No entanto, poderá haver uma melhora em 2016

O atual cenário da economia brasileira fez com que o Banco Central projetasse que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro irá cair 0,5% em 2015, sendo que há 90% de chance de estourar a meta da inflação para este ano. Apesar das notícias, haverá uma melhora em 2016, tendo em vista as apostas para o fim do arrocho monetário em abril.

Em Relatório Trimestral de Inflação divulgado na quinta-feira, dia 27 de março, a alta do IPCA vai atingir 7,9% em 2015, conforme o cenário de referência, ante a previsão anterior de 6,1%.

No ano que vem, o IPCA vai subir 4,9%, sendo este percentual 0,1% menor que a estimativa anterior de 5,0%. A meta da inflação será de 4,5% com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Lembrando que o indicado chegou, em fevereiro, a 7,70% em 12 meses, maior percentual em quase dez anos.

Indicando a desaceleração nos preços para o próximo ano, o Banco Central dá sinal que do fim do arrocho dos juros, contudo, é importante esperar um pouco mais. Segundo avaliação do próprio BC, haverá mais uma alta de 0,25% e depois os juros serão paralisados. O cenário não é dos melhores, tendo em vista que o Banco Central ainda avaliou que os esforços para controlar a alta nos preços não são suficientes para uma melhora significativa.

O BC começou no mês de outubro de 2014 um novo ciclo de aperto monetário, elevando a Selic em março em 0,5% e chegou a 12,75% ao ano. Acontece que vivemos uma realidade com alta da inflação e a economia não se recuperou.

Nessa perspectiva, uma pesquisa realizada pela Focus do BC mostrou que o arrocho monetário não terminou e a taxa básica de juros pode chegar a 13% até o fim do ano. Ainda tem o dólar, que já ultrapassou a barreira dos R$ 3,00 e pode ficar em constantes R$ 3,15. 

Por Ana Rosa Martins Rocha


Nesta última quarta-feira, o Banco Central anunciou o aumento da taxa básica de juros, a Taxa Selic, que passa de 10% para 10,50%. Embora sendo considerada uma das maiores taxas de juros no mundo, é possível ganhar dinheiro com este cenário. O aumento na taxa de juros permite que investimentos em fundos fixos e  DI se tornem vantajosos para aqueles que querem ganhar dinheiro com o movimento dos mercados e suas aplicações.

Os mais rentáveis em longo prazo seria a compra de Títulos do Tesouro Nacional, cuja compra se caracteriza como sendo um empréstimo ao governo, com as taxas definidas e valores fixos proporcionarão a garantia de lucro ao final do período. Segundo os analistas financeiros o mais viável é dissolver seus investimentos em várias modalidades, tais como: fundos fixos, DI, Títulos do Tesouro, Poupança e Ouro.

De acordo com os especialistas em Economia, para aqueles que desejam investir seu dinheiro, há duas modalidades que são: os títulos pré-fixos e os pós-fixos. Nos títulos pré-fixos o lucro é calculado referente ao valor da taxa básica de juros no momento da compra, mas é um investimento que corre o risco de ganhar menos, porém, gera menos incerteza devido ao seu valor já estar estabelecido pela taxa de juros no momento do investimento, ou seja, no momento da aplicação você já sabe o seu rendimento. Em relação aos títulos pós-fixos é um investimento mais interessante e de maior risco, devido ao mesmo acompanhar os movimentos do mercado e das variações da taxa básica de juros, corre-se o risco de ganhar mais ou perder investimentos em momentos de queda de juros.

De acordo com as projeções econômicas, as taxas de juros tendem a subir, pois a Taxa Selic também é utilizada para conter as altas de preços e serviços no mercado, garantindo assim um controle maior da inflação.

 Por Claudemir Pereira

Ganhar dinheiro

Foto: Divulgação


Na quarta-feira, 19 de junho, foi decretada a liquidação extrajudicial do Banco BVA. Esta decisão foi tomada pelo Banco Central que constatou a persistência da insolvente situação econômica, a mesma condição desde que o BVA entrou em regime de intervenção em outubro do ano passado.

A entidade é acusada de infringir a lei, grave violação às normas que regem as atividades de dito banco, além de estar com uma crítica situação financeira e econômica que impede o seu devido funcionamento.

Ocorre a liquidação extrajudicial quando se detecta total falta de capacidade da empresa, dada pela ausência de recursos. Como consequência, a empresa é extinta, os bens ativos são vendidos para pagar os credores e caso reste algum saldo desta venda, ele será destinado aos responsáveis. Se essa venda não for suficiente para saldar o pagamento dos credores, os controladores deverão responsabilizar-se pela quantia ainda descoberta.

A sede do Banco BVA fica na cidade do Rio de Janeiro, as sete agências estão distribuídas nesse Estado, em Minas Gerais e São Paulo.

O Banco Central continua apurando a situação junto aos órgãos competentes para determinar quais serão as devidas medidas punitivas.

Por Melina Menezes


 

O Banco Central (BC) mudou as regras para a realização de depósitos compulsórios. A mudança foi anunciada nesta quinta-feira, dia 8 de novembro. O banco BMG será beneficiado grandemente pela medida. No site do Banco Central apresentam-se dados que mostram que o BMG possui um patrimônio de referência com nota de nível 1, no montante de R$ 2,126 bilhões em junho de 2011. Esse patrimônio alcançou o valor de R$ 2,989 bilhões em junho de 2012. 

