O saque do Pis-Pasep referente ao ano-base 2015 tem o prazo final o dia 28 do mês de dezembro.

Atenção trabalhador brasileiro. Se você trabalhou no ano de 2015 com carteira profissional assinada e ainda não fez o saque do seu PIS/Pasep, fique atento porque o prazo termina no próximo mês de dezembro. Verifique se você possui direito ao benefício e não perca o benefício.

Na última terça-feira, dia 28 do mês de novembro, foi anunciado pelo Ministério do Trabalho o último prazo para sacar o benefício do PIS/Pasep do ano-base 2015.

De acordo com essa informação os trabalhadores que possuem o direito a esse abono salarial cujo ano – base é 2015, têm até o dia 28 do mês de dezembro para comparecerem a uma agencia bancária e realizar o saque do benefício.

Ou seja, restam menos de trinta dias para a retirada do benefício, sendo que quem não sacar seu saldo até esta data não terá mais a oportunidade de fazê-lo, perdendo assim seu benefício, pois o governo já anunciou que não haverá mais nenhum prazo de prorrogação para saques.

De acordo com informações do Ministério do Trabalho, cerca de 1,42 milhão de trabalhadores brasileiros ainda não sacaram seu saldo, o que representa um número bastante alto.

Dessa forma, encontram-se ainda nos cofres públicos um total de R$ 990 milhões para o pagamento do benefício do PIS/PASEP 2015. Os saques serão de valores entre R$79 e R$937, o que é determinado pelo tempo em que o cidadão exerceu atividades em empresa privada ou no setor público.

Desse montante ainda disponível para saque, metade será disponibilizada para a região Sudeste do país, sendo os estados que têm mais saques a fazer, o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Assim, se você no ano de 2015 trabalhou na iniciativa privada e ainda não realizou o saque de seu benefício, compareça a uma agência da Caixa Econômica Federal ou vá a uma casa lotérica. Agora se você no ano de 2015 trabalhou como servidor público, seu benefício poderá ser sacado em uma agência do Banco do Brasil.

Para sacar seu benefício é preciso estar com um documento de identificação, o cartão cidadão e sua respectiva senha.

Se você ainda tem dúvidas se possui ou não o direito ao abono salarial do PIS/Pasep ano-base 2015, veja se você se enquadra em alguns quesitos.

– É preciso ter prestado serviços com a carteira profissional devidamente registrada pelo período mínimo de 30 dias no ano de 2015;

– No período em que trabalhou formalmente é preciso ter recebido uma remuneração mensal de no máximo dois salários mínimos vigentes;

– O trabalhador também precisa possuir inscrição no PIS, que é o Programa de Integração Social, ou no Pasep que é Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, pelo período mínimo de cinco anos.

Se sua situação atende aos requisitos citados acima consulte a sua situação no site do Ministério do trabalho no endereço http://verificasd.mtb.gov.br/abono. Para a realização da consulta é necessário preencher um campo com a data do seu nascimento e número de CPF ou de Inscrição no PIS/Pasep.

Também é possível fazer esta consulta através do número do Alô Trabalho, que é 158 ou pessoalmente em um agencia bancária.

A caixa também disponibiliza um número de telefone para que os beneficiários possam obter informações sobre o PIS, basta ligar para 0800-726 02 07.

Já o Banco do Brasil disponibiliza o número 0800-729 00 para os beneficiários do Pasep.

Verifique a sua situação e se possuir direito ao abono salarial do PIS/Pasep não deixe de procurar uma agência bancária e realizar o seu saque. O benefício do PIS/Pasep é um direito do trabalhador, por isso faça valer o seu direito e garanta um extra para o final do ano. Fique atento ao prazo.

Por Sirlene Montes

PIS


O pagamento do abono salarial do ano base de 2015 será realizado até o dia 30 de junho.

Se você é trabalhador e tem direito a receber o abono salarial referente ao PIS, Programa de Integração Social, ou se você possui direito para receber o abono salarial referente ao Pasep, que é o Patrimônio do Servidor Público, e ainda não sacou o seu saldo referente ao ano base de 2015, não espere mais, pois a data limite para realizar o saque é o dia 30 do mês de junho.

O valor que o trabalhador irá sacar depende do tempo em que desempenhou atividades trabalhistas com carteira assinada no ano de 2015. Dessa forma os valores podem partir de R$ 78 chegando a R$ 937, para quem trabalhou o ano todo.

