Com a crise econômica afetando todos os setores do País, as pessoas estão evitando gastos desnecessários e economizando com roupas, lazer e alimentação.

O brasileiro em 2015 está enfrentando uma inflação com índices exorbitantes, reflexo do aumento das taxas de juros no país e a má gestão, contribuiu para que se ocorressem os aumentos dos preços, atingindo todos os setores da economia. O salário não acompanha os índices de aumento e as pessoas precisam saber poupar e evitar supérfluos, pois há os constantes aumentos e para driblar a inflação é preciso economizar e cortar custos. 

É preciso reinventar, criar condições para enxugar o orçamento e manter as contas em dia, assim as pessoas acabam comprando menos e poupando mais, para que o dinheiro dure até o fim do mês e consigam sobreviver frente à crise. 

A agência Hello Research pesquisou 2.002 pessoas no Brasil em torno de 70 cidades e verificou que elas estão procurando gastar menos e economizar com roupas, lazer e alimentação. Esse indicador mostra que o povo brasileiro está sentindo no bolso, e fazer economia é a melhor saída, pois o salário continua o mesmo, e as contas precisam fechar. 

A pesquisa fez um levantamento por região no país mostrando os índices de diminuição dos gastos. Regiões como norte-sul, centro-oeste, sudeste, nordeste, tiveram respectivamente o percentual de 91%, 91%, 92%, 82%, e 80%. Em setembro a inflação foi em torno do demonstrativo de 9,5%, levando em conta 12 meses, o que revelou a maior alta dos últimos tempos. 

Esse índice da pesquisa revela a crise que o país atravessa e os reflexos se fazem sentir, e para manter a equação: salário x gastos é preciso muitas vezes se sacrificar e as famílias são as que mais sofrem. Apelar para o bom senso é a melhor saída, e o brasileiro é criativo, inovador e perspicaz, e quando se trata de economizar as saídas sempre aparecem. 

O governo precisa viabilizar melhores fórmulas para engrenar o país, sem sacrificar o bolso do trabalhador. 

Por Marisa Torres

Cortando gastos


Paulistanos podem economizar até R$ 1.700 no ano se pesquisarem os preços em mercados.

A maior e mais populosa capital do Brasil, conhecida por ser uma cidade que nunca dorme, pois tem diversos ramos da economia durante todo o dia em funcionamento, também tem vivido sua má fase na geração de emprego e renda.

Em tempos como esse, o estado de São Paulo não tem vivido seus dias de glória econômica e, com isso, os paulistanos amargam também a decisão de fazer ajustes nas contas. Então, a palavra de ordem é economizar.

Claro que em uma cidade tão agitada como São Paulo, fazer economias usando o método de pesquisas de preço não é uma missão nada fácil. No entanto, para quem não deseja entrar na forca das dívidas, essa é uma alternativa bem eficaz.  

Como a vilã da inflação tem estado em torno de 8,5%, essa taxa tem colocado as garras principalmente em produtos alimentícios, o que explica a alta no preço de itens básicos da cesta básica como feijão, arroz, macarrão, frango e carne – até os produtos mais supérfluos como iogurtes, biscoitos e outros itens de lanches. Tudo está com o preço elevado e os paulistanos precisam se levantar da cadeira, pegar o caderninho de notas e fazer uma visita em mercados e atacados da sua região. A finalidade? Saber onde se pode comprar comida mais barata.  

Uma atitude como essa pode trazer para o trabalhador paulistano uma economia anual de R$ 1.700,00. Isso é o que afirma a Proteste Associação de Consumidores, que fez uma pesquisa e descobriu que, de um estabelecimento com a distância de poucos metros um do outro, pode-se comprar biscoitos da mesma marca e peso com a diferença de até 134%, traduzindo isso em números, significa que um pacote de biscoito pode custar de R$ 2,09 a R$ 4,90. O frango nosso de cada dia, muito comprado em épocas que carne vira iguaria de luxo, pode chegar a custar por 1 Kg o preço de R$ 7,35; enquanto em outro mercado chega a R$ 15,97.  

Claro que se leva em consideração a região onde está localizado o mercado ou atacado – quanto mais em área nobre estiver situado, mais caro tende a ficar suas compras no local. Porém, é importante entender que mesmo localizados na mesma região em São Paulo – seja ela norte, sul, leste ou oeste – sempre vai existir quem venda mais caro e mais barato.  