Ainda de acordo com os dados, o BMG é a instituição financeira com o maior montante de papeis no sistema de coobrigações de crédito no Brasil. Somente o BMG registrou R$ 16,4 bilhões desse tipo de coobrigação de crédito em junho deste ano.

Banco do Nordeste (BNB) possuiu um patrimônio de referência com nota de nível 1 em um montante de R$ 2,483 bilhões em junho de 2012. Agora que passa a vigorar a nova regra, o banco será adequado a nova regra do BC, mesmo tendo um volume de coobrigações de crédito muito menor do que o BMG, ficando em R$ 27 milhões em junho desde ano.

Outra instituição financeira que será beneficiada por essa medida que altera a realização de depósitos compulsórios é o banco BNP Paribas. Em junho do ano de 2012 a instituição possuía um patrimônio de referência com nota de nível 1 e um montante de R$ 2,483 bilhões.

Fonte: Exame

Por Matheus Camargo


Carlos Hamilton de Araújo, diretor de Política Monetária do Banco Central, afirma nesta última quinta-feira, dia 8 de novembro, que o cenário que o BC trabalha é de que haverá o cumprimento da meta fiscal tanto no ano de 2012, como no ano de 2013. Porém no ano 2012, a meta será alcançada com ajuste. Em 2013, afirma a autoridade, a meta de superávit primário que é de 3,1% do Produto Interno Bruto deverá ser alcançada sem nenhum tipo de ajuste.

No âmbito internacional, o BC prevê riscos mais baixos de acontecer graves eventos econômicos, em virtude das políticas financeiras adotadas pelos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa.

Carlos Hamilton afirma também que há previsão de crescimento das operações de crédito no Brasil. Segundo ele, deverá ocorrer um crescimento de 16% no setor. Para ele o crescimento do crédito continua com espaço, mesmo avançado a uma proporção superior do que o Produto Interno Brasileiro. Para Carlos, isso ajuda a manter o crescimento econômico do país.

O diretor do BC ressalta ainda que a inflação deverá convergir para o centro da meta no ano de 2013. Embora essa expectativa não seja mais esperada para 2012, quando ela deve ficar um pouco acima do cento da meta para este ano.

Por Matheus Camargo


De acordo com os dado apresentados pelo Boletim Regional Econômico do Banco Central, BC, a região Sudeste teve um crescimento de 2,3% entre junho e agosto deste ano. Com esse patamar de crescimento a região foi a que obteve o melhor resultado no período.

No trimestre anterior, a região Sudeste teve um crescimento de cerca de 1,8%. De acordo com os dados do relatório do BC seguiu-se no ranking de crescimento do Produto Interno Bruto por região atrás do Sudeste, o Norte com 1,8 por cento. Depois vem as regiões Centro-Oeste, com 1,7 por cento e a região Nordeste com 1,6 por cento. O Sul foi o que menos cresceu com uma taxa de 1,5 por cento no período.

O boletim foi apresentado durante o primeiro Encontro Pernambucano de Economia, ocorrido nesta quita-feira, dia 8 de novembro na cidade de Recife, capital do estado. Um dos destaques do documento é para a região Nordeste que teve um bom crescimento puxado pelos estados de Pernambuco, Ceará e Bahia.

A região teve a economia aquecida , segundo o BC, em virtude de um aumento da massa salarial com os programas de redistribuição de renda do Governo Federal.

Por Matheus Camargo


O Governo Central, que inclui o Tesouro Nacional o Banco Central e a Previdência Social, anunciaram obter cerca de 1,256 bilhão de reais em superávit primário no mês de setembro.

O Tesouro Nacional, responsável por recolher os impostos pagos ao governo federal, registrou um superávit de 12,518 bilhões de reais. Já o Banco Central apresenta em seu balanço financeiro um déficit de 141,7 bilhões de reais. Isso corresponde um déficit com um volume  59,3 por cento menor do que o apresentado no balanço do mês de agosto. A Previdência Social gastou 11,121 bilhões de reais a mais do que arrecadou no mês de setembro ficando com 1,256 bilhões de reais em déficit no mês.

O resultado acumulado do superávit primário do Governo Central para janeiro a setembro de 2012 é de 54,765 bilhões de reais. Isso é equivalente a 1,68 por cento do Produto Interno Bruto do país. Esse resultado é  27,3 por cento mais baixo do que o superávit do mesmo período do ano de 211. Naquele momento o superávit chegou a 75,291 bilhões de reais, que correspondiam à 2,47% do PIB.

Somente o Tesouro Nacional arrecadou  mais do que gastou entre janeiro a setembro de 2012. O Tesouro conta com a quantia de 94,517 bilhões de reais de superávit acumulado no ano. O Banco Central acumula um gasto maior que seus dividendos em 554,2 milhões de reais, nesse período.

Por Matheus Camargo


Segundo Carlos Hamilton Araújo, o Banco Central deve continuar sua politica monetária de metas de inflação. Carlos é diretor de Política Econômica do Banco Central. Ele afirma que as metas de inflação são um compromisso do BC com a estabilidade dos preços dos produtos no Brasil.

Em seu discurso no IV Fórum Banco Central de Inclusão Financeira, o diretor do BC informou que sem o compromisso com as metas de inflação, as demais ações da instituição perderia sua eficiência econômica. Ele afirmou ainda que sem as metas de inflação não teria sido possível realizar a grande expansão da carteira de crédito no país como vem ocorrendo nos últimos dois anos.

