Queda do ICF foi de 2,4% em setembro em comparação ao mês de agosto. As maiores quedas foram encontradas nas regiões do Norte e Nordeste do País.

O ajuste fiscal do Governo Federal, que enxugou gastos em diversas áreas da economia, incluindo os programas sociais, já tem reflexos negativos no consumo dos estados do Norte e do Nordeste do País, conforme avalia Juliana Serapio, assessora econômica do CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

No mês de setembro, a intenção de consumo das famílias (ICF) do País teve um recuo de 2,4%, diante do mês anterior. E a análise feita revela quedas ainda maiores para as regiões como o Norte e o Nordeste do País: 4,8% e 3,4%, respectivamente.

A queda do consumo dessas regiões é pronunciada, pois é exatamente onde os programas sociais do Governo têm sua maior atuação, e com o enxugamento ou extinção para alguns beneficiários, o consumo tende a ser menor.

Uma das medidas que desacelerou o comércio, foi a suspensão, no mês de março, do Minha Casa Melhor, que facilitava a compra e financiamentos de móveis e eletrodomésticos para quem era beneficiário do Minha Casa Minha Vida. Se antes o consumidor utilizava o crédito para mobiliar a nova casa, agora espera um tempo maior para não se endividar, desaquecendo dessa forma, as vendas nos setores equivalentes.

O Bolsa Família também está mais difícil de ser conseguido, com as novas medidas do Governo de controle do programa, dessa forma, alguns beneficiários que antes pertenciam ao programa, agora tiveram sua renda reduzida, e consequentemente, consomem menos em setores como o alimentício, por exemplo.

Outros fatores ainda são agravantes da queda do consumo: a alta dos preços e dos juros, acaba por influenciar na escolha do consumidor.

A especialista aponta ainda para a alta do dólar, que pode se refletir em preços ainda maiores, o que traria maior desânimo ao consumidor. Com esse cenário pessimista, é comum esperar que a intenção de consumo continue em queda.

Por Patrícia Generoso

Compras


Mais da metade dos consumidores brasileiros estão mudando seus hábitos para conseguirem reduzir gastos nesta época de crise econômica.

A crise já fez com que mais da metade dos brasileiros mudassem seus hábitos na hora do consumo e este número tende a aumentar ainda mais neste final de ano. E a principal mudança está justamente na hora da compra, ainda mais quando se trata de produtos mais caros, mas também já se notam mudanças nas compras mais baratas, estas do dia a dia.

Se o brasileiro já era conhecido por pesquisar muito antes de comprar, agora ainda mais, pois o consumidor tem se dado ao trabalho de pesquisar em um número maior de estabelecimentos antes concluir a compra.

E outra mudança importante está na mudança de local das compras, pois aquele antigo costume das pessoas de se habituarem a fazer suas compras em  um mesmo lugar está acabando. O brasileiro está deixando a preguiça de lado e buscando novos fornecedores para conseguir menores preços.

Todos estes dados fazem parte da pesquisa realizada pela CNI – Confederação Nacional da Indústria, que entrevistou 2.002 pessoas de várias partes do Brasil no intuito de saber como a população tem se comportado diante da crise. Pessoas de 141 cidades foram ouvidas no mês de junho e os dados revelam mudanças no perfil do consumidor brasileiro.

A pesquisa mostra atitudes que sempre foram comuns entre os brasileiros só que agora estão sendo adotadas por um número muito maior de pessoas. Os brasileiros estão fazendo de tudo que podem para reduzir custos e não só trocam o local das compras, como estão reduzindo as compras, cortando gastos em casa, compram produtos similares que custam menos, adiaram a compra de algum produto mais caro e até a escola dos filhos está sendo trocada em busca de mais economia.

A pesquisa aponta que as principais economias feitas pelos brasileiros estão ligadas ao lazer,restaurantes e também ao consumo de carne vermelha.

