Nova Linha de Crédito para Pagamento de Salários durante Coronavírus



Nova linha de crédito lançada pelo Governo busca amenizar impactos econômicos nas pequenas e médias empresas.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (27), ao lado do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do presidente do BNDES, Gustavo Montezano, uma linha de crédito que financia salários de funcionários de pequenas e médias empresas, afim de amenizar os impactos econômicos causados pela pandemia do Coronavírus (Covid-19).

De acordo o anúncio do Governo Federal, terão direito ao crédito emergencial as pequenas e médias empresas, com faturamento entre 360 mil e 10 milhões de reais, que serão destinados exclusivamente para folhas de pagamento, limitada a até 2 salários mínimos. O valor total da quantia é de 40 bilhões, sendo dividido em 2 meses, visando beneficiar 1,4 milhões de empresas – 12,2 milhões de pessoas – e será debitado diretamente para o funcionário, sem mediação da empresa.



As empresas que utilizarem o financiamento não poderão demitir os funcionários dentro desses 2 meses, e terão até 30 meses para o pagamento, com 6 meses de carência, a taxa de juros é de 3,75 %. O programa está em fase de estruturação, porém, para outras informações e para confirmação da abertura de crédito acesse o site.

Existe uma preocupação dentre os pequenos e micro empresários com o avanço da pandemia. Os números da economia, que até então mostravam-se timidamente otimistas, tendem a reduzir, e juntamente com os trabalhadores informais, essas empresas podem se prejudicar. Incentivos governamentais nesse momento são essenciais para manter a tranquilidade dos empresários, bem como seus funcionários. Esta medida visa principalmente manter postos de trabalho dessas empresas neste período de paralização, tema que tem sido muito elucidado pelo presidente em seus últimos pronunciamentos.



De acordo com o SEBRAE, algumas medidas já foram tomadas com a mesma finalidade, como o adiamento do recolhimento do imposto dos Simples Nacional por 3 meses, liberação de empréstimos através do Programa de Geração de Renda (Proger), entre outras. A câmara dos deputados aprovou nesta semana o Coronavoucher, auxílio emergencial que será concedido para trabalhadores informais e empreendedores sem registro, categoria que também está entre as mais impactadas devido a pandemia no país.

Não é novidade que o COVID-19 prevê um impacto negativo na economia. Isso é facilmente aparente na economia chinesa, que retrocedeu desde o aumento da disseminação do vírus, o que afetou diretamente o mercado mundial, principalmente no setor produtivo e de consumo. O mercado financeiro foi um dos primeiros a sofrer alterações, como afirma um estudo da revista da Universidade Federal de Roraima. De acordo com analistas, o Brasil não fugirá a regra e poderá sentir esses impactos a partir do terceiro trimestre, período em que estará mais vulnerável aos efeitos da paralização.

Mesmo com a previsão de um cenário pessimista, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirma que o governo irá dispor de muitos recursos para não desaquecer a economia. Durante uma videoconferência feita pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro enfatizou também a importância de não aumentar impostos, o que faria com que as empresas não conseguissem retornar suas atividades com eficácia após a crise.

Em meio a muitos debates sobre isolamento e economia, os empresários enfrentam um grande impasse. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou em coletiva que está trabalhando juntamente com o Ministério da Economia para amenizar os efeitos negativos da pandemia, mas sem prejudicar as medidas necessárias tomadas pela pasta da saúde.

O Brasil até este domingo (30) registrou 4.256 casos confirmados de coronavírus e 136 mortes. Hoje todos os estados brasileiros já apresentaram casos, com uma concentração maior no estado de São Paulo. Os dados são atualizados diariamente no site e nas redes sociais do Ministério da Saúde, e também em uma plataforma exclusiva para informações sobre o COVID-19.

Por Daniela Ramirez

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