Somente no dia 7 de novembro os investidores estrangeiros retiraram cerca de R$ 270,918 milhões da Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa.

No pregão do dia 7 de novembro houve uma queda de 1,58% no Ibovespa, índice de negociações da Bovespa, atingindo um patamar de 58.517,35 pontos. O volume de negociações financeiras ficou em R$ 6,073 bilhões.

O saldo de investimentos estrangeiros aplicados na Bovespa está em R$ 4,730 milhões em negativo nos primeiros quatro dias úteis de novembro.

A debandada de capital externo na Bolsa deveu-se às expectativas ruins no mercado financeiro mundial nos últimos dias. As notícias sobre a possibilidade do não pagamento da dívida Grega, mais o problema nas contas públicas dos Estados Unidos fizeram os investidores recuarem em todo o mundo.

Para piorar a situação o Banco Central da França fez um anúncio em que prevê que a economia do país entrará em recessão nos últimos meses do ano.

As compras dos investidores estrangeiros na Bovespa ficaram no começo de novembro, até o dia 7, em R$ 9,698 bilhões. Já as vendas ficaram em R$ 9,703 bilhões. No acumulado desse ano o déficit de recursos externos nas comercializações da Bovespa está na casa dos R$ 2,431 bilhões.

Por Matheus Camargo

Fonte: UOL


O valor dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil, os IEDs, somou US$ 4,393 bilhões em setembro e deve fechar outubro com mais de US$ 6 bilhões. Os números divulgados pelo BC surpreenderam os analistas de mercado brasileiros.

Até sexta-feira, 19 de outubro, os investimentos estrangeiros no Brasil em outubro já tinham alcançado US$ 3,8 bilhões. Para o economista da Tendências Consultoria Econômica, Silvio Campos Neto, é uma surpresa esse resultado.

Campos Neto prevê que no ano de 2012 o saldo de entrada de investimentos no país deve chegar a US$ 62 bilhões. De acordo com os dados do BC, o saldo de 2012 até setembro já estava em US$ 47,576 bilhões.

Luís Afonso Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica, também se disse positivamente surpreso com os resultados do saldo de investimento direto estrangeiro no país. Ele reitera que no começo do ano, com resultados magros, o previsto era muito inferior do que isso. Entretanto, a situação se inverteu nos últimos meses, relatou Lima.

Segundo Lima, há três fatores que explicam os bons resultado do IED para 2012. O primeiro são as obras de infraestrutura para os megaeventos esportivos que ocorrerão no país nos próximos anos. O outro é a participação da indústria do petróleo e a de exploração de minérios nesses investimentos. Por fim, ele ressalta o crescimento da classe média brasileira, o que tem sido acompanhado pelas empresas estrangeiras a fim de aumentar suas vendas de produtos para essa faixa da população.

Por Matheus Camargo





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