Crise Econômica brasileira pode estar próxima de acabar.

Se os dados do Produto Interno Bruto (PIB) se confirmarem nesta terça-feira, dia 07, a economia brasileira parece que começa a dar os primeiros sinais de que pode estar saindo do chamado ‘fundo do poço’. Depois de amargar uma grave queda, já iniciada no ano de 2014 e há cerca de três anos amargando uma crise que parece que só está se aprofundando, alguns sinais já podem expressar uma ligeira recuperação que, se tudo correr como está, poderá em breve dar sinais mais visíveis de recuperação econômica.

Se a previsões sobre o crescimento econômico se confirmarem neste começo de março, os novos dados sobre o PIB irão mostrar que o país acabou de passar por sua pior crise recessiva de sua história em 2014. Ela pode ser expressa tanto pelo seu tamanho, quanto pela sua duração, considerada ampla nos dois parâmetros.

A aposta dos economistas para que o país possa sair definitivamente da crise é considerar fatores significativos que podem contribuir para este crescimento. São eles: a procura dos investidores por novas commodities, a esperada queda dos juros e das taxas de inflação e a elevação da safra agrícola.

Os executivos dos grandes bancos brasileiros estão confiantes com a queda na relação entre o que se vende e o que se compra de outros países. Alguns já comemoram antecipadamente a redução para níveis bem perto dos que foram apurados para o começo da pior crise em 2014. Some-se a isto a elevação dos preços das commodities, o que beneficia o exportador brasileiro, gerando mais lucro interno, além de valorizar a moeda nacional e contribuir para a queda da inflação.

Além disto, o país já dá os primeiros sinais de que a safra agrícola deverá ser recorde este ano, o que contribui para a redução dos preços internos e consequentemente, a redução da inflação. Os exportadores poderão comemorar, inclusive com a valorização do setor de máquinas, o que só tem a lucrar com a elevação do lucro com as exportações.

Como um efeito cascata, a queda da inflação, em decorrência da queda dos preços, poderá levar o Banco Central cortar a taxa básica de juros, o que já está sendo feito, por exemplo, com a taxa Selic desde o mês passado. Com isto, um dos principais entraves para a elevação dos níveis econômicos se reflete na população, com a elevação do consumo. Estes níveis permitem então a redução de um dos maiores fantasmas da crise: o desemprego. Se tem mais gente consumindo, mais produção e, consequentemente, mais mão de obra tem que ser contratada.

Emmanoel Gomes


Confira aqui uma lista com as piores cidades para empreender no Brasil.

Os especialistas são unânimes quando afirmam que antes de abrir qualquer negócio o novo empreendedor deve fazer uma pesquisa sobre a atividade a ser desenvolvida, público e ponto. É bem comum vários empreendimentos que tinham tudo para dar certo, fecharem as portas antes mesmo de um ano de atividades. O motivo do fracasso? A região em que se encontram.

Enquanto existem cidades em que os empreendimentos crescem e se desenvolvem, há também aquelas que não são tão favoráveis na abertura de novos negócios. Neste post você vai conhecer as 10 capitais que se encaixam nesse perfil desfavorável aos empreendimentos novos.

  • Fortaleza: é uma capital que possui muitos problemas como uma infraestrutura deficiente, em que os centros comerciais estão muito distantes. Além disso, existe a falta de segurança pública.
  • Teresina: se enquadra no mesmo perfil de Fortaleza, uma capital com problemas de infraestrutura.
  • Cuiabá: não atrai investidores, sofrendo um abandono econômico que não estimula a abertura de um novo empreendimento.
  • Belém: também não é uma boa opção, considerando o número de leis relacionadas a tributação, diante de tantas adversidades o empreendedor não consegue se manter.
  • São Luís: a falta de segurança pública e o aumento da violência influenciam na abertura de novos empreendimentos.
  • Manaus: além de problemas de infraestrutura, os entraves burocráticos também não estimulam novos empresários.
  • Salvador: embora seja muito badalada, para novos negócios não oferece atrativos, pois a começar pela burocracia, a insegurança pública leva a não atração de investidores.
  • Aracaju: apesar de possuir pontos negativos como as demais, ainda apresenta uma receptividade maior.
  • Natal: tão linda, mas ainda tão fechada para novos empreendimentos pelos mesmos motivos das demais capitais.
  • Maceió: de todas, é apontada como a pior, possuindo problemas de estrutura, falta de investimentos e segurança pública.

A listagem acima, feita com base do levantamento anual sobre capitais e empreendedorismo (Endeavor), mostra cidades lindas, muito conhecidas e surpreendentemente com baixos índices de empreendedorismo. Os motivos são claros, mas poderiam ser eliminados se houvesse um apoio maior a essas capitais, cujos empreendedores esbarram nos problemas de responsabilidade pública e de entraves legais. Fatores que não atraem novos investidores e nem favorecem o desenvolvimento dos poucos empreendimentos presentes nessas regiões.

Sirlene Montes


PIB do Brasil cai 0,3% no trimestre, segundo IBGE. Especialistas acreditam em recuperação do país.

O PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas as riquezas de um país, apresentou queda de 0,3% no primeiro trimestre de 2016, quando comparado com os três meses anteriores. Os dados foram divulgados na quarta-feira (1º/06) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o orgão, esta é a quinta queda trimestral seguida do PIB do Brasil. Segundos especialistas em economia, isto é reflexo da recessão do país. Porém, economistas acreditam que esta pode ser a chance para o país sair do "fundo do poço", visto que o Brasil poderá agora encontrar as condições iniciais para a recuperação econômica.

A explicação para acreditar em condições melhores para a economia do país, que segue mergulhado em uma crise política e econômica sem precedentes históricos, se deve ao resultado da dinâmica da crise. Ou seja, o país enfrenta um longo período de quedas e, em certo momento, ocorre a estabilidade do ritmo da queda. Para especialistas em economia, o Brasil passa por este momento agora, o que pode ocasionar condições iniciais para uma recuperação. Porém, esse é apenas o começo dessa melhora no quadro desfavorável da economia do país.

Ainda segundo economistas, até mesmo as empresas que contribuíram para a queda do PIB no passado precisam agora realizar investimentos pontuais em suas linhas de produção para a própria sobrevivência no mercado, já que os cortes ou o adiamento de projetos importantes já foram realizados. Isso pode ser comparado com a dinâmica de uma família, que também enfrenta a crise, adiando a aquisição de bens de consumo duráveis, mas em certo momento ocorrerá a necessidade da reposição dessas mercadorias.

Segundo o IBGE, em valores correntes, o PIB do Brasil chegou a R$ 1,47 trilhão no primeiro trimestre de 2016, apresentando uma queda de 5,4% quando comparado com o mesmo período de 2015. Isso tudo reflete no consumo das famílias, que apresentou uma queda de 6,3%, quando comparado com o mesmo período de 2015. Para economistas, isso ocorre devido ao desemprego e a queda da renda das famílias brasileiras. Já o PIB na indústria registrou -1,2%. Agropecuária e setor de serviços também apresentaram quedas. O único que fechou no positivo foi o consumo do governo, com 1,1%.

Porém, o comércio exterior apresentou resultados positivos. Dessa forma, as exportações brasileiras cresceram 6,5% quando comparado com os três últimos meses do ano passado. Se para alguns especialistas, como já citamos, este "fundo do poço" traria uma melhora para o país, outros não pensam da mesma forma e apresentam previsões pessimistas para o país. De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a situação econômica do Brasil vai se deteriorar ainda mais com a contração de 4,3% do PIB brasileiro.

E para você, quais são as dificuldades encontradas no atual quadro de recessão econômica do país? Está otimista ou pessimista com relação ao PIB brasileiro? Deixe seu comentário!

Rodolfo Cruz Merino


Queda do PIB deve-se ao resultado negativo dos investimentos, explica IBGE.

No Brasil a economia teve queda de 3,8% no decorrer de 2015 comparando ao ano anterior, conforme números anunciados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) nesta quinta-feira (3). Ainda de acordo com o instituto, essa é a maior queda sofrida por nossa economia desde 1990, quando despencou 4,35%. Somente no quarto trimestre, comparado ao mesmo período de 2014, é que a retração foi de 5,9% e sobre o ano anterior teve uma baixa de 1,4%.

Alguns setores tiveram um ligeiro crescimento no ano de 2015, como a Agropecuária com 1,8%. Porém, a indústria encolheu 6,2% e os serviços tiveram redução de 1,4%. O PIB do ano anterior totalizou em valores correntes 5,9 trilhões de reais. Já o PIB per capita somatizou 28,87 mil reais, com uma queda de 4,6% se comparado com 2014.

Segundo o IBGE, a queda do PIB foi guiada por resultados negativos de investimentos. Este retrocesso tem justificativa pelo fato da produção interna e importação de bens de capital terem sofrido uma queda, com influência negativa da Construção no decorrer do ano”.

Por outro lado, o consumo das famílias tiveram queda de 4% se comparado a 2014 (quando o crescimento foi de 1,3%). Os gastos de consumo do governo deram uma desacelerada comparado a 2014, tendo uma baixa de 1,2%. Analistas não ficaram surpresos com resultado tão negativo.

“Não se pode dizer que esse desastre não foi anunciado. Muitos indicadores já indicavam que haveria uma retração em 2015, só não se sabia a gravidade”. Diz Luiz Alberto Machado, Conselheiro do Cofen (Conselho Federal de Economia).

“Ainda não dá para festejar a economia do país em 2016, mas destacamos o dólar em alta como um fator que deve motivar a exportação industrial. Porém, é certo que será um ano negativo para o Brasil. Nosso país tem uma líder que não comanda nem a base do seu governo”, critica Luiz Alberto.

O IBGE ainda informa que as exportações de bens e serviços, no setor externo, tiveram ligeiro crescimento de 6,1% enquanto que as importações caíram 14,3%. Já o petróleo, a soja, os produtos siderúrgicos e o minério de ferro foram os que mais cresceram.

Confira abaixo alguns números divulgados pela IBGE:

  • PIB 2015: -3,8%
  • Agropecuária: +1,8%
  • Indústria: – 6,2%
  • Serviços: – 2,7%
  • Investimentos: -14,1%
  • Consumo das Famílias: – 4,%

Por Ruth Galvão


Queda chegou a 6,7% se comparado com o ano passado. Resultado é o pior registrado desde 2011.

Dados divulgados pela Receita Federal apontam que a arrecadação de impostos e contribuições em Janeiro de 2016 apresentou o pior resultado desde 2011, quando relacionados ao mesmo mês. O total arrecadado foi de R$ 129,38 bilhões, os números apresentam queda de 6,71%, incluídas as correções do IPCA, quando comparados ao mesmo período de 2015.

Dentre os principais motivos que justificam a baixa, encontra-se a retração dos indicadores macroeconômicos considerados basilares. Como exemplo, a venda de bens e serviços caiu 10,96%, já a produção industrial  apresentou queda de quase 12%. Outros fatores que incidiram foram o valor em dólar nas importações e a massa salarial nominal.

Houve influência ainda por parte da redução de dois indicativos importantes do setor produtivo:  A CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido ) e o IRPJ  (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica), que recuaram pouco mais de 3%.

Os demonstrativos numéricos são preocupantes, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sofreu queda de 31,43%. Os destaques da baixa ficaram por conta do IPI das Bebidas (-46,40%), IPI dos Automóveis (-12,5%), IPI dos produtos vinculados à importação (-25,15%) e IPI do Fumo, que apresentou o maior saldo negativo (-55,97%).  

No caso do Imposto de Renda de Pessoas Física, o total arrecadado foi de R$ 1,9 bilhão. O valor contou com acréscimo de pouco mais de 40% justificados pelo aumento do lucro do capital na alienação de bens. No caso do IOF, houve acréscimo de 14,59%.

O COFINS também contou com baixa de 3,79%. O PIS/Pasep apresentou recuo de 4,57%. De acordo com a Receita Federal, os números foram influenciados pelo decréscimo no volume de vendas e pelo aumento de alíquotas incidentes sobre a importação, diesel e gasolina.

A Receita Previdenciária contou com queda de 7,13%, a baixa se justifica pela redução de massa salarial e alta das frações das contribuições previdenciárias a respeito da Receita Bruta.

De acordo com o Chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, que atua na Receita Federal, Claudemir Malaquias, toda a retração da economia e a alta no desemprego que tiveram início no cenário de 2015, começaram a refletir diretamente na arrecadação deste ano. Quanto menos salários saldados, menor o indicador da massa salarial, na arrecadação e consumo da Previdência.

Por Beatriz


Empresas nacionais driblam a crise e conseguem dobrar o faturamento.

Não precisa ser nenhum especialista na área para saber que a economia brasileira não anda muito bem das pernas. A inflação cresce a cada dia, o desemprego então, nem se fala, e as vendas em diversos setores têm despencado. Para termos uma noção, a ONU apresentou uma projeção onde o Brasil irá ter uma retração de 1,5% em seu Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a economia do país diminuirá nessa proporção.

Embora estejamos vivendo um momento desanimador e diversos pequenos e médios empresários não estejam conseguindo manter seu próprio negócio, além de estarem perdendo dinheiro, na contramão podemos ver algumas empresas nacionais se sobressaindo, crescendo e até mesmo dobrando o seu faturamento neste período.

