Dinheiro esquecido é fortuna de centavos para muitos


Recentemente, ocupando grande parte das notícias divulgadas pelas mídias em todo o Brasil, foi divulgado que Banco Central iniciou, oficialmente, uma espécie de sistema exclusivo voltado aos cidadãos, de modo que os mesmos pudessem resgatar algum "dinheiro esquecido” em contas bancárias.


No início deste mês de março grande parte dos cidadãos brasileiros foram agraciados com a chance de conferir qualquer tipo de quantia em dinheiro, já esquecida, em contas anteriores, entretanto, aquilo que parecia uma rentável surpresa não passou de frustração para muita gente, pois, as tais "fortunas" se limitavam a centavos.


Uma grande parte da população foi encorajada a abraçar uma possível felicidade de encontrar restolhos de somas em dinheiro, por meio de verificação em contas já inativas. Algo todos poderiam receber, mas, não foi bem assim que o povo entendeu. Uma parcela significativa das pessoas declarou que passaram os dois primeiros meses deste ano em ansiosos planos para a nova poupança que, em realidade, não se concretizou.


A servidora pública, já aposentada, Antônia Campos, que reside na região de Natal, estava planejando adquirir um automóvel novo, porém, surpreendeu-se tristemente ao saber que seu crédito em conta inativa não somava senão 2,82 reais. Não se pode sonhar alto sem uma base sólida para fazer decolar nossa imaginação.


A mesma servidora foi enfática ao declarar, em entrevista, que cometeu um erro em pensar que qualquer banco poderia guardar o dinheiro de alguém sem qualquer custo, para esse serviço. E completou: o tal saldo no valor de 2,82 reais consiste em um antigo consórcio que a mesma havia iniciado, entretanto, a conta destinada para essa finalidade foi abandonada por ela, depois de atrito ocorrido ao longo de uma reunião, há alguns anos. É como diz uma sentença: os bancos nunca saem perdendo.

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A mesma Dona Antônia também soube, de forma precisa, pontuar que a soma que poderia receber seria, muito provavelmente, alta, mas, recordou do tipo de poupança acumulada por ela, há uns trinta anos, quando o Brasil estava sendo regido pelo então presidente Fernando Collor, ou seja, o tempo do famoso escândalo, a partir do qual os recursos foram descaradamente confiscados pela União.

Antônia também relatou à reportagem que, naquele tempo, havia decidido guardar a soma em dinheiro resultante da venda de uma casa, acreditando que, nessa semana, teria chance de rever esse recurso novamente. Segundo ela não seria sensato acreditar que o sistema bancário, tão gratuitamente, estaria disposto a pagar esse dinheiro pertencente à poupança? Ela é apenas um exemplo de que muita gente se iludiu com esse recurso.

Mesmo assim, Dona Antônia teve até sorte diante de outros cidadãos, dado que muitas pessoas, ao consultarem suas antigas contas por meio deste serviço, deram com um crédito de apenas um real disponível para o resgate. Outros encontraram apenas contas vazias. Alguns poucos cidadãos tiveram mais sorte, porém, a grande maioria iludiu-se. Sistema bancário é como caça-níquel, se deixar ele come todo o crédito.

Outras pessoas que foram pegas de surpresa, diante da expectativa de executar um gordo saque a partir deste “dinheiro esquecido”, mas, que, também terminaram muito frustradas com o resultado final, foram os membros da família de Iara Marília de Almeida. Nada saiu do modo que todos haviam planejado. A própria cidadã, chefe da família, Dona Iara, não encontrou lá senão pouco mais de um real disponível pelas antigas nas contas de seus pais. Esta família é residente em Curitiba, Capital do Estado do Paraná.

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