Hamilton avalia que em treze anos de adoção de metas de inflação com um cumprimento das metas nos últimos oito anos, o sistema financeiro brasileiro se consolidou e ganhou estabilidade. Com a avaliação positiva da política do BC a respeito, ele confirma que a instituição irá continuar a seguir uma condução da política monetária focada na estabilidade dos preços. Ele avaliou ainda que o índice inflacionário medido pelo IPCA deve ficar dentro da meta para o ano de 2013, alcançando um valor de 4,5 por cento.

Por Matheus Camargo


Segundo informações publicadas pelo Banco Central nesta terça-feira, dia 30 de outubro, a dívida líquida do setor público ficou estável em 35,3% do Produto Interno Bruto no mês de setembro deste ano. As dívidas líquidas do Governo Federal, dos Municípios e dos Estados Brasileiros, ficaram em R$ 1,534 trilhões.

Na comparação com a dívida líquida do ano de 2011, esse resultado apresenta uma redução de um ponto percentual do produto interno bruto. Ainda de acordo com as informações do Banco Central, a redução da dívida líquida do setor público foi ajudada pela realização do superávit primário no período. O superávit das contas do governo é o montante de dinheiro economizado pela administração pública frente sua arrecadação fiscal e o conjunto de seus gastos. O Banco Central notificou ainda que a trajetória de queda da taxa cambial em 8,3% neste ano contribuiu ainda para redução do montante da dívida.

De acordo com a nota do BC, a dívida bruta total da União (que conta com o Governo Federal, Estados e Municípios) está em R$ 2,542 trilhões. Este valor representa um percentual de 58,5% do Produto Interno Bruto brasileiro.

Fonte: Diário do Grande ABC

Por Matheus Camargo


De acordo com os dados do Banco Central, a balança cambial brasileira está no negativo nesse mês de outubro. Os dados apresentados pela instituição demonstram que a saída de dólares do país esta em 748 milhões superior do que a entrada da moeda americana no Brasil.

Até 26 de outubro haviam entrado no Brasil cerca de 2,363 bilhões de dólares em operações financeiras neste mês. Entretanto, as operações de comércio exterior responderam por uma saida de 3,112 bilhões de dólares o que deixou a balança cambia com o resultado negativo.

O valor total do fluxo de movimentação cambial em outubro de 2012 registra uma entrada de 21,707 bilhões de dólares, desse cerca de 14,209 bilhões entraram por meio de operações comerciais. Outros 7,497 bilhões entraram em operações financeiras no país incluindo os investimentos estrangeiros diretos.

Os dados da balança cambial brasileira flutuam acompanhando de perto o desempenho do comércio exterior no país. Outro fator que influencia os resultados da balança cambial fortemente é o fluxo de remessas de investimentos estrangeiros no país que tem crescido muito nos últimos meses, devido as obras de infra-estrutura para a Copa do Mundo.

Por Matheus Camargo


O presidente do Banco Central afirmou em porto alegre no dia vinte e seis de outubro, que irá criar um fundo garantido do cooperativismo de crédito. O objetivo do novo fundo é dar suporte financeiro para as cooperativas de crédito no país. Segundo o presidente do BC, o fundo deve ajudar a garantir a liquidez das instituições de cooperativa de crédito.

Ele informou ainda que Banco Central emitirá medida em que ele colocará a disposição a realização de remessa dos demonstrativos financeiros que reflita a posição das agências de crédtio cooperativo.  O  documento será composto com as entidades colocando os ativos financeiros, despesas e receitas de cada uma das instituições.

O novos documentos serão chamados de balanço combinado do sistema cooperativo. O presidente do banco central  informou ainda foram operados pelo sistema cooperativo quarenta bilhões de reais até junho de dois mil e doze.

De acordo com ele, esse valor representa  39% a mais do foi operado em dezembro de dois mil e dez. Isso representa em dez anos que o volume de operações cresceu 600% em dois anos. Isso deveu-se em decorrência do crescimento no volume de captação de recursos no período.

Por Matheus Camargo


Nesta quinta-feira, dia 25 de outubro, o Parlamento Europeu voltou a reiterar sua posição de recusa de participação à Yves Mersch, presidente do BC de Luxemburgo, na composição da Comissão Executiva do BC Europeu. A indicação de Mersch para o Banco Central já havia sido rejeitada essa semana pelo Comitê de Assuntos Econômicos da União Europeia.

Segundo o comunicado do Parlamento Europeu, a rejeição de Mersch no BC foi feita por uma margem apertada. Segundo as regras da União Europeia, o veto do parlamento unificado não tem poder decisório sobre a nomeação de dirigentes da Comissão Executiva do BC Europeu. Embora, dizem avaliadores, seja desejável sua aprovação. A Comissão Executiva do BC Europeu possuiu seis cadeiras, o corpo geral do conselho é composto pelos dezessete presidentes de BCs dos países da zona do euro.

O motivo da rejeição do Parlamento Europeu à Mersch na casa teria sido a defesa de que se aumente a participação de mulheres na direção do BCE. Participantes da direção da União Europeia afirmam que Mersch irá compor o Conselho do BC Europeu mesmo com rejeição do parlamento. O Conselho deverá tomar a decisão por si mesmo, afirmou uma fonte da instituição para a agência de informações da Dow Jones.

Segundo o relatório de estabilidade financeira do FMI de setembro, o Brasil é um dos países emergentes mais suscetíveis a uma instabilidade financeira na zona do euro. Isso se deve aos grandes investimentos de empresas da zona do euro no país. 

Por Matheus Camargo


Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, afirmou que não deve ocorrer a redução da meta da inflação para esse ano. De acordo com ele, embora fosse desejável uma redução da meta de inflação no Brasil a situação da crise internacional não permite que essa medida fosse adotada.

