Os indicadores de políticas públicas são basicamente instrumentos que permitem identificar e medir aspectos relacionados a um determinado conceito, fenômeno, problema ou resultado de uma intervenção na realidade. São medidas, ou seja, uma atribuição de números a objetos, acontecimentos e situações de acordo com certas regras.

Os indicadores são usados para avaliar a magnitude de uma situação como, por exemplo, a incidência de uma doença ou o custo de um programa de governo.

O indicador é uma medida, de ordem quantitativa ou qualitativa, designificado particular e utilizada para organizar e captar as informações relevantes dos elementos que compõem o objeto da observação. É um recurso de método que informa sobre a evolução do aspecto observado. É um elemento capaz de medir a evolução do problema. Deve ser coerente com o objetivo do programa de governo, ser sensível à contribuição das principais ações e apurável em tempo oportuno. Permite, portanto, a mensuração dos resultados alcançados com a execução do programa. É geralmente apresentado como uma relação ou taxa entre variáveis relevantes.

Existem tipos variados de indicadores, como os indicadores estratégicos que informam o “quanto” a organização se encontra na direção da consecução de sua Visão. Refletem o desempenho em relação aos Objetivos Estratégicos da Organização. São formulados segundo as dimensões e critérios estabelecidos no Planejamento Estratégico das organizações. Já os indicadores de processo têm como objetivo a representação objetiva de características do processo que devem ser acompanhadas ao longo do tempo para avaliar e melhorar o seu desempenho. Medem a eficiência e a eficácia dos processos.

Os indicadores podem nos revelar a eficácia das políticas públicas, e podem definir inclusive a permanecia delas ou não. Os indicadores têm a facilidade de serem compreendidos e aplicados tanto pelos executores quanto pelos que receberão seus resultados.

Os nomes e expressões devem ser conhecidos e entendidos por todos os envolvidos de forma homogênea, garantindo ampla validade por toda a organização.

Por Paulo Victor Bragança


O IGP-DI (Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna), indicador da Fundação Getúlio Vargas, apresentou uma variação negativa de 0,31% para o mês de outubro deste ano, contra uma inflação de 0,88% no mês setembro. O resultado das pesquisas da FGV foi anunciado na quarta-feira, dia 7 de novembro.

A taxa de inflação medida pelo IGP-ID está dentro das expectativas dos analistas financeiros, de acordo com pesquisa da AE-Projeções. Eles previam uma deflação de 0,40% a até uma alta de 0,20%. A mediana das projeções dos analistas estava apontando uma deflação de 0,15%, o que foi superada pela apresentação dos dados da pesquisa.

Com esse resultado deflacionário para o mês de outubro o índice IGP-DI acumula uma inflação de 7,12% no ano de 2012, até agora. Para o período dos últimos doze meses a variação acumulada do índice é de uma alta de 7,41%.

A fundação informou na divulgação da pesquisa que o índice é composto de três indicadores diferentes: o IPA-DI, o IPC-DI e o INCC-DI. Eles medem preços, respectivamente, no mercado, no atacado, no varejo e nos materiais de construção. Desses apenas os preços de produtos no mercado de varejo apresentou alta este mês, com 0,54% de variação positiva.

Por Matheus Camargo

Fonte: Exame


O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, aponta que a inflação diminuiu o ritmo de crescimento em cinco capitais brasileiras. No geral, o IPC-S de outubro está encerrando o mês em 0,48%. Na terceira semana de outubro o índice era de 0,57%.

Das sete capitais que são base para a pesquisa da Fundação, cinco apresentaram desaceleração do crescimento da inflação. Elas são as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. Somente em  Brasília e Salvador o índice apresentou subida nessa última semana de outubro.

Em São Paulo o índice passou de 0,48% na terceira semana do mês para 0,45% na última semana. No Rio a desaceleração foi de 0,45% para 0,22%. Em Belo Horizonte o índice passou de 0,70% para 0,55%. Já em Porto Alegre o índice foi de 0,80% para 0,61%. Por fim, em Recife o índice foi de 0,72% para 0,62%.

A próxima pesquisa sobre o Índice de Preços ao Consumidor Semanal da Fundação Getúlio Vargas deverá ser divulgada no dia 9 de novembro.