Entre suas estratégias, estão a renegociação de valores com seus fornecedores, diversificação de produtos e investimento em marketing.

Abaixo segue alguns desses setores resilientes, que ainda resistem a crise:

Educação:

Apesar dos cortes dos programas governamentais na área educacional ter impactado negativamente no setor privado do segmento, o mesmo tem mostrado grande flexibilidade em meio a desaceleração, isso segundo a diretora da consultoria Hays.

Tecnologia:

Segundo o site de empregos Catho, foram anunciadas no último mês uma quantia de 10 mil postos de trabalho na área. Os cargos que dispõem de um maior número de vagas é o de Desenvolvedor, Programador, Técnico de Suporte e Analista.

Segundo o site, o salário médio para Gerente de TI é de mais de R$ 7 mil e em média de R$ 17 mil para o cargo de Diretor de Tecnologia da Informação.

De acordo com especialistas, muitos setores têm investido nessa área e assim aumentando o número de contratações neste segmento.

Saúde:

Atualmente o setor de Saúde representa cerca de 10% do PIB Brasileiro e é muito provável que continue atraindo investimentos, até mesmo de estrangeiros, já que no início do ano a entrada deles foi permitida.

FILIPE RIBEIRO DA SILVA


O rating indica qual o risco de calote que o investidor deve correr ao colocar dinheiro em empresas ou países. É uma forma segura dos investidores acompanharem o desenrolar da economia de um País em que irão investir.

Entenda o que é um grau de investimento:

Primeiro: O rating é uma nota que indica qual o risco de calote que o investidor deve correr ao colocar dinheiro em empresas ou países. Por exemplo, se uma empresa, oferece suas ações, mas ao mesmo tempo certo risco aos investidores, essa sofre uma opinião sobre tais condições para que os investidores não saiam perdendo. O que acarreta falta de dinheiro, consequentemente.

Quando a agência declara que a empresa tem um selo de boa pagadora, então fica mais fácil dela receber investimento, empréstimos etc. por ter uma fama de calote baixíssima.

No caso do Brasil, a crise afetou o modo como o país sofrerá influência diante de investimentos, com declarações da Moody’s. Após uma grande empresa (S&P) retirar o tal selo do Brasil, ainda sofremos uma ameaça feita por outra.

A Moody’s é uma agencia de classificação de risco de renome mundial, e está comentando a falta de segurança em se distribuir capital para a economia brasileira. Mas mesmo assim, os bancos continuam com capitalização e devem ser capazes de absorver quaisquer que sejam suas percas.

O centro afetado nesse tiroteio de moedas é a Petrobras, que terá seu desempenho operacional afetado pelos fracos preços de petróleo, metais e agrícolas.

Os níveis de investimentos são medidos por siglas que podem até parecer confusas no início, mas depois que vemos em qual situação o Brasil se encontra, fica fácil entender. Sendo eles: (Moody’s)

Bom pagador (em ordem decrescente): Aaa, Aa1, Aa2, Aa3, A1, A2, A3, Baa1, Baa2, Baa3.

Risco de calote (em ordem decrescente): Ba1, Ba2, Ba3, B1, B2, B3, Caa1, Caa2, Caa3, Ca, C.

O Brasil será capaz de manter a posição, caso o desempenho seja reposto em 2016. Tendo seu Rating em “Baa3” que é o menor dos níveis de investimentos.

Por Caio Magalhães

Agências de risco


Novo registro aponta queda no PIB de 2,55% neste ano.

O mercado financeiro ainda está com poucas esperanças de uma alteração na situação econômica para este final de ano, pois existe uma previsão que ocorra um registro de queda no PIB (Produto Interno Bruto) que sairia de 2,44% chegando a 2,55%.

Como já sabemos o PIB é um registro direto da soma dos serviços que são produzidos direto no país mais todos os bens, e a sua retração ficou em uma margem baixa para o ano de 2016, ou seja, indo de 0,5% até 0,6%.

As instituições financeiras estão cientes dessa situação tanto que não pode ser esquecido que a recessão segue junto com a inflação, agora em um valor acima da meta de 4,5%, no caso superior a cifra de 6,5%.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve um ajuste que foi de 9,29% para 9,28% e para o ano de 2016 é provável que essa inflação fique em 5,64%, sendo que na semana passada já tinha ficado em uma projeção de 5,58% (o sexto aumento seguido). O Banco Central do Brasil (Bacen), por exemplo, já elevou a Selic (taxa básica que envolve juros) em sete seguidas vezes e, com isso, o Copom (Comitê de Política Monetária) a manteve em 14,25% ao ano.

Para 2016 a Selic precisa ficar na marca de 12%, pois o valor de 14,25% deve permanecer até o mês de dezembro de 2015 e se sair fora desse registro teremos sérios problemas para as negociações de grande porte, como aquelas que são ligadas direto na Selic, ou seja, envolvendo os títulos públicos que estão no Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Independente das expectativas do Bacen, dos investidores e também demais profissionais do mercado financeiro é preciso uma atenção redobrada para a Selic, pois ela está ligada com a alteração nos preços direto para o consumidor, pois com esses juros tendo uma alta, o crédito fica encarecido e ao mesmo instante a poupança consegue ter um estímulo.

Por um lado temos juros reduzidos e o Copom realizando transações de crédito com valores menores, mas por outro lado temos uma produção com mais incentivo e também consumo, aliviando o controle direto com a inflação, onde até mesmo o dólar pode ficar na marca de R$ 3,80 em 2016.

Por Fernanda de Godoi

Queda do PIB


Segundo a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, o Brasil ainda enfrentará muitas dificuldades em 2016, mas a situação tende a melhorar.

Uma notícia nada animadora para os brasileiros que tinham esperança de que a crise econômica que o País enfrenta iria chegar ao fim nos próximos meses. É que a presidente Dilma anunciou que o Brasil ainda vai enfrentar muitas dificuldades no próximo ano, mas ela está confiante que a situação vai melhorar, porém, vai demorar bem mais do que se esperava.

Na última terça-feira (25), Dilma Rousseff falou por duas vezes sobre a crise econômica no País e acabou fazendo comentários diferentes sobre o mesmo assunto. Primeiro, foi no Palácio do Planalto, durante uma entrevista, quando os jornalistas quiseram saber da presidente se ela já imaginava que o PT estava ligado ao escândalo da Petrobras e ela disse que não imaginava. A presidente ainda comentou que ficou surpresa com os fatos e que lamentava profundamente o ocorrido.

Só que para estes jornalistas, Dilma disse que não tinha noção do tamanho da crise e só depois de sua reeleição é que ela veio a ter total conhecimento do tamanho do problema que tinha pela frente.
Poucas horas depois, em entrevista para duas rádios do interior do estado de São Paulo, Dilma entrou em contradição, ao dizer que o Governo tinha plena consciência da crise e que já estava tomando todas as medidas. Ao final desta entrevista, Dilma se mostrou confiante quanto ao futuro do País, disse que a situação vai melhorar, só que o Brasil ainda enfrentará muitas dificuldades em 2016.

A presidente disse que em 2016, a situação não será boa, mas o país já estará caminhando para sair da crise e então será mais fácil do que está sendo agora.

Aécio Neves, do PSDB-MG, não perdeu tempo em criticar a presidente, acusando-a de mentir durante a campanha presidencial, pois todos já sabiam da crise que estava instalada no País e vários foram os alertas apontando para a situação econômica que estava se complicando cada vez mais. Aécio disse ainda que a Dilma deveria ser humilde o suficiente para pedir desculpas ao povo brasileiro.

Brigas à parte, o brasileiro terá que esperar bem mais do que imaginava, para ver a inflação sob controle, o País gerando novos empregos e a economia dando os seus primeiros sinais de que está finalmente saindo do fundo do poço.

Por Russel

Brasil


Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo e não consegue melhorar seu índice de retorno dos impostos para os cidadãos em forma de serviços públicos.

Pelo quinto ano consecutivo o Brasil conseguiu registrar uma marca bastante desagradável para os seus cidadãos: é o último, de uma lista contendendo 30 países, quando o assunto é o retorno de impostos levando em consideração os serviços públicos de qualidade voltados à população. A comparação é feita com o valor total pago em impostos pelo contribuinte e o que acaba voltando em forma de serviços públicos. O estudo aqui destacado foi feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário e divulgado na segunda-feira, 1º de junho.

É importante ressaltar que este estudo foi realizado com os 30 países com as maiores cargas tributárias do mundo. Dessa forma, o estudo analisou a arrecadação de tributos de uma forma geral, ou seja, em escalas federal, estadual e municipal. O mesmo teve como base o resultado do Produto Interno Bruto de 2013, bem como o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU.

O primeiro lugar da lista foi da Austrália, seguida da Coreia do Sul e dos Estados Unidos. Portanto, esses são os países que mais proporcionam retorno no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade, o IRBES.  Vale destacar que o estudo anterior tinha os Estados Unidos como primeiro lugar e Austrália em segundo.

A última posição do Brasil mostra que o país não está conseguindo melhorar o seu índice de retorno de carga tributária para os cidadãos brasileiros em forma de serviços públicos. Haja vista os cinco anos consecutivos na última posição da lista, depreende-se que os tributos aumentam, no entanto, o retorno não segue o mesmo ritmo. O país ficou atrás de países como, por exemplo, Uruguai (11º), Argentina (19º) e Grécia (16º), sendo que os dois últimos citados passam por crise financeira.

Vale destacar que o ano de 2015, por exemplo, já registra a grande quantia de R$ 800 bilhões arrecadados em forma de tributos. Dessa forma, mesmo com os seguidos recordes de arrecadação o retorno em forma de qualidade do ensino público, saúde pública, segurança, saneamento básico e etc. ainda não são suficientes.

Por Bruno Henrique

Retorno de impostos


Valor da dívida chegou a R$ 2,329 trilhões

Uma notícia nada agradável foi a divulgação de que a Dívida Pública Federal  registrou uma alta, em termos nominais, de 3,64%. Vale ressaltar que tal alta foi registrada de janeiro para fevereiro, com isso, a dívida chegou a R$ 2,329 trilhões. Dessa forma, segundo as metas estabelecidas através do Plano Anual de Financiamento, o PAF, o endividamento para 2015 deve variar de R$ 2,45 trilhões a R$ 2,6 trilhões.

Além disso, o Tesouro Nacional também emitiu nota informando que a Dívida Pública Mobiliária Interna, a DPMFi, registrou ampliação de estoque em 3,53%, saltando de R$ 2,138 trilhões para R$ 2,213 trilhões no mês de fevereiro. A Dívida Federal Externa, por sua vez, somou R$ 116,26 bilhões, um aumento percentual de 5,76%.

É importante destacar que em fevereiro, as emissões da Dívida Pública Federal foram de R$ 66,37 bilhões. Em contrapartida, os resgates somaram R$ 17,25, o que gerou emissão líquida de R$ 49,12 bilhões.

Dessa forma, através da metodologia "Average Term to Maturity", que permite uma comparabilidade maior do Brasil com outros países, ficou registrado que a vida média da dívida pública brasileira passou de 6,81 anos para 6,71 anos em fevereiro.

Dados do Tesouro Nacional também foram divulgados em relação à participação dos estrangeiros em nossa dívida. Os dados informam que a participação do investidor estrangeiro na dívida mobiliária federal avançou de 20,21% (em janeiro de 2015) para 20,28% (em fevereiro de 2015). Com isso, em termos de valores absolutos, essa participação saltou de R$ 432 bilhões para R$ 448,95 bilhões.

Outro dado muito importante é quanto aos títulos pré-fixados, haja vista esses terem representado 39,71% do total da dívida em fevereiro. Em janeiro de 2015 o percentual era de 39,01%. A meta do Governo Federal é ficar entre 40% e 44%.

Além disso, o Tesouro Nacional destacou que os papeis corrigidos pela inflação representam 35,25% da dívida em fevereiro e a meta para o ano é que fique entre 33% e 37%.

Por Bruno Henrique

Dívida Pública Federal

Foto: Divulgação


Em um mundo cheio de desigualdades, não é novidade que os ricos estão ficando cada vez mais ricos. Este dado foi constatado pela Revista Forbes a qual elege os figurões mais abastados do planeta. Na lista desta conceituada revista, o número de brasileiros com uma fortuna avaliada em pelo menos US$ 1 bilhão diminuiu, isto não acontecia desde o ano 2008.

Antes, figuravam 65 conterrâneos no ranking, atualmente, este número baixou para 54. Esta diferença foi registrada em apenas um ano. 

A "culpa" da escassez de brasileiros ricos na lista da Forbes é também culpa da economia desacelerada e da incerteza quanto ao futuro. Além da desconfiança pairando sobre a situação econômica do país, há ainda a corrupção que tem chamado a atenção à nível mundial e da diminuição dos preços dos commodities no país.

A este mix de elementos soma-se a alta do dólar perante o real. Todos estes fatores influenciaram para que o número de brasileiros no ranking diminuisse.

Algo que é extrinseco a economia, porém, colaborou para que a participação dos empresários do país encolhesse foi a morte de dois bilionários: Moisas Safra e Antônio Ermirio de Moraes.

