A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, a Abramat, publicou previsões sobre a diminuição das expectativas de aumento das  vendas de materiais de construção para esse ano. Inicialmente a Abramat previa um aumento de 4,5 por cento nas vendas para 2012, esse valor acabou sendo reduzido para 3,5 por cento. Nessa última declaração, espera-se um aumento de 2 a 2,5 por cento das vendas no setor para este ano.

As afirmações são de Walter Cover, presidente da Abramat. Segundo ele, o problema da redução das previsões de expansão do setor está relacionado com o aumento do endividamento das famílias, que teria proporcionado menos dinheiro para realizar reformas domésticas.

As pesquisas da Abramat, feitas em parceria com a Fundação Getulio Vargas mostra que o volume de materiais de construção vendidos possa chegar a 8.2 por cento em 2012 e de até 6 por cento no ano que vem.

Pesquisador da FGV, Robson Gonçalves, afirma que o setor está com um crescimento estável superior a taxa de crescimento do PIB para os dois anos. Segundo os dados de produção do setor de construção deve ter uma ampliação de 1,9 por cento em 2012 e uma projeção de ampliação de 4,2 por cento em 2013.

Por Matheus Camargo


As obras inoculadas dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ampliação nas vendas de residências a partir do “Minha Casa, Minha Vida” e a exoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a alguns setores suplantaram expectativas diversas, tanto que a comercialização interna de materiais de construção cresceu 9,43% em julho ante período igual do ano passado.

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), de acordo com a agência de notícias Reuters, relacionou, também, que as vendas acumuladas entre janeiro de 2010 até o mês passado atingiram ascensão de 18,1% em comparação ao mesmo intervalo de 2009. A entidade revelou, consequentemente, que a comercialização de materiais dito básicos sobrepujaram os de acabamento.

Um fator relevante não somente aqueles que dependem da vendas de materiais de construção, mas outros diretamente ligados à confecção de cada um dos itens, foi o aumento de empregos formais em 11,7% no mês de junho. A Abramat estima que esses dados refletem o novo crescimento consecutivo observado na indústria de materiais. Melvyn Fox, presidente da entidade, assegura que o segmento já superou os efeitos da crise financeira econômica mundial.

Por Luiz Felipe T. Erdei





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