Tombini avalia que é preciso verificar quais serão os resultados das políticas monetárias dos países avançados nos próximos anos. O temor é de que elas poderão provocar uma forte alta da inflação em suas economias.

Atualmente a meta de inflação do governo para 2012 é de 4,50%. Segundo o relatório Focus do Banco Central, está previsto que a inflação efetiva do ano fique em 5,44%. No ano passado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, ficou em 6,5% no limite máximo da meta do governo. Tombini ressalta que "nós temos que ter a missão de tornar a inflação mais convergente com a dos nossos parceiros comerciais".

O presidente do BC avalia que o mundo passa hoje por um processo de "grande injeção de liquidez". Através de um forte aumento da base monetária nos países desenvolvidos para conseguir contornar a crise mundial. Esse processo, entretanto, pode ter resultados nefastos em médio e longo prazo com subidas expressivas nos índices de preços ao consumidor. Tombini reiterou sobre isso: "temos que avaliar essa questão com cuidado".

Por Matheus Camargo

Fonte: Hoje em Dia


Em setembro, segundo o Banco Central, o déficit das transações em contas correntes no Brasil diminuiu em relação ao mesmo período de 2011. Informou Tulio Maciel, do Departamento Econômico do BC, nessa terça-feira, 23 de outubro.

O resultado do mês ficou em 2,596 bilhões de dólares de deficit, com esse número alcançou-se o resultado mais baixo para o mês de setembro desde o ano de 2009. Segundo Maciel, "Isso reflete moderação da atividade econômica" e seria também o resultado da " evolução do câmbio, pois as remessas ficam mais caras com esse câmbio". Ele afirmou ainda que isso é um aspecto positivo para as contas externa hoje em dia.

A moderação da atividade econômica do país, segundo o diretor do Departamento Econômico, é marcada pela a diminuição com gastos em viagens e redução de lucros e dividendos este ano. O BC prevê que o déficit em movimentações de contas correntes em outubro fique em 4,9 bilhões de dólares. O que significa que mais dinheiro esta sendo mandado para fora do país do que esta sendo enviado para o Brasil.

Por Matheus Camargo


O Banco Central anunciou na semana passa a intervenção no Banco BVA. Segundo analistas do mercado a intervenção do BC já era prevista. Há pelo menos cinco meses rumores se espalhavam no mercado sobre a situação financeira precária do BVA. Clientes reclamavam sobre dificuldades de realizar saques de depósitos na instituição, situação que só piorou as vésperas da intervenção.

Com a operação no BVA o Banco Central completou sua quinta intervenção no ano de 2012. Os operadores do banco julgavam que o BVA ainda poderia ser salvo, tanto que ficaram surpresos quando sete fiscais do BC entraram na sede do banco perto das nove horas da última sexta-feira, 19 de outubro. O banco não publicou seu balanço financeiro do primeiro semestre desse ano. Ele apontaria um prejuízo liquido da instituição na casa dos 100 milhões de reais.

Em meados de agosto, o BC chegou a anunciar uma capitalização de 300 milhões para tentar salvar o banco. O presidente do BVA, Ivo Lodo, chegou a anunciar a capitalização. Porém, o dinheiro não saiu e o BC aumentou a pressão de fiscalização sobre a instituição.

Ivo e José Augusto Ferreira dos Santos, controlador do banco, saíram em busca de dinheiro par recuperar a liquidez da instituição e recorreram ao Fundo Garantidor de Créditos. Os técnicos da instituição avaliaram os dados do banco e acertaram um empréstimo de 130 milhões. Precisando de mais dinheiro para recuperar a instituição Ivo e José Augusto procuraram  o empresário Carlos Alberto Oliveira Andrade, sócio preferencial do banco, que assinou um contrato de empréstimo no valor de 300 milhões de reais.

Apesar do esforço de Ivo e José Augusto não deu tempo para colocar as finanças do banco em dia e o BC executou a intervenção na semana passada.

Por Matheus Camargo


Sergio Odilon dos Anjos, do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do Banco Central, diz que sistema financeiro nacional necessita de reformas. Segundo Anjos, isso poderia aumentar a capacidade de liquidez das instituições. Ainda de acordo com o funcionário do BC, as instituições financeiras do país apresentam bons resultados em testes de estresse, mantendo sua solvência financeira.

De acordo com dados analisados do BC ,não preocupa a subida do crédito no país. A dívida bruta do país está em 98% do PIB, o que é considerado um “patamar confortável”, segundo Anjos. A dívida da zona do euro alcança 161% do PIB da região.

A reforma do sistema financeiro viria a garantir a liquidez das instituições no país. E seria parte de um esforça para evitar que “uma instituição financeira quebre", afirma o chefe do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do BC.

Alguns analistas recentemente expressavam sua preocupação com a expansão das carteiras de crédito no Brasil. Inclusive o FMI, em seu relatório sobre a estabilidade financeira global de setembro, alertava que a expansão de crédito no Brasil poderia vir a se tornar um epicentro de uma crise econômica no país.

Por Matheus Camargo


O Banco Central realizou nesta segunda-feira, 22 de outubro, uma oferta de R$ 3 bilhões em títulos públicos.

Essa operação financeira é um tipo de contrato compromissado onde o Banco Central oferece uma liquidação (pagamento) pela compra dos títulos públicos em uma data futura. Nesse lote de título  a liquidação está prevista para 22 de janeiro de 2013. Efetivamente, foram colocados R$ 2,7 bilhões em títulos a uma taxa de liquidação de 7,19%.