O brasiliero mais rico, segundo a Forbes, é Jorge Paulo Lemann. Ele possui US$ 25 bilhões e está ocupando a 25º posição na lista. No topo da lista, mais uma vez, está Bill Gates, possuindo US$ 79,2 bilhões. A fortuna do dono da Microsoft cresceu em US$ 3,2 bilhões em um ano.

Mesmo com a desvalorização do Euro e com a crise do petrôleo, o ranking aumentou em 290 novos ricos (destes, 71 são chineses), passando para 1.826 bilhonários no total. Saíram dela 138 pessoas entre 2014 e 2015.

Nesta lista, destacou-se Mark Zuckerberg, ele alcançou o 16° posto, ficando no grupo dos 20 mais ricos do mundo, liderando o time dos jovens bilionários e servindo de inspiração para muitas pessoas ao redor do planeta. Outro jovem que aparece na lista é o cofundador do App Snapchat, Evan Spiegel, de apenas 24 anos.

Por Melina Menezes


Em janeiro, no Brasil, conforme informações divulgadas pelo Banco Central na última terça-feira, dia 24, foi registrado déficit de 10,654 bilhões de dólares em transações correntes, que corresponde à exportação e importação de bens e serviços, além das transações unilaterais do Brasil com o exterior. Isso ocorreu devido a um rombo que tem por influência o alto déficit na balança comercial e em um resultado somente coberto de forma parcial por investimentos produtivos.

No acumulado ao longo de um ano, encerrado no mês de janeiro, o déficit em conta corrente do Brasil ficou em 4,17% do PIB (Produto Interno Bruto).

Conforme especialistas, já estava previsto saldo negativo da conta corrente num total de 10,99 bilhões de dólares no mês de janeiro, média obtida por meio de 19 estimativas que oscilaram entre déficit de 9,266 bilhões de dólares e 11,5 bilhões de dólares.

No mês passado, o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) esteve mais alto do que a expectativa, ele ficou em 3,968 bilhões de dólares. Em 2014, no mesmo período, o IED foi de 5,115 bilhões de dólares.

Esse déficit ocorreu devido ao alto déficit de 3,174 bilhões de dólares na balança comercial em janeiro. Além do país, há também o fato do aumento dos gastos líquidos de brasileiros no exterior com viagens. Em janeiro de 2014 os gastos haviam sido de 1,477 bilhão dólares, já em janeiro de 2015 foi de 1,652 bilhão de dólares. Em relação às remessas de lucros e dividendos, elas chegaram a 1,685 bilhão de dólares em janeiro de 2015, enquanto ao mesmo período do ano passado ficou em 2,499 bilhões de dólares.

Esses valores baixos referentes às transações correntes de janeiro são indicativos que os resultados negativos permanecerão elevados nas contas externas do país, afinal não há sinal de resultados positivos da balança comercial. Em 2015, o Banco Central estima déficit de 83,5 bilhões de dólares.

Por Rafaela Fusieger

Dinheiro


Foi anunciado nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o resultado da balança comercial em fevereiro, e ele não foi nada animador. Entre a segunda e a terceira semana de fevereiro foi registrado um déficit no acumulado de US$ 1,754 bilhão na balança comercial do Brasil. 

O resultado negativo foi fruto de um excesso de importações comparado ao valor total dos produtos exportados. Enquanto as compras do país somaram US$ 10,787 bilhões as exportações foram de US$ 9,008 bilhões.

Na segunda semana do mês o déficit registrado foi de US$ 1,178 bilhão, já na terceira semana foi de US$ 576 milhões. Na primeira semana o déficit foi de US$ 25 milhões.

Até agora, o déficit acumulado do ano foi de US$ 4,953 bilhões, este valor é resultado da diferença entre importações de US$ 27,665 bilhões e exportações de US$ 22,712 bilhões.

No que refere-se às médias diárias da importação e da exportação, no mês de fevereiro as exportações tiveram uma média diária de US$ 692,9 milhões, as importações tiveram uma média diária de US$ 829,8 milhões até a terceira semana deste mês. Ao comparar os resultados destas médias com as médias do ano passado neste mesmo período, percebe-se a diferença. Em fevereiro de 2014 a média diária das exportações era de US$ 796,7 milhões, 13% a mais do que a média registrada em fevereiro de 2015. As importações no segundo mês do ano de 2014 tiveram uma média diária de US$ 903,1 milhões, 8,1% mais alta do que a média diária das importações registradas neste mês.

A exportação de produtos manufaturados diminuiu em 8,1%, a razão desta queda está na diminuição das vendas externas de hidróxidos e óxidos de alumínio, máquinas de terraplanagem, motores refinados, açúcar refinado, autopeças, polímero plásticos. A queda das vendas externas de semimanufaturados foi de 1,3%, os responsáveis por esta retração foram o ferro fundido, peles e couros, produtos de aço e ferro, açúcar bruto, ligas de ferro.

As importações registraram uma retração em decorrência da diminuição dos gastos com peças de veículos, automóveis, produtos farmacêuticos, instrumentos de precisão / ótica, equipamentos mecânicos, produtos orgânicos e inorgânicos, borracha, combustíveis e lubrificantes.

Por Melina Menezes

Balan?a comercial

Foto: Divulgação


A economia brasileira está em queda, ou seja, o ano de 2015 deve ser ainda pior que 2014. Além da expectativa de um “crescimento” próximo ou igual à zero do PIB, recentemente uma pesquisa realizada pela Focus informou que o valor do dólar deve subir ainda mais até o final este ano.

A divulgação do boletim oficial da pesquisa aconteceu na quarta-feira, 18 de fevereiro. Com isso, é especulado que a moeda norte-americana chegue a casa de R$ 2,90 até o final de 2015.

Vale ressaltar que esse aumento na expectativa para o valor do dólar até o final de 2015 pegou muita gente de surpresa. É importante destacar também que até à última pesquisa, a expectativa de aumento era para R$ 2,80. Além disso, para o ano de 2016 também foi registrado um possível aumento no valor da moeda estadunidense, sendo assim, o valor passou de R$ 2,90 para R$ 2,93 (há quatro semanas o valor para 2016 era de R$ 2,85).

Outro detalhe muito importante quanto a esta pesquisa realizada pelo Boletim Focus, é justamente quanto às mudanças que ocorreram no câmbio. Sendo assim, as previsões para 2015 saltaram de R$ 2,73 para R$ 2,81. Já o ano de 2016 também deve ter aumento no câmbio, haja vista a pesquisa registrar uma expectativa de subida de R$ 2,82 para R$ 2,84.

Apesar da expectativa do aumento no valor do dólar, a previsão em si não obteve grandes impactos nas projeções para as contas externas. Dessa forma, a atual expectativa que é de um déficit de US$ 78 bilhões se manteve. Já em relação ao ano de 2016, houve sim um pequeno aumento na atual projeção que passou de US$ 69 bilhões para US$ 69,25 bilhões.

Outra previsão que não sofreu alterações foi o Investimento Estrangeiro Direto, o IED. Segundo a pesquisa Focus o valor deve permanecer em US$ 60 bilhões para os anos de 2015 e 2016.

Além disso, outro dado muito importante também foi divulgado: a dívida líquida do setor público em relação ao PIB. Segundo a pesquisa, essa dívida sofreu um aumento de 37,20% para 38% em relação à última expectativa. Já o ano de 2016 registrou um aumento de dívida de 37,80% para 38,55%.

Por Bruno Henrique

Foto: divulgação


É muito comum no Brasil encontrarmos pessoas que possuem profissões com salários distintos a depender de um estado para outro. Contudo, isso pode variar conforme a demanda que temos de uma cidade para outra. Podemos citar o caso do Acre que possui poucos Médicos e há pouca demanda para a região.

Entretanto, ter um salário que proporcione tranquilidade e estabilidade é o que muitos desejam, porém, nem sempre é possível quanto a cidade já está saturada daqueles profissionais. Sendo assim, vamos abordar nesta matéria as cidades que possuem o mais elevado salário, sendo que a cidade que ficou em primeiro lugar possui renda per capita duas vezes maior que a média nacional. Vale lembrar que as cidades que serão citadas possuem alto índice de Desenvolvimento Humano Municipal e a ONU também avalia além da renda, o nível de educação e a expectativa de vida.

Assim, a que ficou em primeiro lugar foi a cidade de São Caetano do Sul (SP), seguida por Niterói (RJ). Para se ter uma base, elas possuem 2,5 vezes a renda maior que a média do país. Enquanto a renda por pessoa no Brasil é de R$ 793,00, em São Caetano do Sul (SP) ela chega a R$ 2.043,74.

Em terceiro lugar temos a cidade de Vitória (ES); seguidas por Santana de Parnaíba (SP); Florianópolis (SC); Porto Alegre (RS); Nova Lima (MG); Brasília (DF); Santos (SP); e, por último, em 10º lugar, Balneário Camboriú (SC).

A renda per capita é obtida através da soma de todos os salários ganhos pelos habitantes de cada município dividido pelo número total de habitantes. Ressalte-se que, o resultado é considerado não apenas por quem possui qualquer tipo de renda, mas são incluídos na divisão os desempregados, estudantes, entre outros. É ela quem avalia o indicador de riqueza, porém, nada diz sobre a distribuição dela. Além disso, a pesquisa tem mostrado que nessas cidades as pessoas têm uma maior qualidade de vida.

Por Luciana Viturino

Renda per capita

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A produção da indústria brasileira registrou recuo de 2% no mês de maio e reverteu os ganhos de abril que foram de 1,9%. A pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que desde fevereiro essa foi a baixa mais acentuada deste ano. Porém o recuo de 2% não foi suficiente para transformar o acúmulo no ano em porcentagem negativa, pois alguns setores continuaram a crescer.

Se comparado com o mês de maio do ano de 2012, a atividade fabril teve alta de 1,4 % sendo o segundo resultado positivo da comparação até agora, porém a atividade se mostrou menos intensa se comparada ao mês anterior, no caso fevereiro de 2013. No acumulado do ano, a produção brasileira teve alta de 1,7%, mas nos últimos doze meses teve queda de 0,5%.

Os fatores que influenciaram o recuo de 2% no mês de maio foram os veículos automotores com queda de 2,9%, as máquinas e equipamentos com queda de 5% e os alimentos que tiveram queda de 4,4%. Das 27 atividades, apenas 12 delas tiveram avanço e porcentagem positiva na comparação anual.

Por Jéssica Posenato


As projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento indicaram perspectivas boas para o agronegócio brasileiro dentro dos próximos dez anos.

Além de ampliar as lavouras de produção de grãos, a previsão é que a produção de aves e carnes suína e bovina também aumente.

De acordo com o relatório Projeções do Agronegócio – Brasil 2012/23 a 2022/23 que foi divulgado no dia 27, o setor de agronegócio deverá crescer 35% nos próximos dez anos em decorrência do aumento do consumo interno e das exportações. De acordo com o relatório, o aumento no consumo de carne será de 3,6% ao ano até 2023, além disso, mais de 9 milhões de toneladas de carne serão produzidas dentro desse período.

Com o aumento de renda das populações, as carnes passaram a fazer parte da cesta, sendo assim quanto mais aumentar a renda maior será o consumo de carne, afirmou José Garcia Gasques, coordenador geral de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura.  

Ainda segundo o coordenador, 58% da produção de frango e 75% da produção de carne bovina serão destinadas ao consumo interno nos próximos dez anos.

Por Jéssica Posenato


O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou no dia 26 de julho que a inflação está sob controle e encontra-se em queda. Segundo ele, existem dados que revelam essa tendência.

Guido Mantega esteve presente na audiência de Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados e criticou quem se opôs aos parlamentares que rejeitaram as medidas criadas pelo governo para controlar a inflação. De acordo com Mantega, as donas de casa já estão verificando a redução de preço no supermercado, pois houve desoneração da cesta básica. Para ele, a situação não é ruim como dizem, mas tem pessoas querendo levar vantagem maximizando a situação.  

O ministro afirmou que a inflação continua se mantendo dentro da meta esperada pela equipe econômica nos últimos anos e que em alguns momentos os preços se elevaram devido as condições climáticas do Brasil e a elevação do preço das commodities.

Os preços dos alimentos pressionaram a inflação, mas agora os índices já estão registrando queda. A previsão é que até o final do ano a inflação reduza e que essa redução permaneça durando o próximo ano.

Por Jéssica Posenato


Salário Mínimo é muito baixo para os brasileiros.

O valor do salário mínimo brasileiro mal dá para o trabalhador se manter e sustentar a sua família e, para comprovar isso, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sociorconômicos (Dieese) fez uma pesquisa que constatou que o valor do salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 2.617,33, ou seja, 4,21 vezes maior do que o valor do salário mínimo atual, que é de R$ 622,00.

Este valor foi estimado baseando-se na constituição brasileira, no preceito de que o salário mínimo deva ser suficeinte para suprir os gastos do trabalhador e de sua família com alimentaçção, moradia, educação, saúde, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência social.

No ano passado o valor estimado para o salário mínimo era de R$2.329,94, ou seja, 4,28 vezes maior do que o piso vigente na época, que era de R$545.

De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o trabalhador precisatrabalhar, em média, 95 horas e um minuto para conseguir comprar produtos alimentícios essenciais presentes na cesta básica. No ano passado esta jornada era de 94 horas e quatro minutos.

