O Boletim Regional de Economia do Banco Central divulgado no dia 8 de novembro informou que o comércio varejista no Nordeste continua em alta. De acordo com o Boletim houve um crescimento de 2,2% no 2º trimestre de 2012 nas vendas varejistas da região. Isso é mais uma notícia que se soma ao bom momento econômico que vem passado o Nordeste.

Para o BC a trajetória de crescimento da região está associada ao aumento da massa salarial com a transferência de renda das políticas governamentais e o aumento das operações de crédito. Em relação aos últimos doze meses, contatos a partir de junho de 2012, há um crescimento de 4% referente aos doze meses anteriores contados a partir de maio.

Os crescimentos no comércio de varejo foram mais impactantes nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria, que apresentaram uma alta de 7,5%. Também no setor de veículos e auto-peças houve um expressivo crescimento de vendas no patamar de 11,3%. Na categoria Móveis e Eletrodomésticos o aumento foi de 4% e na categorias de Artigos Farmacêuticos,  Médicos e Cosméticos uma alta de vendas da ordem de 3%.

Por Matheus Camargo

Fonte: NE10  


Analistas financeiros reduzem suas projeções para o déficit em transações financeiras na conta corrente no ano de 2012.

Anteriormente, as projeções estavam na casa de US$ 56 bilhões de variação negativa. Agora os analistas prevêem que o déficit possa alcançar o valor de US$ 57,7 bilhões. As expectativas foram divulgadas no relatório de mercado Focus, do Banco Central. 

Segundo os analistas, o saldo da balança comercial deste ano deverá ficar em US$ 18,45 bilhões. Há um mês a expectativa era de que o saldo da balança comercial ficasse em US$ 18 bilhões. Para o ano de 2013 as previsões são de que a balança comercial alcance um superávit de US$ 15 bilhões.

Os dados do relatório Focus apresentam, ainda, as estimativas para os investimentos em IED (Investimento Estrangeiro Direto) no Brasil. Há previsões de que deverá entrar no país US$ 59,68 bilhões neste ano. A expectativa dos investimentos diretos no país subiu muito desde o último relatório Focus, quando se estimava que os investimentos estrangeiros chegariam a US$ 57 bilhões.

O relatório Focus é uma publicação semanal do Banco Central, que visa dar publicidade às pesquisas sobre a opinião de analistas e agências de investimento do setor financeiro do país.

Por Matheus Camargo

Fonte: Estadão


Os analistas de mercado consultados pelo Banco Central para a confecção do relatório Focus prevêem que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE, deverá ficar em 5,53% em 2012. Essa é a mediana das projeções dos analistas, ditos Top 5, do relatório Focus. Compõem o grupo dos analistas Top 5 os cinco que mais acertam sua previsões para os indicadores.

Eles reduziram, nesse último relatório, suas previsões para o IPCA 2012. Na semana passada as previsões eram de que o índice deveria ficar em 5,55% para este ano. Isso reflete a sensibilidade das análises frente à desaceleração da inflação na última semana de outubro.

Para 2013 os analistas prevêem uma inflação de 5,42%. No final de setembro as previsões eram de que a inflação de 2013 fecharia em 4,99%. Para o mês de novembro de 2012 as previsões eram de que o IPCA do IBGE ficaria em 0,51%. Na semana passada a expectativa era de 0,52%. Há um mês o relatório apontava que os analistas financeiros acreditavam que a inflação de novembro ficaria em 0,53%.

Por Matheus Camargo

Fonte: Exame   


A Copel, Companhia Paranaense de Energia, apresentou um comunicado nesta segunda-feira, dia 29 de outubro, onde demonstra que o fornecimento de energia elétrica da empresa cresceu 5% nos primeiros nove meses de 2012. O mercado da empresa teve um crescimento de 3,2% nesse período.

Ela foi responsável por um consumo de um 7.396 gigawatts de energia elétrica. Somente a Copel Geração e Transmissão de Energia cresceu um total de 1.029 gigawatts de energia distribuída no período. Ao final do mês de setembro de 2012 a classe de consumo industrial chegou a ocupar 32,4% do mercado cativo da Copel. Isso representa, um total de 84.887 mil consumidores atendidos.

Já, na categoria da classe residencial, o consumo de energia chegou a 4.867 gigawatts. O crescimento da classe foi de 3,8% totalizando um volume de 3.168.888 milhões de consumidores da companhia elétrica.

