Inflação registra acúmulo de 9,56% nos últimos 12 meses



  

Em julho a inflação caiu para 0,62%, mas no acumulado dos últimos 12 meses registra 9,56%.

O País está passando por uma fase muito complicada com relação a problemas políticos e econômicos, tanto que foi feito um levantamento e constatado que a inflação caiu para 0,62% no mês de julho, mas há um registro de uma acumulação de 9,56% nos últimos 12 meses.

Para entender melhor essa situação, primeiramente precisamos saber que a inflação é medida oficialmente através do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ou seja, trata-se da análise das despesas das famílias que possuem uma renda de até 40 salários mínimos (chegando até a cifra de R$ 31.520, com base no salário mínimo de R$ 788,00 estipulado a partir de 01/01/2015). Depois disso, é divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o valor apresentado excede o valor estipulado pelo Bacen (Banco Centra do Brasil), onde o teto da meta da inflação deveria ficar em 6,5%.

Comparando tudo isso, ainda temos a informação que a última vez que o IPCA registrou um índice desse porte foi no mês de novembro de 2003 no valor de 11,02%, fora que também nesse mesmo ano a inflação ficou em 6,85%.

Agora em 2015 a inflação subiu para 6,83% e não existem boas notícias para o fechamento deste ano, pois com o alto aumento dos preços dos alimentos, é bem provável que o IPCA feche o ano em 9,25%.





Podemos ver a manifestação dessa alta em vários tipos de serviços, como:

  • Energia Elétrica que está 4,17% mais cara e em locais como as cidades de Curitiba e São Paulo teve um aumento de 11%;
  • Água e esgoto com aumento médio de 2,44%;
  • Despesas com habitação indo de 0,86% para 1,52%;
  • Artigos de limpeza com um aumento de 0,65%;
  • Aluguel residencial que teve um aumento na casa de 0,49%;
  • Condomínios que ficaram 0,49% mais caros;
  • Alimentos alcançaram preços no valor de 0,65% mais altos.

A coordenadora de Índices de Preço do IBGE, Eulina Nunes dos Santos vê nessa situação mudanças nos hábitos alimentares da população que estão optando por mais comidas feitas em casa do que ir se alimentar em restaurantes, além de demais serviços.

Por Fernanda de Godoi

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