De acordo com o Ministério do Trabalho, a recomendação é de que os trabalhadores compareçam às agências bancárias dentro do período determinado, pois passado o dia 30 do mês de junho, todo o saldo restante destinado ao pagamento de PIS e Pasep será transferido para o FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador, para que assim seja utilizado no pagamento de outros benefícios que os trabalhadores possuem.

Ainda de acordo com o Ministério do Trabalho até a data de 31 do mês de maio o equivalente a 7,56% dos trabalhadores que possuem o direito ao abono ainda não haviam realizado o saque.

Para quem ainda possui dúvidas em relação ao benefício, o abono do PIS/Pasep é para pessoas que trabalharam no ano de 2015 por um período igual ou maior que 30 dias, com carteira de trabalho registrada, com inscrição em um dos programas e que tenham tido como salário mensal valor inferior a dois salários mínimos vigente.

Se alguém ainda tem dúvida se possui ou não o direito, ainda há tempo para saber. Basta acessar verificasd.mtb.gov.br/abono, informando o número do CPF ou da inscrição no programa do PIS/Pasep.

A central de atendimento Alô Trabalho do Ministério do Trabalho, que atende pelo número 158, também tem informações sobre o PIS/Pasep.

O benefício tem validade tanto para trabalhadores da rede privada, quanto para servidores públicos. Para receber o seu saldo procure uma agência da Caixa ou do Banco do Brasil, levando o cartão cidadão e um documento de identificação.

Por Sirlene Montes

Pis 2015


Dívidas dos brasileiros se deram em transações efetuadas a cartões de crédito, lojas em geral, financeiras, prestadoras de serviços, entre outras.

Com toda a crise que o Brasil está passando a Serasa Experian divulgou esta semana que a inadimplência do consumidor subiu no começo do 2º semestre.

Para ter uma ideia de como isso é preocupante essa pesquisa acabou revelando que no mês de julho essa marca ficou em 0,6% e se compararmos com relação ao mês de julho do ano passado temos o valor de 19,4%, sem esquecer que o acumulado dos 7 primeiros meses de 2015 comparados com o mesmo período no ano passado chegou em 16,8% e, com isso, temos um povo que a cada dia não consegue sair tão cedo do “vermelho”.

Em qual área essa inadimplência é mais acentuada?

Por incrível que pareça a maior marca vem de serviços que não são diretos da área bancária, onde podemos destacar transações efetuadas a cartões de crédito, lojas em geral, financeiras, prestadoras de serviços (onde temos aqueles que oferecem serviços de telefonia, fornecimento de água, energia elétrica etc.) e outras, onde tivemos um aumento considerável de 3,5% e isso não aumentou mais por causa das dívidas dos bancos.

A dívida dos bancos teve uma queda de 2,2% e com isso deixou o avanço do índice mensal estagnado, mas ao mesmo tempo continua a causar preocupação aos especialistas, pois mesmo com tudo isso o valor médio das dívidas que não são de ordem bancárias cresceu em torno de 10,0% dos meses de janeiro a julho de 2015, se levarmos em consideração os mesmos meses, mas durante o ano de 2014.

Outros dados revelados na pesquisa foram que:

  • A inadimplência direta com relação aos bancos teve um valor médio, um crescimento, e ficou em 0,9%;
  • O Cheque sem Fundos também teve um valor médio que alcançou um aumento e chegou ao registro de 10,4%;
  • Os Títulos Protestados conseguiram um valor médio que obteve uma queda, chegando a 1,9%;
  • E o desemprego constantemente aumentando junto com os juros que a cada dia ficam bem mais altos e além da inflação exorbitante faz com que a vida financeira do consumidor fique muito prejudicada e, com isso, a população acaba tendo problemas para conseguir colocar todas as contas em dia.

Por Fernanda de Godoi

Inadimplência


CMN alterou a margem de tolerância para a meta da inflação. A meta é baseada pelo IPCA, que está em 4,5% ao ano em 2017, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O CMN – Conselho Monetário Nacional – alterou a margem de tolerância para a meta da inflação, diante do cenário econômico. A meta que é baseada na inflação medida pelo IPCA, está em 4,5% ao ano ainda para 2017, porém, a margem de tolerância agora está fixada em 1,5 ponto percentual tanto para mais como também para menos, sendo que antes a margem de tolerância era de 2 pontos.