Na categoria rural o consumo de energia fornecido pela empresa foi de 3.749 gigawatts, o que representa um aumento de 4,8% apenas este ano. Nesse setor a Copel atende  a 374.759 mil consumidores. No setor da classe comercial o consumo de energia chegava 3.749 gigawatts. Isto representa um total de 4,8% do total de energia fornecido pela imprensa.

Por Matheus Camargo

Fonte: A Tarde


Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, afirmou que não deve ocorrer a redução da meta da inflação para esse ano. De acordo com ele, embora fosse desejável uma redução da meta de inflação no Brasil a situação da crise internacional não permite que essa medida fosse adotada.

Tombini avalia que é preciso verificar quais serão os resultados das políticas monetárias dos países avançados nos próximos anos. O temor é de que elas poderão provocar uma forte alta da inflação em suas economias.

Atualmente a meta de inflação do governo para 2012 é de 4,50%. Segundo o relatório Focus do Banco Central, está previsto que a inflação efetiva do ano fique em 5,44%. No ano passado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, ficou em 6,5% no limite máximo da meta do governo. Tombini ressalta que "nós temos que ter a missão de tornar a inflação mais convergente com a dos nossos parceiros comerciais".

O presidente do BC avalia que o mundo passa hoje por um processo de "grande injeção de liquidez". Através de um forte aumento da base monetária nos países desenvolvidos para conseguir contornar a crise mundial. Esse processo, entretanto, pode ter resultados nefastos em médio e longo prazo com subidas expressivas nos índices de preços ao consumidor. Tombini reiterou sobre isso: "temos que avaliar essa questão com cuidado".

Por Matheus Camargo

Fonte: Hoje em Dia


Os lucros da empresa alimentícia Minerva Foods cresceram um terço no terceiro trimestre de 2012 e chegaram à R$ 20 milhões no período.

A Minerva Foods é uma das maiores empresas de processamento de carne bovina no Brasil. Em nota a empresa informou à imprensa que seus lucros entre julho e setembro desse ano ficaram em R$ 20,6 milhões, um crescimento de 33% sobre o mesmo período de 2011.

A principal causa dos bons resultados foi o melhor desempenho das exportações de carne, favorecidas pela alta do dólar no período. Segundo a empresa, o destino principal das exportações tem sido à Rússia e o Oriente Médio.

Outro fator apontado por Edson Ticle, diretor da empresa, é que tem aumentado a oferta de bovinos no mercado interno, o que ocasionou a queda do preço por arroba da carne e aumentou a rentabilidade das indústrias do setor.

Os resultados no mercado interno, entretanto, não são tão animadores nesse período, pois houve uma queda nas vendas. O motivo apontado para a queda é o aumento do custo médio da carne bovina aos consumidores, que atingiu uma alta 7% nos últimos três meses.

Por Matheus Camargo


Pequim anunciou ontem à noite, dia 17 de outubro, que o crescimento do Produto Interno Bruto chinês caiu para 7,4% no acumulado de 2012. A queda do crescimento chinês é um resultado positivo, pois afastam as expectativas do mercado de que a manutenção da alta taxa de crescimento do país pudesse ser insustentável.

Segundo Wen Jiabao, primeiro ministro do país, o crescimento chinês deve ficar dentro do previsto para 2012, com uma taxa de 7,5%. Isso é um bom resultado após quase uma década de crescimento em taxas superiores a 10% ao ano. O vigoroso crescimento do país fez com que a China se tornasse a maior economia do mundo e com expectativas de se tornar a primeira economia superando os Estados Unidos daqui uma ou duas décadas.

As bolsas de valores orientais refletiram o resultado positivo do cumprimento da meta de crescimento da China e mantiveram uma média de alta de 0,7%, puxadas pelas ações das empresas de energia elétrica e construção civil.

Analistas afirmam que o cumprimento da meta de crescimento da China é muito positivo. Isso revela que o país consegue fazer frente a maré da crise econômica internacional, com uma taxa estável sem oscilações imprevistas.

Por Matheus Camargo


A Hering, empresa do setor de vestuário, prevê uma melhora no mercado no último trimestre de 2012.

