Utilizado em menor número em relação a cartões de créditos, o cheque ainda é uma das maneiras oferecidas pelo comércio na aquisição de bens. Pequenos hotéis e pousadas situadas em regiões interioranas dos Estados fazem uso dessa modalidade como garantia de pagamento quando o consumidor não porta "dinheiro vivo".

Levantamento realizado pela Equifax assinala que no mês passado 1.447.405 cheques foram devolvidos, baixa de 13,03% em comparação a dezembro de 2010. No confronto anual nova queda, mas de 16,60%.

Segundo Alcides Leite, consultor do Centro de Conhecimento da Equifax, a diminuição sazonal nas vendas realizadas pelo comércio e o incremento da renda, além da inserção do 13º salário na economia e o período de férias, possibilitaram melhores condições de o consumidor honrar suas dívidas.

Contudo, Leite acredita que nos próximos meses poderá haver alta da inadimplência devido às medidas adotadas recentemente pelo Banco Central (BC) no que se refere às taxas de juros.

De acordo com a assessoria de imprensa da Equifax, o volume de títulos protestados cresceu 1% em janeiro sobre dezembro, mas em relação ao primeiro mês do ano passado ocorreu baixa de 9,86%.

Por Luiz Felipe T. Erdei


Para adquirir bens duráveis e não-duráveis os consumidores brasileiros fazem uso de vários mecanismos de cunho financeiro, tais como dinheiro vivo, cartões de crédito e débito e cheques. Uma ponderação recente e relevante parece dar novo ânimo aos brasileiros, que se aproveitaram e ainda aproveitam do momento econômico favorável e vivido pelo Brasil.

Levantamento divulgado nesta semana pela Serasa Experian indicou queda de 1,74% em julho no número de cheques devolvidos por toda a nação. Artigo veiculado pelo portal Terra assinala ser esse o menor percentual diagnosticado desde o sétimo mês de 2004, situação na qual o índice permeou a casa de 1,56%.

A entidade contabilizou, ainda, arrefecimento de 9,8% no número de cheques compensados no acumulado deste ano em comparação ao período semelhante de 2009. Economistas da Serasa atribuem o tombo à preferência do brasileiro por dívidas de longo prazo ante os pré-datados, justamente pelo fato de ser possível a negociação de prestações futuras.

As próximas e proeminentes datas comemorativas, Dia das Crianças e Natal, poderão surtir impacto negativo nesse andar da carruagem, pois em situações anteriores, inclusive em 2009, o consumidor se mostrou propenso a buscar outras maneiras de parcelar suas compras.

Por Luiz Felipe T. Erdei





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