Desde 5 de outubro, quando o BC anunciou a retomada desse tipo de operação, essa é a segunda vez que ele realiza a mesma. A primeira foi na segunda-feira passada. Na ocasião, o volume ofertado foi de R$ 3 bilhões, sendo efetivamente concretizado R$ 1,4 bilhão.

Com essa operação o BC interfere no sistema financeiro comprando ou vendendo títulos para equilibrar a taxa de liquidez do mercado. Dependendo da situação o banco pode disponibilizar títulos à venda para recomprá-los em data futura e, por assim dizer, absorver uma parcela do dinheiro do mercado diminuindo, momentaneamente, sua liquidez. Ou também pode atuar comprando títulos de terceiros na bolsa para aumentar o volume de dinheiro disponível no mercado e ampliar sua liquidez.

Por Matheus Camargo

Fonte: Gazeta do Povo


O Banco Central do Brasil sinalizou na quinta-feira, dia 18 de outubro, que o ciclo de redução da taxa de juros Selic, referência para os juros cobrados no mercado interno, teria chegado ao fim.

Na última reunião do Copom, Conselho de Política Monetária do BC, decidiu-se com divergência pela redução da taxa Selic pela décima vez seguida, o que fez que ela atingisse um mínimo histórico de 7,25%. A decisão deixou o comitê dividido em 3 contra e 5 a favor de reduzir as taxas em 25 pontos.

Menores taxas de juros têm sido uma das principais prioridades da presidente Dilma Rousseff. Ela tem insistido em trazer de volta as taxas de crescimento expressivo para o Brasil e considera o barateamento dos juros no país uma questão chave para fazer isso.

Os mais recentes dados econômicos mostram que a enxurrada de medidas de estímulo do Governo Federal tem tido um efeito limitado no crescimento do PIB entre janeiro e setembro desse ano. As medidas de incentivos fiscais no montante de bilhões de reais em empréstimos mais baratos oferecidos pelos bancos públicos, não surtiram o feito esperado e o PIB de 2012 deve ficar abaixo das previsões iniciais do governo.

Fonte: Reuters

Por Matheus Camargo


O Banco Central emitiu hoje, dia 19 de outubro, uma publicação em que decreta intervenção no Banco BVA S.A. Segundo o BC, o BVA descumpriu as normas brasileiras para as atividades bancárias e financeiras, além de apresentar um grave quadro de sua situação econômica. Na decisão, informa-se que os bens dos controladores e proprietários do BVA estão, a partir de agora, bloqueados.

O Banco BVA S.A. é uma agência financeira que se especializou no fornecimento de linhas de crédito para empresas de pequeno e médio porte. Sua sede fica localizada na cidade do Rio de Janeiro. Sendo uma instituição pequena conta com aproximadamente 2.000 correntistas entre pessoas físicas e jurídicas. O banco representa cerca de 0,17% dos ativos do sistema financeiro brasileiro e possui uma participação de 0,24% dos valores em depósitos bancários no país.

Segundo declarou o BC, o BVA não irá passar pelo Regime de Administração Especial Temporária, quando o Banco Central administra as operações de uma instituição financeira durante a intervenção com a manutenção de suas atividades aos clientes. A intervenção no BVA será para apurar a situação da instituição, que está com suas atividades paralisadas. Após a intervenção, pode-se seguir a decretação de sua liquidação e falência ou o retorno as atividades normais da instituição.

Fonte: O Estado de São Paulo

Por Matheus Camargo


De acordo com a ata da última reunião do Copom, publicada no dia 17 de outubro, o Banco Central prevê que o governo não conseguirá cumprir a meta de arrecadação fiscal no ano de 2012. Segundo o documento, o BC já absorveu os custos do não cumprimento do que é chamado de “meta cheia” da arrecadação.

Segundo a ata do Copom, o cumprimento da meta fiscal e a realização do superávit primário das contas do governo são importantes para a contenção da inflação no país. A razão seria que os gastos públicos exercem pressão sobre o mercado interno, o que acarretaria uma subida dos preços. Com isso, o BC se antecipa ao Governo Federal em seu anúncio oficial da equipe de economia.

Dessa foram, o BC deixou o governo sem margem para escolher o melhor momento para afirmar publicamente a necessidade de ajuste para o cumprimento da meta de superávit das contas públicas.

Os principais fatores que exerceram pressão para o não cumprimento da meta de superávit fiscal sem ajustes foram o aumento das desonerações fiscais realizadas pelo Governo Federal (com o objetivo de impulsionar a economia brasileira no meio da tormenta da crise financeira mundial) e a queda na arrecadação desse ano (propiciada pelo fraco desempenho do PIB até o terceiro trimestre de 2012).

Fonte: O Estado de São Paulo

Por Matheus Camargo


O BVA, banco de crédito para empresas de porte médio, receberá intervenção do Banco Central, segundo o anunciado deste último nessa sexta-feira, 19 de outubro. A decisão do BC se deu em virtude do descumprimento do BVA das normatizações nacionais para operações bancárias. Os bens dos controladores do banco foram bloqueados.

Com a decisão do BC os depositários e investidores com papeis do BVA podem amargar perdas de bilhões. Os papeis que serão mais afetados são o Certificado de Depósito Bancário (CDB), as Letras de Créditos Imobiliários (LCI) e as Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). No último balanço financeiro do BVA esses papeis somavam um valor de 3,770 bilhões de reais.

