Vendas no comércio registraram queda em julho



  

Queda de 1% registrada foi maior baixa desde o ano de 2000.

Como já era de se esperar, a economia brasileira sofreu mais um baixa: as vendas no comércio nacional no mês de julho sofreram uma queda de 1% se comparada com o mês de junho. Essa foi a maior baixa desde o ano de 2000.

Essa foi a sexta queda consecutiva no varejo, de acordo com dados divulgados pelo IBGE. No total deste ano, a queda foi de 2,4%, ou seja, quase metade dessa baixa aconteceu entre os meses citados acima. Se compararmos com o mesmo período do ano passado, 2014, a queda foi ainda maior, de 3,5%. No acumulado do ano, esses dados só perdem para o mês de março de 2003, quando a diminuição foi de 6,1%, um número muito expressivo e que pode chegar próximo ao que talvez venhamos a sofrer até o fim de 2015.

Desde que o IBGE iniciou essa medição, a diferença entre o período de junho/julho de 2015 para o pico máximo das vendas no comércio varejista foi de 7,2%. Esse índice máximo foi alcançado em novembro de 2014.

O que mais preocupa é que o mês de julho de 2015 não deveria ter sido tão ruim se comparado com o mesmo período no ano passado, já que em 2014 o comércio sofreu um grande impacto devido às especulações da Copa do Mundo que não atingiram a expectativa e o excesso de feriados. De acordo com Isabella Nunes, gerente de serviços e comércio do IBGE, essa comparação deixa o resultado negativo atual ainda mais expressivo.





Apesar de ter refletido em quase todos os seguimentos, o que mais sofreu no varejo foi o seguimento de materiais para escritório, informática e comunicação, com uma queda de 5,5%, seguido pelo de móveis e eletrodomésticos, com baixa de 1,7%. Segundo a última pesquisa, outro seguimento, que até então não sentia tanto essa crise e começou a ter números negativos foi o de supermercados, que registrou uma queda de 1,0% em suas vendas.

Por Felipe Villares

Vendas no comércio



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