Atitudes como essa, de fazer um simples conhecimento de preços, pode gerar para o paulistano a média de R$ 1.700,00 de economia ao ano. Agora, imagine que, com esse valor, dá para se pagar duas parcelas do financiamento do seu carro popular, ou quem sabe custear os primeiros meses de uma pós-graduação a distância ou quem sabe até mesmo poupar para fazer uma viagem em um fim de semana.

Pense nisso! Em tempos de arrocho financeiro, pesquisar é uma medida sábia, que dá retorno e pode ajudar você a manter suas contas sempre em dia.

Por Michelle de Oliveira

Economizar no mercado


Juros do cartão de crédito e do cheque especial aumentaram no mês de agosto, ficando em 350,79% ao ano e 218,17% ao ano, respectivamente. As Pessoas físicas foram as que mais sentiram a alta, pois o aumento para elas foi de 0,08 ponto percentual.

As coisas não vão bem para o consumidor brasileiro. A média de juros para o cartão de crédito chegou a impressionantes 350,79% ao ano. Os números são de um levantamento feito pela Anefac – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade e foram divulgados à imprensa no dia 14 de setembro. Ao mês, a taxa de juros do cartão foi de 13,37%, o que representa 0,34% em relação ao mês de julho.

O cheque especial também não ficou para trás e a taxa ficou em 218,17% ao ano. Uma taxa de 10,14% ao mês, representando um aumento de 0,04 ponto percentual na comparação com o mês anterior. As pessoas físicas são as que mais sofreram, uma vez que o aumento para elas foi de 0,08 ponto percentual, entre os meses de julho e agosto, representando 128,78% ao ano e 7,14% ao mês.

Os juros para pessoas jurídicas foram menores, sendo que a taxa média de juros subiu 0,03 ponto percentual. Em agosto chegou a 61,77%. A pesquisa leva em consideração os juros do cartão de crédito, o cheque especial, o crédito para automóveis, o financiamento pessoal, entre outros indicativos. No caso do cheque especial a taxa foi de 6,99% ao mês.

A CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – também aumentou para os bancos e estes devem repassar uma parcela para os clientes. A medida que aumenta o tributo para 20% (antes era 15%) começou a valer no começo de setembro. Alguns clientes já sentem as medidas adotadas pelas instituições bancárias.

Segundo a Anefac, o aumento dos juros ocorre, principalmente, pelo cenário econômico de incertezas. A alta do dólar, da inflação, o aumento dos impostos e juros foram determinantes para a diminuição do poder aquisitivo das rendas das famílias. Em nota a associação afirmou que o baixo crescimento econômico pode levar a alta do desemprego. 

Por Ana Rosa Martins Rocha

Juros do cartão de crédito


A queda registrada no 1º semestre deste ano foi de 1,8% no consumo das famílias brasileiras.

O consumo familiar continua caindo frente à crise que continua assolando o País. Os números apontam que para o consumo familiar o semestre foi o pior dos últimos 14 anos.

O fechamento do primeiro semestre de 2015 apontou uma queda de 1,8% no consumo das famílias brasileiras que estão fazendo de tudo para cortar gastos. Desde 2001 que este indicador não tem um resultado tão ruim assim, pois nesta época a queda chegou a 2%.

E são vários os motivos que estão fazendo com que o consumo familiar caia, entre eles os altos juros, a disparada da inflação e o péssimo cenário para o mercado de trabalho que continua demitindo.

As pessoas físicas tiveram um crescimento quanto ao crédito nominal de 4,7% em se tratando de operações de crédito, apontando uma queda e que teve ainda a inflação para fazer com que as famílias passassem a consumir menos.

Com a aceleração contínua da inflação, o IPCA já cresceu 8,5% só no segundo trimestre deste ano, sendo que no segundo trimestre de 2014 o crescimento foi de 6,4%. A Selic também aumentou e o crédito não vem acompanhando o crescimento, em termos reais.

Há alguns anos atrás, o crescimento da economia foi impulsionado pelo consumo das famílias brasileiras, bem diferente do quadro que temos hoje. Em 2010, quando o Brasil se recuperava da crise global, o primeiro semestre teve uma alta acumulada que chegou a 6,6% e o PIB subiu 7,6%.

O futuro a curto e médio prazo não é nada animador, pois para este final de ano a expectativa é que haja uma piora no ritmo de consumo, já que o mercado de trabalho continuará demitido e a inflação segue sem controle por parte do Governo.

Analistas do mercado já chegam a citar mais de 1 milhão de postos de trabalhos formais perdidos e os próximos trimestres trarão dados negativos.

O consumo familiar continuará em queda, porque as famílias brasileiras estão se vendo obrigadas a economizar ao máximo, pois os produtos nas prateleiras estão cada vez mais caros, sem contar as tarifas de luz e água que estão subindo e com isso sobra menos dinheiro para as compras do dia a dia.