O Dieese apontou ainda que o trabalhador brasileiro comprometeu, no mês de outubro deste ano, 46,95% do seu salário com a compra de produtos da cesta básica. No ano passado este percentual foi de 46,48%, para a compra dos mesmos produtos.


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) afirmou que as previsões para o clima em 2013 favorecem uma boa safra para o próximo ano. Segundo Silvio Porto, diretor da Conab, há indicação de chuvas dentro do normal para os meses vindouros, o que garantiria uma boa produtividade de grãos no Brasil. A estimativa da entidade é de que no ano que vem o país bata um novo recorde de produção com uma colheita de 181,55 milhões de toneladas.

De acordo com as previsões climáticas da Conab, a região Nordeste pode enfrentar novamente irregularidade de chuvas. Isso se daria pela influência climática do fenômeno La Niña. Isso deve dificultar que se recupere as perdas deste ano, provocadas pela prolongada estiagem. A perspectiva da Conab é de que haja um aumento de no máximo 19,8% na produção de grãos dessa região, mesmo com o clima dificultando o crescimento das plantações. Isso colocaria a região com uma produção de 14,8 milhões de toneladas, com um aumento de produtividade de cerca de 17%.

Na região Sul, também afetada pela estiagem, deve haver um aumento de 20,6% na safra. A produção estimada é de 69,7 milhões de toneladas de grãos. O Estado do Rio Grande do Sul deverá ter o crescimento mais expressivo de produção, com 34,1% de aumento. O que deve recuperar a quebra na safra passada, que foi de 27,5%.

O Centro-Oeste deve ter um aumento de 2% na safra, alcançando uma produção total de 72,5 milhões de toneladas, isso mantém a região na liderança da produção de grãos no Brasil.

Fonte: Hoje em Dia

Por Matheus Camargo


Guido Mantega, ministro da Fazenda, disse nessa terça-feira, dia 6 de novembro, que as contas do Governo farão parcialmente a dedução dos investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para se aproximar da meta de superávit fiscal de 2012. A ideia seria deduzir parcialmente os gastos com o PAC para fazer as contas do Governo atingirem a meta de superávit de 2012, que é de R$ 139,8 bilhões.

Segundo ele, o Ministério da Fazenda tem autorização da Presidência da República para deduzir até R$ 45 bilhões em investimento para cumprir a meta do superávit. A situação das contas do Governo para cumprir a meta de economizar cerca de 3,1% do PIB em 2012 ficou prejudicada pela redução de receita com impostos esse ano. Os principais motivos para a redução de receitas desse ano são o fraco desempenho da economia (que deve crescer por volta de 1,5%) e o grande montante de desonerações fiscais anunciadas pelo Governo no início do ano como medida para enfrentar a crise econômica mundial.

Mantega disse ainda que não pretendia utilizar todo o dinheiro autorizado para fazer a dedução com investimentos, porém, a situação de arrecadação do Governo deve obrigar a realizar essa medida. Mantega lembrou ainda que o Governo Federal perdeu em arrecadação esse ano o valor de R$ 45 bilhões.

Fonte: O Estado de São Paulo

Por Matheus Camargo


O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que houve uma queda na produção industrial no Brasil nos últimos 12 meses. De acordo com os dados, a queda acumulada nesse período é de 3,1%.

André Macedo, gerente da coordenação da indústria do IBGE, afirmou que o setor industrial precisa apresentar melhora na sua performance nos últimos meses do ano para evitar que fique estagnado. De acordo com a pesquisa do IBGE  o setor industrial apresentou uma queda de 1% em relação ao mês de agosto no mês de setembro deste ano. O mau resultado do setor industrial, de acordo com analistas de mercado, já era esperado.

Na comparação com setembro de 2011 a produção industrial caiu 3,8% neste ano. Nesta base de comparação os analistas esperavam uma queda de até 4,30%.

Mesmo com a queda apresentada no mês de setembro, o 3º trimestre teve um bom resultado para a indústria com uma alta de 1% no período. Esse resultado interrompeu uma tendência de queda no setor industrial que já se seguia há quatro trimestres consecutivos

Entre julho e setembro deste ano todos os setores da indústria apresentaram alta em sua produtividade. O setor que apresentou a maior alta foi o de bens de consumo duráveis. Esse setor aumentou sua produtividade em 5,2% neste período. O setor de bens de capital subiu 0,5 % neste período e o setor de bens intermediários subiu cerca de 1,1%.

Por Matheus Camargo

Fonte: Estadão


Segundo informações publicadas pelo Banco Central nesta terça-feira, dia 30 de outubro, a dívida líquida do setor público ficou estável em 35,3% do Produto Interno Bruto no mês de setembro deste ano. As dívidas líquidas do Governo Federal, dos Municípios e dos Estados Brasileiros, ficaram em R$ 1,534 trilhões.

Na comparação com a dívida líquida do ano de 2011, esse resultado apresenta uma redução de um ponto percentual do produto interno bruto. Ainda de acordo com as informações do Banco Central, a redução da dívida líquida do setor público foi ajudada pela realização do superávit primário no período. O superávit das contas do governo é o montante de dinheiro economizado pela administração pública frente sua arrecadação fiscal e o conjunto de seus gastos. O Banco Central notificou ainda que a trajetória de queda da taxa cambial em 8,3% neste ano contribuiu ainda para redução do montante da dívida.

De acordo com a nota do BC, a dívida bruta total da União (que conta com o Governo Federal, Estados e Municípios) está em R$ 2,542 trilhões. Este valor representa um percentual de 58,5% do Produto Interno Bruto brasileiro.

Fonte: Diário do Grande ABC

Por Matheus Camargo


De acordo com as declarações do Banco Central a expansão do crédito no mercado brasileiro segue em ótimo estado.

As afirmações são de Luiz Awazu Pereira, diretor do Banco Central, e afirmam que o crescimento do crédito no Brasil ocorreu em um contexto muito diferente do que aconteceu  em economias avançadas  durante a crise de 2008. Para ele, o baixo grau de endividamento das famílias e das empresas e até mesmo do campo governamental  é uma diferença elementar dos dois contextos.

Awazu realizou suas afirmações durante um fórum promovido pelo Banco Central na capital gaúcha, Porto Alegre. Essas afirmações do diretor foram feitas mesmo com a avaliação de que as taxas de calotes nos empréstimos têm sido elevadas nos últimos 3 meses.

O diretor afirmou, ainda, que o crédito imobiliário do Brasil tem espaço para operar sua expansão. Segundo ele, este crédito representa apenas 6% do Produto Interno Bruto brasileiro. Segundo ele, o rápido crescimento do crédito no setor ocorre com regras de prudência e de forma sólida. Ele explicou que isso é muito diferente de uma  expansão do crédito sem uma base sólida determinado apenas pela deteriorização dos critérios de seleção das carteiras  de crédito.

Por Matheus Camargo

Fonte: Estado de Minas


O Banco do Brasil aumentou expressivamente sua participação no mercado internacional de operações financeiras com um crescimento de mais de 160% em 2012. Segundo dados do banco, a participação do BB no mercado internacional de renda fixa entre janeiro e setembro de 2012 cresceu 162,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nos três primeiros trimestres de 2012, o mercado de operações financeiras internacionais cresceu em média 23,3% esse ano. Dessa maneira os capitais internacionais captados por empresas brasileiras somaram um montante de US$ 36,7 bilhões até agora. Deste montante, o BB foi responsável por US$ 17,2 bilhões. No mesmo período de 2011, a participação do banco público tinha sido de US$ 6,5 bilhões de um total de US$ 29,8 bilhões em operações.

Paulo Caffarelli, vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionais e Private Bank do BB, acredita que essa evolução expressiva ocorreu por meio de planejamento e cooperação das áreas de mercado de capitais e negócios internacionais do BB. Ele enfatiza também o investimento do BB na Ásia, que possibilitou a criação do BB Securities na região com operação 24 horas por dia no mercado externo.

Por Matheus Camargo


A presidenta da república Dilma Rousseff declarou no dia 25 de outubro, que um dos objetivos do seu governo é fazer o país virar uma potência pesqueira. A declaração foi feita durante o lançamento do Plano de Safra da Pesca e Aquicultura. O evento ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília.

Para Dilma, o país tem um enorme potencial no setor com os seus 8 mil quilômetros de costa marítima. Além de possuir 13% das reservas de água doce do mundo. Segundo ela, é como se o Brasil tivesse um enorme mar de água doce interno composto pelos reservatórios e açudes localizados em todas as bacias hidrográficas do país. Entretanto, apesar do grande potencial  o Brasil não passa do 23º lugar no ranking mundial de produção pesqueira. Com o plano para o setor, o objetivo seria romper o descompasso entre o potencial natural do país e seus resultados objetivos de produção.

Com o plano de safra, o governo deve injetar investimentos no montante de R$ 4,1 bilhões com o foco em ampliar a aquicultura e modernizar os sistemas de pesca no território nacional. A meta do Governo Federal é alcançar 2 milhões de toneladas de pescado no ano de 2014. Segundo Dilma, é possível alcançar essa meta com os recursos investidos caso eles sejam gastos de maneira eficiente e produtiva.

Houve um ganho no processo de elaboração do plano de safra para a pesca de conscientização da importância do setor aquicultura e pesca, de acordo com a presidenta.

Por Matheus Camargo

Fonte: R7  


O valor dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil, os IEDs, somou US$ 4,393 bilhões em setembro e deve fechar outubro com mais de US$ 6 bilhões. Os números divulgados pelo BC surpreenderam os analistas de mercado brasileiros.

Até sexta-feira, 19 de outubro, os investimentos estrangeiros no Brasil em outubro já tinham alcançado US$ 3,8 bilhões. Para o economista da Tendências Consultoria Econômica, Silvio Campos Neto, é uma surpresa esse resultado.

Campos Neto prevê que no ano de 2012 o saldo de entrada de investimentos no país deve chegar a US$ 62 bilhões. De acordo com os dados do BC, o saldo de 2012 até setembro já estava em US$ 47,576 bilhões.

Luís Afonso Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica, também se disse positivamente surpreso com os resultados do saldo de investimento direto estrangeiro no país. Ele reitera que no começo do ano, com resultados magros, o previsto era muito inferior do que isso. Entretanto, a situação se inverteu nos últimos meses, relatou Lima.

Segundo Lima, há três fatores que explicam os bons resultado do IED para 2012. O primeiro são as obras de infraestrutura para os megaeventos esportivos que ocorrerão no país nos próximos anos. O outro é a participação da indústria do petróleo e a de exploração de minérios nesses investimentos. Por fim, ele ressalta o crescimento da classe média brasileira, o que tem sido acompanhado pelas empresas estrangeiras a fim de aumentar suas vendas de produtos para essa faixa da população.

Por Matheus Camargo


O diretor executivo do Bradesco, Luiz Carlos Angelotti, prevê que o crédito no Brasil deve se ampliar em 15% em 2013. Um dos fatores favoráveis à ampliação do crédito no país teria sido a estabilidade do índice de inadimplência.

O Bradesco, segundo Angelotti, deve publicar suas expectativas de ampliação de crédito para 2013 junto com o próximo demonstrativo financeiro da instituição, em janeiro próximo. No período entre julho e setembro a carteira de crédito do banco atingiu um patamar de R$ 371,674 bilhões. Isso significa um aumento de 11,8% em relação ao mesmo período de 2011. O maior aumento ocorreu para os correntistas, como pessoas jurídicas, que subiu 13,3%.

O resultado é abaixo da meta do banco para o período, porém, Angelotti afirma que a instituição cumprirá  a meta de expansão para o ano de 2012. Segundo o diretor do Bradesco, a instituição atingirá o 'guidance' com o resultado do quarto trimestre. Ele destacou ainda que a equipe econômica do banco prevê que o último trimestre deve apresentar uma significativa elevação na tomada do crédito e, dessa maneira, fazer o resultado da expansão da carteira de crédito do banco entrar dentro da meta para o ano de 2012.

Fonte: O Estado de São Paulo

Por Matheus Camargo


Segundo dados apresentados pelo Banco Central nessa segunda-feira, dia 22 de outubro, a Dívida Pública Federal suportou em setembro um aporte de R$ 21,1 bilhões ao Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. O dinheiro saiu dos cofres do Tesouro Nacional e foi realizado com a compra de título públicos. A Caixa recebeu R$ 13 bilhões e o Banco do Brasil ficou com R$ 8,1 bilhões.

O objetivo da operação teria sido a disponibilização de mais recursos aos bancos para aumentar sua oferta de crédito. O Tesouro realizou em setembro a emissão de R$ 23,68 bilhões, acumulando um resgate líquido de R$ 115,11 bilhões no ano de 2012.

A participação de investimento estrangeiro na Dívida Pública Mobiliária Federal, com a compra de títulos públicos, aumentou em 0,8% entre agosto e setembro desse ano, alcançado a fatia de 13,42% de participação. As instituições financeiras aumentaram sua participação também, agora contam com 30,08%. Essas instituições tinham uma participação na Divida Pública Federal de 28,85% em agosto.

O Governo Federal diminuiu a sua participação nos títulos da dívida pública e agora detém 7,97% do total contra 8,08% em agosto. Na mesma tendência, os fundos de investimento deixaram sua participação de 25,24% para 24,28% em setembro.