A empresa tem passado por um período de queda de sua lucratividade no  trimestre de julho a setembro, de acordo com seu balanço financeiro. O mau desempenho no período contribuiu para fazer dos papéis da Hering serem uma das líderes de perdas no pregão da Bovespa da sexta-feira, dia 19 de outubro.

Fábio Hering, presidente da empresa, afirmou que o próximo trimestre deve ter um desempenho melhor. Sua declaração ocorreu em uma teleconferência, no dia 19, entre os membros do comitê gestor da empresa. Segundo ele, os pedidos para a coleção da nova estação estão aquecidos.

Segundos os dados apresentados pela Hering suas lojas já apresentaram um desempenho melhor nesse começo do último trimestre de 2012 com a subida das vendas em 1%.

Na conferência, Fábio Hering afirmou, ainda, que a marca tem planos de expansão para o próximo período, embora não tenha fornecido dados exatos. Afirmou que a Hering mantém seu plano de abrir mais 107 lojas até o final de 2012. Sendo 20 Hering Kids e 87 Hering Store e uma meta de abertura de 20 lojas somente neste último trimestre de 2012.

Por Matheus Camargo

Fonte: InfoMoney


Com produção de 83,9 milhões de toneladas de minério de ferro a companhia Vale do Rio Doce bateu sua produção do segundo trimestre de 2012. Esses dados representam um crescimento de produção da ordem de 4,2% da empresa no terceiro trimestre em comparação com o período anterior. Esse resultado, porém, é uma queda de 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Vale informa em nota à impressa, o crescimento orgânico da empresa mostra uma sólida capacidade de desempenho operacional das suas plantas de extração de minério. Ela afirma ainda que o bom desempenho deveu-se a “flexibilização operacional e à riqueza de recursos minerais”.

A empresa informou também que está enfrentando problemas com a queda de desempenho nas minas da região de Carajás, no Pará, em virtude da não obtenção ou atraso no licenciamento ambiental para abertura de novas explorações. Isso fez com que a empresa insistisse na produção em lavras antigas e o desempenho operacional caísse em 10,5% em relação ao mesmo período o ano passado.

Apesar disso, globalmente a Vale ressalta que aumentou de maneira significativa seu número de licenças ambientais em 2012. A empresa conta agora com um total de 52 licenças entre janeiro e setembro deste ano.

Por Matheus Camargo

Fonte: Infomoney


Mercado de títulos de capitalização faturou R$ 7,9 bi no 1º semestre de 2012

De acordo com a FenaCap, houve um crescimento recorde no mercado de títulos de capitalização no 1º semestre deste ano.

A alta foi de 19,2% ante o mesmo período de 2011, registrando um faturamento de R$ 7,9 bilhões.

O crescimento do volume de reservas técnicas (montante relacionado a depósitos efetuados por clientes de títulos de capitalização ativos) foi de 13,6%, alcançando R$ 20,8 bilhões.

No período analisado, foram distribuídos mais de R$ 420 milhões em premiações, aproximadamente 30% a mais do que no ano passado. O valor devolvido aos clientes foi de R$ 5,1 bilhões no 1º semestre deste ano, ante os R$ 4,3 bilhões devolvidos em 2011.

Segundo o presidente da FenaCap, Marco Antonio Barros, o mercado de capitalização deverá manter uma média de crescimento anual em 20% pelos próximos 3 anos, influenciado pelo aumento do emprego e da renda, pois tem uma “capacidade de apresentar soluções criativas e flexíveis tanto para o setor empresarial quanto para o consumidor final”.


Lucro líquido do Banco do Brasil foi de R$ 3,008 bi no 2º trimestre

Nesta terça-feira (14/08), o Banco do Brasil revelou o seu lucro líquido obtido no segundo trimestre deste ano. Com queda de 9,7% sobre o ganho obtido um ano antes, o lucro líquido do banco foi de R$ 3,008 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, foi registrada alta de 20,2%.

A inadimplência da carteira de crédito foi de 2,1% no 2º trimestre, representando alta de 0,1 ponto percentual ante o mesmo período de 2011 e queda de 0,1 ponto percentual se comparado ao 1º trimestre deste ano. Esse resultado é menor do que o do SFN (Sistema Financeiro Nacional), que teve 3,8% de inadimplência no mesmo período analisado.