E um fato curioso é que 16% dos entrevistados revelaram que até trocaram de residência para conseguirem reduzir os gastos. Este perfil de consumidor geralmente faz parte do grupo que paga aluguel e quando o contrato vence, ao invés de renová-lo, busca por um imóvel com valor mais baixo, mesmo que seja uma residência mais simples ou em um ponto mais afastado.

A pesquisa ainda deixou claro o medo do brasileiro em relação ao faturo, por isso o consumidor não só vem cortando gastos como também vem adiando compras mais caras, para evitar surpresas desagradáveis nos próximos meses, já que a crise não tem dado sinais de que vai melhorar tão cedo.

Por Russel

Gastar menos


Queda registrada em junho foi de 1,5% impulsionada pelo setor industrial.

O consumo de energia elétrica no Brasil teve uma queda em junho, de 1,5% de acordo com os dados divulgados pela EPE – Empresa de Pesquisa Energética. Levando em consideração o primeiro semestre de 2015, a redução no consumo de energia elétrica foi de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A EPE também informou que no mês de junho foram consumidos 37.170 gigawatts-hora (GWh), lembrando que a Empresa de Pesquisa Energética é ligada ao Ministério de Minas e Energia, por isso os dados informados têm total credibilidade perante o mercado.

E o maior responsável por esta baixa na redução de consumo foi o setor industrial, nem tanto pela consciência de que é preciso economizar ainda mais o consumo de energia nesta época do ano, por causa da escassez de chuva, mas principalmente pela crise econômica que tem feito com que o consumidor reduza as compras e com as vendas caindo no comércio de um modo geral, as indústrias vão se vendo obrigadas a reduzir a produção.

O setor industrial registrou uma redução no consumo de energia elétrica de 3,7% em junho, enquanto que o setor residencial teve uma redução de 1,1%.

No primeiro semestre deste ano, o consumo de energia elétrica no Brasil ficou 1,1% menor do que foi consumido no mesmo período em 2014, chegando a 235.939 GWh.

A pesquisa divulgada pela EPE mostrou que ainda no primeiro semestre de 2015, a redução no consumo de energia elétrica também esteve relacionada ao baixo consumo do setor industrial, que teve uma queda de 4,2%, enquanto que o consumo no setor residencial apresentou um ligeiro aumento, de 0,3%. O setor comercial também apresentou um crescimento muito inferior ao industrial, chegando a 1,7%.

Estes números são resultados de fatores que juntos contribuíram para a redução no consumo de energia, entre eles, a redução do poder aquisitivo do consumidor brasileiro, as temperaturas que se mantiveram mais amenas, além das tarifas mais elevadas.

Para o segundo semestre deste ano, no setor industrial, com a crise econômica castigando as indústrias, o consumo de energia elétrica neste setor deverá continuar em baixa. Porém, com o aumento das temperaturas, o consumo residencial e comercial poderá apresentar uma ligeira alta.

Por Russel

Consumo de energia elétrica


Com a crise econômica, os consumidores estão mais cautelosos e não estão buscando mais crédito.

Com a crise econômica que assola o Brasil, o consumidor tem se mostrado cada vez menos interessado em adquirir crédito e, enquanto isso, a taxa de famílias brasileiras que se encontram endividadas subiu para 62,4%. Quem não se endividou "ainda", está evitando entrar nesta difícil situação, porque os juros estão cada vez mais altos e a situação econômica do país não tende a melhorar tão cedo.

Em maior, o porcentual de famílias brasileiras que estão endividadas, seja com cartão de crédito, cheque especial ou até mesmo com cheque pré-datado já ultrapassou os 60% e especialistas dizem que este número tende a aumentar neste segundo semestre.

O PEIC – Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, que foi divulgada pela CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, deixou isso claro, que é muito grande o número de famílias endividadas, inclusive com empréstimos pessoais, prestação do carro, carnês de loja, entre outras dívidas e isso está afastando as pessoas de buscarem crédito.