Fonte: Estado de Minas

Por Matheus Camargo


Segundo dados de uma pesquisa do IBGE, a agropecuária brasileira se modernizou nos último ano. Nessa sexta-feira, dia 19 de outubro, o IBGE lançou o Atlas do Espaço Rural Brasileiro, com pesquisas sobre a situação da agricultura no Brasil. De acordo com a publicação, a mecanização e a irrigação aumentaram significativamente no país desde 2006.

No setor da pecuária bovina, o uso de transferências de embriões, razões industriais, inseminação artificial e tecnologias de rastreamento de animais, são as principais novidades.

Segundo o Atlas, o Brasil possuiu 5,3 milhões de empresas agropecuárias, possuídas por 3,9 milhões de pessoas. Delas, 82% são analfabetos ou não completaram o ensino fundamental. A participação das mulheres como proprietárias rurais é de aproximadamente 13% e elas possuem melhor índice de escolaridade que os homens.

O documento mostra também que o bioma (um conjunto de ecossistemas próximos) mais impactado pelo agronegócio é a região do Pampa Gaúcho, que possui mais de 70% de sua extensão ocupada para uso do agronegócio. Na sequência dos biomas mais afetados estão: o Pantanal (com 69% de ocupação), a Mata Atlântica (com 66% de ocupação) e o Cerrado (com 59% de ocupação). 

Fonte: O Estado de São Paulo

Por Matheus Camargo


De acordo com a ata da última reunião do Copom, publicada no dia 17 de outubro, o Banco Central prevê que o governo não conseguirá cumprir a meta de arrecadação fiscal no ano de 2012. Segundo o documento, o BC já absorveu os custos do não cumprimento do que é chamado de “meta cheia” da arrecadação.

Segundo a ata do Copom, o cumprimento da meta fiscal e a realização do superávit primário das contas do governo são importantes para a contenção da inflação no país. A razão seria que os gastos públicos exercem pressão sobre o mercado interno, o que acarretaria uma subida dos preços. Com isso, o BC se antecipa ao Governo Federal em seu anúncio oficial da equipe de economia.

Dessa foram, o BC deixou o governo sem margem para escolher o melhor momento para afirmar publicamente a necessidade de ajuste para o cumprimento da meta de superávit das contas públicas.

Os principais fatores que exerceram pressão para o não cumprimento da meta de superávit fiscal sem ajustes foram o aumento das desonerações fiscais realizadas pelo Governo Federal (com o objetivo de impulsionar a economia brasileira no meio da tormenta da crise financeira mundial) e a queda na arrecadação desse ano (propiciada pelo fraco desempenho do PIB até o terceiro trimestre de 2012).

Fonte: O Estado de São Paulo

Por Matheus Camargo


Em setembro de 2012 a Balança Comercial Exterior do Brasil manteve seu superávit com um saldo positivo de 2,6 bilhões de dólares. No entanto, o desempenho não foi tão bom quanto o do mesmo período do ano passado, quando o superávit alcançou 3,1 bilhões de dólares.

Os resultados desse ano representam uma queda de menos 17% do que o do mesmo período do ano passado. As importações em setembro ficaram no patamar de 17,6 bilhões e as exportações em 20,4 bilhões.

Outro fator importante apontado nesse resultado é que diversos analistas de mercado esperavam um desempenho melhor da balança de comércio exterior do Brasil. As avaliações projetavam um desempenho entre 2,3 e 3,2 bilhões de dólares. O resultado chegou perto do mínimo esperado. No ano o Brasil acumula um superávit da balança comercial de 15,7 bilhões com esse resultado de setembro.

Os dados da balança apontam que houve um decréscimo no ritmo das exportações de produtos brasileiros no último mês, com taxa de menos 5,1% quando comparado ao mesmo período do  ano passado.

A baixa no ritmo de exportações foram puxadas, especialmente, pela queda da venda de produtos semimanufaturados, que variaram menos 15,6%. Os produtos básicos –  como o minério de ferro, aço e óleo de soja –  tradicionais carros-chefe das exportações brasileiras também registraram queda de menos 7,9%.

Por Matheus Camargo

Fonte: FEBRABAN


Em setembro as exportações de carnes suínas brasileiras tiveram o melhor resultado do ano segundo notícia divulgada em 13 de setembro pela ABIPECS, Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína. Segundo a associação, as exportações de carne suína alcançaram o volume de 60,44 mil toneladas somando uma receita de 157,65 milhões de dólares para o setor. Apesar da queda média dos preços em 5,14% em relação ao mesmo período do ano passado.

A ABIPECS informa também que apesar dos bons resultados, as exportações continuam concentradas para três localidades: Rússia, Hong Kong e Ucrânia. Desse a Ucrânia é o maior mercado consumidor de suínos brasileiros com 23,49% do volume total exportado, seguindo pela Rússia com 23,04% e Hong Kong na seqüência. Outros grandes compradores da carne suína brasileira nesse ano foram Angola e Singapura.

No acumulado do ano de 2012, o Brasil exporto 428,18 mil toneladas e arrecadou uma receita de 1,09 bilhão de dólares, valor esse 2,13% maior que a receita do mesmo período do ano passado. As exportações de carne suína para nossos vizinhos da Argentina apresentam  resultados bem diferentes, houve uma redução de 43,27% no volume da exportação e 39,96% na receita frente ao mesmo período do ano passado.

Na mesma matéria a associação denuncia as medidas que considera ilegal sobre a barreira sanitária por parte do governo da África do Sul, o que tem prejudicado o setor, afirmam. Pedem a intervenção do Ministério das Relações Exteriores para resolver a questão.

Fonte: Abipecs

Por Matheus Camargo


O Índice de Produção Industrial no Brasil é medido pelo IBGE em 14 localidades pesquisadas. Apesar de 9 das 14 regiões terem apresentado índices positivos no mês de agosto frente aos resultados de julho, o resultado geral continua a tendência de queda iniciada em outubro de 2010, alcançando agora a variação negativa de 2,9% no acumulado dos últimos doze meses e é a pior taxa desde janeiro de 2010, onde se registrou a queda de 5% da produção industrial.

Os Estados que mais sofreram com a queda da produção industrial no acumulado dos últimos doze meses foram Rio de Janeiro, na liderança, com menos 4,9%, seguido de perto por São Paulo, com menos 4,8%, na sequência Santa Catarina, com variação negativa de 4,2%, depois Ceará, com 3,6%, e Espírito Santo, com 3,5% de queda.

Alguns Estados apresentam resultados positivos nos últimos doze meses. Dentre eles, os com melhores resultados são: Goiás, com 7% disparado na frente do crescimento, seguido do Paraná, com 3,9% e Pernambuco, com 3,8% de expansão.

Em relação ao mês de julho, o Índice de Produção Industrial de agosto, considerando as regiões pesquisadas, apresenta um ritmo de crescimento em 9 das 14 regiões. Goiás recuperou parte das perdas do índice de julho frente a junho, quando registrou uma baixa de 13,3%, ficando agora com 10,3% de alta. É a região com maior crescimento em agosto seguido do Amazonas, com 7,6%, Rio Grande do Sul, com 4,8%, Minas Gerais, com 3,3% e Paraná, com 3,0%.  

Por Matheus Camargo


Nesta terça (11), o Dólar encerrou com uma leve queda frente ao real. Com isso, foi a quarta sessão seguida de perdas e ficando mais próximo do piso informal de R$ 2.

Ocorreu uma pressão na divisa norte-americana no exterior depois da agência de classificação de riscos Moody’s apontar um alerta sobre o rating dos Estados Unidos.

No Brasil, porém, o dólar não apresentou força para acompanhar o movimento no exterior e cair ainda mais, uma vez que os investidores acreditam que o Banco Central deve intervir frente ao mercado de câmbio, se a moeda comece a ameaçar romper o piso da banda informal de R$ 2 a R$ 2,10.

O dólar teve queda de 0,3% para R$ 2,0165. Nestas últimas três sessões, a divisa teve uma perca de aproximadamente 1%. Para a semana, a desvalorização é de 0,59%. Já no mês de setembro, a desvalorização é de 0,69%.

Para o ano, no entanto, o dólar teve uma alta de 7,92%. Segundo Jankiel Santos, economista-chefe do BES Investimento:

“Quando a moeda começa a chegar perto de R$ 2 já se espera que o BC vai atuar. Esse nível não é mais uma barreira psicológica, é uma barreira efetiva que o BC definiu”.

Foi em 21 de agosto a última vez que o BC atuou no mercado de câmbio, quando o dólar era negociado por volta de R$ 2,01, isso com o exterior pressionando a divisa para baixo.


Nesta terça (11), a Bovespa encerrou em alta, quando o governo brasileiro divulgou a redução de tarifas de energia elétrica.

Tal medida deverá beneficiar ações do setor industrial, com maior destaque para as siderúrgicas. Em âmbito externo, os pacotes de estímulo na China e nos Estados Unidos influenciaram os mercados.

Para os Estados Unidos, o pensamento é para que aconteça uma nova rodada de afrouxamento monetário. Já na China, o pacote de estímulos que foi anunciado na semana passada contribuiu para o avanço das ações na sessão, de acordo com os operadores.

O Ibovespa, que é principal índice da bolsa de São Paulo, subiu 1,74%, a 59.422 pontos. Os investidores ainda esperam o anúncio do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, nesta quinta (13).

Na quarta (12), será conhecida a decisão da corte da Alemanha sobre o fundo de resgate da zona do euro.

 Nesta terça, o governo brasileiro anunciou a redução de tarifas de energia elétrica de 16% para 28% para a indústria e consumidores residenciais. Segundo especialistas, a medida deverá ajudar especialmente as siderúrgicas.


Dólar fecha em alta ante ao real.

No final da manhã desta terça (28), o dólar acelerou os ganhos apontados frente ao real depois de abrir o pregão em alta.

Isso acontece em meio ao acirramento da disputa pela formação da taxa de referência do Banco Central (Ptax) dias antes do vencimento do montante de US$ 4,5 bilhões em contratos de swap cambial tradicional.

O fato aconteceu antes também do discurso do presidente do Federal Reserve, Bem Bernanke, na sexta (31), que poderá apontar uma terceira rodada de afrouxamento monetário (QE3).

Segundo especialistas de operações de câmbio, o dólar, neste momento, não apresenta motivos para ter uma queda antes de tais eventos.

Por volta das 11 horas, o dólar à vista negociado no balão se encontrava na máxima, a R$ 20,41, uma alta de 0,44%, de uma mínima ao valor de R$ 2,0330, com leve alta de 0,05%.

A BM&F Bovespa, neste mesmo horário, apresentava que o contrato futuro do dólar para o mês de setembro subia 0,34%, com R$ 2,0440, com a cotação mais alta do dia.

Com relação ao “Dólar BC”, ele subia 0,60%, no valor de R$ 2,0414, depois da primeira coleta desta manhã, por volta das 10h15, a R$ 2,0375.


IPC-S.

No item hortaliças e legumes, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), apresentou uma desaceleração de preços na terceira quadrissemana de agosto.

Porém, o item continuou a pressionar por uma alta no índice, que marcou 0,34% frente a variação de 0,39 na leitura passada, do dia 15 de agosto.

O custo das hortaliças e legumes subiram 13,16% frente a alta de 19,17% que foi apontada na segunda quadrissemana do mês. Tal item foi o grande destaque do grupo Alimentação, que foi de 1,27% para 1,07% no período.

Educação, Leitura e Recreação foram outras classes que apresentaram decréscimo nas suas taxas de variação da terceira quadrissemana de agosto frente a segunda. Os itens passaram de 0,71% para 0,47% no período em questão, com o destaque para show musical que foi de 3,42% para 0,93%; e também para Vestuário com uma variação negativa de 0,70% frente a -0,49% apontada na leitura do dia 15.

Itens que apresentaram aceleração nos preços foram Habitação (0,20% para 0,32%) e Comunicação (0,19% para 0,29%). Já Saúde e Cuidados Pessoais (0,46%), Despesas Diversas (0,24%) e Transportes (-0,34%) tiveram suas taxas de variação estáveis na terceira quadrissemana frente a anterior.


Balança comercial brasileira: superávit de US$ 574 milhões na 3ª semana de agosto

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou nesta segunda-feira (20/08) os dados da balança comercial brasileira da terceira semana de agosto.

A análise foi feita entre os dias 13 e 19 de agosto, e o resultado do superávit (exportações menos importações) foi de US$ 574 milhões. Portanto, o Brasil exportou US$ 4,909 bilhões e importou R$ 4,335 bilhões.

No acumulado mensal, as exportações apresentam US$ 12,749 bilhões e as importações, US$ 10,619 bilhões, deixando a balança comercial com um saldo positivo de US$ 2,130 bilhões.

Desde o início do ano, até a 3ª semana deste mês, o superávit atingiu US$ 12,075 bilhões (exportações: US$ 150,966 bilhões; importações: US$ 138,891 bilhões), resultado 34,3% menor do que o visto no mesmo período do ano passado (US$ 18,392 bilhões).


Balança comercial brasileira: superávit de US$ 1,098 bi na 2ª semana de agosto

O superávit (exportações menos importações) da balança comercial brasileira apresentou US$ 1,098 bilhão na 2ª semana de agosto, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Esse resultado é 60% menor do que o visto no mesmo período do ano passado, quando o saldo ficou em US$ 3,893 bilhões.