Já, a carteira de crédito ampliada, que abrange garantias prestadas e títulos privados, avançou 20,3% na comparação anual e 7,5% na trimestral, indo para R$ 508,183 bilhões. Ainda, o Banco do Brasil afirmou que encerrou o semestre com participação de mercado de 19,5%, sendo líder do SFN.

Além disso, segundo o BB, o crédito alavancou as receitas financeiras, pois as de intermediação financeira registraram R$ 28,6 milhões no 2º trimestre, obtendo alta de 10,4% em comparação ao 1º tri. Já, as receitas de operações de crédito e leasing resultaram em R$ 18,2 milhões, ou seja, uma alta de 5% ante os R$ 17,3 milhões vistos no mesmo período de 2011.


Lucro líquido da Caixa aumentou 16,4% no 2º tri

Segundo um anúncio feito pela Caixa Econômica Federal, o seu lucro líquido registrado no segundo trimestre deste ano sofreu um avanço de 16,4%. No acumulado do primeiro semestre, o crescimento foi de 25,2% (na comparação anual), com um ganho de R$ 2,8 bilhões.

A CEF também aumentou a sua previsão para as contratações de crédito, de R$ 286 bilhões para R$ 320 bilhões. Isso representaria uma alta de 34,4% relacionado a 2011, quando foram concedidos R$ 238 bilhões.

A carteira de crédito da Caixa cresceu 44,6% em 12 meses até junho, totalizando R$ 298 bilhões. Já, a inadimplência da carteira permaneceu estável em 2,04% ante junho do ano passado.

A tendência é que até o final do ano a Caixa fique com uma carteira total de crédito de R$ 354 bilhões, ou seja, 42% maior do que foi registrado no fim do ano passado.

A intermediação financeira foi de R$ 4,008 bilhões no 2º trimestre, e no semestre, a receita foi de R$ 8,205 bilhões.

Já, no acumulado de 12 meses, houve um crescimento de 29,8% no total de ativos da CEF, alcançando R$ 596 bilhões.

Segundo o presidente do banco, Jorge Hereda, a grande influência para essa alta foi a grande demanda pelos produtos do programa Caixa Melhor Crédito, quando a instituição reduziu os juros cobrados em várias modalidades.

As contratações do programa resultaram em R$ 31,9 bilhões no 2º trimestre, apresentando uma alta de 57,6% em relação ao 1º trimestre.


Lucro líquido da Ambev foi de R$ 1,932 bilhão no 2º trimestre

No segundo trimestre deste ano o lucro líquido da Ambev foi de R$ 1,932 bilhão, apresentando alta de 5,4% se comparado ao mesmo período do ano passado.

No acumulado semestral, o lucro líquido somou R$ 4,28 bilhões, avançando 9,1% na comparação anual.

Já, a receita líquida da empresa subiu 17,4% no período analisado, indo para R$ 6,8 bilhões. No semestre deste ano, totalizou uma alta de 13,6%, com R$ 14 bilhões.

O custo de produtos vendidos por hectolitro, no 2º trimestre, foi de R$ 61,5, apresentando um aumento de 10,2% na comparação com o mesmo período de 2011, quando era de R$ 55,8. A venda total em volume apresentou crescimento anual de 3,3%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) passou para R$ 2,95 bilhões, com alta de 14,3% se comparado ao 2º trimestre do ano passado. Porém, a margem no período recuou de 44,4% para 43,2%.

Neste contexto, a Ambev pretende rever seus investimentos no Brasil em 2012, pois houve uma alta de impostos sobre o setor, onde, o governo realizou um reajuste nos valores de refrigerantes, cervejas, isotônicos e água, que recebem a cobrança de tributos federais, como PIS, Pasep, IPI e Cofins. Essa nova tabela entrará em vigor a partir do dia 1º de outubro de 2012.


TIM: lucro líquido de R$ 346,8 milhões no 2º trimestre

O lucro líquido registrado pela TIM Participações no 2º trimestre deste ano foi de R$ 346,8 milhões, sendo um pouco abaixo dos R$ 350 milhões vistos no mesmo período do ano passado.

A companhia passa por um momento delicado, pois precisa elevar seus investimentos para melhorar a qualidade de seus serviços, assim como a Claro e a Oi.

O lucro registrado ficou abaixo da média das projeções dos analistas, que previam um lucro líquido de R$ 397 milhões.

