Como Consultar Valores Esquecidos em Bancos


Saiba aqui como consultar e saber se você tem valores esquecidos em bancos.

Em tempos de crise financeira, que abala drasticamente o nosso país, e até mesmo na atual situação de pandemia mundial, todo e qualquer dinheiro é bem vindo. Não é verdade?


E se você, por acaso, descobrir que tem uma "graninha" guardada, mas não sabe. Seria bom, não é mesmo?


Com isso, o Banco Central anunciou recentemente a criação de um portal que irá auxiliar os "esquecidos" a resgatar certa de R$ 8.000.000.000,00, isso mesmo, oito bilhões de reais.


Esse valor está dividido em diversas instituições do ramo financeiro e o Banco Central irá, vamos dizer, intermediar essa entrega.


Tudo irá funcionar através de um sistema titulado como "Valores a Receber", que irá mostrar as informações, tanto da empresa financeira, quanto a dos clientes que tem valores a receber.

Esse serviço já está disponível desde a última segunda-feira, dia 24 de janeiro, e todos podem fazer a sua consulta, seja como pessoa física, fornecendo o número do CPF, ou como pessoa jurídica, neste caso, fornecendo o CNPJ.

Porém, devido a alta demanda de acessos no referido site (https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/minhavidafinanceira/), os "esquecidinhos" deverão aguardar um pouco mais para fazer tal consulta, pois o site está temporariamente suspenso, devido à essa enorme demanda mencionada.

Titulado como SVR, Sistema de Valores a Receber, o programa foi anunciado no mês de junho do ano passado e vem sendo ansiosamente aguardado pela população, prova disso é quantidade de acessos que o portal gerou em apenas dois dias de funcionamento.

O Banco Central também anunciou que esses valores podem ser pequenos ou grandes, mas de qualquer forma, pertence aos cidadãos e devem ser entregues a eles.

A forma de recebimento desses valores poderá ser feita pela comodidade da criação da ferramenta "PIX", que já possui inúmeros adeptos e não para de crescer.

É claro que existem regras para tudo isso, tanto para as instituições financeiras, que devem acatar às diversas regras do Banco Central, quanto aos cidadãos, que devem consultar, solicitar e aguardar para o recebimento dos valores.

Não só a transferência eletrônica, mencionada acima, mas também outros tipos de envio podem ser sugeridos pelas empresas financeiras, que terão 10 (dez) dias úteis, a partir da data de aprovação da transação, para realizar a devolução do dinheiro ao seu respectivo dono.

Segundo o Banco Central, caso alguma instituição não tenha aderido ao "Termo de Adesão", essa devolução poderá ser feita por acordo entre as partes depois do contato do cidadão com a referida empresa financeira.

A primeira etapa da devolução do dinheiro já está em andamento, estipulada em torno de R$ 3,9 Bi, praticamente a metade do saldo total dos esquecimentos, que pode ser saldo de contas correntes, poupanças e também diversas formas de tarifas ou créditos de natureza indevida.

Após o retorno do sistema "Minha Vida Financeira", os cidadãos terão acesso as informações das contas encerradas, porém, que possuem saldos positivos, sendo de moeda nacional ou em contas de pagamento pré e pós-pago.

Contas em sociedades e corretoras de títulos com valores monetários positivos após o encerramento das operações, poderão devolver de forma simples e rápida.

Outro tipo de devolução está relaciona às cobranças indevidas, que não foram devolvidas ou que ainda estão sujeitas à devolução, também fazem parte desta lista, bem como parcelas cobradas indevidamente por empresas.

Cooperativas de créditos que "devem" aos seus associados, também poderão devolver cotas de capital e até mesmo sobras das alíquotas dos seus beneficiários.

E para finalizar, grupos de consórcios encerrados e até outros tipos de situações envolvendo qualquer valor cobrado indevidamente.

Seja como for, o SVR, Sistema de Valores a Receber, está vindo para devolver o que é seu por direito. Aguarde!


Por Fernando Dias


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