Os CDBs são emissões de empresas que buscam captar recursos no mercado, oferecendo títulos de divida que são remunerados mensalmente aos investidores. Com a intervenção e a possível liquidação do BVA pelo Banco Central, esse papeis vão perder liquidez no mercado. Os CDBs e as LCI são protegidas por um tipo de seguro de crédito do Fundo Garantidor de Crédito, que poderá recompensar os investidores com esses papeis até o limite de 70 mil reais.

Hoje o FGC informava em seu site:  “Estaremos disponibilizando instruções para que seja realizado o pagamento dos créditos garantidos por este Fundo” sobre o caso com o BVA.

Por Matheus Camargo
 


No último dia 2 de outubro o Banco Central divulgou seu Relatório de Estabilidade Financeira que abarca as analises da instituição sobre o desempenho do sistema financeiro brasileiro no período compreendido por janeiro a junho de 2012. O Relatório é lançado duas vezes por ano e avalia a saúde do sistema financeiro brasileiro e os possíveis riscos que ele pode estar sujeito.

Segundo o BC o sistema bancário brasileiro apresenta solidez considerável diante dos marcos regulatórios atuais. Nos diversos panoramas analisados, mesmo em uma situação de extrema queda do ritmo de crescimento econômico brasileiro, eles continuariam com um patamar considerável de capital regular em caixa.

A principal fonte de riscos para a economia brasileira, aponta o relatório, vêm do exterior. A instabilidade crescente da zona do Euro pode refletir negativamente na situação do mercado financeiro brasileiro. Nessa análise o BC confirma o exposto já no relatório de Estabilidade Financeira Global do FMI de outubro, onde o Brasil é listado entre as economias emergentes mais suscetíveis de sofrer com a crise européia.

O BC constatou também um decréscimo no ritmo de crescimento da carteira de crédito nacional, o que acompanha a tendência observada desde o começo de 2011. Essa tendência não é má, pois indica que a expansão do crédito esta sendo reduzida e possa chegar a um patamar aceitável no próximo período.

A expansão exagerada do crédito brasileiro também é apontada como um fator de risco pelo relatório do FMI. Ainda mais diante do nível de inadimplência que manteve sua elevação do primeiro semestre de 2012, como demonstra os dados do relatório do BC.

Por Matheus Camargo

 


O Bacen lançará em agosto deste ano novas moedas comemorativas para homenagear a entrega da Bandeira Olímpica ao nosso país.

Será lançada uma nova moeda de R$ 1,00 com a logomarca dos Jogos Olímpicos Rio 2016, e no centro da mesma ficará a Bandeira Olímpica. O anel dourado receberá as seguintes legendas: “Entrega da Bandeira Olímpica” e “Londres 2012-Rio 2016”.

Segundo o Banco Central, serão produzidas 2 milhões de moedas, sendo uma parte comercializada em embalagens próprias para colecionadores, e o restante, para circulação normal no país, oferecidas pela rede bancária.

Além desta novidade, serão fabricadas 5 mil moedas de R$ 5,00, em prata. Nelas, a Bandeira Olímpica também ficará no centro da moeda, com a legenda “Entrega da Bandeira Olímpica” e a logomarca dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

No reverso, estarão as imagens alusivas dos importantes ícones das cidades dos jogos, sendo o Cristo Redentor, para representar o Rio de Janeiro, e a Tower Bridge, para representar Londres.

Estes lançamentos serão feitos em parceria entre o Bacen, a Casa da Moeda e o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Nova moeda de R$ 1

 

Nova moeda de R$ 5


Lançamento das novas cédulas de R$ 10 e R$ 20

O Bacen lançará na segunda-feira (23/07) as novas cédulas de R$ 10 e R$ 20 da segunda família do real.

O lançamento será realizado em Brasília (DF), às 15h, e contará com a presença do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Segundo o BC, as cédulas apresentarão novos elementos de segurança, que serão mais modernos e de fácil verificação, além de tamanhos diferenciados e novas marcas táteis, visando facilitar a identificação dos valores das notas pelos deficientes visuais, aumentando a dificuldade de falsificações.

A circulação das novas cédulas será feita através dos comércios, dos bancos comerciais e dos caixas automáticos. As notas atuais continuarão valendo, sendo retiradas de circulação pelo motivo do desgaste natural.

A segunda família do real entrou em vigor com o lançamento das notas de R$ 100 e R$ 50, que foram colocadas em circulação em 2010. Já, o lançamento das novas notas de R$ 2 e R$ 5 está previsto para 2013.

O projeto das novas cédulas segue desde 2003, com a interação entre o Bacen e a Casa da Moeda do Brasil, responsável pela fabricação do dinheiro nacional.


O Banco Central (BC) divulgou na quarta-feira (dia 23 de maio) o seu Boletim Regional Trimestral de abril. De acordo com o documento, as operações de crédito estão com a inadimplência em expansão, sendo que, em fevereiro, o resultado foi de 3,3%. Em novembro de 2011, o índice tinha ficado em 3,1% e em fevereiro de 2011 a taxa foi de 2,5%.

Entre as regiões brasileiras, a que teve o maior nível de inadimplência em pessoas físicas foi o Centro-Oeste, com alta de 0,2 ponto percentual. Já em relação às pessoas jurídicas, a maior alta no índice de não pagamento foi registrada no Norte, com crescimento de 0,6 ponto percentual.

O documento ainda apontou que as operações de crédito em valores acima de R$ 1 mil tiveram alta no trimestre. O que motivou a alta neste indicador foi a alta na concessão de empréstimos, que fechou em 7,7% para pessoas físicas e em 1,7% para pessoas jurídicas. Neste ínterim, as operações de crédito nos últimos 12 meses cresceram 20,6%. A maior concessão de crédito foi registrada no Nordeste, sendo de 6,2%. Em seguida ficou o Sul, com alta de 4,6%.

