Economista avalia que o mercado brasileiro tem carência de pesquisas para saber se há a formação de uma bolha imobiliária. A avaliação é de Eduardo Zylberstajn, economista da Fipezap, que pesquisa preço dos imóveis nos principais centros do Brasil. De acordo com ele, os estudos de bolha imobiliária exigem dados de longo tempo e projeções futuros para grandes prazos. Para ele, o Brasil possuiu uma carência desse tipo de estatísticas.

Zylberstajn fez as declarações no dia 29 de outubro, segunda-feira, durante o congresso da Cityscape Latin America. Ele afirma ainda que não há razões para crer que no longo prazo os preços dos imóveis continuem constantemente a subir.

Segundo o economista, a capacidade de pagamento de modelos para as famílias esta seguindo um patamar estável durante os seis últimos anos. Ainda segundo o economista, apesar da forte alta de preços do mercado e imobiliário brasileiro, nos últimos anos isso ocorreu como contrapartida do expressivo aumento do crédito imobiliário no país com os programas do Governo Federal para habitação popular como o “Minha Casa, Minha Vida”.  Dessa forma, se espera que o mercado e imobiliário alcance um patamar de preços sustentável no Brasil.

Por Matheus Camargo


A Fundação Getúlio Vargas realizou um estudo para saber se a subida expressiva dos preços de imóveis no Brasil, em especial em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, estariam ocorrendo pela especulação desenfreada no setor. Há rumores entre os investidores de fundos imobiliários que a expressiva valorização desses nos últimos anos poderia ter se dado pela formação de uma bolha imobiliária.

As bolhas imobiliárias são subidas insustentáveis de preços no mercado de imóveis, sem base real na demanda dos compradores. O estudo da FGV no mercado imobiliário em São Paulo apontou que não há indícios da formação de bolha imobiliária. Foram usados métodos de pesquisa desenvolvidos pelo estudioso do mercado imobiliário Peter Phillips.

De acordo com os pesquisadores da FGV, o perigo da formação de uma bolha imobiliária não pode ser completamente descartado no país, embora eles não tenham encontrado nenhum indício contundente do fenômeno. Ainda segundo o estudo, a elevação expressiva dos preços de imóveis teria sido gerada por fatores normais do mercado, associados ao aumento da demanda impulsionada pela facilitação das condições de crédito.

Além do barateamento das taxas de juros nas linhas de crédito, anunciadas recentemente, outro fator chave para o barateamento do crédito imobiliário foi a iniciativa do Governo Federal no setor, com o lançamento do programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Por Matheus Camargo





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