O BCE (Banco Central Europeu), em sua última reunião, manteve a taxa básica de juros na Zona do Euro em 0,75%. A decisão já era prevista por analistas financeiros. A medida foi tomada mesmo com a previsão de que a economia europeia está entrando em uma rota de recessão expressiva.

Mario Draghi, presidente do BCE, deu uma entrevista coletiva depois que a medida foi anunciada e disse estar afastada a ameaça de um aumento da inflação na Zona do Euro. A inflação para a região, segundo ele, deverá cair para baixo da meta de 2% no ano de 2013.

Draghi afirma que os riscos para a economia europeia estão inclinados para o lado negativo. Segundo o presidente do BCE, apesar do mau tempo no crescimento econômico europeu, isso não deverá impactar a inflação, que está amplamente equilibrada em previsões para o médio prazo.

A decisão do Banco Central Europeu de manter a taxa básica de juros em 0,75% é efetuada pelo quinto mês consecutivo. Com a taxa em 0,75%, apresenta-se a menor taxa de juros já estabelecida pelo BCE em sua história. Economistas avaliam que um novo corte de juros não teria seria benéfico para as transações financeiras na Zona do Euro.

Fonte: G1

Por Matheus Camargo


O BCE (Banco Central Europeu) está investigando movimentações financeiras de empréstimos com os títulos da dívida pública espanhola. Os papéis são emitidos pelo Tesouro Nacional da Espanha e são apresentados ao BCE por bancos como garantias para retiradas de empréstimos.

O Banco Europeu está preocupado com os empréstimos desses papéis dados como garantia pelos bancos. As afirmações são de um porta-voz da instituição feitas no dia de domingo, 4 de novembro. Isso confirma rumores de que o BCE não teria seguido suas próprias regras em negociações financeiras com títulos de dívida pública no caso dos papéis espanhóis.

Segundo o jornal alemão Welt am Sonntag, os bancos de investimento europeus pegaram cerca de  17 bilhões de euros emprestados do Banco Central Europeu. Esse montante seria muito superior ao que o valor de mercado dos títulos do Tesouro Espanhol poderia sustentar, de acordo com as próprias regras do BCE. Deixando assim de atender as exigências necessárias para os empréstimos do BCE a essas instituições.

O montante de 80 bilhões de euros teria sido negociado em títulos do Tesouro da Espanha em transações com o  BCE pelos bancos de investimento. Essas negociações foram feitas com os títulos sendo fechados no  mais alto grau de rating (avaliação sobre a solvência de papéis financeiros). Transação curiosa uma vez que os ratings da Espanha eram rebaixados constantemente pelas agências financeiras internacionais.

Por Matheus Camargo

Fonte: Estadão


UE e BCE estão prontos para ajudar a zona do euro

Nesta terça-feira (14/08), o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, afirmou que assim que algumas condições forem cumpridas, a União Europeia (UE) e o Banco Central Europeu (BCE) podem agir para conter a crise da zona do euro.

Segundo Rehn, não há dúvidas de que os líderes políticos da Alemanha estão comprometidos em apoiar o euro.

O presidente do BCE, Mario Draghi, já havia dito este mês que o banco central poderá intervir no mercado de títulos para reduzir os custos de empréstimos da Espanha e Itália, caso esses países pedissem por ajuda semelhante dos fundos de resgate da zona do euro.

Informações divulgadas no dia de hoje revelaram que a economia da zona do euro diminuiu 0,2% no 2º trimestre deste ano, após ter apresentado crescimento zero no 1º trimestre.





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