Fonte: O Estado de São Paulo

Por Matheus Camargo


Os analistas de mercado consultados pelo Banco Central para a confecção do relatório Focus prevêem que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE, deverá ficar em 5,53% em 2012. Essa é a mediana das projeções dos analistas, ditos Top 5, do relatório Focus. Compõem o grupo dos analistas Top 5 os cinco que mais acertam sua previsões para os indicadores.

Eles reduziram, nesse último relatório, suas previsões para o IPCA 2012. Na semana passada as previsões eram de que o índice deveria ficar em 5,55% para este ano. Isso reflete a sensibilidade das análises frente à desaceleração da inflação na última semana de outubro.

Para 2013 os analistas prevêem uma inflação de 5,42%. No final de setembro as previsões eram de que a inflação de 2013 fecharia em 4,99%. Para o mês de novembro de 2012 as previsões eram de que o IPCA do IBGE ficaria em 0,51%. Na semana passada a expectativa era de 0,52%. Há um mês o relatório apontava que os analistas financeiros acreditavam que a inflação de novembro ficaria em 0,53%.

Por Matheus Camargo

Fonte: Exame   


Segundo uma pesquisa divulgada pela Fiesp a confiança dos empresários do setor industrial no Brasil caiu no mês de outubro deste ano. De acordo com a pesquisa Sensor, a confiança dos empresários industriais paulistas atingiu 50,6 pontos no indicador utilizado.

Com este valor, o indicador de confiança caiu em relação ao mês de setembro deste ano. Em setembro o indicador apontava um índice de 52,3 pontos de acordo com os dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. A pesquisa foi divulgada no dia 30 de outubro.

Segundo os dados da pesquisa, dos 5 itens que compõe o indicador da federação 3 apresentaram uma queda e apenas 1 apresentou aumento em outubro. Um dos indicadores apresentou estabilidade durante o período.

O indicador sobre os itens de estoque saiu de 40,8 pontos em setembro para um valor de 44,7 pontos em outubro, sendo este o único que apresentou um aumento no período. O indicador do item de emprego passou de 49,8 pontos em setembro para o valor de 46,2 pontos em outubro.

A avaliação dos empresários do setor industrial em relação ao mercado também apresentou queda no período. Este item passou de 59,3 pontos em setembro para um valor de 55,5 pontos em outubro.

Por Matheus Camargo

Fonte: R7


A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou nesta terça-feira, dia 30 de outubro, que o indicador de confiança dos empresários do comércio subiu. Ele é medido pelo Índice de Confiança do Empresário do Comércio.

Houve uma alta de 2,2% do índice no mês de outubro. De acordo com o indicador, o índice de confiança dos empresários do setor ficou em 128,0 pontos. Esse patamar de resultado ficou abaixo do que foi auferido no mesmo mês de outubro de 2011.

Ainda de acordo com a pesquisa houve uma melhora no índice que avalia as condições atuais do empresário do comércio no mês de outubro deste ano. De acordo com os dados, a expectativa dos empresários do comércio mostrou um crescimento de 2%.

O crescimento da confiança dos empresários do comércio no mês de outubro foi o maior entre os negócios com ampla abrangência. O índice entre as empresas com menos de 50 funcionários cresceu em 2,1%. Já, nas empresas com mais de 50 funcionários o indicador subiu 2,5%, alcançando um patamar de 143,8 pontos. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve uma baixa do índice  para as empresas com menos de 50 funcionários e um avanço de 1,7% nas empresas com mais de 50 funcionários.

Por Matheus Camargo

Fonte: Estadão


A Fundação Getúlio Vargas,  FGV, apresentou nesta terça-feira, dia 30 de outubro de 2012, um estudo que mostra que a evolução dos preços dos produtos agropecuários no atacado (subíndice do IPA – Índice de Preços do Atacado) apresenta uma variação negativa de 0,57%.

Segundo a pesquisa de Índice de Preços do Atacado os valores dos produtos industriais também apresentaram queda, embora com menor intensidade ao passar de uma variação positiva de 0,65% em setembro para uma queda de 0,05% no mês de outubro deste ano.

Os preços dos chamados bens intermediários apresentam uma alta em outubro com uma variação positiva de 0,41% frente ao mês de setembro onde a variação ficou em mais 0,90 %. Os preços dos bens finais mostraram também uma variação positiva de 0,07% neste mês frente a variação de 0,99% no mês de setembro.

