Governo prevê queda de 2% do PIB em 2015



  

O Governo descartava a projeção de redução de 2% na economia brasileira, contando com a melhora no cenário econômico no 3º trimestre deste ano, porém, a expectativa mais otimista é de que a economia mantenha-se estável até o final de setembro.

O Governo Federal já mudou a sua projeção oficial para a economia deste ano e agora considera a retração de cerca de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Mas em uma previsão mais pessimista a crença é de que o PIB baterá 2% de queda até o final deste ano.

Na última quarta-feira (dia 15) a Receita Federal anunciou que houve uma queda real de 2,87% na arrecadação da união no primeiro semestre de 2015. A queda vem como resultado direto da redução do nível de atividade no país. Alguns assessores da presidência ainda afirmaram que a desaceleração da economia pode piorar ainda mais nos próximos meses, pois a crise anda cada vez pior com as últimas descobertas da CPI que investiga operação lava jato, que agora estão voltadas para o ambiente político.

A equipe responsável pela economia no país teme que aconteça uma paralisação das votações mais importantes no congresso, por conta da CPI da lava jato. Isso teria um forte impacto negativo na economia do país, e retardaria ainda mais a recuperação econômica do país.

Até pouco tempo atrás o governo descartava completamente a projeção de redução de 2% na economia brasileira, contando com a melhora no cenário econômico no terceiro trimestre deste ano, agora a expectativa mais otimista é de que a economia mantenha-se estável até o final de setembro.





Claudenir Malaquias, que trabalha na Receita Federal como chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, afirmou que a realidade é bem pior do que os indicadores do governo apontam, pois há uma junção de vários resultados negativos, que juntos acrescentam força à crise econômica do país.

Além das projeções negativas, a baixa arrecadação durante o ano torna praticamente impossível, sem novas intervenções para geração de receita, a missão do governo de cumprir a meta do superávit primário de 1,1% do PIB, o que equivale em valores reais R$ 66,3 bilhões. Até o mês de maio o governo havia cumprido apenas 12% dessa meta. Agora ou o governo consegue outras formas de gerar renda para cumprir a sua meta para o ano de 2015, ou revê a meta e diminui os valores.

É um cenário de incertezas para todos os brasileiros. A época é de recessão e qualquer medida de defesa é bem-vinda. Investimentos arriscados ou ousados devem ser analisados com cuidado pelo brasileiro para evitar perdas.

Por Patrícia Generoso

Economia



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