Entre os dias 6 e 12 deste mês o Brasil exportou US$ 5,027 bilhões e importou US$ 3,929 bilhões. Comparando com o mesmo período de 2011, as exportações caíram 13,8% e as importações, 18,9%.

No acumulado mensal, as importações somam US$ 6,284 bilhões, e as exportações, US$ 7,840. Com isso, o superávit fica em US$ 1,556 bilhão. Já, neste ano, até a segunda semana de agosto, o saldo está positivo em US$ 11,501 bilhões, porém, este valor está 34,3% inferior ante o mesmo período de 2011.

O fator que influencia na queda do saldo comercial brasileiro é a nova situação da crise financeira internacional, pois com o pequeno crescimento da economia mundial as exportações para outros países diminuem. Essa crise também intensifica a competição internacional por mercados compradores, como o Brasil, e dificulta as vendas externas brasileiras em outros países.


Vendas de veículos ajudaram a impulsionar a produção industrial em junho

Impulsionadas pela redução do IPI, as vendas de automóveis no mês de junho de 2012, aumentaram e fizeram com que as concessionárias ficassem com os níveis de estoques normalizados. Com isso, a produção da indústria automobilística pôde voltar, influenciando positivamente a produção industrial brasileira, que registrou alta de 0,2% em junho ante o mês anterior.

Segundo o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Luiz Macedo, os dados da Anfavea mostraram que houve uma grande alta no licenciamento de automóveis de maio para junho.

Nos meses anteriores o setor de veículos automotores estavam registrando queda, exemplo disso foi a baixa de 4,5% em maio em relação a abril.

Outro setor que apresentou alta no mês de junho, influenciando positivamente a produção industrial, foi o farmacêutico, com o avanço de 8,6% se comparado a maio. Segundo André Luiz, isso se deve pela volatilidade da produção, sendo que as encomendas do governo podem ter aumentado em junho.

O setor de equipamentos e transportes, principalmente na indústria de aviões, também voltou a produzir (12,5%) e contribuiu para o avanço da produção industrial brasileira em junho.


Preços dos combustíveis não terão alta em 2012

O Bacen reafirmou nesta quinta-feira (19/07) a sua percepção sobre os preços dos combustíveis para esse ano. Segundo ele, a inflação acumulada em 12 meses continuará em declínio, não havendo alta nos preços.

A ata da última reunião do Copom informou que as projeções para o reajuste nos preços do gás de bujão e da gasolina foram mantidas em 0%, no acumulado de 2012, além da taxa Selic ter sido reduzida para 8% ao ano.

Já a Petrobras vem sofrendo com o congelamento de preços nos últimos anos, fazendo com que os recursos do seu caixa sejam reduzidos, ocasionando mais dificuldades à empresa, segundo o Bacen. Ou seja, ela importa gasolina e diesel para atender a demanda interna, portanto, compra a preços internacionais e vende a preços defasados aqui no Brasil.

Isso é feito, pois a Petrobras segue uma determinação federal, que faz com os preços não sejam reajustados para não gerar inflação.

Segundo a empresa, essa defasagem fica em 17% para o diesel e em 14% para a gasolina.

No último dia 25 de junho, o preço do diesel foi elevado em 3,94% nas refinarias, e o da gasolina, em 7,83%. Porém, para evitar um impacto para o consumidor e na inflação, a alíquota da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que incide sobre os derivados do petróleo, ficou zerada, por determinação do governo.


Queda da confiança dos empresários na economia do Brasil

A confiança dos empresários brasileiros na economia do país apresentou queda neste mês de julho. É o que revelou o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) divulgado nesta quarta-feira (18/07) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

O Icei registrou queda de 2,8 pontos comparado a junho, ficando em 53,3 pontos neste mês. O Icei varia de 0 a 100 pontos e os valores obtidos acima de 50 indicam confiança.

Os empresários dos setores de material plástico, madeira, borracha, máquinas e equipamentos e veículos automotores foram os que registraram o menor índice de confiança. Já, os maiores índices foram verificados nas indústrias de construção (55,2 pontos) e extrativa (57,1 pontos).

A expectativa dos empresários para os próximos 6 meses também registrou queda na comparação entre junho e julho deste ano. No mês passado o índice registrou 60,6 pontos, e neste mês, 58.

A expectativa para a economia também caiu, ficando em 53,2 pontos em julho, com queda de  2,8 pontos.

O Icei foi analisado entre os dias 2 e 13 deste mês, contando com 2.383 empresas analisadas.


Cartões de crédito: juros de 323,14% ao ano

A Associação de Consumidores Proteste divulgou nesta terça-feira (17/07) que no Brasil os juros no rotativo do cartão de crédito é 7 vezes maior do que os cobrados nos países da América Latina.

Mesmo com a taxa básica de juros ter sido reduzida, ficando em 8% ao ano, a taxa média anual dos financiamentos dos cartões de crédito é de 323,14% no Brasil. Ou seja, por mês a taxa média atual fica em 12,77%, fazendo com que uma dívida de R$ 100 no rotativo se transforme em R$ 423.

As taxas praticadas nos países da América Latina ficam assim distribuídas:

  • Peru (55%); Chile (54,24%); Argentina (50%), México (33,8%), Venezuela (33%) e Colômbia (29,33%).

Sendo assim, a média da taxa anual deles fica em 42,54%, ou seja, 7,6 vezes menor que a do Brasil.

Segundo a Proteste, não há uma justificativa que explique essa diferença entre as taxas dos outros países em comparação a taxa praticada no Brasil. As diferenças entre os indicadores econômicos dos países citados não são significativas, o que indica que há um grande exagero das taxas de juros de cartões de crédito cobradas no Brasil.


O Banco Central (BC) divulgou na quarta-feira (dia 23 de maio) o seu Boletim Regional Trimestral de abril. De acordo com o documento, as operações de crédito estão com a inadimplência em expansão, sendo que, em fevereiro, o resultado foi de 3,3%. Em novembro de 2011, o índice tinha ficado em 3,1% e em fevereiro de 2011 a taxa foi de 2,5%.

Entre as regiões brasileiras, a que teve o maior nível de inadimplência em pessoas físicas foi o Centro-Oeste, com alta de 0,2 ponto percentual. Já em relação às pessoas jurídicas, a maior alta no índice de não pagamento foi registrada no Norte, com crescimento de 0,6 ponto percentual.

O documento ainda apontou que as operações de crédito em valores acima de R$ 1 mil tiveram alta no trimestre. O que motivou a alta neste indicador foi a alta na concessão de empréstimos, que fechou em 7,7% para pessoas físicas e em 1,7% para pessoas jurídicas. Neste ínterim, as operações de crédito nos últimos 12 meses cresceram 20,6%. A maior concessão de crédito foi registrada no Nordeste, sendo de 6,2%. Em seguida ficou o Sul, com alta de 4,6%.

Fonte: Banco Central

Por Matheus Camargo


De acordo com o Tesouro Nacional, o número de investimentos federais cresceu 23,5% no primeiro trimestre de 2012, quando comparado ao mesmo período de 2011.

Segundo a instituição, o valor total desses investimentos (considerando as obras públicas e o Programa Minha Casa, Minha Vida) foi de R$ 15,7 bilhões.

O principal aumento aconteceu no mês de março, sendo que o crescimento acumulado no primeiro bimestre foi de 3,3% quando comparado ao ano passado.

Os investimentos também apresentaram aumento no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). De janeiro a março, o gasto foi de R$ 8 bilhões, isso representou um crescimento de 46,9% quando comparado ao primeiro trimestre de 2011. Quando comparados mensalmente, o investimento no PAC em janeiro e fevereiro apresentou um ritmo mais lento do que no mês de março desse ano.

O investimento em obras públicas é uma das prioridades do atual governo. Segundo os índices divulgados pelo governo, somente o Programa Minha Casa, Minha Vida foi o responsável por cerca de R$ 900 milhões em investimentos.

Vale lembrar que em outras obras públicas, o volume de investimentos apresentou queda, mas segundo o secretário do Tesouro Nacional, esses investimentos serão retomados nos próximos meses.

Por Joyce Silva


Uma pesquisa realizada pelo Banco Central (BC) teve o resultado divulgado nesta segunda-feira (23/04) e apontou que há uma boa porcentagem de cédulas no país que deveriam estar em desuso por causa do desgaste causado com o tempo.

De acordo com a pesquisa, as piores notas encontradas em circulação são as de R$ 2,00, com 21,8%. Em seguida vêm as cédulas de R$ 5,00, com 14,5%, consideradas inadequadas para circulação. Já no caso das notas de R$ 50,00, apenas 2,7% deveriam estar em desuso, ficando na frente das notas de R$ 100,00, com 3,3%.

Para qualificar as cédulas em questão a pesquisa organizou 6 níveis de desgaste, sendo o nível 1 considerado o melhor, usado para classificar as cédulas novas, e o nível 6 o pior, usado para classificar as notas em pior estado, ou seja, com manchas, sujeira, dobradas e gastas.

No caso das moedas, a pesquisa considera que 27% das produzidas desde o Plano Real já não estão mais em circulação e explica que esta estatística deve-se à perda de moedas de baixo valor e o hábito das pessoas em manter o armazenamento prolongado.

Para a imagem do país é importante manter o bom estado das cédulas em circulação, além de facilitar a autenticação dos elementos de segurança.

Por Anne A. Matioli Dias


Um relatório divulgado na terça-feira (dia 27 de março) pela Receita Federal do Brasil demonstrou que a arrecadação de tributos vem crescendo no país. Somente em fevereiro, o total recolhido pelo governo federal foi de R$ 71,9 bilhões. O resultado foi 5,91% superior ao mesmo mês do ano passado, sendo que a inflação já foi descontada da conta.

No entanto, se comparado a janeiro, a arrecadação de impostos sofreu queda de 30,22%, já que no primeiro mês do ano tinham sido arrecadados R$ 103,041 bilhões. Em todo o ano, o valor acumulado chega a R$ 174,9 bilhões, apresentando crescimento de 5,99%, já descontado a inflação.

O resultado foi influenciado por dois quesitos opostos. Enquanto o faturamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) registrou diminuição de 2,03% na arrecadação (devido às ações do governo federal), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) aumentou 37,9%. A expansão na arrecadação da CSLL foi incentivada, principalmente, pelo crescimento do pagamento de instituições financeiras.

A previsão do governo para os próximos meses é de que a arrecadação continue aumentando, apesar de isso acontecer em patamar menor do que o registrado no ano passado.

Fonte: Receita Federal

Por Matheus Camargo


Apesar de outras formas de pagamento disponíveis, o cheque continua sendo bastante utilizado.

De acordo com uma pesquisa feita pela TeleCheque, empresa que analisa o crédito para esta modalidade de pagamento, o aumento do pagamento de compras via cheque no ano passado foi de 27,62%.

O estudo ainda apontou que, em média, o valor das compras foi de R$ 279,95, também registrando aumento se comparado a 2010, quando foi R$ 219,37. Nesta avaliação, o crescimento foi de R$ 60,58.

A empresa que realizou a pesquisa utilizou como base as transações relacionadas aos setores de alimentação, calçados, educação, combustíveis, automotivos, joalheria, eletroeletrônicos, máquinas e peças, material de construção, loja de departamentos, móveis, saúde, decoração, turismo, serviços, vestuário e entretenimento.

Segundo o estudo, em São Paulo, as compras à vista pagas com cheque tiveram valor médio de R$ 348,57. A prazo, o valor médio foi de R$ 255,85, registrando alta de 38% se comparado ao ano de 2010.

Com essa alta na preferência por compras a cheque, o brasileiro fica sujeito a pagar cada vez mais juros, o que, para o bolso do brasileiro, não é nada interessante.

Fonte: TeleCheque

Por Matheus Camargo


Segundo um levantamento realizado pela Abima (Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias), o setor de pães industrializados no Brasil cresceu 56% no período de quatro anos, o estudo foi realizado em parceria com a empresa de consultoria Nielsen e levou em consideração os anos de 2007 a 2011.

O valor das transações envolvendo o setor chegou a atingir R$ 3,2 bilhões. Foram analisados também os bolos feitos industrialmente, que cresceram 46% (levando em consideração o mesmo período) e atingiram um patamar de R$ 590 milhões no ano passado.

Com relação ao volume comercializado, o pão de forma alcançou um valor superior a 990 milhões de toneladas, já os bolos alcançaram a marca de 299 milhões.

Para o presidente da Abima, Claudio Zanão, esse resultado é o reflexo da procura das pessoas por uma alimentação mais saudável, o que fez com que o consumo de pão aumentasse nos últimos anos. Para ele, os brasileiros procuram variedade de pães, como os integrais e os com grãos, por esse motivo as empresas costumam lançar diversas novidades constantemente.

A pesquisa também analisou o consumo per capita dos pães. De acordo com os dados divulgados, cada habitante consumiu 5,2 kg de pão em 2011, sendo que em 2007 esse valor era de 4,2 kg. Já com relação aos bolos, o consumo subiu de 1,2 kg em 2007 para 1,6 kg em 2011.

Por Joyce Silva


Essa semana a consultoria ComScore apresentou a pesquisa "2012 Brazil Digital Future in Focus", que traçou um panorama do uso da internet no país.