Os valores das matérias primas brutas ficaram em 0,24% menores no mês comparados a uma alta de preços de 1,95% no mês de setembro. No resultado geral dos índices de preços ao produtor o  resultado do mês de outubro ficou 0,20% menor.

Por Matheus Camargo

Fonte: Exame


O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), na cidade de São Paulo, apresentou uma aceleração de subida e ficou em 0,84% na 3ª semana de outubro.

Os números são da FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

De acordo com o índice medido pela FIPE, há uma trajetória de aceleração da subida da inflação na cidade. Na segunda quadrissemana de outubro, o IPC de São Paulo alcançou uma variação positiva de 0,77%. Em relação a terceira parcial de setembro a inflação medida pelo IPC ficou 0,41% superior.

Com esse resultado o indicador está no teto das previsões das instituições financeiras do país que esperavam um valor entre 0,85% e 0,74%. Entre os grupos de produtos e serviços pesquisados aquele que teve maior subida foram os gastos com alimentação. O grupo apresentou uma alta de 2,28% no período. Na segunda semana de outubro a alimentação subiu 2,12%.

Segundo a pesquisa, ficou 0,51% mais caro morar em São Paulo na terceira semana de outubro. O índice é maior do que os 0,41% apresentados na segunda quadrissemana de outubro. Já, os gastos com saúde ficaram 0,21% mais baratos neste terceiro levantamento de outubro. Os vestuários também apresentaram um recuo da ordem de 0,45%.

Por Matheus Camargo


Segundo dado do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) medido na semana passada, 68,53% dos produtos pesquisados tiveram reajustes de preços para cima. Esse indicador chamado de difusão do IPC-S mantém-se na mesma taxa que da segunda semana de outubro.

O resultado geral é que o IPC-S da terceira semana deste mês apresentou uma variação negativa de 0,05%, o que deixa a inflação acumulada pelo índice em 0,57% para o mês de outubro, até agora. Na semana passada os preços dos produtos pesquisados no IPC-S apresentaram uma alta em média de 0,62%.

No mesmo período do ano passado o índice de difusão do IPC-S apresentou uma alta em 61,22% dos produtos. Na primeira semana de outubro 70,29% dos produtos apresentaram alta de preços.  Em declaração para a Agência Estado, um pesquisador do IBGE afirmou que essa taxa do índice de difusão do IPC-S é "um número alto para padrões de média histórica. Estamos vivendo um momento de pressão (inflacionária) bem generalizada".

Reiterando que " não é descontrolada, tampouco é um patamar desejável", o economista faz coro com outros analistas da situação que vêem com preocupação o aumento do índice inflacionário nos meses de agosto e setembro.

Por Matheus Camargo

Fonte: UOL


No dia 19 de outubro, o IBGE divulgou o resultado do indicador IPCA-15, com os resultados do índice de preço ao consumidor de espectro amplo para os primeiros quinze dias do mês. O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação do mês medida pelo IPCA.

O IPCA-15 para os primeiros quinze dias de outubro apresentou uma alta média de 0,65 pontos percentuais. Esse valor é o teto das estimativas projetadas para o índice no período, que variavam entre 0,55% e 0,65%. O dado preocupa, pois parece consolidar uma tendência de alta de preços, com os índices inflacionários aumentando sucessivamente.

Pelos os dados, os alimentos novamente lideram o ranking da alta de preços. Esse grupo de produtos pesquisados subiu 1,56% na primeira quinzena de outubro, acima dos 1,08% apresentado no mesmo período em setembro. Um dos itens que mais subiram dentro do grupo foi o arroz, com uma alta de impressionantes 11,91%. Houve também uma subida expressiva do preço da batata-inglesa, que ficou em média 19,23% mais cara no período. No conjunto das fortes altas dos preços dos alimentos há ainda a cebola, com 9,97% e as carnes, que ficaram 2,92% mais caras.

Como ocorreu no índice do IPCA-15 de setembro, outro grupo que puxou a inflação para cima foi a habitação. Esse grupo também apresentou uma alta em outubro superior a alta de setembro, ficando agora 0,72% mais cara frente aos 0,43% do mês passado.