A mudança não afetou a meta da inflação que desde 2005 segue no patamar de 4,5%, porém, alterou a taxa de tolerância sendo que em 2005 era de 2,5%, em 2006 passou para 2% e agora caiu para 1,5%.

O fato da tolerância ter sido reduzida pode fazer com que o Banco Central não tenha outra saída que não seja apertar mais ainda a política monetária nacional, apesar do Selic já ter sido elevado de 2,75% para 13,75%. Tem ainda o fato de que a inflação este ano no Brasil deverá ficar na média dos 9% e para conseguir reduzir este número nos próximos anos seria preciso um imenso esforço agora.

Mas é interessante observarmos que a meta de inflação não sofreu nenhuma alteração, apenas a margem de tolerância, porém, já é o suficiente para forçar agora um esforço maior para começar o combate à inflação.

Especialistas já estão indicando para o IPCA em 4,5% já em 2017 o que não exigiria medidas drásticas agora.
O que a decisão faz realmente é dar maior credibilidade ao Governo, mostrando que ele está empenhado ao combate à inflação, mas a atual política monetária não deverá sofrer nenhuma modificação.

O Banco Central não perdeu a oportunidade de mostrar-se compromissado em conseguir levar o IPCA aos 4,5% até o final de 2016 e para isso garantiu que contará com determinação e bastante perseverança.
Os analistas são favoráveis ao fato do Governo querer reduzir a meta da inflação para 2017 no intuito de que o país consiga recuperar sua credibilidade, mostrando atuante diante da crise e com poderes para reduzir a inflação, deixando claro que o Governo não perdeu o controle da situação, muito pelo contrário.

Porém, o efeito colateral para este remédio seria a alta elevação dos juros. O segundo mandato de Dilma Rousseff vem enfrentando duras críticas e sérios problemas, por isso o Governo tem pressa de deixar claro para o mercado que o Brasil está sabendo lidar como seus problemas internos e ter a inflação novamente sob controle é questão de tempo, mais precisamente, 2 anos, no máximo.

Por Russel

Inflação


Balança comercial registrou superávit de US$ 491 milhões em abril deste ano, ou seja, houve o resultado positivo pelo 2º mês consecutivo em 2015.

Algo inédito aconteceu em nossa economia neste ano de 2015: a balança comercial brasileira conseguiu registrar um resultado positivo pelo segundo mês consecutivo. A mesma conseguiu um superávit de US$ 491 milhões no mês de abril. Um dos principais motivos para tal resultado foi, sem sombra de dúvidas, a queda nas importações, com destaque para os combustíveis e lubrificantes. O resultado, inclusive, foi acima do esperado, haja vista a expectativa dos especialistas consultados ter sido de um superávit de US$ 150 milhões.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou que as exportações registraram US$ 15,156 bilhões, em contrapartida as importações chegaram a US$ 14,655 bilhões em abril. Mesmo com tais resultados e um superávit de US$ 491 milhões, esse foi o pior mês de abril desde 2010.

Como já foi destacado, o mês de abril foi marcado por uma queda em vários segmentos das importações. O principal índice de queda foi registrado na linha de combustíveis e lubrificantes que registram um recuo de 48,3% em relação ao mesmo período em 2014. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior explicou que a queda se deu pela diminuição nos preços de naftas, óleos combustíveis, gasolina, gás natural, petróleo e carvão.

Mas não foi apenas o setor citado acima que registrou um recuo. A importação de matérias-primas e intermediários, por exemplo, registrou queda de 19,8% quando comparado a abril de 2014. Já o setor de bens de consumo registrou contração de 17,9% e o de bens de capital, 16,4% de recuo.

Todo este cenário é bastante conturbado, pois as importações estão sofrendo queda em meio ao péssimo desempenho da economia brasileira. O cenário também é de ajustes fiscais, aperto monetário e inflação em alta.

E apesar do superávit, é importante destacar que as exportações também sofreram um declínio em abril de 2015. Os básicos registraram queda de 28,9%, sendo tal resultado impulsionado pelo menor envio de produtos como o minério de ferro, a carne de frango e etc.