De acordo com o estudo, os consumidores do Brasil estão comprando mais pela internet. O aumento foi de 30% em 2011, quando comparado ao ano anterior. Esse crescimento seguiu uma tendência mundial, porém os brasileiros ainda gastam menos tempo em sites de e-commerce que os internautas de outros países. 

Outro ponto abordado pela pesquisa foi com relação às categorias dos sites. Entre os portais analisados, os sites que comparam preços estão entre os mais procurados pelas pessoas que estão dispostas a fazer alguma compra pela internet. A pesquisa apontou que um a cada três consumidores usou esses sites antes de realizar uma compra no ano passado. Em dezembro de 2011, foram realizadas quase 7 milhões de pesquisas nesses portais, o que representa um aumento de 37% quando comparado ao mesmo período de 2010.

Entre os sites mais visitados pelos internautas do Brasil, estão os blogs e os portais de entretenimento, sendo que os especializados em viagens não ocupam uma posição de destaque.

Outra característica dos usuários de internet no Brasil é a crescente procura por sites de notícias.

Por Joyce Silva


O estudo "O Observador Brasil 2012", realizado por empresas privadas, apontou que a classe C continua crescendo no Brasil. Cerca de 2,7 milhões de pessoas foram incorporadas a este segmento, totalizando 103,054 milhões de brasileiros no ano passado.

A classe DE diminuiu, sofrendo uma redução de 47,948 milhões de pessoas para 45,243 milhões. Já a classe AB sofreu alta, mas num ritmo menor, passando de 42,195 milhões de brasileiros para 42,434 milhões.

Todos os dados são relativos ao período de 2010 para 2011.

De acordo com o levantamento, os dados demonstram que a estrutura das classes econômicas brasileiras continua sendo na forma de um losango, deixando para trás a tradicional forma de pirâmide.

Em porcentagem, a classe C agora detém 54% da população, sendo que em 2010 era de 53%. Comparando com o primeiro ano do estudo, feito em 2005, o aumento deste segmento de renda foi de 20 pontos percentuais, indo de 34% para 54%.

Em contrapartida, a classe DE encolheu muito no período, o que demonstra que o nível econômico dos brasileiros vem aumentando. Em 2005, a classe DE representava 51% do total e hoje está em 24%. Já a classe AB cresceu de 15% para 22%.

Fonte: O Observador Brasil

Por Matheus Camargo


A arrecadação do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) teve alta de 22,7% no ano passado se comparado a 2010, o aumento líquido foi de R$ 14,6 bilhões.

A arrecadação total em 2011 ultrapassou os R$ 72 bilhões, sendo que os saques representaram R$ 56,7 bilhões.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Trabalho, que apresentou também dados referentes à arrecadação no setor de Construção Civil (que teve um aumento de 25,8%) e Comércio (que cresceu 21,4%).

Foram analisados também os setores de infraestrutura, saneamento básico e habitação, que juntos receberam uma verba de R$ 37,7 bilhões no ano passado.

O setor de infraestrutura urbana recebeu investimentos que totalizaram R$ 2,1 bilhões, ao todo foram atendidas 34 contratações.

O segmento de saneamento básico recebeu cerca de R$ 1 bilhão para o financiamento de obras nos sistemas de abastecimento de água e tratamento do sistema de esgoto.

Os recursos do FGTS também foram investidos no Programa Minha Casa, Minha Vida, que recebeu R$ 19,5 bilhões, sendo que parte desse valor foi destinado às famílias que tiveram renda de no máximo cinco salários mínimos por mês. Esse valor ultrapassou os investimentos de 2010 em R$ 3,9 bilhões.

Por Joyce Silva


Os gastos com acampamentos de carnaval devem movimentar cerca de R$ 500 milhões neste ano de 2012. O motivo desse valor é a alta procura por esse tipo de atividade entre jovens e adolescentes. Segundo dados fornecidos pelo portal CREIO, cerca de 1/3 dos jovens religiosos irão aproveitar a semana de folia para participar de acampamentos da igreja.

Esse valor calculado pelo CREIO é referente não só aos gastos diretos como os indiretos (como o aluguel de sítios, ônibus, além da contratação de serviços temporários).

A previsão de especialistas no assunto é que cerca de 5 milhões de pessoas aproveitem o período para confraternizarem com outras congregações.

Assim como outras datas grandiosas no país, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o carnaval também é considerado como um dos períodos mais favoráveis para a geração de empregos, negócios e renda.

De acordo com dados divulgados pela Sedeis (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro), espera-se que esse ano o carnaval movimente mais de US$ 628 milhões somente no estado do Rio de Janeiro.

Vale lembrar que os retiros não entram na contagem do governo, o que faz com que esse valor seja ainda maior.

Por Joyce Silva


A consultoria Frost & Sullivan divulgou um estudo que apontou um crescimento no mercado de Tecnologia da Informação no Brasil. Segundo os dados da consultoria, esse setor movimentou mais de US$ 11 bilhões no ano passado, isso representou um aumento anual de 11,5%, o país já representa 50% de todo o mercado de TI da América Latina.

A previsão é que em 2012 o faturamento dessas empresas ultrapasse os US$ 12,9 bilhões, o que representaria um crescimento de mais de 9%.

Uma das explicações da empresa para essa crescente participação do Brasil no mercado de TI é a preocupação cada vez maior de empresas com a segurança de seus sistemas, não é à toa que as instituições que oferecem serviços financeiros representam mais de 20% do total da receita vinda desse setor, em segundo lugar aparecem empresas de Ti & Telecom, acompanhadas por empresas de Manufatura e Indústria.

A importância do setor na economia brasileira ficou evidente com a participação maciça de empresas em um dos eventos mais conhecidos do setor no país, a Ciab Febraban, que já está com os stands praticamente esgotados. Em sua 22ª edição, estão previstos que o número de participantes de 2012 supere o registrado no ano passado.

Por Joyce Silva


De acordo com o que divulgou o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a taxa básica de juros brasileira deverá cair durante o ano de 2012.

Já no ano passado a taxa de juros anual registrou uma queda de 11% para 10,5%, a expectativa é que nesse ano a taxa não chegue a 10%.

Segundo as informações do Copom, a redução das taxas de juros se deve as transformações que estão ocorrendo no mercado financeiro, principalmente na bolsa de valores e na política de superávits primários.

Nessa previsão de queda da taxa, o Copom já conta com a desaceleração da economia e a crise internacional. Leva-se em consideração ainda que os fatores que movem a economia podem mudar, com isso a previsão também pode passar por transformações e não sair como o esperado.

O objetivo é driblar a inflação e a economia global restrita, fazendo assim ajustes moderados nas taxas de juros.

A taxa Selic deve cair para 9,5% ao ano, até abril, mas os analistas já preveem que em 2013 a taxa voltará aos dois dígitos.

Fonte: G1

Por Jéssica Posenato


Já nesse primeiro mês de 2012 a pesquisa realizada mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) chamada de Índice de Confiança do Consumidor mostrou que os brasileiros estão 3% menos confiantes na economia brasileira se comparado a dezembro do ano passado.

Em dezembro de 2011 o índice era de 119,6 pontos e agora caiu para 116 pontos.

A pesquisa mostra que o poder de compra dos brasileiros diminuiu nesse mês de janeiro, apenas 15,9% dos entrevistados afirmaram que pretendem comprar algum bem durável nos próximos seis meses, enquanto que em dezembro cerca de 19,5% pretendiam.

De acordo com a pesquisa da FGV, a quantidade de consumidores que avaliam a economia como boa caiu de 27,1% para 24,4%, o aumento foi daqueles que responderam que a economia está ruim, de 17% em dezembro para 18,4% nesse mês.

A queda da confiança se deu pela redução dos subíndices da Situação Atual (que teve um decréscimo de 2,3%) e das Expectativas (que caíram 3,4%). Tais resultados provam que os brasileiros não estão contentes com o aumento do custo de vida e que pretendem comprar menos coisas do que no ano passado.

Fonte: Fundação Getulio Vargas

Por Jéssica Posenato


No ano de 2011 os brasileiros gastaram fora do país cerca de US$ 21 bilhões, afirmou o Banco Central (BC). Isso representa um aumento de quase 30% dos gastos no exterior em relação ao ano de 2010.

Alguns fatores que contribuíram para que os brasileiros gastassem mais foram o aumento da renda e a queda do dólar, que foi cotado abaixo de R$1,70 na maior parte do ano.

Com o dólar em baixa ficou mais fácil aproveitar as facilidades do turismo fora do Brasil, tudo ficou mais barato, desde passagens aéreas a hotéis.

Mas quem ainda está pensando em fazer uma viagem internacional deve ficar atento, pois com a crise no final de 2011 houve algumas mudanças que provavelmente perdurarão em 2012. A prova disso é que em julho a soma dos gastos dos brasileiros no exterior era de mais de dois bilhões de dólares, já em novembro este valor caiu para um bilhão e meio.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, a alteração da taxa de câmbio ainda trará mais mudanças.

Fonte: Banco Central

Por Jéssica Posenato


Segundo dados divulgados pelo Sebrae, as micro e pequenas empresas de São Paulo devem fechar o ano de 2011 com um aumento de faturamento real da ordem de 3,5% em relação ao ano passado.

Se comparado com o mesmo período do ano anterior, o desempenho foi relativamente baixo. Estes índices já indicam algumas desacelerações que a economia nacional pode registrar em 2012. Já é previsto que os empresários, como um todo, terão uma redução nas vendas e no faturamento de suas empresas.

Para não ser pego de surpresa, o empresário deve estar preparado para momentos de baixas vendas, o que requer uma revisão no planejamento para manter a saúde financeira da empresa.

Luis Lobrigatti, consultor do Sebrae-SP, indica que um ótimo passo é começar o ano sem dívidas, evitando assim comprometer o caixa da empresa.

Outra dica dada por Lobrigatti é que os empresários procurem analisar se é possível reduzir custos. Um bom cálculo é reservar 80% do lucro da empresa para o pagamento de dívidas e poupar o restante para futuros investimentos ou situações de emergências.

Por último, o consultor orienta os empresários a estarem sempre bem informados e atualizados. Para isso, a realização de cursos para atualização profissional e para melhorar a gestão do seu negócio é essencial.

Por Natali Alencar


Um ditado deve ser salientado sempre que possível por economistas: “Há males que vêm para o bem”. Entre 2008 e 2009, o Brasil e o mundo sofreram com a crise financeira mundial, a mesma que aumentou os índices de desemprego em muitos países e que estancou algumas nações em patamares negativos de desenvolvimento.

Sempre que o colapso desse biênio for citado, invariavelmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe econômica serão citados. O governo fez o possível para conter os principais efeitos da crise com várias medidas estimulantes, entre elas isenções de impostos. Obviamente, não houve somente acertos, mas isso é outra história.

Boas constatações foram possíveis nos últimos meses. As classes sociais menos favorecidas financeiramente puxaram o Brasil a um patamar de crescimento de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O maior poder de renda, a ampla inserção no mercado de trabalho e a confiança são pontos que merecem destaque.

De acordo com o levantamento ‘Mudanças no Mercado Brasileiro 2011’ desenvolvido pela Nielson, o aumento do consumo do país em 2010 adveio em maior gênero e grau das classes C2, D e E. Acompanha esse progresso por elas o interesse por novos serviços e produtos de custos mais elevados.

A Nielsen assoalha que a base da pirâmide social transita mais vezes em pontos de venda, tanto que representa 65% de todo o incremento do consumo no ano passado. A tendência é que, aos poucos, as classes D e E participem ainda mais dessa alta, possivelmente até 2012.

Uma das medidas do novo governo deve ser incentivar o consumo consciente, e não brecá-lo totalmente. Basta crer que a confiança dos consumidores possa manter o Brasil num patamar de elevado crescimento, algo que beneficia a atual e as futuras gerações.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Associação Paulista de Supermercados


Estudo construído pelo Data Popular revela que a classe média brasileira consumiu 41,35% do total de serviços e bens nas regiões urbanas no ano passado, índice sucintamente inferior aos 42,9% conquistados pelas classes A e B, juntas. De acordo com a pesquisa, se somadas as classes A, B e C, o gasto total chega a R$ 2,1 trilhões no período.

Para se ter noção exata ou aproximada do novo perfil da classe C, o consumo dela, em 2002, correspondia a 25,8% do total de serviços e bens, enquanto o despendido pelas classes A e B, diferentemente, representava 58,1% do mercado de consumo.

Nos últimos oito anos, os gastos da nova classe média com componentes domésticos e móveis cresceram cinco vezes, para algo na casa de R$ 17,95 bilhões. Na aquisição de eletrodomésticos o montante avançou um pouco mais, para R$ 20 bilhões.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Fenabrave


De acordo com o Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), somente neste ano de 2010, o Brasil conseguiu obter dois milhões, quinhentos e quarenta e quatro mil, quatrocentos e cinqüenta e sete registros de empregos formais.

Somente neste último mês de novembro foram criadas 138.247 novas oportunidades de trabalho, o que representa uma marca inédita para este mês, em relação a toda a série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Dentre os países integrantes do G-20, o Brasil foi o que mais gerou empregos formais neste ano, e para 2011, há uma expectativa de serem criadas mais três milhões de oportunidades profissionais. Os números apresentados demonstram o crescimento da economia brasileira, e o aumento no número de empregos no próximo ano terá influência da continuidade de projetos como o PAC e o Programa Minha Casa Minha Vida.