Por Matheus Camargo

Fonte: Estadão


A Confederação Nacional da Indústria divulgou uma pesquisa sobre o Índice de Confiança do Empresariado Brasileiro na última quarta-feira, 17 de outubro.

Segundo o índice da pesquisa da CNI, o empresariado brasileiro, em média, está refletindo uma perda de confiança na manutenção dos bons resultados da economia no país.

De acordo com a pesquisa houve uma queda de 1,2 pontos na escala de confiança dos empresários brasileiros que estão, agora, com o índice de 56,2 pontos. Essa é a primeira queda depois de dois meses de subida das boas expectativas da classe.

A pesquisa da CNI é realizada com empresários de todos os setores e contou com a participação de 2.246 empresas brasileiras. O índice de confiança da pesquisa varia em uma escala de zero a cem pontos e reflete as expectativas para os resultados da economia nacional e das empresas imediatamente e para os próximos seis meses.

As razões para a baixa da confiança do empresariado nacional são apontadas como sendo os resultados fracos apresentados pelo PIB brasileiro no terceiro trimestre, divulgados na última semana, e a alta de preços de produtos e serviços ao consumidor medido pelo índice IPCA. O que sinaliza que a economia braseira pode manter a tendência de desaceleração.

Por Matheus Camargo

Fonte: UOL


O Índice de Produção Industrial no Brasil é medido pelo IBGE em 14 localidades pesquisadas. Apesar de 9 das 14 regiões terem apresentado índices positivos no mês de agosto frente aos resultados de julho, o resultado geral continua a tendência de queda iniciada em outubro de 2010, alcançando agora a variação negativa de 2,9% no acumulado dos últimos doze meses e é a pior taxa desde janeiro de 2010, onde se registrou a queda de 5% da produção industrial.

Os Estados que mais sofreram com a queda da produção industrial no acumulado dos últimos doze meses foram Rio de Janeiro, na liderança, com menos 4,9%, seguido de perto por São Paulo, com menos 4,8%, na sequência Santa Catarina, com variação negativa de 4,2%, depois Ceará, com 3,6%, e Espírito Santo, com 3,5% de queda.

Alguns Estados apresentam resultados positivos nos últimos doze meses. Dentre eles, os com melhores resultados são: Goiás, com 7% disparado na frente do crescimento, seguido do Paraná, com 3,9% e Pernambuco, com 3,8% de expansão.

Em relação ao mês de julho, o Índice de Produção Industrial de agosto, considerando as regiões pesquisadas, apresenta um ritmo de crescimento em 9 das 14 regiões. Goiás recuperou parte das perdas do índice de julho frente a junho, quando registrou uma baixa de 13,3%, ficando agora com 10,3% de alta. É a região com maior crescimento em agosto seguido do Amazonas, com 7,6%, Rio Grande do Sul, com 4,8%, Minas Gerais, com 3,3% e Paraná, com 3,0%.  

Por Matheus Camargo


IBC-Br cresceu 0,75% em junho

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado como um sinalizador do PIB brasileiro, alavancou 0,75% no mês de junho deste ano ante maio. Segundo a Reuters, o mercado esperava um avanço de 0,70%.

Com isso, a sinalização é de que a economia brasileira cresceu mais do que o esperado no mês analisado, indicando que a atividade já estava dando sinais de recuperação.

Essa foi a maior variação mensal desde março de 2011, quando o crescimento apresentou 1,47%.

Influenciado pelo resultado de junho, o 2º tri fechou em alta de 0,38% em comparação ao 1º tri.

O IBC-Br engloba as estimativas para a produção nos setores básicos da economia, que são: indústria, serviços e agropecuária.

Portanto, o governo vem realizando várias medidas para estimular a economia, que foi afetada pela crise mundial. E os resultados estão surgindo, como os bons números das vendas no varejo, que registraram alta de 1,5% em junho ante maio, e a criação de 142.496 postos de trabalho formal em julho.

Porém, as expectativas ficam em torno da próxima reunião do Copom (nos dias 28 e 29 deste mês), onde a taxa básica de juros poderá ser reduzida em 0,50 ponto percentual, marcando uma nova mínima histórica de 7,50%, continuando com suas medidas de incentivo à economia brasileira.