Por Bruno Henrique

Balança comercial

Foto: Divulgação


A maior queda foi registrada no Centro-oeste, com 17,8% de retração

Recentemente o Sebrae de São Paulo divulgou uma pesquisa na qual as MPEs (Micro e Pequenas Empresas) no Grande ABC chegaram a ter uma retração de 10,6% em relação ao seu faturamento. Esse número foi comparado com o mesmo período de 2014.

De qualquer forma, em um cenário mais abrangente, o desempenho apresentado por essas empresas não chegou a ser tão péssimo quanto o apresentado pela média estadual que, neste caso, foi de 14,8% nas vendas.

Para se ter uma ideia do quão significativo é esse número, basta considerarmos que desde 2005 é a pior média histórica.

Letícia Aguiar, consultora do Sabrae/SP, ressalta que os resultados apresentados foram feitos com uma fraca base de comparação. Um exemplo é que no primeiro mês de 2014 as companhias que se enquadram nesse porte na região obtiveram uma alta de 2,2% em suas receitas. Em contrapartida, no estado, o crescimento apontado foi de 12,6%.

Cenário nacional na busca por crédito

O Indicador Serasa Experian também fez uma análise sobre as empresas. De acordo com os dados obtidos no mês de novembro de 2014, aquelas empresas que buscaram por crédito chegaram a um recuo de 10% se comparado com o mês anterior.

Nesse meio, diversos aspectos precisam ser considerados, segundo os economistas da Serasa Experian. Conforme as análises desses economistas – ainda nos últimos meses de 2014 – o mês de novembro teve uma menor quantidade de dias úteis, se comparado com o mês anterior.

Além disso, o aumento do custo do crédito, o dinamismo pouco atraente do mercado econômico, além da falta de confiança dos empresários, contribuíram de forma negativa na questão da procura de crédito pela empresas.

De qualquer maneira, o que de fato ficou evidenciado é de que a demanda empresarial por crédito no período apontado pela pesquisa recuou em todas as regiões do Brasil. O maior destaque fica por conta do Centro-Oeste, com uma queda de 17,8%. As menores retrações ficaram com o Norte e Nordeste.

Por Denisson Soares

Foto: divulgação


Em um mundo cheio de desigualdades, não é novidade que os ricos estão ficando cada vez mais ricos. Este dado foi constatado pela Revista Forbes a qual elege os figurões mais abastados do planeta. Na lista desta conceituada revista, o número de brasileiros com uma fortuna avaliada em pelo menos US$ 1 bilhão diminuiu, isto não acontecia desde o ano 2008.

Antes, figuravam 65 conterrâneos no ranking, atualmente, este número baixou para 54. Esta diferença foi registrada em apenas um ano. 

A "culpa" da escassez de brasileiros ricos na lista da Forbes é também culpa da economia desacelerada e da incerteza quanto ao futuro. Além da desconfiança pairando sobre a situação econômica do país, há ainda a corrupção que tem chamado a atenção à nível mundial e da diminuição dos preços dos commodities no país.

A este mix de elementos soma-se a alta do dólar perante o real. Todos estes fatores influenciaram para que o número de brasileiros no ranking diminuisse.

Algo que é extrinseco a economia, porém, colaborou para que a participação dos empresários do país encolhesse foi a morte de dois bilionários: Moisas Safra e Antônio Ermirio de Moraes.

O brasiliero mais rico, segundo a Forbes, é Jorge Paulo Lemann. Ele possui US$ 25 bilhões e está ocupando a 25º posição na lista. No topo da lista, mais uma vez, está Bill Gates, possuindo US$ 79,2 bilhões. A fortuna do dono da Microsoft cresceu em US$ 3,2 bilhões em um ano.

Mesmo com a desvalorização do Euro e com a crise do petrôleo, o ranking aumentou em 290 novos ricos (destes, 71 são chineses), passando para 1.826 bilhonários no total. Saíram dela 138 pessoas entre 2014 e 2015.

Nesta lista, destacou-se Mark Zuckerberg, ele alcançou o 16° posto, ficando no grupo dos 20 mais ricos do mundo, liderando o time dos jovens bilionários e servindo de inspiração para muitas pessoas ao redor do planeta. Outro jovem que aparece na lista é o cofundador do App Snapchat, Evan Spiegel, de apenas 24 anos.

Por Melina Menezes


As famílias brasileiras estão cada vez mais endividadas. Esta afirmação foi concluída após uma pesquisa feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que todos os meses faz uma pesquisa para avaliar o nível de endividamento das famílias brasileiras.

A Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) realizada todos os meses, constatou que, atualmente, 57,8% das famílias brasileiras estão endividadas no mês de fevereiro de 2015, o que representou uma alta em relação à pesquisa feita no mês de janeiro de 2015, na qual demonstrou um índice de 57,5%.

As dívidas mais relatadas pelos participantes da pesquisa, foram dívidas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros, sendo que, por incrível que possa parecer, houve uma diminuição no endividamento das famílias em comparação ao mesmo período do ano passado, que relatou 62,7% em fevereiro de 2014.

Houve uma diminuição no endividamento, porém, o índice ainda é muito alto e demonstra a gravidade da crise econômica que o país vive.

A pesquisa também revelou a situação das famílias com dívidas ou contas em atraso, sendo que esse índice demonstrou que 17,8% das famílias brasileiras estão com contas atrasadas, sendo que também houve uma queda em comparação a fevereiro de 2014, quando o índice alcançou 19,7%.

Agora, o percentual das famílias super endividadas que perderam o poder de pagar suas próprias dívidas, se tornando inadimplentes, aumentou em relação ao ano passado. Este ano, esse percentual está em 6,4%, sendo que ano passado esse índice estava em 5,9%.

Especialistas afirmam que as famílias acabam comprometendo sua renda com gastos extras, que são comuns em todo início de ano, o que explica o aumento do endividamento nesse período.

Outro fator inerente na pesquisa é a diminuição desses índices. A tendência é de queda, ano a ano, pois as famílias brasileiras estão mais cautelosas na hora de adquirir dívidas, não somente pela alta taxa de juros oferecidas, mas também pelo medo do futuro econômico do país.

Por Rodrigo da Silva Monteiro


Em 2015, é bem provável que o crédito mantenha o seu crescimento contínuo, superando o PIB – Produto Interno Bruto, porém, a taxa será inferior à do crescimento registrado em 2014, que chegou aos 10%. Levando em consideração a última década, o crédito foi de 26% para 59% do Produto Interno Bruto.
E a informação foi confirmada pela FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos – que divulgou os dados nesta quinta-feira (26) através do presidente da Federação, Murilo Portugal, que estava participando do VI Prêmio INFI-Febraban de Economia Bancária 2014. Mas o presidente da FEBRABAN não conseguiu mostrar de forma mais objetiva qual seria a expectativa para que o crédito possa ter uma expansão ainda este ano, mas Murilo Portugal teve como adiantar que havendo uma redução na oferta de crédito, isto iria acontecer devido à demanda, que, aliás, é um fato que já vem sendo registrado desde 2011.

Poderíamos dizer então que o brasileiro, neste ano de 2015, está mais cauteloso e mesmo havendo uma oferta maior de crédito no mercado, os brasileiros, ou pelo menos a grande maioria da população, está evitando buscar este crédito, seja por já estar endividado ou por medo da insegurança que o país atravessa.

Portugal fez questão de lembrar que os serviços oferecidos pelos bancos estão presentes no dia a dia de milhões de brasileiros e que é justamente este crédito oferecido que tem ajudado no crescimento do país. Isso torna o cenário ainda mais pessimista, pois poderíamos ligar o fato de que a redução no crescimento desse crédito significaria que o país cresceria menos este ano.

A título de comparação, podemos ver nos dados fornecidos pela FEBRABAN que no ano de 2013 as transações financeiras aqui no Brasil chegaram a 40 milhões, sendo o dobro do ano de 2009 onde foram registradas 23,6 milhões. Porém, em 2014 este número chegou a 56 milhões de operações!

Estamos caminhando para o terceiro mês de 2015 e as incertezas econômicas e financeiras continuam, pois o brasileiro foi pego de surpresa no início do ano com tantos aumentos, além das muitas contas a serem pagas neste período do ano, por isto, a única certeza que temos agora, é que o brasileiro não quer se arriscar, seja fazendo empréstimos ou compras parceladas. Quanto menos comprometer o orçamento familiar, melhor, é o que a grande maioria pensa neste momento.

Por Russel

Cr?dito


Início de ano é sempre difícil, pois além das contas que chegam nesta época, como o IPVA, IPTU, material escolar, tem ainda os gastos do final de ano que ficam quase sempre para serem pagos neste período.

