Poder de compra do Real é pequeno



  

Desde quando foi lançada, a moeda desvalorizou bastante. Na época, o poder de compra de uma nota de R$ 100 era de apenas R$ 19,90.

Já é de conhecimento de todo brasileiro, que o Real não anda muito bem das pernas. Desde que foi lançado em1994, a moeda já se desvalorizou bastante. Na época, um real valia exatamente um dólar e a nova moeda era motivo de orgulho para os brasileiros. Coisa que já não acontece atualmente.

Com a crescente desvalorização da moeda (402,4% de inflação acumulada desde 1994), uma nota de cem reais atualmente tem o mesmo poder de compra do valor de R$ 19,90 na época de seu lançamento, uma queda de 80,1% de seu poder de compra. Em resumo, o valor total do real foi reduzido em 1/5 nos últimos 21 anos.

Mas nem tudo são derrotas no plano real. De acordo com alguns matemáticos, a moeda ainda tem poder de compra, mesmo com essa alta desvalorização. Segundo eles, o Plano Real tem feito muito bem seu papel de controlar a hiperinflação. Para comprovar suas afirmações, eles citam a inflação acumulada somente no primeiro trimestre do ano de 1990, onde os índices foram maiores do que o registrado durante todo o Plano Real, algo em torno de 437,02% em apenas três meses!

Isso quer dizer que na época, uma nota que tivesse o valor de R$ 100, apenas um ano depois já estaria valendo somente R$ 1,44, perdendo 98,6% de seu valor total (talvez isso explique as constantes trocas de moeda nessa época). Enquanto isso, em 21 anos de sua existência, o Real ainda preserva valor de compra.





Protegendo-se contra a inflação:

Quem deseja rentabilizar seu dinheiro em época de desvalorização da moeda e de inflação em alta, deve escolher papéis que aproveitem essa alta dos juros, como títulos públicos como Tesouro IPCA+, que acompanha a inflação vigente, mais 1%. A poupança definitivamente não é um bom negócio, já que com baixos rendimentos seu dinheiro acabará perdendo o valor de compra.

Segundo os especialistas, um pouco de inflação é saudável para a economia e é um cenário bem melhor do que a deflação (queda geral de preços).

Por Patrícia Generoso

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