em uma atividade formal e perder a bolsa.

A fim de acabar com esses temores, o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, afirmou que o governo dará a garantia de dois anos no Bolsa Família às famílias que pegarem crédito no programa. Caso o beneficiário perca o emprego depois deste prazo, ele será reintegrado ao Bolsa Família.

Segundo o ministro, em entrevista ao Broadcast, o aporte pode ir de R$ 100 milhões a mais de R$ 1 bilhão. A medida terá grande restrição na exigência de garantias e, de acordo com o site Terra, está descartada a hipótese de que a linha possa beneficiar o microcrédito ou o consumo.

O programa está sendo planejado em conjunto com bancos públicos, como o BNDES, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, além de outros bancos regionais. Os valores finais ainda serão definidos. O Governo Federal irá criar um fundo de aval para garantir os empréstimos. Em caso de inadimplência, o pagamento das dívidas aos bancos sairá deste fundo de investimentos.

Por outro lado, os municípios que conseguirem aumentar o número de famílias emancipadas do Bolsa Família ganharão prêmios. O valor dessa premiação pode variar entre R$ 100 mil até R$ 3 milhões.

O programa de linha de crédito a famílias beneficiárias do Bolsa Família vem em conjunto com outro programa da mesma natureza, porém, para famílias beneficiárias do Minha Casa, Minha Vida. Ambos fazem parte da estratégia do presidente em exercício Michel Temer conseguir o apoio das camadas mais pobres da população, caso o impeachment da presidente Dilma Rousseff seja consumado na próxima semana.

Renato Senna Maia


Aplicativo pode ser baixado em smartphones com os sistemas operacionais Android, Windows Phone e iOS. Ele visa facilitar o acesso dos beneficiários às informações do programa.

Com o objetivo de “desafogar” mais as agências da Caixa Econômica Federal de todo o Brasil, o banco decidiu colocar a tecnologia à disposição de todos os usuários da agência e, principalmente, dos beneficiários do Programa Bolsa Família, que é um dos projetos de cunho social que mais conta com adeptos em todas as regiões do Brasil.  

Além de ser um agente facilitar para os beneficiários do programa, esse também foi o modo que a Caixa encontrou para celebrar, em grande estilo, os 12 anos de lançamento do programa que tem tirado milhares de brasileiros da pobreza. Embora, há quem afirme que ações sociais como essas só motivem a falta de interesse da população por emprego.

No entanto, com polêmicas a parte, a Caixa lançou um aplicativo para que direto do aparelho de celular, os beneficiários do Bolsa Família possam obter todas as informações de que precisam como, por exemplo, se foi feito do depósito do valor, o calendário para recebimento, além de outras dúvidas que poderão ser sanadas, automaticamente, com apenas a movimentação do cursor do smartphone.  

Toda essa comodidade foi vista com bons olhos pelos 13,9 milhões de assistidos pelo programa, os quais não precisarão mais ir à agência para conferir seu saldo, quando se pode ser efetuado o saque e obter o extrato digital das últimas parcelas pagas pelo Governo Federal.

A ferramenta também irá avisar quando for o período de fazer atualizações cadastrais para se continuar recebendo o benefício.  

O aplicativo é baixado gratuitamente, em qualquer smartphone, desde que ele funcione por meio de sistemas operacionais Android, Windows Phone e iOS. É importante também salientar que o programa vai exigir dados sobre alguns pré-requisitos para o recebimento do Bolsa Família como, por exemplo, a frequência e o bom rendimento escolar dos filhos.  

O aplicativo já se encontra disponível para download. É só começar a baixar e ter acesso a todas as comodidades que a tecnologia tem para oferecer, poupando assim seu tempo em idas às agências bancárias e melhor acesso ao seu direito social.

Para baixar, é só ter ir a sites de buscas que já estão com o aplicativo pronto para download. 

Por Michelle de Oliveira

App Bolsa Família

Foto: Divulgação


Os debates para o reajuste do salário mínimo do ano que vem já começaram bem antes de a presidente eleita, Dilma Rousseff, assumir a função de sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva. Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, acredita que o atual valor, de R$ 510, será substituído a partir de 1º de janeiro por algo em torno de R$ 540.

Enquanto esse tema é discorrido e ainda o será durante alguns dias, a equipe de transição da ex-ministra da Casa Civil pondera reajuste aos beneficiários do Bolsa-Família acima da inflação de 9% acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os envolvidos nas discussões assinalam que um reajuste próximo desse índice não conseguiria erradicar a situação de pobreza para 8,9 milhões de pessoas.

Reportagem esmiuçada pelo Estadão assevera que o Nordeste contempla 85% dos participantes do Bolsa-Família. Apesar dessa ampla fatia, os R$ 70 per capita destinados a cada um desse total são insuficientes para os atendidos superarem a situação de pobreza mais aguda.

Informações reunidas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) assinalam que a situação de extrema pobreza prossegue pelo Brasil porque o benefício do programa de transferência de renda do governo tem valor insuficiente e porque grande parte dos pobres não são atendidos.

Por Luiz Felipe T. Erdei





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