Uma outra pesquisa, esta feita pelo Boa Vista SCPC, apontou que no segundo trimestre deste ano, a busca por crédito caiu 1,2% e em 12 meses a queda chega a 10,2%. É uma queda recorde, desde que o indicador foi criado, há 5 anos atrás.

Em tempos de crises e, principalmente, de incerteza quanto ao futuro econômico do país, o consumidor brasileiro tem se mostrado muito mais cauteloso.

E outro fator que tem contribuído muito para a queda na busca por crédito, é a alta das taxas de juros, um mal considerado necessário pelo Governo.

E tem ainda, um outro fator que faz com que o consumidor pense melhor antes de buscar por crédito, que é a insegurança no mercado de trabalho. O número de trabalhadores demitidos continua aumentando e quem ainda tem o seu emprego sabe que é melhor não fazer novas dívidas agora, pois o melhor a ser feito é aguardar um pouco mais para ver se a situação melhora ou ao menos, dê sinal de que vai melhorar.

E, por fim, números que tornam o cenário ainda mais assustador: o porcentual de famílias brasileiras que estão assumindo não terem condições de pagar suas contas está aumentando e isso, somando aos fatores anteriores, faz com que a busca por crédito caia ainda mais nos próximos meses.

Por Russel

Famílias endividadas


Com a crise econômica e a alta na inflação, os brasileiros estão perdendo a noção dos preços dos produtos. Por isso, é essencial fazer muitas pesquisas em mercados antes de comprar qualquer item.

O brasileiro está ficando literalmente perdido na hora de fazer suas compras, pois com a disparada da inflação, o consumidor já não consegue mais ter um controle de seus gastos, pois a cada compra são novos preços e é preciso retornar com os velhos hábitos de pesquisar muito antes de comprar qualquer coisa.

E com a volta da inflação, o brasileiro está perdendo a noção dos preços, já não sabe se um determinado produto está realmente custando caro por causa da alta ou se é aquele estabelecimento que está cobrando um valor abusivo e isso acaba prejudicando na hora de economizar.

O pior de tudo é que o consumidor brasileiro está perdendo algo importante para manter o controle financeiro, que é a referência de preço e, com isso, acabamos pagando mais caro em produtos supérfluos que até bem pouco tempo atrás, eram comprados com facilidade e que hoje já começam a sumir dos carrinhos de compra, dando lugar àqueles que não podem faltar no dia a dia do brasileiro.

E com uma inflação de quase 10% ao ano, o consumidor brasileiro já não sabe mais dizer o que é caro ou barato e é justamente nesta hora que surgem os oportunistas que vão aumentando o preço além do que deveria e como o consumidor está ciente de que os preços estão subindo, acaba não reparando que os preços estão subindo, porém, muito mais do que deveriam.

Temos como exemplo o preço do kg de tomate que está custando quase o mesmo que o kg da carne.
E aí, os oportunistas alegam que é culpa da inflação, do clima, mas na verdade, os valores estão ficando acima do que deveriam.

O brasileiro perdeu a noção dos preços, não tem como fazer uma referência para saber se um produto realmente vale o que está sendo pedido.

Pesquisar os preços ainda continua sendo a melhor arma para acabar com este oportunismo que tanto prejudica o país. Não acredite quando lhe disserem que um produto está mais caro por causa da inflação, do clima, da gasolina ou algum outro fator.

Faça cotação em vários lugares, anote os preços e compre onde for mais barato, pois só agindo desta forma, os brasileiros conseguirão retomar o controle dos preços e ter forças para continuar combatendo a inflação.

Por Russel

Compras no mercado

Foto: Divulgação


Foi registrada queda de 2,2% no consumo de energia elétrica em fevereiro de 2015

O consumo de energia elétrica caiu no mês de fevereiro, a queda foi de 2,2% se comparado ao mesmo período de 2014 e mais do que uma economia da população, esta queda reflete diretamente a retração de demanda em praticamente todos os setores. E quem chegou a esta constatação foi a EPE – Empresa de Pesquisa Energética, o relatório foi divulgado no último dia 31 de março indicando que o consumo fechou o mês de fevereiro com 40.489 gigawatts-hora (GWh).