O brasileiro até já se acostumou a todo início de ano, ficar um pouco mais “apertado” financeiramente, pois sabe que os gastos são muitos. O que ninguém esperava é que 2015 fosse um ano tão difícil, economicamente falando.

Se até o final de 2014 a única preocupação maior dos brasileiros era com a crise hídrica, foi só o novo ano começar para as pessoas verem que teriam muito mais que se preocupar. O aumento no preço dos alimentos, combustível, roupas, móveis, imóveis, medicamentos, mão de obra, serviços em geral, aliado ao crescente desemprego e à falta de perspectiva para novas contrações, seja nas indústrias, comércio ou prestação de serviço, fez com que muitos brasileiros se desesperassem e imediatamente, tiveram que conter o consumo.

E as histórias são as mais diversas: pais que mudaram os filhos para escolas mais baratas, uso do transporte público para ir trabalhar deixando o carro na garagem, cancelamento de viagem para o exterior e até viagens para dentro do Brasil, além de compras de eletrodomésticos e eletrônicos que iam ser feitas, mas que foram canceladas, pelo menos temporariamente, até que a situação econômica do país se estabilize.

A previsão não é das melhores para 2015. O dólar foi às alturas e a tendência é de que continue subindo.
As tarifas de água e luz tiveram aumentos e terão novos ainda este ano. Os combustíveis também saltaram de preço e espera-se novo aumento no decorrer dos próximos meses.

Já não basta poupar água e luz, o brasileiro está contendo o consumo de um modo geral. O comércio teve queda nas vendas assim como o setor de prestação de serviços. O desaquecimento na economia, a alta na inflação e o temor de novas surpresas desagradáveis está fazendo com que os brasileiros contenham o consumo ao máximo, para que consigam atravessar o ano sem fazer novas dívidas, pois o futuro nunca foi tão incerto e a situação econômica é bastante obscura.

O melhor agora é consumir o mínimo, economizar ao máximo e estar preparado para novas notícias, sejam elas boas ou não.

Por Russel

Conten??o de consumo


A economia brasileira está em queda, ou seja, o ano de 2015 deve ser ainda pior que 2014. Além da expectativa de um “crescimento” próximo ou igual à zero do PIB, recentemente uma pesquisa realizada pela Focus informou que o valor do dólar deve subir ainda mais até o final este ano.

A divulgação do boletim oficial da pesquisa aconteceu na quarta-feira, 18 de fevereiro. Com isso, é especulado que a moeda norte-americana chegue a casa de R$ 2,90 até o final de 2015.

Vale ressaltar que esse aumento na expectativa para o valor do dólar até o final de 2015 pegou muita gente de surpresa. É importante destacar também que até à última pesquisa, a expectativa de aumento era para R$ 2,80. Além disso, para o ano de 2016 também foi registrado um possível aumento no valor da moeda estadunidense, sendo assim, o valor passou de R$ 2,90 para R$ 2,93 (há quatro semanas o valor para 2016 era de R$ 2,85).

Outro detalhe muito importante quanto a esta pesquisa realizada pelo Boletim Focus, é justamente quanto às mudanças que ocorreram no câmbio. Sendo assim, as previsões para 2015 saltaram de R$ 2,73 para R$ 2,81. Já o ano de 2016 também deve ter aumento no câmbio, haja vista a pesquisa registrar uma expectativa de subida de R$ 2,82 para R$ 2,84.

Apesar da expectativa do aumento no valor do dólar, a previsão em si não obteve grandes impactos nas projeções para as contas externas. Dessa forma, a atual expectativa que é de um déficit de US$ 78 bilhões se manteve. Já em relação ao ano de 2016, houve sim um pequeno aumento na atual projeção que passou de US$ 69 bilhões para US$ 69,25 bilhões.

Outra previsão que não sofreu alterações foi o Investimento Estrangeiro Direto, o IED. Segundo a pesquisa Focus o valor deve permanecer em US$ 60 bilhões para os anos de 2015 e 2016.

Além disso, outro dado muito importante também foi divulgado: a dívida líquida do setor público em relação ao PIB. Segundo a pesquisa, essa dívida sofreu um aumento de 37,20% para 38% em relação à última expectativa. Já o ano de 2016 registrou um aumento de dívida de 37,80% para 38,55%.

Por Bruno Henrique

Foto: divulgação





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