Pesquisa feita pelo Serasa aponta que os brasileiros que ganham até um salário mínimo são os que mais procuram financiamentos. Para muitos, o fato de ganharem apenas R$ 724 por mês só é possível comprar parcelado e não comprometer o orçamento doméstico. Entre os bens mais procurados para parcelamento, por pessoas com essa faixa de renda, estão os móveis, eletrônicos, roupas e material de construção.

De acordo com a pesquisa, "a demanda do consumidor por crédito cresceu em todas as faixas de renda durante o mês de agosto/14. A maior alta foi de 7,4% para as pessoas que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais, seguida pela alta de 6,4% para os consumidores com renda mensal compreendida entre R$ 1.000 e R$ 2.000. Nas demais camadas de rendimento mensal, a procura do consumidor em agosto apresentou resultados bastante próximos, indo de 5,5% (faixa de renda mensal abaixo de R$ 500) até 5,9%, para os consumidores que recebem entre R$ 2.000 e R$ 5.000 por mês", afirma a pesquisa da Serasa

Os economistas da Serasa Experian indicam que as medidas de estímulo ao crédito anunciadas pelo Banco Central a partir do final de julho/14 impulsionaram os consumidores a buscar crédito com um pouco mais de ímpeto ao longo do mês de agosto. 

Para a Serasa, as pessoas que se enquadram nessa faixa de renda ou terminam o mês com pouco dinheiro, devem ser cautelosas para não atrasar as contas, para isso requer um orçamento doméstico mais planejado. O risco de inadimplência nessa situação é grande, pois de acordo com levantamento feita pela empresa responsável pela pesquisa, 40% dos brasileiros que ganham até um salário mínimo não sabem calcular juros simples. 

Um dado preocupante levantado pelo SPC e divulgado nessa semana, refere-se à inadimplência que aumentou em 5% no mês passado e que 55 milhões de brasileiros não conseguem pagar as contas em dia, principalmente as de água e luz.

Por Jana da Silva Barbosa Mendes Lopes


Guido Mantega, ministro da Fazenda, esta articulando reunião com os governadores dos estados para discutir reforma do imposto ICMS proposta pelo governo da presidenta Dilma Rousseff. O objetivo da reunião seria discutir uma reforma no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços, ICMS, imposto vital para o financiamento dos governos estaduais. A reunião deverá acontecer nessa quinta-feira, 8 de novembro, em Brasília.

A presidenta Dilma Rousseff deverá mudar a forma de arrecadação do imposto do ICMS dentro do quadro de uma reforma tributária no Brasil. A reforma tributária é um tema muitas vezes levantado associado com a competitividade do país no exterior.

A reforma do ICMS esta associada também ao fato de que o Supremo Tribunal Federal ter decidido contra as políticas de redução do ICMS feitas por alguns estados. Essas políicas de redução do imposto, que ficaram conhecidas como a “guerra fiscal” pela acolhida de investimentos industriais dando benefícios de isenção de ICMS teria chegado a um limite.

O governo de Dilma já interferiu nas regras de arrecadação de ICMS. Nesse ano o governo editou medida que fixou as alíquotas do imposto para mercadorias importadas cobradas nos portos brasileiros para 4 por cento.

Antes, essa tributação era variável de 12 a 7 por cento, dependendo do estado onde o porto estava.  Basicamente a reforma do ICMS proposta agora pelo governo central deve estender essa medida para as demais mercadorias. O governo federal arcaria com a redução de arrecadação sofrida pelos estados com a redução do imposto.

Por Matheus Camargo


Bancos irão restringir financiamentos no 3º tri

Grandes bancos estão pessimistas diante da economia estagnada e de indícios de moderação no mercado de trabalho brasileiro. Apesar das diversas medidas implantadas pelo governo e dos juros estarem no menor patamar já visto, a oferta e a aprovação de novos financiamentos deverão ser restritas neste trimestre.

Na semana passada, Guido Mantega, ministro da Fazenda, convocou nove dos maiores banqueiros do país para tentar modificar a posição do grupo, que diz que o crédito não irá deslanchar como o governo prevê. Os argumentos dos banqueiros são: o emprego fraco, a desaceleração da renda e a falta de confiança na economia.

Esse pessimismo já era visto um mês antes da reunião com Mantega, quando 17 instituições financeiras foram sondadas pelo Bacen sobre as expectativas do mercado de crédito. Este grupo representa 85% do total de empréstimos ao consumo, sendo considerado essencial para manter o aquecimento da economia.