Fonte: Banco Central

Por Matheus Camargo


O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse, na quinta-feira (dia 10 de maio), que a instituição financeira esperava que o crédito voltasse a crescer num ritmo mais rápido do que o que está sendo verificado na prática.

A princípio, o esperado era de que a alta registrada no indicador fosse de 15% este ano, mas o resultado deverá ser menor, já que o setor automobilístico ainda deve registrar um aumento no número de financiamentos, fazendo com que a economia cresça com o passar dos meses.

Apesar dessa situação, Tombini ressaltou que o Banco Central pretende manter a concessão de créditos mesmo em situações de crise, permitindo que a economia seja retomada.

Já nos momentos em que há aquecimento da economia, o cuidado dever ser para que o crédito não acabe aumentando a inflação, afirma o presidente do BC. “Agora, nos momentos em que a economia começa a recuperar, é natural que se espere que o crédito acompanhe esse processo e não que as inflações fiquem excessivamente severas no processo de concessão do crédito”, comentou.

Apesar do resultado com projeção menor do que o esperado, a economia neste ano deve registrar alta em comparação com o ano passado. O segundo semestre deste ano deverá apresentar concessão de crédito maior e deve registrar alta se comparado ao primeiro semestre.

Além disso, Tombini falou que acredita que o desenvolvimento positivo da economia deve manter a inadimplência em patamares baixos. “Nossa visão é que com o crescimento maior da economia, no segundo semestre, essa inadimplência recue. Olhando à frente, o crédito tem condições de crescer”, concluiu.

Fonte: Banco Central

Por Matheus Camargo


De acordo com dados do Banco Central o número de depósitos na poupança atingiu o valor de R$ 98,940 bilhões em março desse ano. Já as retiradas foram de R$ 96,395 bilhões.

Esses valores representaram uma captação de R$ 2,544 bilhões, sendo o melhor resultado para o período desde o ano de 1995.  Esse resultado contribuiu para compensar os números negativos de janeiro e fevereiro, que foram de R$ 2,838 milhões e R$ 412,520 milhões, respectivamente.

A captação líquida, de acordo com o BC, foi de R$ 2,129 bilhões. Entre os dias úteis do mês de março, 13 deles apresentaram saldos negativos, porém no último dia foi registrada uma entrada incomum de depósitos maiores que os saques. 

A soma dos rendimentos e da captação líquida atingiu o valor de R$ 2,119 bilhões, isso fez com que o estoque da poupança fosse para R$ 428,997 bilhões. Desse valor total, 78,75% são do SBPE – Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, sendo que a maior parte foi usada para financiamento habitacional, e 21,24% são referentes à poupança rural. Sendo que R$ 2,441 milhões são vinculados em contas mais antigas que estão sendo eliminadas com o tempo. 

Por Joyce Silva


De acordo com uma pesquisa realizada pelo BC, os saques realizados em fevereiro de 2012 superaram os depósitos no Brasil, a diferença foi de mais de R$ 400 milhões.

Ao todo os saques somaram R$ 88,228 bilhões, enquanto os depósitos registraram um acumulado de R$ 87,816 bilhões. O valor depositado só apresenta ligeira alta quando são somados os valores referentes aos depósitos de rendimentos, que foi de R$ 2,346 bilhões, mesmo assim continua menor que o valor retirado.

Um dos motivos que levaram a esse desequilíbrio já havia sido abordado por Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. Para ele as contas feitas pelos consumidores em dezembro de 2012 fizeram com que essas pessoas retirassem dinheiro da poupança para liquidar as dívidas. Oliveira já havia alertado sobre essa situação dos primeiros meses do ano de 2012.

O especialista também afirmou que a poupança pode ser uma excelente alternativa na hora de poupar recursos.

Janeiro já havia apresentado números semelhantes, de acordo com a pesquisa do BC. O mês apresentou um valor de R$ 98,268 bilhões em saques contra R$ 98,265 bilhões de depósitos. Vale lembrar que desde maio de 2011 a caderneta de poupança não apresentava esse tipo de perda.

Por Joyce Silva


No ano de 2011 os brasileiros gastaram fora do país cerca de US$ 21 bilhões, afirmou o Banco Central (BC). Isso representa um aumento de quase 30% dos gastos no exterior em relação ao ano de 2010.

Alguns fatores que contribuíram para que os brasileiros gastassem mais foram o aumento da renda e a queda do dólar, que foi cotado abaixo de R$1,70 na maior parte do ano.

Com o dólar em baixa ficou mais fácil aproveitar as facilidades do turismo fora do Brasil, tudo ficou mais barato, desde passagens aéreas a hotéis.

Mas quem ainda está pensando em fazer uma viagem internacional deve ficar atento, pois com a crise no final de 2011 houve algumas mudanças que provavelmente perdurarão em 2012. A prova disso é que em julho a soma dos gastos dos brasileiros no exterior era de mais de dois bilhões de dólares, já em novembro este valor caiu para um bilhão e meio.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, a alteração da taxa de câmbio ainda trará mais mudanças.

Fonte: Banco Central

Por Jéssica Posenato


O Banco Central (BC) divulgou dados referentes ao Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que mostram crescimento de 7,81% da atividade econômica do país no ano passado

No fim de 2010, as informações do BC assinalam que a atividade econômica permaneceu praticamente estável. Em dezembro, o banco ressalta que o IBC-Br saltou 0,07% sobre novembro, para 140,6 pontos. Em outubro, a pontuação foi de 140,05.