Hortaliças e legumes: preços caíram nas 2ª prévia de agosto

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) da segunda prévia de agosto teve uma variação de 0,39%, com taxa de 0,01 ponto percentual abaixo da registrada na última análise.

Segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), das 8 classes de despesa que fazem parte do índice, 3 registraram queda, ficando o destaque para o grupo alimentação (de 1,62% para 1,27%). Os preços das hortaliças e legumes foram os que mais desaceleraram nesse grupo (de 26,26% para 19,17%).

A queda também foi vista nos grupos comunicação (de 0,29% para 0,19%) e despesas diversas (de 0,42% para 0,24%). Os destaques foram para as tarifas de telefone residencial (de 0,87% para 0,61%) e postais (de 2,68% para 0,72%).

Por outro lado, as altas foram registradas nas taxas de habitação (de 0,14% para 0,20%), vestuário (de -0,66% para -0,49), educação, leitura e recreação (de 0,40% para 0,71%), saúde e cuidados pessoais (de 0,38% para 0,46%), e transportes (de -0,48% para -0,34%).


IGP-M do 1º decêndio de agosto teve variação de 1,21%

Segundo a FGV, a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) do 1º decêndio de agosto (medido entre 21 e 31 de julho) teve variação de 1,21%.

O índice serve como base para o reajuste dos aluguéis, e no acumulado dos últimos 12 meses terminados em agosto, ficou registrado em 7,49%.

Os preços medidos pelo IPA (Índice de Preços por Atacado) tiveram variação de 1,25% para 1,73%, no período analisado. Já, o INCC (Índice Nacional da Construção Civil) registrou 0,39% ante 0,79% da última análise feita.

Outro índice que integra o IGP-M, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), apresentou desaceleração no 1º decêndio de agosto, ficando em 0,08% contra 0,19% registrado um mês antes.

Sobre o IGP-M:

O cálculo do IGP-M é composto pelo IPC, IPA e INCC. Esses indicadores medem a inflação de alguns itens, como: bens de produção, bens de consumo, preços de aluguéis, transportes, condomínios, entre outros.

Portanto, o Índice Geral de Preços – Mercado mede os níveis de inflação para toda a população, sendo utilizado para o cálculo dos reajustes de contratos de aluguel, tarifas públicas e planos de saúde (para contratos antigos).


IPC-S avançou para 0,40% na 1ª quadrissemana de agosto

Segundo a FGV, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) avançou para 0,40% na 1ª quadrissemana de agosto, ante 0,22% registrado na prévia da última semana de julho. Em comparação a primeira semana de julho (0,19%), o índice também foi maior.

Em todas as capitais pesquisadas pela FGV o IPC-S avançou, indo de 0,26% para 0,41% em São Paulo; de 0,47% para 0,69% no Rio de Janeiro; de 0,12% para 0,17% em Belo Horizonte; de 0,21% para 0,45% em Salvador; de 0,01% para 0,24% em Recife; e de 0,14% para 0,37% em Porto Alegre. Em Brasília houve uma estabilidade de preços, pois a variação foi pequena, indo de -0,03% para 0,0%.

Já, entre as oito classes de despesas que compõe o indicador, seis apresentaram alta em suas taxas. O grande destaque ficou para o grupo alimentação, que foi de 1,02% na última semana de julho para 1,62%, impulsionado pelas hortaliças e legumes, que tiveram a alta de 26,26%.

Os outros grupos que registraram alta na 1ª prévia de agosto foram: educação, leitura e recreação (de 0,27% para 0,40%); saúde e cuidados pessoais (de 0,23% para 0,38%); comunicação (de 0,28% para 0,29%); vestuário (de -0,88% para -0,66%); e transportes (de -0,49% para -0,48%).

Por outro lado, o grupo habitação apresentou queda na variação, indo de 0,18% para 0,14%.


IGP-M registrou alta de 1,21% na 1ª prévia de agosto

Segundo a FGV, a primeira prévia de agosto do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) foi a mais elevada desde a primeira leitura de junho de 2010 (2,21%), com a alta de 1,21%.

A alta nos preços das matérias-primas brutas no atacado, de 1,41% para 3,63%, fortaleceu a inflação atacadista, que foi de 1,25% para 1,73% de julho para agosto, na primeira análise do IGP-M. O atacado corresponde a 60% do total do índice.