Segundo a empresa, o que influenciou nesse resultado foram a desaceleração do cenário macroeconômico do 1º semestre deste ano, o corte na tarifa de interconexão (V-UM), e ainda, a existência de um mercado competitivo a curto prazo que foi intensificado.

Porém, para o 3º trimestre a empresa não possui projeções, pois o impacto da suspensão das vendas feita pela Anatel ainda não pode se mensurado até o momento. Mas, os investimentos de R$ 3 bilhões que serão realizados no Brasil em 2012 continuam previstos.

A empresa ainda afirmou que está confiante de que a meta de crescimento de mais de 10% nas receitas e do Ebitda para 2012 continue inalterada.


Vale: lucro líquido de R$ 5,314 bilhões no 2º trimestre de 2012

Segundo dados divulgados hoje (25/07) pela mineradora Vale, o lucro líquido da empresa caiu 48,3% no segundo trimestre deste ano, alcançando R$ 5,314 bilhões. A comparação foi feita tomando por base o mesmo período do ano passado, quando o resultado foi de R$ 10,275 bilhões.

Em relação ao primeiro trimestre de 2012, a queda foi de 20,9%. Já, no semestre a baixa do lucro registrada foi de 44,2%, indo de R$ 21,56 bilhões para R$ 12 bilhões.

Com queda de 19% na comparação anual, a receita operacional no segundo trimestre chegou em R$ 23,9 bilhões.

A Vale informou em relatório que o seu desempenho foi robusto, pois houve desafios encontrados em um ambiente de preços baixos, além de problemas operacionais em ativos de carvão e metais básicos.


Real está sobrevalorizado em 15% neste ano

A moeda brasileira está sobrevalorizada em 15% neste ano, mesmo o dólar estando acima de R$ 2,00.

O Observatório Cambial da FGV-SP, afirmou que essa valorização do real deixa o Brasil em uma posição desfavorável em relação aos seus parceiros comerciais. Porém, o resultado obtido ainda está melhor do que o obtido no ano passado, quando o real estava 40% sobrevalorizado.

Com isso, a taxa de câmbio está incentivando as importações no país. Em comparação temos os Estados Unidos, que seguem em lado oposto, com a sua moeda desvalorizada em 12%. Isso faz com que a taxa de câmbio deles fique em equilíbrio com os ativos do país. Ou seja, eles conseguem “turbinar” as exportações que são realizadas.

Neste contexto, a taxa de câmbio valorizada acaba encarecendo os produtos feitos no Brasil em dólar, retirando a competitividade dos fabricantes locais em relação aos concorrentes estrangeiros. Segundo a FGV-SP, a cotação do dólar ideal, que poderia neutralizar essa perda, seria de R$ 2,32, em junho.

Segundo a professora Vera Thorstensen, da FGV-SP, os países manipulam suas moedas visando incentivar seus fabricantes no comércio internacional. Porém, apesar de funcionar como subsídio, essa manipulação não pode ser discutida em fóruns que debatem práticas infiéis no comércio, prejudicando o Brasil.

O governo brasileiro vê o assunto como “guerra cambial” e questiona essa manipulação, mas não tem o apoio de outros países nesse assunto.


O banco espanhol Santander anunciou que houve uma queda significativa nos últimos três meses em seu lucro total, vale lembrar que a instituição é uma das maiores da Eurozona.  Ao todo a queda atingiu o patamar de 23,9%. O lucro líquido fechou o trimestre em € 1,604 bilhão. Um dos motivos para essa queda foram as reservas do banco superiores a € 3 bilhões, essa reserva foi a forma encontrada pelo banco para proteger os seus ativos imobiliários.

Mesmo com esse cenário negativo, o produto bancário líquido apresentou uma alta de 10,6%.

Segundo o comunicado oficial divulgado pelo Santander, o aumento das reservas subiu 51%, e foi considerada a principal causa dessa queda, o valor dessas reservas foram de € 3,127 bilhões.

Essa foi a segunda vez seguida que o banco precisou abrir mão do lucro para cobrir os ativos imobiliários considerados de risco.

No mesmo comunicado, o Santander afirmou que irá disponibilizar na bolsa cerca de 25% de sua filial localizada no México, caso o quadro do mercado permaneça o mesmo nos próximos meses.

O anúncio na queda dos lucros fez com que as ações do banco caíssem nas principais bolsas de valores. 

Por Joyce Silva





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