Por Elizabeth Preático


Nos dez primeiros meses deste ano ocorreu um novo recorde em relação à geração de empregos no Brasil. No total, 2,4 milhões de novas vagas de trabalho formal foram criadas, conforme informado pelo Ministério do Trabalho, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Porém, considerando-se apenas o mês de outubro deste ano, o número recorde esperado pelo Ministério do Trabalho não foi alcançado, onde foram contabilizadas 204.804 oportunidades de trabalho, número abaixo do que ocorreu no mesmo mês do ano passado (230.956 vagas).

De acordo com o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o resultado se deve ao próprio período do ano, em função da diminuição da produção sucroalcooleira. Lupi disse ainda que, com o crescimento da economia do país, certamente este ano chegará a um total de 2,5 milhões de empregos gerados, conforme a meta estabelecida.

Por Elizabeth Preático


O preço da cesta básica tem crescido nas últimas semanas em praticamente todas as regiões do país. Os principais produtos responsáveis pelo avanço são o feijão e a carne bovina, conforme menção de especialistas. O segundo item citado, inclusive, tem impulsionado o consumo da carne de frango.

Para Airton Porto, diretor de Política Agrícola e Informação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o incremento no custo da carne tem por origem resultados do abate de matizes de 2005, diferentemente do que se supõe, de que a causa tem por ascendência o valor de rações ou os índices de exportação.

Desse ano até 2010, na concepção do diretor, não ocorreu no segmento estoques de bezerras e novilhas para engorda em número aceitável para assegurar oferta mais ampla de carnes.

Por fim, de acordo o portal de Economia Terra, Porto realça que os preços da carne deverão apresentar normalidade no transcorrer do ano que vem.

Por Luiz Felipe T. Erdei


O Brasil encontra-se num patamar econômico muito elevado. Como jamais esteve no passado com crescimento acelerado e baixo nível de desemprego. Só não podemos dizer que está tudo 100% porque o país convive com juros altos, distribuição de renda desigual e a corrupção ainda é um problema sério.

De qualquer maneira, o novo presidente herdará a moeda mais forte do mundo. E olha que essa declaração nem é minha. Quem afirmou isso foi um jornalista do Wall Street Journal citando informações da consultoria Goldman Sachs, na edição de fim de semana do jornal americano.

Segundo o jornal o Real, que sempre foi uma moeda raca frente ao dólar, agora vive uma situação diferente, e é a que mais valoriza diante do Dólar. E, ao contrário, do que muitos imaginam isso pode ser um problema para o novo presidente, já que as exportações estão em alta.

Por Maximiliano da Rosa


Para adquirir bens duráveis e não-duráveis os consumidores brasileiros fazem uso de vários mecanismos de cunho financeiro, tais como dinheiro vivo, cartões de crédito e débito e cheques. Uma ponderação recente e relevante parece dar novo ânimo aos brasileiros, que se aproveitaram e ainda aproveitam do momento econômico favorável e vivido pelo Brasil.

Levantamento divulgado nesta semana pela Serasa Experian indicou queda de 1,74% em julho no número de cheques devolvidos por toda a nação. Artigo veiculado pelo portal Terra assinala ser esse o menor percentual diagnosticado desde o sétimo mês de 2004, situação na qual o índice permeou a casa de 1,56%.

A entidade contabilizou, ainda, arrefecimento de 9,8% no número de cheques compensados no acumulado deste ano em comparação ao período semelhante de 2009. Economistas da Serasa atribuem o tombo à preferência do brasileiro por dívidas de longo prazo ante os pré-datados, justamente pelo fato de ser possível a negociação de prestações futuras.

As próximas e proeminentes datas comemorativas, Dia das Crianças e Natal, poderão surtir impacto negativo nesse andar da carruagem, pois em situações anteriores, inclusive em 2009, o consumidor se mostrou propenso a buscar outras maneiras de parcelar suas compras.

Por Luiz Felipe T. Erdei


As empresas brasileiras têm acreditado no potencial do Brasil, em termos particulares a cada setor, e da própria população tupiniquim. O crescimento percebido nos últimos meses é reflexo de iniciativas do governo federal, tanto no sentido quantitativo como no qualitativo. A propagação de ideologias, portanto, foram peças fundamentais para a nação ter gerido com certa facilidade medidas de estímulo, tanto que no primeiro trimestre deste ano o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou elevação ante os três meses anteriores.

Embora exista aguardada queda no aquecimento da atividade varejista e outros segmentos, o número de companhias nacionais na busca por crédito ascendeu 0,5% no mês passado em comparação a junho depois de travar 90 dias seguidos de arrefecimento. O diagnóstico, emitido pela Serasa Experian, avaliou, também, que em confronto a julho de 2009, um recuo de quase 2% fora assinalado.

Mesmo assim, no acumulado anual até julho, existe aumento na demanda em 7,7% ante o período igual do ano passado. Economistas da entidade, de acordo com o portal de Economia Terra, avaliam o poder de reação visto em julho como fator sinalizador da retomada do desenvolvimento econômico no país, embora mais ameno daquele registrado no início deste ano.

Por Luiz Felipe T. Erdei


No embalo do aquecimento da economia brasileira que vem mantendo o fôlego e parece caminhar para certa estabilidade, o estado do Rio de Janeiro, conforme pesquisa da FIRJAN (Federação das indústrias do Estado do Rio de Janeiro), em matéria divulgada no site dinheiro.br.msn, bateu recordes na geração de empregos no primeiro semestre deste ano.

De acordo com a Firjan o aumento dos postos de trabalho seguiu a tendência que foi registrada no primeiro trimestre do ano e manteve a força no aumento de vagas no segundo trimestre gerando números que chegaram ao recorde no período desde que foi iniciada a apuração em 1995. Ao todo foram registrados 88.591 postos de trabalho, sendo que deste total 16.523 foram na indústria do estado. Um ótimo resultado para o setor, primeiro que apurações globais do setor registraram no país no último mês uma leve queda na oferta de empregos e segundo porque, para o estado, que teve há alguns anos atrás o setor um tanto estagnado, este é um claro sinal de recuperação.

Também foram registrados recordes de emprego no setor de serviços com 48.859 vagas e no setor de serviços de utilidade pública com 3.142 vagas. Outro setor que também se destacou no período foi o da construção civil que proporcionou 14.925 vagas nos seis primeiros meses do ano, com esta sendo sua segunda melhor marca histórica, abaixo apenas do número de vagas registrada no ano de 2008.

Estes números foram colhidos em informações do CAGED, Cadastro geral de empregados e desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Por Mauro Câmara


Um levantamento realizado pela Visa revelou que os brasileiros costumam não lembrar no que foi gasto cerca de 26% de suas despesas semanais.

O estudo foi feito com doze países, incluindo o Brasil, onde doze mil pessoas foram entrevistadas, sendo que oito por cento delas eram brasileiras. De acordo com a pesquisa, os gastos com alimentação são os mais esquecidos pelos brasileiros, com 43% de participação, seguido por itens não essenciais e compras de lazer, com 35% e entretenimento, com 29%.

Também foi ressaltado por parte dos brasileiros entrevistados que, quando o gasto é feito em dinheiro, fica mais complicado realizar um controle, principalmente quando se tratam de compras de pequeno valor.

Por Elizabeth Preático

Fontes: Band, Zero Hora


Mesmo com o incentivo por parte de grandes magazines e hipermercados nas vendas relacionadas aos televisores de LCD, a alta apontada em 25% nos preços médios nestes equipamentos, desde junho de 2009, delongou o avanço em suas comercializações.

Inicialmente, esperava-se que a venda aumentasse devido ao recuo no valor comercializável desses aparelhos em 20% ao ano desde 2007, o que permitia aos especuladores projetar a superioridade de vendas das LCDs em detrimento às TVs convencionais de tubo.

Com isso, espera-se que somente em 2010 isto, de fato, aconteça, principalmente com o fato de que a Copa do Mundo, a ser realizada na África, alavanque o interesse do consumidor em acompanhar a competição com televisores de maior qualidade e definição de imagem.

Por Luiz Felipe T. Erdei


Em dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) ilustrou que o número de contribuintes para a Previdência, no Brasil, ascendeu 5,9% no ano passado para seu antecessor, ou seja, 2007.

Para os técnicos do instituto, o aumento no número de contribuintes foi estimulado pelo crescimento do emprego formal, ou seja, aquele que apresenta carteira assinada. A região que melhor representou, por assim dizer, esse percentual, foi a Sudeste, com 62,9% do total de ocupados em 2008, enquanto o Nordeste apresentou o menor de todos, exatos 33,9%.

Substancialmente, a Pnad confessou que o número de trabalhadores integrantes a sindicatos apresentou pequena elevação de 18,2% do total de pessoas com ocupação no país, aproximadamente 16,8 milhões de sindicalizados, diferentemente de 2007, quando a mesma questão abordava um percentual de 17,7%, ou, em miúdos, 15,9 milhões de indivíduos.


Otimista com o cenário econômico brasileiro, que inclui desde a retomada do crescimento até o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva crê que a geração de empregos formais, isto é, aqueles com carteira assinada, devem bater recorde no mês de agosto, com cerca de 150 mil postos criados.

Provavelmente, Lula, em seus discursos, queira rentabilizar o nome do seu partido, o PT (Partido dos Trabalhadores) para as próximas eleições. Afinal, os últimos resultados obtidos favorecem, segundo ele, o trabalhador brasileiro e o próprio mercado interno do país.

O presidente, enfim, projeta tais afirmações em relação aos trabalhadores com a mão em cima dos ultimados dados do Caged, instituto que registrou a criação de exatas 138.402 vagas formais em julho deste ano, o melhor saldo de 2009, mas abaixo do mesmo período de 2008, quando foram gerados 203.218 postos.


Dados relacionados ao Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor apontaram que a inadimplência da população caiu 5,1% desde maio até o mês de julho deste ano. Este resultado parte do pressuposto de que a retomada positiva da economia brasileira e o chamado efeito calendário contribuíram com tais resultados.

O saldo supracitado é correlato com as informações divulgadas na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE), quando revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) ascendeu em 1,9% do segundo trimestre em relação aos três primeiros meses de 2009.

No entanto, mesmo com essa notícia favorável, o índice de inadimplência acumulado de janeiro até agosto é de 9,5% em paralelo ao mesmo período do ano passado.


Segundo dados divulgados pelo Banco Central nessa sexta-feira (4), a caderneta de poupança fechou com uma captação positiva de R$ 3,1 bilhões no mês de agosto. O resultado é a diferença entre depósitos e saques efetuados em dias úteis no mês passado.No total do ano, os depósitos superam os saques em  R$ 12,2 bilhões.

No ano passado a marca de R$ 12 bilhões só foi alcançada em novembro. Em Abril, o resultado acumulado estava negativo em R$ 1,5 bilhão. Houve uma recuperação em maio e em agosto o resultado ficou positivo em R$ 13,7. A captação de agosto, segunda maior do ano, ficou abaixo da de julho que foi de R$6,7 bilhões.


Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o custo da cesta básica em agosto diminui em 17 capitais brasileiras em relação à medição feita em julho. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5).

Já a Pesquisa Nacional da Cesta Básica apontou o barateamento da cesta básica em 15 capitais do país. Essa pesquisa verifica o preço de 13 produtos alimentícios considerados essenciais. A pesquisa feita compreendeu o período de janeiro a agosto de 2009.

Na pesquisa realizada pelo DIEESE,  a maior queda de preço foi verificada em Natal, 3,22%, seguida por Aracajú, de 3,12% e Fortaleza 3,05%. Já na Pesquisa Nacional da Cesta Básica, os produtos ficaram 13,05% mais baratos em Aracajú e 11,185 em João Pessoa.


O COPOM (Comitê de Política Monetária) está reunido nesta quarta-feira para definir o novo índice da taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia).

O novo índice é aguardado com grande expectativa pelo mercado financeiro que anseia por ter seu crescimento alavancado a partir das novas decisões do COPOM. Contudo, não é de se esperar por grandes mudanças já que o novo índice pode ficar em torno de  8,75% ao ano.

Embora toda a especulação que existe em torno da nova decisão, a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) não opera com grande movimentação e no Mercado Financeiro tudo transcorre dentro da normalidade.

Deve ser ressaltado que o papel do COPOM é da maior relevância para o país, pois lá são estabelecidas as bases e diretrizes da Política Monetária e da Taxa de Juros.


Brasil apresenta índice de 5,5 pontos, a segunda mais alta marca de Clima Econômico da América Latina, logo após o Peru. A avaliação, em uma escala de 1 a 9, é feita a partir da opinião de diversos especialistas em economia sobre a situação atual e suas expectativas para cada país.

Esse é o maior índice registrado desde a intensificação da crise econômica internacional ocorrida nesse mesmo período no ano passado.

Ao relacionar a análise com os países do grupo Bric – Brasil, Rússia, Índia e China –, o Brasil ficou com o terceiro lugar, atrás da China e da Índia, esta última em primeiro lugar com 6,7 pontos.





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