Na quarta-feira, 19 de junho, foi decretada a liquidação extrajudicial do Banco BVA. Esta decisão foi tomada pelo Banco Central que constatou a persistência da insolvente situação econômica, a mesma condição desde que o BVA entrou em regime de intervenção em outubro do ano passado.

A entidade é acusada de infringir a lei, grave violação às normas que regem as atividades de dito banco, além de estar com uma crítica situação financeira e econômica que impede o seu devido funcionamento.

Ocorre a liquidação extrajudicial quando se detecta total falta de capacidade da empresa, dada pela ausência de recursos. Como consequência, a empresa é extinta, os bens ativos são vendidos para pagar os credores e caso reste algum saldo desta venda, ele será destinado aos responsáveis. Se essa venda não for suficiente para saldar o pagamento dos credores, os controladores deverão responsabilizar-se pela quantia ainda descoberta.

A sede do Banco BVA fica na cidade do Rio de Janeiro, as sete agências estão distribuídas nesse Estado, em Minas Gerais e São Paulo.

O Banco Central continua apurando a situação junto aos órgãos competentes para determinar quais serão as devidas medidas punitivas.

Por Melina Menezes


O Banco Central anunciou na semana passa a intervenção no Banco BVA. Segundo analistas do mercado a intervenção do BC já era prevista. Há pelo menos cinco meses rumores se espalhavam no mercado sobre a situação financeira precária do BVA. Clientes reclamavam sobre dificuldades de realizar saques de depósitos na instituição, situação que só piorou as vésperas da intervenção.

Com a operação no BVA o Banco Central completou sua quinta intervenção no ano de 2012. Os operadores do banco julgavam que o BVA ainda poderia ser salvo, tanto que ficaram surpresos quando sete fiscais do BC entraram na sede do banco perto das nove horas da última sexta-feira, 19 de outubro. O banco não publicou seu balanço financeiro do primeiro semestre desse ano. Ele apontaria um prejuízo liquido da instituição na casa dos 100 milhões de reais.

Em meados de agosto, o BC chegou a anunciar uma capitalização de 300 milhões para tentar salvar o banco. O presidente do BVA, Ivo Lodo, chegou a anunciar a capitalização. Porém, o dinheiro não saiu e o BC aumentou a pressão de fiscalização sobre a instituição.

Ivo e José Augusto Ferreira dos Santos, controlador do banco, saíram em busca de dinheiro par recuperar a liquidez da instituição e recorreram ao Fundo Garantidor de Créditos. Os técnicos da instituição avaliaram os dados do banco e acertaram um empréstimo de 130 milhões. Precisando de mais dinheiro para recuperar a instituição Ivo e José Augusto procuraram  o empresário Carlos Alberto Oliveira Andrade, sócio preferencial do banco, que assinou um contrato de empréstimo no valor de 300 milhões de reais.

Apesar do esforço de Ivo e José Augusto não deu tempo para colocar as finanças do banco em dia e o BC executou a intervenção na semana passada.

Por Matheus Camargo


O Banco Central emitiu hoje, dia 19 de outubro, uma publicação em que decreta intervenção no Banco BVA S.A. Segundo o BC, o BVA descumpriu as normas brasileiras para as atividades bancárias e financeiras, além de apresentar um grave quadro de sua situação econômica. Na decisão, informa-se que os bens dos controladores e proprietários do BVA estão, a partir de agora, bloqueados.

O Banco BVA S.A. é uma agência financeira que se especializou no fornecimento de linhas de crédito para empresas de pequeno e médio porte. Sua sede fica localizada na cidade do Rio de Janeiro. Sendo uma instituição pequena conta com aproximadamente 2.000 correntistas entre pessoas físicas e jurídicas. O banco representa cerca de 0,17% dos ativos do sistema financeiro brasileiro e possui uma participação de 0,24% dos valores em depósitos bancários no país.

Segundo declarou o BC, o BVA não irá passar pelo Regime de Administração Especial Temporária, quando o Banco Central administra as operações de uma instituição financeira durante a intervenção com a manutenção de suas atividades aos clientes. A intervenção no BVA será para apurar a situação da instituição, que está com suas atividades paralisadas. Após a intervenção, pode-se seguir a decretação de sua liquidação e falência ou o retorno as atividades normais da instituição.

Fonte: O Estado de São Paulo

Por Matheus Camargo





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