As commodities agrícolas foram os grandes destaques entre as matérias-primas brutas no atacado. As altas dos preços do milho em grão (de -0,42% para 18,05%) e da soja em grão (de 9% para 9,93%) foram essenciais para a taxa mais elevada de preços. Esses produtos sofrem com os problemas climáticos, que prejudicaram as safras no início do ano, refletindo na menor oferta no mercado doméstico.

Além disso, o que ajudou a elevar a inflação no atacado foi o impacto do segundo reajuste no valor do diesel, pois em consequência disso o preço do produto saiu da alta de 3,94% para 6% na primeira prévia de julho, sendo a mesma na prévia vista em agosto.

Porém, o IGP-M do mês total de agosto não deverá ser tão alto quanto o de julho (que aumentou 1,34%), pois o mês passado teve o impacto do reajuste do preço da gasolina, fator que não irá influenciar o resultado do índice em agosto.


IPCA de julho subiu para 0,43%

O índice que mede a inflação oficial do Brasil usada como base para as metas do governo, IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), avançou para 0,43% em julho deste ano, sendo que em junho havia registrado 0,08%.

Segundo dados do IBGE, no ano o IPCA acumula uma variação de 2,76%, abaixo dos 4,04% vistos no mesmo período de 2011, e em 12 meses, a variação é de 5,20%, acima dos 4,92% registrados no mesmo período do ano passado.

Os preços das despesas pessoais e dos alimentos puxaram a inflação de julho, pois os dois apresentaram uma alta de 0,91% e foram os que mais aumentaram no mês passado.

No grupo de alimentos e bebidas, a taxa passou de 0,68% para 0,91%, sendo o tomate o maior influenciador, com alta de 50,33% em julho.

Já, no grupo despesas pessoais, a variação passou de 0,47% para 0,91%, com a principal influência dos preços dos serviços de empregados domésticos (alta de 1,37% em julho).

Em relação aos preços do grupo habitação, que aumentaram de 0,28% para 0,54%, os maiores impactos foram dos valores do aluguel residencial (1,16%), condomínio (0,96%) e artigos de limpeza (0,50%).

Os gastos com a saúde e cuidados pessoais diminuíram, indo de 0,38% para 0,36%.

O grupo de transportes manteve a queda, passando de -1,18% para -0,03%, sendo que os automóveis ficaram 5,48% mais baratos em junho mostrando estabilidade nos preços em julho.

Já, os gastos relacionados à residência passaram de -0,03% para -0,01%, ficando os eletrodomésticos 0,22% mais caros em julho.

Por fim, o grupo de vestuário apresentou variação de 0,04% em julho contra 0,39% de junho.

Observando o comportamento do IPCA pelo país, a maior variação foi encontrada em Goiânia (0,61%), e a menor ficou em Belém (0,22%).


Custo de vida em São Paulo aumentou em julho de 2012

Segundo o Dieese, o ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo apresentou alta de 0,42% em julho. Em relação a junho (0,23%), esse resultado foi 0,19 ponto percentual maior. Os alimentos foram a grande influência para essa alta, com elevação de 1,11%.

As classes saúde (0,28%) e habitação (0,23%) também pressionaram a taxa. Já, os grupos vestuário (-0,23%), equipamento doméstico (-0,73%) e transporte (-0,07%) apresentaram variações negativas.

Todos os subgrupos do grupo alimentação apresentaram alta. Os produtos in natura e semielaborados registraram elevação de 1,38%, a alimentação fora do domicílio apresentou alta de 0,85%, e os produtos da indústria alimentícia ficaram com alta de 0,93%. Dentre os produtos in natura e semielaborados, os destaques foram para os legumes (alta de 20,07% nos preços). Já, as hortaliças subiram 8,46%.

A elevação do grupo habitação deve-se aos subgrupos locação, impostos e condomínio (0,03%) e operação do domicílio (-0,12%). Já, no grupo saúde, a grande influência foi a alta nos preços da assistência médica (0,3%).

No acumulado anual, o ICV registrou elevação de 3,86%, e nos últimos 12 meses, a alta foi de 6,37%.


