Fevereiro teve alta nos juros bancários, nos juros de cartões de crédito e na inadimplência

Os juros cobrados pelos bancos para pessoas físicas seguem em alta. No mês passado, a taxa atingiu 54,3%, mais alta do que em janeiro, que foi de 52%.

Segundo o Banco Central (BC), esse aumento de 2,3% em relação ao mês passado é o maior patamar atingido desde o início da série, em 2011.  Em janeiro deste ano, a autoridade monetária realizou uma alteração na metodologia de cálculo dos juros bancários. Para o Banco Central, esta mudança integra o processo de aprimoramento das estatísticas, que deverá ser permanente.

No entanto, além do aumento dos juros bancários, a taxa básica da economia também aumentou. Esta, foi criada, também pelo Banco Central, para tentar conter as pressões inflacionárias e é revista a cada 45 dias.  De acordo com uma matéria publicada no G1, o aumento de juros por parte da Instituição Bancária vem acontecendo desde outubro do ano passado, quando a taxa beirava os 11% ao ano e, em janeiro, aumentou em 1,25%.

Além disso, os juros dos cartões de crédito também tiveram aumento – 342,2% em fevereiro – o que significa que o consumidor está pagando, em média, 0,4138% ao dia. Em termos práticos, se o cliente dever R$ 1.000,00 no início do mês, no final, estará devendo R$1.127,00. Ou seja, pagará R$ 127,00 apenas em juros. Já a inadimplência entre pessoas físicas e jurídicas ficou em 4,4%, valor considerado estável em relação a janeiro deste ano e a fevereiro de 2014.

Analisando os números, pode-se perceber que esse aumento de juros, por parte dos bancos, tem sito feito de forma intensa, o que, muitas vezes, pode deixar o consumidor nervoso.  Ainda,  a rentabilidade dos grandes bancos que possuem capital aberto no Brasil foi, no ano passado, de 18,23%, valor duas vezes superior ao dos bancos americanos, que foi de 7,68%. O levantamento foi realizado pela consultoria Economatica para a BBC Brasil.

Por Andréa Corneli Ortis

Juro bancário


A cada ano o consumidor brasileiro obtém novas ferramentas e mecanismos que possibilitam maior controle de sua remuneração e gastos. Recentemente, os bancos foram obrigados a divulgar as várias taxas aplicadas às pessoas físicas, algo bem visto pela sociedade, porém observado de modo sucinto por especialistas.

A partir de 1º de dezembro, quinta-feira, as instituições bancárias divulgarão pela rede mundial de computadores a relação de pacotes e tarifas proporcionados às pessoas físicas. De acordo com a Band Online, esse será um meio de os brasileiros compararem os mais de 70 planos dispostos pelos bancos.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com mais conhecimentos o cidadão poderá estender as possibilidades do repertório anterior, que compreendia somente 46 tarifas cobradas pelos bancos.

Para saber mais detalhes sobre as taxas aplicadas, acesse este link.

Por Luiz Felipe T. Erdei


As pessoas físicas devem receber, até o final do ano, uma oferta ainda maior de crédito. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as operações de crédito para o consumidor devem subir cerca de 21,7% em 2010.

A carteira de crédito para as pessoas físicas em 2011, segundo a Febraban, deve aumentar em 17,8%. O aumento da oferta de crédito está diretamente ligada ao crescimento da economia e aumento do consumo das classes C e D.

As operações de financiamento ligadas à compra de automóveis devem superar o crescimento do ano passado em 17,4%.

Para as pessoas jurídicas, o crescimento da oferta de crédito em 2010 ficará em 20,8% – 1,1 ponto percentual acima do crescimento obtido no ano passado para este grupo.

Por Luana Neves





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