As residências e o setor comercial é que estavam sustentando o crescimento do consumo de energia e nestes a queda foi de 0,9% e 1%, respectivamente. A maior redução foi nas regiões sul e sudeste.

A EPE informou que um dos motivos que contribuíram para esta queda foi o fato do mês de fevereiro contar como menos dias úteis no mês, além do carnaval e também as temperaturas mais baixas no período que também ajudaram na redução do consumo de energia. Mas a retração da atividade econômica também é citada no relatório, como uma das causas da queda no consumo de energia elétrica em fevereiro.

É a primeira vez, desde 2008, que se registra uma redução no consumo de energia nas residências.

A retração na atividade econômica teve um impacto mais significativo no consumo industrial que continua em declínio (-4,6%).

Essa queda no consumo de energia elétrica pelo setor industrial foi em todas as regiões, mas concentrando-se principalmente nas regiões sudeste e sul do país, onde o consumo foi menor em todos os estados destas regiões.

Mas a EPE registrou alta no consumo em outras regiões, como no Norte onde a expansão foi de 5,8%. Já no nordeste, a alta registrada foi de 6,2% e  no Centro-Oeste houve uma alta de 4,9%.

Uma observação feita pela EFE é que esta redução no consumo de energia elétrica não pode ser associada ao aumento das tarifas e que somente nos próximos meses é que a pesquisa irá mostrar se as tarifas irão interferir em uma contínua baixa no consumo da energia.

Por Russel

Energia elétrica


Início de ano é sempre difícil, pois além das contas que chegam nesta época, como o IPVA, IPTU, material escolar, tem ainda os gastos do final de ano que ficam quase sempre para serem pagos neste período.

O brasileiro até já se acostumou a todo início de ano, ficar um pouco mais “apertado” financeiramente, pois sabe que os gastos são muitos. O que ninguém esperava é que 2015 fosse um ano tão difícil, economicamente falando.

Se até o final de 2014 a única preocupação maior dos brasileiros era com a crise hídrica, foi só o novo ano começar para as pessoas verem que teriam muito mais que se preocupar. O aumento no preço dos alimentos, combustível, roupas, móveis, imóveis, medicamentos, mão de obra, serviços em geral, aliado ao crescente desemprego e à falta de perspectiva para novas contrações, seja nas indústrias, comércio ou prestação de serviço, fez com que muitos brasileiros se desesperassem e imediatamente, tiveram que conter o consumo.

E as histórias são as mais diversas: pais que mudaram os filhos para escolas mais baratas, uso do transporte público para ir trabalhar deixando o carro na garagem, cancelamento de viagem para o exterior e até viagens para dentro do Brasil, além de compras de eletrodomésticos e eletrônicos que iam ser feitas, mas que foram canceladas, pelo menos temporariamente, até que a situação econômica do país se estabilize.

A previsão não é das melhores para 2015. O dólar foi às alturas e a tendência é de que continue subindo.
As tarifas de água e luz tiveram aumentos e terão novos ainda este ano. Os combustíveis também saltaram de preço e espera-se novo aumento no decorrer dos próximos meses.

Já não basta poupar água e luz, o brasileiro está contendo o consumo de um modo geral. O comércio teve queda nas vendas assim como o setor de prestação de serviços. O desaquecimento na economia, a alta na inflação e o temor de novas surpresas desagradáveis está fazendo com que os brasileiros contenham o consumo ao máximo, para que consigam atravessar o ano sem fazer novas dívidas, pois o futuro nunca foi tão incerto e a situação econômica é bastante obscura.

O melhor agora é consumir o mínimo, economizar ao máximo e estar preparado para novas notícias, sejam elas boas ou não.

Por Russel

Conten??o de consumo





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