Empresários do comércio: confiança caiu 7,9% em julho

A insatisfação quanto ao cenário atual e o pessimismo quanto ao futuro foram as realidades dos empresários do comércio em julho deste ano.

Segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou queda de 7,9% em julho em comparação a junho, e diminuiu 9,1% em relação a julho de 2011.

O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), um dos três subíndices que compõe o Icec, caiu 14,9% em julho ante junho, mostrando uma queda de 23,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o CNC, o menor impulso da economia brasileira reflete no desempenho do setor varejista, fazendo com que o bom humor do empresário fique reduzido, influenciando a avaliação do mesmo sobre o andamento atual do seu negócio.

Outro componente do Icec, o Ieec (Índice de Expectativas do Empresário do Comércio), também caiu em julho (8%) ante junho, e teve queda de 5,6% se comparado a julho de 2011.

Porém, apesar de todas essas quedas, a entidade acredita que as medidas de estímulo fiscais, ao consumo e monetárias, devem influenciar positivamente as vendas do varejo neste segundo semestre.

Entretanto, nem todos os dados do Icec de julho ficaram no vermelho. O IIEC (Índice de Investimentos do Empresário do Comércio), caiu 1,7% em julho ante junho deste ano, porém, em relação a julho do ano passado apresentou alta de 0,3%. Isso se deve ao fato da melhora da percepção do empresário quanto ao nível dos estoques, agindo favoravelmente até o final deste ano.


Consumo das famílias cresceu no 1º trimestre de 2012

Segundo um levantamento realizado pela FIA (Fundação Instituto de Administração) para a ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas Distribuidores), que foi divulgado no dia 03 de agosto, o comércio varejista apresentou um bom desempenho no 1º trimestre deste ano, impulsionado pelo consumo das famílias, que aumentou 1% no período analisado em comparação ao 4º trimestre de 2011. Já, em relação ao 1º trimestre do ano passado o consumo das famílias foi melhor ainda, ficando 2,5% maior.

No acumulado semestral (de janeiro a junho), o faturamento do atacado de produtos de higiene pessoal, limpeza e alimentícios também apresentou bons resultados. A alta vista foi de 5,82%, se comparado ao mesmo período de 2011.

De acordo com o ranking da ABAD, em 2011 o setor cresceu 2,2% sobre o ano anterior, alcançando um faturamento de R$ 164,5 bilhões, representando 51,8% da movimentação de um mercado de consumo que registrou uma receita de R$ 317,6 bilhões no ano de 2011.

Mercado de trabalho:

O setor de atacado é responsável pelo emprego de 290,1 mil pessoas, sendo 60,9 mil representantes comerciais/autônomos, 40,5 mil vendedores diretos e uma frota de 32,9 mil veículos para a distribuição dos produtos.


IPC-S: 4ª prévia de julho desacelerou ante a 3ª prévia

Na 4ª quadrissemana de julho, correspondendo ao fechamento do mês, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) apresentou alta de 0,22%, segundo a FGV. Isso representa uma desaceleração em relação a 3ª quadrissemana de julho, quando foi registrada a alta de 0,28%. Porém, se comparado a junho, que registrou alta de 0,11%, ocorreu uma aceleração nos preços no mês passado.

No acumulado anual, o IPC-S apresenta alta de 3,06% e de 5,65% nos últimos 12 meses.

Dos 8 grupos que compõem o indicador, 5 desaceleraram a alta de preços em relação a 3ª quadrissemana de julho, ficando o destaque para ao grupo Alimentação, com 1,02%. No item “carnes bovinas” a variação passou de -0,39% para -0,77%.

Também apresentaram decréscimo os grupos: Vestuário (-0,73% para -0,88%), Transportes (-0,41% para -0,49%), Educação, Leitura e Recreação (0,35% para 0,27%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,27% para 0,23%).

Já, os grupos que registraram acréscimo nas taxas de variação, foram: Despesas Diversas (0,41% para 0,42%) e Comunicação (0,19% para 0,28%). O grupo Habitação apresentou a mesma taxa vista na última apuração, de 0,18%.

O IPCA-15 também voltou a mostrar uma aceleração, subindo 0,33% em julho ante 0,18% visto em junho.

Neste contexto, analistas afirmam que isso não deve modificar a política do Bacen de reduzir a taxa básica de juros com a meta de estimular a economia. Atualmente, a Selic está em 8%.