Por Russel

Dinheiro


Dívidas dos brasileiros se deram em transações efetuadas a cartões de crédito, lojas em geral, financeiras, prestadoras de serviços, entre outras.

Com toda a crise que o Brasil está passando a Serasa Experian divulgou esta semana que a inadimplência do consumidor subiu no começo do 2º semestre.

Para ter uma ideia de como isso é preocupante essa pesquisa acabou revelando que no mês de julho essa marca ficou em 0,6% e se compararmos com relação ao mês de julho do ano passado temos o valor de 19,4%, sem esquecer que o acumulado dos 7 primeiros meses de 2015 comparados com o mesmo período no ano passado chegou em 16,8% e, com isso, temos um povo que a cada dia não consegue sair tão cedo do “vermelho”.

Em qual área essa inadimplência é mais acentuada?

Por incrível que pareça a maior marca vem de serviços que não são diretos da área bancária, onde podemos destacar transações efetuadas a cartões de crédito, lojas em geral, financeiras, prestadoras de serviços (onde temos aqueles que oferecem serviços de telefonia, fornecimento de água, energia elétrica etc.) e outras, onde tivemos um aumento considerável de 3,5% e isso não aumentou mais por causa das dívidas dos bancos.

A dívida dos bancos teve uma queda de 2,2% e com isso deixou o avanço do índice mensal estagnado, mas ao mesmo tempo continua a causar preocupação aos especialistas, pois mesmo com tudo isso o valor médio das dívidas que não são de ordem bancárias cresceu em torno de 10,0% dos meses de janeiro a julho de 2015, se levarmos em consideração os mesmos meses, mas durante o ano de 2014.

Outros dados revelados na pesquisa foram que:

  • A inadimplência direta com relação aos bancos teve um valor médio, um crescimento, e ficou em 0,9%;
  • O Cheque sem Fundos também teve um valor médio que alcançou um aumento e chegou ao registro de 10,4%;
  • Os Títulos Protestados conseguiram um valor médio que obteve uma queda, chegando a 1,9%;
  • E o desemprego constantemente aumentando junto com os juros que a cada dia ficam bem mais altos e além da inflação exorbitante faz com que a vida financeira do consumidor fique muito prejudicada e, com isso, a população acaba tendo problemas para conseguir colocar todas as contas em dia.

Por Fernanda de Godoi

Inadimplência


Bandeira tarifária continua vermelha para o mês de agosto, sinalizando ao consumidor que é necessário economizar energia.

O consumidor brasileiro já está se acostumando com a grande alta no valor da tarifa da energia elétrica. Parte dessa alta se deve a uma tarifa que é cobrada quando o custo da geração de energia está muito alta: a chamada bandeira tarifária. Quando os níveis de rios e reservatórios estão muito baixos, a bandeira fica vermelha, sinalizando ao consumidor que é necessário economizar energia para que os recursos não se esgotem. A cada 100 KW consumidos o consumidor paga uma tarifa de R$ 5,50, o que vem encarecendo muito a conta do brasileiro.

E as notícias não são otimistas para o segundo semestre desse ano: segundo a Aneel, a bandeira vermelha continuará em vigor para o mês de agosto, pois segundo a agência o custo de geração de energia ainda não está em bons níveis.

Desde que foi instalado o sistema tarifários por bandeiras, em janeiro deste ano, a maioria do país nunca saiu do vermelho. Segundo o governo as termelétricas estão em funcionamento, para suprir as necessidades energéticas do país. Como o custo de fabricação de energia em uma termelétrica é bem mais elevado do que o de uma hidrelétrica, a diferença acaba sendo paga pelo consumidor, que já vem reclamando de tantas tarifas. Algumas famílias vêm adotando medidas drásticas para frear o valor da conta, como eliminar alguns eletrodomésticos supérfluos, trocar luzes incandescentes pelas fluorescentes ou de LED que proporcionam maior economia, diminuir o tempo gasto com TVs ou computadores, dentre outras. E para um país que não está acostumado a poupar, a medida vem sendo bastante difícil.

Agora, as esperanças para que a tarifa diminua seriam ou São Pedro colaborar com uma boa época de chuvas ou o governo investir em energias limpas, renováveis e mais baratas, como a energia eólica. Como o governo não demonstra interesse em diversificar a geração de energia, o que resta a nós consumidores é rezar por mais chuvas.

Por Patrícia Generoso

Bandeira tarifária vermelha





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