Rombo previsto é de R$ 60 bilhões para 2015, o que representa 1% do PIB do País.

Após quase três meses desde a redução da meta fiscal, o Governo Federal, juntamente com sua equipe econômica, já estuda analisar novamente a antiga promessa de economizar cerca de 0,15% do PIB que serviria para pagar os juros da dívida pública em 2015. Tal possibilidade surgiu logo após a reunião entre Joaquim Levy (ministro da Fazenda), Nelson Barbosa (ministro do Planejamento) e Jaques Wagner (ministro da Casa Civil). Essa é uma consequência direta do rombo avaliado pelo Governo para 2015: R$ 60 bilhões que representam 1% do nosso PIB.

É importante destacar que em julho de 2015 o Governo Federal diminuiu a então meta fiscal de 1,1% para 0,15% do PIB, sendo que 0,1% seria a parte do Governo Federal e 0,05% seriam dos Estados e municípios. Além disso, é importante destacar que o Governo também havia prometido um abatimento de R$ 26,4 bilhões da meta, sendo que tal montante seria resultado da recuperação de débitos de empresas em atraso além da regularização de ativos no exterior.

Segundo o Governo, o atual rombo de R$ 60 bilhões, que é maior que o previsto anteriormente seria um resultado direto da queda na arrecadação e pelo pagamento de dívidas da administração anterior com as “pedaladas fiscais”.

Também é importante destacar que o Governo Federal agora se empenha em priorizar a meta de um superávit em 2016 de 0,7% do PIB brasileiro. Essa é uma consequência direta do atual momento econômico, haja vista ser quase impossível uma recuperação a ponto de atingir um superávit em 2015.

Portanto, para que seja legal a mudança na meta ou até mesmo ampliar o abatimento aqui citados, é preciso que o Governo Federal altere o projeto de lei que foi encaminhado ao Congresso que estabeleceu uma meta fiscal de 0,15% do PIB. É importante destacar que tal medida ainda não foi analisada pelos parlamentares, ou seja, está parada na Comissão Mista de Orçamento.

Além disso, saiba que em reunião com alguns parlamentares, Joaquim Levy já avisou ao grupo presente que o Governo Federal irá propor uma alteração à proposta orçamentária de 2015. Tal ação por parte do governo deve ocorrer em breve.

Por Bruno Henrique

Dinheiro


O Governo descartava a projeção de redução de 2% na economia brasileira, contando com a melhora no cenário econômico no 3º trimestre deste ano, porém, a expectativa mais otimista é de que a economia mantenha-se estável até o final de setembro.

O Governo Federal já mudou a sua projeção oficial para a economia deste ano e agora considera a retração de cerca de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Mas em uma previsão mais pessimista a crença é de que o PIB baterá 2% de queda até o final deste ano.

Na última quarta-feira (dia 15) a Receita Federal anunciou que houve uma queda real de 2,87% na arrecadação da união no primeiro semestre de 2015. A queda vem como resultado direto da redução do nível de atividade no país. Alguns assessores da presidência ainda afirmaram que a desaceleração da economia pode piorar ainda mais nos próximos meses, pois a crise anda cada vez pior com as últimas descobertas da CPI que investiga operação lava jato, que agora estão voltadas para o ambiente político.

A equipe responsável pela economia no país teme que aconteça uma paralisação das votações mais importantes no congresso, por conta da CPI da lava jato. Isso teria um forte impacto negativo na economia do país, e retardaria ainda mais a recuperação econômica do país.

Até pouco tempo atrás o governo descartava completamente a projeção de redução de 2% na economia brasileira, contando com a melhora no cenário econômico no terceiro trimestre deste ano, agora a expectativa mais otimista é de que a economia mantenha-se estável até o final de setembro.

Claudenir Malaquias, que trabalha na Receita Federal como chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, afirmou que a realidade é bem pior do que os indicadores do governo apontam, pois há uma junção de vários resultados negativos, que juntos acrescentam força à crise econômica do país.

Além das projeções negativas, a baixa arrecadação durante o ano torna praticamente impossível, sem novas intervenções para geração de receita, a missão do governo de cumprir a meta do superávit primário de 1,1% do PIB, o que equivale em valores reais R$ 66,3 bilhões. Até o mês de maio o governo havia cumprido apenas 12% dessa meta. Agora ou o governo consegue outras formas de gerar renda para cumprir a sua meta para o ano de 2015, ou revê a meta e diminui os valores.

É um cenário de incertezas para todos os brasileiros. A época é de recessão e qualquer medida de defesa é bem-vinda. Investimentos arriscados ou ousados devem ser analisados com cuidado pelo brasileiro para evitar perdas.

Por Patrícia Generoso

Economia





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