Percentual de famílias endividadas aumentou em julho deste ano

Segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada no dia 25 de julho, o percentual de endividamento das famílias brasileiras registrou alta pelo segundo mês seguido, passando de 57,3% em junho, para 57,6% em julho.

As principais contas em atraso são: cartão de crédito, dívidas de cheque pré-datado, empréstimo pessoal, carnê de loja, prestação de seguros e de carros.

Em relação ao mês de julho do ano passado, este número permanece em um patamar inferior, pois foi observado que 63,5% das famílias estavam endividadas.

Na comparação entre junho e julho, e anual, o percentual recuou, ficando em 21,0% do total em julho deste ano, diante de 23,2% em junho de 2012 e 23,7% em julho de 2011.

Por fim, as famílias que afirmaram não ter condições de pagar suas contas apresentaram uma queda no percentual deste mês, ficando em 7,3% em comparação aos meses de junho de 2012 e julho de 2011, quando os indicadores registraram 7,5% e 8,1%, respectivamente.


IPC-S: Alta na 3ª prévia de julho

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou nesta segunda-feira (23/07) que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) avançou para 0,28% na 3ª quadrissemana de julho. Na semana anterior a inflação estava registrada em 0,22%.

Das oito classes de despesa que compõe o índice, seis apresentaram alta. O principal grupo que elevou o índice, foi o de Alimentos, que passou de 0,96% na 2ª semana, para 1,16%, na 3ª.

Segundo a FGV, os maiores influenciadores positivos para esta alta foram os itens tomate (alta de 57,06%), cenoura (alta de 28,13%), tarifa de ônibus urbano (alta de 0,84%), refeições em bares e restaurantes (alta de 0,60%) e aluguel residencial (alta de 0,48%).

Já, as influências negativas foram: automóvel novo (-1,11%) e usado (-2,22%), etanol (-1,65%), gasolina (-0,67%) e tarifa de eletricidade residencial (-0,61%).


A análise do Índice Ceagesp de março apontou que o indicador teve crescimento de 4,61%. O resultado foi influenciado pela recuperação nos preços dos alimentos e também pelo maior consumo impulsionado pelo clima quente. Os dados foram divulgados na terça-feira (dia 17 de abril) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

No acumulado do ano, o Índice Ceagesp apresentou redução de 0,34%, já nos últimos 12 meses a retração chegou a 9,57%.

A maior alta foi no segmento de legumes, com 14,55% a mais de vendas do que o registrado em fevereiro. O setor de verduras também teve um bom desempenho, com alta de 12,46%. O segmento de peixes cresceu 4,05%, em função da Páscoa e do período da quaresma. Por último, o setor de diversos apresentou elevação de 3,68% e as frutas tiveram alta de 2,11%.

O Mapa ainda informou que, para abril, a tendência é que não haja grandes mudanças nos preços. O motivo é a estabilidade climática. Já as hortaliças e frutas devem permanecer relacionadas como sugestões de oferta.

Fonte: Mapa

Por Matheus Camargo


Um dos fatores que transformaram 2010 num ano bom, no sentido econômico, foi o acesso ao crédito mais facilitado. Contudo, o Banco Central (BC) instaurou, há poucas semanas, inúmeras medidas que passam a limitar a possibilidade maiores gastos por parte dos brasileiros, atingindo em cheio a confiança.

De acordo com a Serasa Experian, o Indicador de Perspectiva do Crédito ao Consumidor arrefeceu 1,1% em dezembro, ou seja, a oitava baixa mensal seguida, chegando a 100,1 pontos. A entidade prevê, com isso, que a desaceleração do crédito aos brasileiros deve continuar nesse processo durante o primeiro semestre.

Economistas da Serasa acreditam que as elevações da Selic, a taxa básica de juros da economia, e o aumento dos compulsórios devem demarcar um progresso menos célere do crédito ao consumidor em 2011. Além dessa disposição, existe a perspectiva de incremento do endividamento da pessoa física.

A Perspectiva do Crédito às Empresas, por outro lado, diminuiu 0,2% em dezembro, chegando, portanto, a 106,8 pontos, o primeiro recuo mensal desde fevereiro de 2009.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Serasa Experian





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