Na comparação de dezembro do ano passado sobre o período igual de 2009, o IBC-Br apresentou avanço de 4,07%. A Agência Brasil assinala que o índice em questão é uma das ferramentas de exame sobre o progresso da atividade econômica, bem como um dos elementos utilizados pelo banco para a definição da Selic, a taxa básica de juros da economia.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Agência Brasil


Um dos fatores que transformaram 2010 num ano bom, no sentido econômico, foi o acesso ao crédito mais facilitado. Contudo, o Banco Central (BC) instaurou, há poucas semanas, inúmeras medidas que passam a limitar a possibilidade maiores gastos por parte dos brasileiros, atingindo em cheio a confiança.

De acordo com a Serasa Experian, o Indicador de Perspectiva do Crédito ao Consumidor arrefeceu 1,1% em dezembro, ou seja, a oitava baixa mensal seguida, chegando a 100,1 pontos. A entidade prevê, com isso, que a desaceleração do crédito aos brasileiros deve continuar nesse processo durante o primeiro semestre.

Economistas da Serasa acreditam que as elevações da Selic, a taxa básica de juros da economia, e o aumento dos compulsórios devem demarcar um progresso menos célere do crédito ao consumidor em 2011. Além dessa disposição, existe a perspectiva de incremento do endividamento da pessoa física.

A Perspectiva do Crédito às Empresas, por outro lado, diminuiu 0,2% em dezembro, chegando, portanto, a 106,8 pontos, o primeiro recuo mensal desde fevereiro de 2009.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Serasa Experian


Informações divulgadas recentemente pelo Banco Central (BC) indicaram alta de 1,6% no volume de crédito do sistema financeiro em dezembro, o qual abarca operações com recursos direcionados e livres. Com isso, segundo a instituição, mais de R$ 1,7 bilhão foram contabilizados no período.

No acumulado anual, o crescimento chegou a 20,5%, superior, deste modo, ao avanço de 15,2% registrado em 2009 e de 31,1% no ano anterior. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o crédito total correspondeu a 46,6%, também acima dos 44,4% de 2009 e 40,5% de 2008.

O BC assinala que o comportamento do crédito, no ano passado, obedeceu ao aquecimento da economia, com ênfase administrada pela demanda doméstica e consequentes evoluções do consumo agregado e do investimento.

Os bancos privados representaram, no âmbito nacional, 40,7% do total do crédito, enquanto o contexto estrangeiro concebeu 17,4%. As instituições financeiras públicas, diferentemente, sintetizaram 41,9% de toda a carteira do sistema de finanças.

Na distribuição por setores, o crédito ao ramo privado chegou a R$ 1,636 bilhão no final do ano passado, alta de 1,6% no mês de dezembro e 20,7% nos 365 dias de 2010, ou seja, 96% do total concedido. Os empréstimos voltados ao comércio, com ênfase às lojas de departamentos, produtos alimentícios e supermercados, saltaram 2,1% no mês, para R$ 172,5 bilhões.

Os créditos à indústria, diferentemente, totalizaram R$ 361,1 bilhões, alta de 0,4%, com destaque para as operações destinadas aos segmentos alimentícios, de energia e de veículos automotores.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Banco Central


O Banco Central (BC) informou na última terça-feira (17) que recebeu um número menor de reclamações de clientes contra as instituições bancárias brasileiras no mês de julho.

Segundo o levantamento realizado pelo Banco Central, foram registradas 541 reclamações no mês, contra 542 contatos registrados no mês anterior. De acordo com o BC, os registros constatados se referiram a bancos com mais de um milhão de clientes.

As principais reclamações dos clientes foram direcionadas a débitos não autorizados em conta corrente e cobrança de tarifas não contratadas pelo usuário. O Banco do Brasil foi a instituição bancária que recebeu mais reclamações no periodo, seguido pelo Itaú Unibanco.

Por Luana Neves


O problema da falta de troco, desde notas de R$ 5,00, R$ 2,00 e as moedas de valores menores, que tem incomodado e atrapalhado o atendimento no comércio e nas agências bancárias, tem agora atenção especial do Banco Central.

Durante o mês de setembro, os Bancos podem recorrer às dependências do BC para adquirir o “dinheiro trocado”. A operação de troca do dinheiro não tem custo algum, é uma ajuda emergencial durante este mês.

Para os pequenos comerciantes, a partir de 14/09 haverá guichês para atendimento em todas as capitais no país onde poderão conseguir troco para atender melhor a clientela – os endereços dos postos constarão no site do BC.

As pessoas “poupam o dinheiro miúdo”, por isso ele desaparece do mercado, daí a necessidade dessa força-tarefa.

Maiores detalhes em:

http://www.bcb.gov.br/noticias/Noticias.asp?noticia=1&idioma=P&cod=2282


Segundo dados divulgados pelo Banco Central nessa sexta-feira (4), a caderneta de poupança fechou com uma captação positiva de R$ 3,1 bilhões no mês de agosto. O resultado é a diferença entre depósitos e saques efetuados em dias úteis no mês passado.No total do ano, os depósitos superam os saques em  R$ 12,2 bilhões.

No ano passado a marca de R$ 12 bilhões só foi alcançada em novembro. Em Abril, o resultado acumulado estava negativo em R$ 1,5 bilhão. Houve uma recuperação em maio e em agosto o resultado ficou positivo em R$ 13,7. A captação de agosto, segunda maior do ano, ficou abaixo da de julho que foi de R$6,7 bilhões.





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