Nessa sondagem, o grupo declarou que a oferta de novos empréstimos terá moderada contração neste trimestre. Sendo assim, há uma tendência de redução da disponibilidade de empréstimos.

Os bancos também observam que os clientes não estarão com uma situação econômica boa o suficiente, por isso a aprovação de novos financiamentos terá uma leve contração.


Foi lançado pela Caixa Econômica Federal o programa Caixa Melhor Crédito que irá reduzir as taxas de juros em até 88%.

A medida, que irá beneficiar cerca de 25 milhões de clientes da instituição, foi uma forma encontrada pela Caixa para fazer com que os brasileiros tivessem maior acesso às linhas de crédito oferecidas pelo banco, sendo que as micro e pequenas empresas também serão beneficiadas com melhores condições de financiamento. 

Segundo o presidente da instituição financeira, Jorge Hereda, o Caixa Melhor Crédito terá quatro vertentes: o aumento do número de recursos que estão disponíveis no mercado, a educação voltada para o crédito consciente, maior valorização dos clientes, e redução significativa das taxas de juros praticadas atualmente.

Ainda segundo ele, o programa posiciona a Caixa como o banco que oferece condições de crédito mais vantajosas que as de outros bancos. 

As micro e pequenas empresas irão receber um incentivo de aproximadamente R$ 10 bilhões pelo Caixa Melhor Crédito, sendo que os clientes mais antigos receberão benefícios extras como o refinanciamento de dívidas com o banco, prazos mais longos para pagamento, aplicações financeiras com taxas melhores e isenção de algumas tarifas. 

Entre as modalidades que irão fazer parte do Caixa Melhor Crédito estão o Cheque Especial, Cartão de Crédito, Crédito Consignado, Crédito Direto CAIXA, financiamento de veículos, entre outros.

Mais informações poderão ser obtidas no site da Caixa, ou direto em uma das agências bancárias.   

Por Joyce Silva


A taxa de juros do empréstimo pessoal nas instituições financeiras brasileiras teve queda neste mês, de acordo com informações levantadas pela Fundação Procon de São Paulo.

Segundo a pesquisa divulgada pelo Procon nesta semana, a taxa média dos juros cobrados pelos bancos foi de 5,35% ao mês. O levantamento foi feito entre os dias 2 e 3 de setembro.

Participaram da pesquisa o Banco do Brasil, Bradesco, HSBC, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander. Os bancos Unibanco e Banco Real não participam mais da pesquisa do Procon-SP.

Dos bancos pesquisados pela Fundação Procon, apenas o Itaú aumentou sua taxa de juros de 5.98% para 6,02% ao mês.

Por Luana Neves


As pessoas físicas devem receber, até o final do ano, uma oferta ainda maior de crédito. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as operações de crédito para o consumidor devem subir cerca de 21,7% em 2010.

A carteira de crédito para as pessoas físicas em 2011, segundo a Febraban, deve aumentar em 17,8%. O aumento da oferta de crédito está diretamente ligada ao crescimento da economia e aumento do consumo das classes C e D.

As operações de financiamento ligadas à compra de automóveis devem superar o crescimento do ano passado em 17,4%.

Para as pessoas jurídicas, o crescimento da oferta de crédito em 2010 ficará em 20,8% – 1,1 ponto percentual acima do crescimento obtido no ano passado para este grupo.

Por Luana Neves


Seja na televisão ou na internet, em jornais ou revistas, o público brasileiro pode afirmar, com muita razão, que as lojas facilitam, atualmente, um parcelamento para seus produtos muito mais prolongado do que os vistos há alguns meses.

Alguns grandes magazines decidiram colaborar com os clientes, dentre eles Extra, Ponto Frio e Carrefour. Passaram a permitir, então, parcelamentos infindáveis nos setores de eletrônicos, eletrodomésticos e informática em até 15 vezes sem juros. Na última semana do mês de agosto, as Casas Bahia, por exemplo, promoveram parcelas de 17 vezes sem juros.

Para Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), as atuais condições são inéditas. De qualquer maneira, especula-se que as grandes lojas só estão seguindo por esse caminho e adotando estratégias como essas porque não esperam, tão cedo, alta nos juros.

Por Luiz Felipe T. Erdei





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